La comparación es TERRIBLE https://t.co/YL1GMlntdy
— Pedro Pablo Aparicio (@pedropaparicio) October 14, 2026
Pedi ao ChatGPT para fazer o mesmo gráfico para Portugal:
Quando optamos pela via de Caim, temos os resultados de Caim.
La comparación es TERRIBLE https://t.co/YL1GMlntdy
— Pedro Pablo Aparicio (@pedropaparicio) October 14, 2026
Pedi ao ChatGPT para fazer o mesmo gráfico para Portugal:
Quando optamos pela via de Caim, temos os resultados de Caim.O JN de 16 de Outubro publicou o artigo "Revinhade quer chegar aos dez mil postos de trabalho", sobre a área empresarial do Alto das Barrancas, em Felgueiras. A notícia destaca a inauguração da fábrica da Somfy, com potencial para empregar 700 pessoas, mas o interesse do caso vai além deste investimento.
Vejo aqui um exemplo concreto de uma possibilidade que tenho referido neste blogue: aumentar a produtividade através da alteração da composição da economia:
Segundo o jornal:
"Felgueiras, com cerca de 57 500 habitantes, tem uma forte dependência da indústria do calçado, que emprega diretamente cerca de 20 mil pessoas."
Quando se fala em aumentar a produtividade, costuma pensar-se em melhorar o funcionamento das empresas existentes: reduzir desperdícios, melhorar a organização, investir em equipamento, desenvolver competências. Também conta subir na escala de valor, desenvolver produtos e serviços pelos quais os clientes estejam disponíveis para pagar mais, aumentar a diferenciação e escapar à comoditização. Contudo, à escala de um concelho ou de um país, há outra possibilidade: mudar o peso relativo das empresas e actividades que compõem a economia.
O próprio artigo identifica essa intenção:
"A concorrência dos mercados asiáticos, com custos de produção inferiores, aumenta a pressão sobre o setor e torna a diversificação industrial uma prioridade para o município."
Mais adiante, acrescenta uma informação relevante:
"A zona industrial começou a ser desenvolvida de raiz em 2018 e conta já com três empresas: Somfy, Coloplast Portugal e Biselplas."
A Somfy produz motores para estores. A Coloplast é uma multinacional dinamarquesa especializada em dispositivos médicos, cuja unidade de Felgueiras foi concebida para fabricar cateteres intermitentes. A sua instalação acrescenta à economia local uma actividade ligada a outros produtos, mercados e exigências técnicas. A diversificação começa a ganhar uma expressão concreta naquilo que o território passa a produzir.
É uma dinâmica compatível com a lógica dos Flying Geese, o paradigma associado ao economista japonês Kaname Akamatsu: as economias transformam-se, desenvolvem capacidades e passam a participar em actividades progressivamente mais exigentes. O investimento internacional pode acelerar essa aprendizagem, trazendo equipamento, conhecimento, métodos de trabalho e acesso a cadeias de produção. À escala local, Felgueiras poderá estar a desenvolver uma expressão desse movimento.
Se estas empresas gerarem mais valor acrescentado por trabalhador do que a média existente e ganharem peso no emprego, a produtividade agregada do concelho poderá aumentar. O calçado pode continuar a crescer, a inovar e a subir na escala de valor, enquanto outras actividades crescem mais depressa. A transformação da composição da economia também se faz por adição, com empresas que passam a existir naquele território e oportunidades que se abrem a trabalhadores e fornecedores.Naturalmente, a presença de motores eléctricos ou dispositivos médicos não demonstra, por si só, uma produtividade superior à do calçado. Interessa conhecer o valor acrescentado que fica nas unidades locais e os recursos necessários para o gerar. A hipótese de subida na escala de valor terá de ser confirmada pelas contas, acompanhando também o desenvolvimento de competências e as respectivas remunerações.
O artigo refere a intenção de promover a:
"criação de emprego qualificado e mais bem remunerado para fixar jovens no concelho."
É essa ambição que torna o caso especialmente interessante. O futuro da produtividade de Felgueiras também dependerá das empresas que conseguirem nascer, instalar-se e crescer no concelho, das capacidades que trouxerem e das oportunidades que ajudarem a desenvolver. No próximo postal, volto ao assunto para sugerir como poderíamos medir esta transformação.
São as empresas que vão ocupar a tal cadeira vazia da Concertação Social.
Em Janeiro, o DN publicou o título "Inquérito a 1500 empresários da indústria antecipa colapso no emprego em 2026". A abertura falava numa "esmagadora maioria" de empresários e gestores a antecipar dificuldades, e o artigo até referia os tempos da pandemia e da troika. Guardei o recorte. Agora, passados alguns meses, vale a pena confrontar aquelas palavras com os números já conhecidos. Uma palavra como "colapso" cria uma expectativa sobre a dimensão do que vai acontecer.
Comecemos pelo que sustentava o alarme do jornal. O artigo referia uma média móvel de três meses do saldo de respostas extremas de −1,4, um indicador calculado pela diferença entre a percentagem de respostas positivas e negativas. Esse valor não significava uma queda prevista de 1,4% do emprego, nem permitia concluir que uma esmagadora maioria dos empresários esperava reduzir trabalhadores. A maioria podia perfeitamente prever manter o emprego, com as respostas negativas a excederem ligeiramente as positivas. Os empresários responderam a um inquérito sobre as suas expectativas. A escolha da palavra "colapso" pertence ao jornal.
Chegados a Agosto, depois das guerras, depois das tempestades, depois dos aumentos dos preços dos combustíveis, depois da queda de Cristiano Ronaldo, o desemprego registado no IEFP estava 9,3% abaixo do mesmo mês de 2025: menos 27 915 pessoas. Somando os ramos da indústria transformadora, no Continente, o desemprego registado com origem nessas actividades diminuía 10,7%, enquanto as ofertas de emprego recebidas desses ramos durante Agosto aumentavam 27,6% em termos homólogos. Estes números não medem directamente o emprego industrial, cujo índice apresentava em Agosto uma ligeira contracção homóloga de 0,5%, segundo os dados do INE divulgados pela Direcção-Geral da Economia. Há dificuldades e há diferenças entre sectores. Os indicadores citados ficam, porém, muito longe de demonstrar o colapso anunciado.
As exportações de bens acrescentam contexto. Entre Janeiro e Agosto, cresceram 2,9% em valor face ao período homólogo, para 54,1 mil milhões de euros. No trimestre de Junho a Agosto, o crescimento homólogo foi de 8,2%. No acumulado dos oito meses, as exportações de máquinas e aparelhos aumentaram 10,4%, as de metais comuns 13,1% e as de plásticos e borrachas 6,7%. Também houve quebras, nomeadamente nos químicos, de 28,4%, e nos veículos e outro material de transporte, de 1,8%. Outra vez, valores que descrevem uma realidade industrial bastante mais diversa do que aquela palavra fazia antever.
Não censuro os empresários por manifestarem preocupação com o futuro. Quem gere uma empresa conhece incertezas que nenhum quadro estatístico elimina. Ao jornal cabe explicar o alcance dessas respostas e escolher palavras proporcionais à evidência disponível. Um indicador de expectativas ligeiramente negativo justificava atenção e acompanhamento. Transformá-lo num anúncio de colapso exigia uma fundamentação que o artigo não apresentava. Gostava de ver o DN regressar agora ao tema e confrontar o dramatismo de Janeiro com os dados conhecidos até Agosto. O rigor também se avalia depois da notícia sair. Afinal, o FMI sempre chegou a vir.
Em “This is an era of Davids, not Goliaths”, Janan Ganesh, do FT de quinta-feira passada, questiona a ideia de que os grandes países conseguem impor facilmente a sua vontade aos pequenos.
"In the last century, it was shocking when not one but two empires succumbed to ostensibly weaker Vietnamese forces. In this century, which has brought the Iraq and Afghanistan debacles, such giant-killings are almost banal.
...
What explains the agonies of Goliath? How is it that apparent titans so often fail to get their way? For one thing, almost all actors, however small, have leverage of some kind. If it isn't control of a strait, it might be an indispensable business (the Netherlands has ASML) or even just specialised knowledge."
Interessante, na passada Quinta-feira escrevia aqui sobre o "sticky knowledge".
Vamos fazer o paralelismo para as empresas.
Quando se fala em aumentar a produtividade, a conversa encaminha-se quase sempre para o mesmo lugar: crescer, produzir mais, ganhar escala. O raciocínio é conhecido: aumentar o volume permite diluir custos fixos, especializar tarefas, investir em equipamento e produzir mais por hora de trabalho. São ganhos possíveis e importantes. Contudo, produzir mais só aumenta a produtividade se o valor acrescentado crescer mais depressa do que os recursos utilizados. Uma empresa pode aumentar a produção e a facturação sem melhorar a sua produtividade.
Cuidado: os clientes-alvo e a proposta de valor de uma empresa com 50 trabalhadores, são diferentes para uma empresa com 200 trabalhadores. Portanto, quando outsiders aconselham 4 empresas a juntarem-se para serem partes de uma maior com menores custos unitários, estão, na verdade, a pedir que essas empresas abandonam os clientes e proposta de valor que conhecem e ir para uma arena diferente.
Para as PME, interessa-me particularmente outra via: aumentar o valor acrescentado por hora trabalhada através da subida na escala de valor. Na equação da produtividade, o numerador merece tanta atenção quanto os recursos necessários para obtê-lo. Podemos melhorar o resultado reduzindo desperdícios, esperas e retrabalho. Podemos também melhorá-lo desenvolvendo uma oferta que os clientes valorizem mais e pela qual estejam dispostos a pagar mais: mais inovação, mais personalização, mais diferenciação, mais flexibilidade e maior capacidade para resolver problemas específicos.
Uma aposta exclusivamente centrada na escala pode tornar uma PME mais dependente de grandes volumes e de ofertas padronizadas. Se, entretanto, essas ofertas se tornam semelhantes às dos concorrentes, a comparação passa a fazer-se cada vez mais pelo preço. A empresa precisa então de vender mais para compensar margens menores, o que reforça a pressão para ganhar escala. Pode acabar a produzir cada vez mais, com um esforço crescente, para ficar com uma parcela cada vez menor do valor criado.
O modelo de Kano ajuda a compreender como se pode perder a diferenciação ao longo do tempo: aquilo que hoje surpreende e encanta o cliente pode, amanhã, passar a ser esperado e, mais tarde, tornar-se uma exigência básica, comoditizada. A característica mantém-se, mas perde a capacidade de distinguir a oferta. Esta evolução torna necessário renovar as razões pelas quais os clientes escolhem uma empresa e aceitam pagar um preço mais elevado.
É por isso que, quando penso nas PME, dou prioridade à capacidade de compreender determinados clientes e desenvolver respostas que façam uma diferença relevante para eles. Pode ser uma solução à medida, uma entrega mais flexível, um apoio técnico que evite erros ou uma adaptação que um fornecedor de grande volume não esteja preparado para assegurar. Essa diferenciação precisa de ser reconhecida pelo cliente e traduzida em resultados para a empresa. Acrescentar complexidade e custos sem conseguir cobrar o valor correspondente pode tornar o negócio mais difícil e menos rentável.
Recordo, a este propósito, "Managing Price, Gaining Profit", de Michael V. Marn e Robert L. Rosiello, publicado na Harvard Business Review em 1992. Há 20 anos e um dia escrevi, "Ainda a produtividade", Para a estrutura económica média analisada, uma melhoria de 1% no preço, sem perda de volume, aumentava o lucro operacional em 11,1%; um aumento de 1% no volume, sem redução do preço, aumentava-o em 3,3%. Os valores dependem dos pressupostos, mas ilustram bem a força do preço efectivamente obtido na formação do lucro.
Produtividade e lucro são medidas diferentes. Ainda assim, esta reflexão obriga-nos a olhar com mais atenção para aquilo que vendemos e para o valor que conseguimos captar. Uma oferta mais valorizada pode permitir aumentar o valor acrescentado por hora trabalhada, desde que os recursos adicionais necessários não absorvam esse ganho. Para muitas PME, a pergunta decisiva é: como podemos tornar o nosso trabalho mais valioso para clientes que reconheçam essa diferença e estejam dispostos a pagá-la? A dimensão a procurar deve ajudar a concretizar essa escolha.
Na Parte II vamos abordar o tema da dimensão das empresas e o papel do contexto, nomeadamente a legislação.
O futuro pode passar por "Agrhound: nace el ' perrobot' para vigilar las cosechas con IA". Para já o uso previsto é mais:
"El propósito es que el robot sea capaz de elaborar mapas de maduración, realizar estimaciones de producción, calcular el rendimiento de las explotaciones e identificar variaciones en la calidad de los cultivos en tiempo real."
"This April, Rolls-Royce unveiled a new model meant to look down at even the highest of high-end cars. Its battery-powered roadster, known as Project Nightingale, is imposing and intentionally impractical. Though it is as long as a Cadillac Escalade, it has only two seats. Like an elite speedboat, it's all prow and tail.Limited to 100 units globally, this handmade vehicle starts around $3.5 million. And that's before expensive customization options, which are myriad and de rigueur, and could add 50 percent to the price. This makes it not just the venerable British carmaker's top offering, but also an exclamation point on its business strategy: expanding profit by catering to its elite customers' desire for something uniquely personalized and conspicuously consumable."
"More, and more complex, customization processes also invite clients "behind the curtain," as Mr. Brownridge said, to meet with designers, engineers and executives, providing the access and direct involvement they crave."People consuming luxury don't just want things. They want stories, they want experiences. [Moi ici: Os clientes trabalham com os especialistas para incorporar referências pessoais no automóvel. O valor percebido inclui o processo de criação, a relação com a marca e a história que o objecto permite contar. O produto físico é o suporte dessa experiência] They want to, with the most ambitious clients, create a legacy of something which they'll hand down to future generations," he said."
Esta estratégia exige investimento em instalações e competências. Contudo, a expansão da fábrica destina-se sobretudo a permitir trabalhos mais complexos, sem aumentar significativamente a capacidade anual de produção. [Moi ici: Fugir da lógica cancerosa] A lógica económica é impressionante:
"Customization is "hugely profitable," according to Mr. Dean, yielding margins of "well over 50 percent." Bloomberg Intelligence estimates that while Rolls-Royce made up just 0.2 percent of the BMW Group's 2.5 million car sales in 2025, it produced 13 percent of its operating profit."
Uma frase que resume a estratégia:
"The automaker finds profits in small batches of highly customized vehicles, not in high sales volume."
A Rolls-Royce procura clientes dispostos a pagar mais por uma proposta que dificilmente encontram noutro fornecedor. A personalização deixa de ser um pequeno conjunto de extras e passa a ser uma fonte central de diferenciação e de rentabilidade.
Recordo o tema da mudança de quadrante. Uma competência que os clientes habituais pouco valorizam pode ser precisamente aquilo que outros procuram e estão dispostos a pagar. A mesma empresa, com parte do mesmo saber fazer, pode encontrar outro futuro se aprender a reconhecer esses clientes e a trabalhar com eles. Claro que isso obriga a escolher, a desenvolver competências e a aceitar que haverá encomendas mais interessantes do que outras.
Pensem agora nas PME que já trabalham à medida. Quantas horas de diagnóstico, desenho, alterações e acompanhamento oferecem como se fossem uma maçada inevitável para conseguir vender o produto? A Rolls-Royce envolve o cliente nesse trabalho e dá-lhe valor. O artigo refere até que o cliente pode pagar o desenvolvimento de um material ou de uma técnica que a empresa poderá voltar a utilizar, terminado o período de exclusividade acordado.
Há aqui matéria para pensar naquilo que se cobra pela concepção, nas alterações que se incluem num orçamento e no valor de uma exclusividade. Sobretudo, há matéria para perceber se estamos a oferecer, sem dar por isso, uma parte importante daquilo que o cliente mais valoriza. Depois, olhamos para os custos da fábrica e procuramos mais uns cêntimos para cortar.
Já imagino alguém a encolher os ombros: "Pois, mas isso é a Rolls-Royce..." A uma PME interessa perceber quem valoriza especialmente aquilo que ela sabe fazer e que competências precisa de desenvolver para merecer essa preferência. Pode haver mais futuro nesse trabalho do que em passar os dias a disputar encomendas de clientes para quem todos os fornecedores são iguais.
O Telegraph do passado dia 11 publicou um artigo com um título que incendiaria a comunicação social woke (estarei a fazer um pleonasmo?) portuguesa, "Teachers in Denmark allowed to use physical force":
"Danish teachers will be granted permission to use physical force in classrooms amid complaints of rising violence.
A reform proposed by the centre-Left government this week will allow teachers to use physical restraint to remove disruptive students from August next year. This means "holding a student, keep them in place, or take them to another room against their will".
...
the minister for education, said: "Teachers must not be left in doubt about what they are allowed to do when a situation escalates. And no teacher should fear being fired for stepping in when necessary in a violent situation."
...
Mr Tesfaye [Moi ici: Anterior ministro da Educação e autor da lei] had said he wanted to prioritise returning "discipline" and "authority" to his schools and had condemned parents who had given their children a "pissedarligt opdragede" - meaning "s----- upbringing" [Moi ici: Alguém sem medo de dizer que a Festa de Natal da escolinha dos filhos foi uma porcaria] ."
Lá vai o pêndulo de regresso.
Práticas antes aceites passam a ser condenadas, até que os problemas acumulados durante a sua ausência obrigam a recuperá-las, com outros limites e outras garantias.
Talvez a dificuldade esteja em corrigir os abusos de uma época sem destruir aquilo que, apesar deles, cumpria uma função necessária... outra vez a "vedação de Chesterton".
Na escola, essa função inclui assegurar que um professor consegue ensinar e que os alunos conseguem aprender. Quando se perde isso de vista, o regresso da autoridade acaba por parecer uma ideia revolucionária.
"Competitive strategy is about being different. Michael Porter taught us that three decades ago, and the principle has not changed. What has changed is that AI is making that imperative harder to fulfill. Every competitor is now equipped with the same AI-powered analytics, the same strategic frameworks, the same scenario-modeling capabilities, and the same vast pools of market and competitive data. So they reach similar conclusions, make similar moves, and whatever advantage they identify evaporates quickly. Excellent analysis, available to everyone, is no longer a crucial source of competitive advantage."
E a minha mente voou para os anos 80:
"MacGyver: Well, old Sandy sure has a mind of her own, doesn't she?
Jill: Yes, but she thinks like me. So I should be able to think it through and find her pattern, logically and rationally.
MacGyver: Without the emotion, right?
Jill: That's what gives her the edge. People and emotion can't get in her way.
MacGyver: Well, I say we trust our instincts—go with our gut. You can't program that. That's our edge."
Quando os concorrentes dispõem de ferramentas analíticas e de informação semelhantes, tenderão a chegar a conclusões semelhantes. Ou seja, a análise sofisticada comoditiza-se e deixa de gerar alternativas de diferenciação.
"Analysis is now table stakes. The tacit knowledge from which distinctive strategies are often built can be found in unarticulated expertise and is often tied to particular contexts. This cannot be commoditized. The strategist who understands this distinction will reallocate effort accordingly. The strategist who does not will compete with increasing sophistication for an advantage that no longer exists."
Isto faz-me recuar a Outubro de 2015 e à minha tomada de consciência de que o que eu fazia nas PME era o contrário do que os livros nos dizem: "Do concreto para o abstracto e não o contrário":
"Uma PME-tipo em Portugal não tem condições para começar com uma folha em branco e partir do zero num exercício racional de desenvolvimento de uma estratégia. [Moi ici: Agora, até pode ter por causa da IA, mas se o fizer vai chegar à mesma paisagem competitiva e visão do mundo que os outros]
Uma PME-tipo em Portugal ao desenvolver uma estratégia:
- para aproveitar uma oportunidade com que chocou inadvertidamente; ou
- para estancar uma hemorragia competitiva que a está a enfraquecer.
Tem, quase sempre, de partir daquilo que tem. [Moi ici: Tem de partir do seu sticky knowledge] Não tem a liberdade de ir à procura do próximo hit, porque isso exige recursos e uma cultura que normalmente não tem."
A vantagem passa a depender mais do que designam por sticky knowledge: conhecimento difícil de transmitir, porque permanece tácito, depende de relações de confiança ou está profundamente ligado a uma situação particular. Para o descobrir e aproveitar, o estratega precisa de combinar presença no terreno, experiência e capacidade de reconhecer o significado do que observa.
Uma empresa que procura oportunidades apenas nos relatórios e referências que todos consultam limita as possibilidades de descobrir algo diferente. Pode encontrar matéria estratégica em utilizações inesperadas dos seus produtos, dificuldades dos clientes, excepções recorrentes ou competências internas pouco valorizadas. Isto abre uma possibilidade para empresas pequenas: a proximidade com clientes e operações pode fornecer conhecimento valioso, desde que consigam interpretá-lo e agir sobre ele.
"All of this calls for a shift in mindset. Stop treating the Eureka encounter with sticky knowledge as a fortunate accident and start treating it as the goal, to be pursued as deliberately as the profession once pursued analytical mastery. The strategists who make that shift-expert in their field, present where the knowledge lives—will hold one vital advantage that widens as the machines improve."
Uma gestão que avalie o tempo passado com os clientes apenas pelo seu custo imediato pode eliminar precisamente a actividade que permitiria descobrir uma nova proposta de valor. A implicação prática é reservar tempo para acompanhar clientes, observar operações e experimentar hipóteses, com uma pergunta concreta a orientar a observação.
Trechos retirados de "What Sets Great Strategists Apart in the AI Era"
Nota: Corro o risco de abordar demasiados temas nestes postais, mas eu sou assim, o rei das tangentes.
A importância de formular estratégias realmente diferenciadoras vai crescer muito. Por causa da IA e por causa do monstro Estado na sua sofreguidão imparável. Ontem, o The Telegraph publicou um artigo chamado "'It's impossible to run a business in UK'".
O artigo relata o encerramento da Norris and Sons, uma empresa familiar de fornecimentos agrícolas com cerca de 150 anos. O proprietário atribui a decisão à acumulação de impostos, contribuições patronais, aumentos salariais e outros custos de funcionamento. O encerramento deixará dez trabalhadores sem emprego.
Segundo o empresário, a empresa continuava a ter actividade, mas tornou-se incapaz de suportar os encargos. Para a manter aberta, injectou dezenas de milhares de libras das suas poupanças e reduziu despesas. Apesar de trabalhar sete dias por semana, afirma já não retirar uma compensação que justifique o esforço.
Vamos admitir de barato, não me custa rigorosamente nada, que ele tem razão, que é uma vítima do monstro Estado. Qual é a novidade? Isso é um cão que morde homem.
Isso sempre aconteceu, talvez agora com mais força porque as economias estão estagnadas em termos de produtividade.
O que ninguém tem coragem de perguntar a este proprietário (porque os jornalistas são pombos-correio ou megafones, eles, de boa-fé, ouvem alguém e depois comunicam o que ouviram sem investigar): O que é que a Norris and Sons fez nos últimos 10 anos para subir na escala de valor, para se diferenciar, para criar a "the next big thing"? Este tipo de questões que não são colocadas são aquilo a que metaforicamente chamo de "ninguém tem coragem de dizer ao filho que a Festa de Natal da sua escolinha foi uma valente porcaria"
É o que separa isto:
"Os agricultores exigem que o Governo atribua medidas de compensação ao setor no valor de 140 milhões de euros para que este tenha condições de competitividade [Moi ici: Imagino um jornalista, com a mesma acutilância com que tenta quebrar as pernas, em sentido figurado (?) a André Ventura, questionar o líder da CAP sobre desde quando é que a agricultura da CAP deixou de ser competitiva. Brincamos, é um festival à custa dos contribuintes de cá e alemães] para produzir e consideram os atuais apoios insuficientes. A reivindicação foi ontem feita junto ao Parlamento por uma delegação liderada presidente da CAP, Álvaro Mendonça e Moura"
Depois, com uma grande cara de pau, interrogamo-nos sobre por que é que a produtividade do país é baixa.
Confesso que tinha uma melhor ideia sobre o progresso da economia grega pós-Tsipras, mas afinal parece que é algo parecida com o problema espanhol.
Isto por causa de "Greece was Become a "Café Economy," LSE Study Finds":
"The study, co-authored by Michalis Nikiforos, Vlassis Missos, Christos Perros, and Nikolaos Rodousakis, analyzes how Greece has morphed into a “cafe economy.” This describes the massive expansion of the Accommodation and Food Service Activities (AFSA) sector, which includes all tourism-related activities: restaurants, bars, hotels, entertainment, short-term rentals, and more."
Entre 2009 e 2023, no sector grego do alojamento e restauração, verificou-se:
"Em Agosto, houve uma subida no número de dormidas de turistas na área de Lisboa mas o rendimento médio por quarto disponível (Revpar), ligado ao preço, desceu 6,3%, para 114,1 euros, ficando mesmo abaixo da média nacional."
E agora reparem:
"Questionada sobre as descidas de Julho e Agosto em Lisboa, Cristina Siza Vieira, vice-presidente executiva da Associação da Hotelaria de Portugal (AHP), afirmou que "Lisboa está numa fase de ajustamento". "Há procura, alias, o crescimento das dormidas em Agosto comprova isso mesmo, mas isso não significa que os proveitos cresçam na mesma proporção""
Interessante, o crescimento das dormidas já não implica um crescimento equivalente das receitas. A combinação de mais dormidas com menor rendimento por quarto disponível devia ser um sinal de alerta para o risco de comoditização. Quando o cliente encontra ofertas que lhe parecem semelhantes, o preço ganha peso na escolha e os operadores podem procurar compensar com volume aquilo que perdem em rendimento. O resultado pode ser mais turistas, mais pressão sobre a cidade e mais recursos mobilizados, com margens cada vez mais apertadas. Outra espiral:
A tal, race to the bottom.
Mais uns tempos, e a AHP, qual CAP, vai para a rua pedir apoios
É o perigo de fazer do número de dormidas a medida do sucesso: aumentar a actividade enquanto se enfraquece a capacidade de criar e captar valor. Para escapar a esta trajectória, é preciso dar ao cliente razões concretas para escolher uma oferta e aceitar pagar por ela. Uma cidade mais cheia pode estar a esconder um negócio economicamente mais frágil.
Em "O choque chinês, não o euro", listo alguns postais, não todos, sobre aquilo a que o mainstream chamava de “choque do euro” e eu sempre chamei de “choque chinês". Sem euro, imaginem o mundo em que estaríamos a viver, "O mundo alternativo em que poderíamos estar a viver" (postal de 2016). O euro salvou-nos de uma espiral desvalorizadora para combater a guerra anterior "Redução dos salários em Portugal" (postal de 2006)
Por exemplo, em "A receita deste blogue (parte I)" ilustro um exemplo muito claro do choque chinês e de como se pode responder-lhe. Subir na escala de valor.
Quando Portugal sofreu o choque chinês, e as indústrias tradicionais de baixo valor acrescentado foram dizimadas. Por exemplo, em "3 momentos na evolução do sector do calçado" de 2014:
Eu comparava o choque chinês em Portugal, ao choque japonês nos Estados Unidos.
Entretanto, a China subiu na escala de valor, e agora está a dizimar empresas noutro campeonato, noutros países europeus. Ver este gráfico que encontrei aqui (reparar no período temporal, 2019-2024):
O choque chinês mudou de composição sectorial e, com isso, mudou também de geografia. A primeira vaga atingiu sobretudo têxteis, vestuário, couro e mobiliário no Sul da Europa (não esquecer Manzano). O choque não chegou apenas através de produtos chineses vendidos em Portugal; chegou através de encomendas que deixámos de receber dos nossos clientes europeus. Um estudo sobre empresas portuguesas identifica reduções significativas do emprego entre 2000 e 2007 nas empresas mais expostas à concorrência chinesa nos mercados europeus de exportação, encontrando efeitos muito menores da concorrência directa no mercado português.
A pressão mais recente deslocou-se para o equipamento eléctrico, a química e o automóvel, atingindo mais directamente o núcleo industrial europeu do Norte. Numa análise de 2024, o BCE descreve a passagem da concorrência chinesa em vestuário, calçado e plásticos para actividades de maior valor acrescentado, como o automóvel e a maquinaria especializada. Aumento a semelhança entre as exportações chinesas e as europeias, sobretudo em maquinaria e equipamento de transporte, com particular exposição da Alemanha. A China está a disputar capacidades industriais que a Europa considerava fontes duradouras de vantagem.
Numa newsletter do FT, o autor publicou no Domingo passado, "Europe can fight the 'China shock'" de onde cito:
"First, the effect of the "China shock" on Europe is more concentrated than widely assumed. In 2025, almost two-thirds of the goods imported into the EU from China fell into just five product categories, such as machinery, chemicals and cars."
Os dois gráficos do FT nestes tweets, são da newsletter, e ilustram o que dizemos aqui há duas décadas, fugir do negócio do preço, subir na escala de valor. O Carlos consultor diz: subir na escala de valor. O Carlos cidadão diz: facilitar a recomposição da economia.
@mmpiatkowski @tejparikh90 Hi @mmpiatkowski, there is already data on the geographical distribution of decline/increase of manufacturing jobs https://t.co/Zc2KYSxP8i
— Coluna do Rei⬛️🟨⬜️ (@colunadorei) October 12, 2026
O subtítulo do artigo da newsletter é, para os políticos europeus, como a cruz para o diabo:
"But it requires Brussels to prioritise creative destruction over protectionism"
Vai ao encontro doutra guerra deste blogue. Sim, "Deixem as empresas morrer!" apresenta a orientação: dar prioridade à destruição criadora sobre o proteccionismo.
A pressão chinesa está concentrada em determinadas actividades e a contracção destas tem coexistido com o crescimento de outras. A produção, o valor acrescentado real e o emprego industrial da zona euro aumentaram ligeiramente na última década. Esses números agregados podem esconder perdas profundas em determinadas empresas e regiões, mas também revelam uma indústria que se transforma.
Recordo o exemplo do mobiliário e do calçado português: enquanto desapareciam empresas e postos de trabalho, outras empresas desenvolviam marcas, trabalhavam o design, trabalhavam a flexibilidade e a rapidez, encontravam novos clientes e aumentavam as exportações. Recordo também a Marlin Steel: a mudança começou pela descoberta de clientes que precisavam de soluções diferentes e estavam dispostos a pagar por elas. Subir na escala de valor também se faz dentro de sectores considerados tradicionais, através da transformação do modelo de negócio.
Parikh, o autor, recupera ainda um exemplo particularmente interessante. A concorrência japonesa abalou os fabricantes alemães de máquinas fotográficas nos anos 1970; alguns sobreviventes orientaram-se para a óptica de topo, desenvolvendo capacidades que hoje são importantes para a produção de semicondutores. O conhecimento acumulado encontrou novas aplicações e novos clientes (mudar de quadrante ou recordar as sanitas da Toto ou sa máquinas de vending da Fuji).
O FT acrescenta a dimensão institucional: facilitar o financiamento, reduzir barreiras no mercado único, melhorar as condições de acesso à energia e apoiar a requalificação dos trabalhadores. A transformação exige empresas capazes de escolher novos caminhos e condições que lhes permitam concretizar essas escolhas.
Entretanto, a própria China continua a subir na escala de valor. Por isso, a experiência portuguesa oferece uma lição sobre a necessidade de adaptação contínua. Não basta abandonar produtos baratos e entrar num sector tecnologicamente sofisticado, porque a China também está a fazer essa travessia. É necessário construir uma diferença concreta, especialização, conhecimento difícil de reproduzir, desenvolvimento conjunto com clientes, rapidez ou serviço, e continuar a renová-la. Cada vantagem conquistada precisa de ser aprofundada e renovada: conhecer melhor determinados clientes, resolver problemas mais exigentes e desenvolver capacidades pelas quais esses clientes estejam dispostos a pagar.
🚨 Il sommelier professionista Eric Boschman e una televisione belga hanno deciso di condurre un esperimento sugli organizzatori di un prestigioso concorso internazionale di vini. Hanno scelto in un supermercato a bordo strada una bottiglia del vino più economico, al costo di soli due euro e cinquanta centesimi, e poi l'hanno "rifinita" con cura. Le hanno attribuito un nome altisonante, "Le Chateau Colombier", hanno applicato un'etichetta elegante e inventato una storia: apparentemente, il vino era prodotto con varietà di uva belga di alta qualità. E in questa veste, l'hanno inviato al concorso. Incredibilmente, questo vino ha vinto una medaglia d'oro. I giudici hanno elogiato il suo ricco bouquet, il suo aroma impeccabile e la sua composizione insolita.
— Silvio Bertoldi (@SilviusBerthold) October 11, 2026
O vinho continuou exactamente igual. A medalha acrescentou-lhe um ingrediente precioso: a possibilidade de o elogiarmos sem receio de parecer que não percebemos de vinhos.
Faz-me recordar um comentário aqui no blogue, de 2013, sobre a Maconde:
"há alguns anos atrás, foi feito um teste "cego" à qualidade dos fatos de uma série de marcas. entre elas estava a antiga Maconde. e nesse teste cego, foi a preferida pelos consumidores, em Londres.
fizeram o mesmo teste, mas desta vez com as marcas, e ficou em último. literalmente em último."
O papel das marcas faz milagres.
Quase vinte anos depois, três artigos sobre a nova orientação estratégica da Porsche fizeram-me regressar àquele texto:
A Porsche pretende reforçar a exclusividade dos seus automóveis, aumentar o valor dos modelos de topo e ajustar a sua estrutura a um mercado menos favorável. Em suma: subir na escala de valor!
"Porsche is betting that a greater focus on high-end models will help restore the luxury carmaker's profit margins, despite subdued demand.
...
"We want to reinforce Porsche as the world's most desirable sports car manufacturer," Leiters said, placing the brand alongside Ferrari and Louis Vuitton in terms of value."
"Porsche is now trying to reinvent itself as a smaller company with a sharper focus on higher-priced sports cars."
Desde 2007, a Porsche cresceu muito. Passou de cerca de 49 mil veículos vendidos no exercício de 1999/2000 para mais de 320 mil entregues em 2023. A dimensão comercial multiplicou-se aproximadamente por seis e meio.
Entretanto, a China tornou-se um mercado mais difícil, as tarifas americanas agravaram os custos e a revisão das ambições relativas aos veículos eléctricos trouxe encargos elevados. A Porsche procura agora construir uma empresa menos dependente de volumes que já não considera prudente perseguir a qualquer preço.
Há duas escolhas que se reforçam mutuamente. A primeira é aumentar o valor por automóvel, através de produtos mais desejáveis, maior exclusividade e personalização. A segunda é baixar o ponto de equilíbrio para menos de 200 mil veículos, tornando a estrutura compatível com volumes inferiores.
Esta segunda escolha merece atenção. Quando uma empresa precisa de vender muito para alimentar a estrutura que criou, a liberdade estratégica encolhe. Torna-se mais difícil recusar uma encomenda pouco rentável, abandonar um mercado problemático ou resistir à pressão para baixar preços. Novidade neste blogue? Come on!!!
Uma estrutura menos dependente do volume pode devolver essa liberdade. Permite escolher melhor os clientes, os produtos e os negócios que merecem os recursos da organização. Permite aceitar que uma venda perdida pode ser preferível a uma venda que enfraquece o futuro da empresa. Isto não é válido só para a Porsche, é ainda mais válido para uma PME portuguesa. Repito, é ainda mais válido.
A Porsche pretende ainda reduzir a complexidade e aproveitar componentes e plataformas partilhados dentro do grupo Volkswagen. A minha leitura é que procura concentrar os recursos naquilo que o cliente reconhece e valoriza como especificamente Porsche, poupando onde essa diferença acrescenta menos valor. Outra lição deste blogue, da primeira década deste século: processos de contexto vs processos críticos.
É uma aposta exigente. Um preço mais elevado precisa de encontrar clientes que reconheçam razões para o pagar. E a redução da dimensão terá de preservar o conhecimento, a inovação e a capacidade de desenvolver os automóveis que sustentarão a marca amanhã.
Regresso, por isso, à Rainha Vermelha. Há empresas que precisam de correr cada vez mais depressa porque cada venda deixa menos recursos e a estrutura exige cada vez mais vendas, chamei-lhe, em tempos, de anorexia empresarial. A Porsche procura diminuir essa dependência, reforçando simultaneamente as razões pelas quais alguém escolhe os seus automóveis.
Para muitas empresas portuguesas, a pergunta também faz sentido. Que clientes queremos servir, que diferença conseguimos aprofundar e que estrutura nos permite fazê-lo com rentabilidade? Talvez o próximo salto de uma empresa comece pela coragem de escolher os negócios de que pode prescindir.
Não esquecer a pirâmide de Priestley:
Interessantes, estas ideias da Suécia para apostar na resiliência. Interessante, como aquilo que se tem passado na Ucrânia tem gerado esta preocupação. Será que acontece noutros países?
"The Swedish tech entrepreneur Jonas Birgersson remembers seeing the satellite image of Ukraine - a blackened scar on Europe's face - after Russia attacked its power grid in 2022.
The outages left millions of Ukrainians without electricity, heat and water as temperatures dropped below freezing. They also brought home with frightening clarity the vulnerability of Europe's large electric grids.
"This was the trigger, Mr. Bigersson said. It prompted him to embark on a novel experiment in his hometown, Lund, Sweden. Could he develop a new system of local production, storage and sharing of electricity that would be both cheaper and more secure? The solution he came up with is grabbing attention. Mr. Birgersson's company, ViaEuropa, has signed a joint agreement to develop small grids with an association that represents housing companies across Sweden. Together, the companies manage one million apartments."
Trecho retirado de "Big Idea in Energy: Small Grids" publicado no NYT de 28 de Setembro passado.
"Sweden was predicted to become entirely cashless by 2030.
As the country developed its own mobile payment system, called Swish, banks slowly stopped handling cash, and tills disappeared from shop counters.
With Sweden's cash circulation the lowest as a share of GDP in the world, its progress was lauded, and observers wondered how it had forged so far ahead of the rest of Europe so quickly. Then Russia launched its invasion of Ukraine and it all changed.
Realising that reliance on an electronic payment system left Sweden vulnerable to blackouts or sabotage, the Riksbank-Sweden's central bank - urged civilians to keep 1,000 Swedish kronor (£80) at home per adult.
The government issued a brochure entitled "If Crisis or War Comes" to every household, advising Swedes to use cash regularly to "strengthen preparedness"."
Trecho retirado de "We need change - Why Sweden scrapped its push to be cashless" publicado no The Telegraph de ontem.
Estas duas histórias obrigam-nos a rever o que entendemos por progresso. Um sistema mais rápido, mais barato e mais cómodo pode tornar-se mais frágil quando elimina alternativas e pressupõe que tudo continuará a funcionar.
Não vai ser só a ameaça de guerra, vai ser também isto:
BREAKING: 🇫🇷 A major cyberattack has hit supermarket refrigeration systems across France, reportedly causing fresh and frozen food to spoil after hackers remotely manipulated temperature controls. According to BFMTV, the attack began overnight from Sunday into Monday, targeting older versions of refrigeration-control software supplied by Danish company Danfoss. The attackers allegedly exploited the systems’ defrosting function, forcing refrigeration equipment to heat continuously instead of keeping products cold. Temperatures were reportedly set as high as 50°C, destroying entire stocks of food within hours. Several major supermarket chains have been affected, including Intermarché, Super U and https://t.co/7bHBi61WPZ. Metro stores and independent businesses, including butcher shops also have been impacted. Around 150 Intermarché stores are reportedly affected, according to industry sources cited by BFMTV. The full number of affected locations remains unclear. The financial damage is already significant. In Haguenau, Alsace, an Intermarché store reportedly lost its entire frozen-food stock, worth approximately €50,000. A nearby Super U allegedly had to discard both fresh and frozen products, with losses estimated at €220,000. An https://t.co/7bHBi61WPZ store in the same town was also affected, although its losses had not yet been calculated. The combined losses reported at the Intermarché and Super U stores in Haguenau alone amount to around €270,000. Nationwide damage could reach several million euros. Intermarché reportedly confirmed the incident in an internal communication, warning that several stores had suffered losses of frozen products. Coopérative U also acknowledged the attack and established crisis teams to assist affected stores and coordinate with refrigeration specialists. Technical investigations are ongoing, and the full extent of the damage has yet to be established. Authorities and companies are still working to determine the full circumstances of the attack. The identity of the perpetrators has not been confirmed.
— GeoInsider (@InsiderGeo) October 12, 2026
"Por isso é que o trabalhador português que emigra para a Alemanha vê aumentar a sua produtividade pessoal? Por isso é que os trabalhadores portugueses no Luxemburgo têm uma produtividade 3 vezes superior à que têm em Portugal?Conseguem encontrar fábricas gémeas, fábricas que fabriquem os mesmos produtos em Portugal e na Alemanha?Há uma que salta logo à vista, a AutoEuropa.No caso da AutoEuropa, aposto que a produtividade portuguesa é, ou semelhante, ou superior às fábricas congéneres da VW na Alemanha (para modelos com a mesma gama de preço)."
"A ideia do postal de Janeiro foi a de chamar a atenção que não faz sentido comparar maçãs com laranjas e dizer que a produtividade polaca é superior à italiana só porque na Polónia menos gente produzia mais quantidade de automóveis da Fiat que as fábricas italianas."
Perguntei ao ChatGPT: "Consegues comparar o preço médio de venda dos automóveis que saem de Emden, Palmela e Tianjin?"
A resposta foi: "Como ordem de grandeza do preço ao cliente final, usaria 50 mil euros para Emden, 35 mil para Palmela e 25 mil para Tianjin. São estimativas minhas a partir dos preços dos modelos, sem conhecer a repartição da produção por versão."
E até me deu uma tabela:
Não chega a ser, mas é quase o mesmo que comparar um McDonald’s, aberto durante grande parte do dia, com um restaurante familiar que só serve almoços, contar as refeições por trabalhador e declarar vencedor quem despacha mais pratos. Uma refeição passaria a valer uma refeição, independentemente do que se cozinha, do serviço prestado, do preço que o cliente aceita pagar e do valor acrescentado por hora de trabalho.
Singapore's PM on Singapore's high cost of living. "...you cannot ask for high income and low prices." https://t.co/3FkGpogXzQ
— Syahir (@syahir) October 9, 2026
"You cannot ask for high incomes and low prices"
Quando o PM de Singapura afirma "You cannot ask for high incomes and low prices", recorda uma relação muitas vezes esquecida: aquilo que uns pagam constitui o rendimento de outros. Queremos serviços baratos enquanto consumidores e remunerações elevadas enquanto trabalhadores, mas ambas as posições pertencem à mesma economia.
O crescimento da produtividade pode permitir salários mais elevados e preços mais baixos em determinadas actividades. Mas essa possibilidade precisa de ser construída através de investimento, conhecimento, tecnologia e capacidade de criar valor.
É aqui que encontro uma ligação com Joaquim Aguiar: "O exercício do poder é a gestão de um campo de possibilidades". Governar exige conjugar expectativas com recursos e capacidades existentes, mas também desenhar uma trajectória para um objectivo futuro, gerando os recursos necessários para lá chegar.
O campo de possibilidades pode ser ampliado pela acção estratégica. Reconhecer os limites presentes e construir novas possibilidades são responsabilidades inseparáveis.
Numa empresa, a mesma lógica aplica-se. Uma PME que compete sobretudo pelo preço dispõe de possibilidades limitadas para aumentar salários. Pode ampliá-las desenvolvendo competências para resolver problemas mais exigentes e servindo clientes que valorizem essa diferença.
Podemos identificar, em muitas pessoas, uma mentalidade voluntarista, um pensamento que parte dos resultados desejados: salários elevados, preços baixos, preservação dos empregos existentes. Trata essas aspirações como simultaneamente realizáveis, sem explicitar as condições, as escolhas e os custos necessários. Querem tudo e um par de botas. Era o pensamento mágico da esquerda, agora também adoptado pela direita populista.
Em menos pessoas encontramos uma mentalidade estratégica, uma mentalidade que também tem ambições, mas pergunta como torná-las possíveis. Reconhece os recursos e os limites actuais e procura ampliar o campo de possibilidades através de novas competências, de investimento e de criação de valor.
A distinção entre as duas mentalidades está na relação entre os desejos e as condições da sua realização. Uma trata os resultados desejados como imediatamente disponíveis; a outra pergunta que escolhas, recursos e capacidades os tornam possíveis.
Querer rendimentos mais elevados exige construir uma economia capaz de os sustentar. Ampliar o campo de possibilidades é transformar as ambições de hoje nas capacidades de amanhã.
Caim espreita..."Banks have spent the past few decades frantically closing branches, cutting real estate overheads and trying to keep up with fast-growing digital fintechs. Now, though, some have come up with a radical new strategy: to open branches....Barclays, which has been the most aggressive in closing branches of late (shrinking its estate from nearly 1,000 in 2019 to 206), is now keen to highlight a reversal of strategy:...Yet this is no aberration. In the US, the trend has been under way for some time. In 2024, JPMorgan Chase said it would open 500 branches. Last year Bank of America announced 150 new "financial centers". PNC is adding 300 branches.In Europe, a general trend of declining branch numbers has continued - down 42 per cent over the past decade, according to consultancy Kearney."
A agência que regressa tem uma função diferente. O valor do balcão desloca-se da execução de transacções para o desenvolvimento da relação. As operações correntes podem continuar nos canais digitais, enquanto o espaço físico serve para aconselhar, desenvolver relações e apoiar decisões em que o cliente valoriza falar com alguém. O artigo acrescenta que a presença local beneficia a marca e a actividade digital: segundo o PNC, o banco é seis vezes mais eficaz na promoção comercial junto de clientes exclusivamente digitais quando estes vivem perto de uma agência. Recordo de 2024 a Hays Travel.
Há aqui uma armadilha recorrente: a poupança aparece imediatamente nas contas, enquanto o valor da relação é mais difícil de identificar. Sabemos quanto custa manter uma agência, mas nem sempre sabemos quanto negócio ela ajuda a conquistar, quanto contribui para a confiança dos clientes ou quantas oportunidades se podem descobrir numa conversa.
Quando se olha apenas para o custo das operações realizadas dentro do balcão, pode concluir-se que ele é dispensável. Entretanto, o seu contributo para o negócio pode estar a aparecer noutro lugar, incluindo nas vendas realizadas pelos canais digitais. O exemplo do PNC devia fazer pensar quem avalia cada canal como se fosse uma ilha.
Recordo o que escrevi em Julho de 2015, em "aposta noutro mindset". Nesse postal reproduzi uma imagem retirada da revista Health Club Management, com uma frase sobre os serviços de um município britânico:
Poupar ao cidadão uma deslocação para tratar de uma rotina administrativa faz todo o sentido. O problema começa quando se transforma a redução dos contactos numa medida universal de progresso e deixa-se de perguntar o que pode acontecer durante esses contactos. No mesmo postal recordava as regras de Raynor e Ahmed: “Better before cheaper” e “Revenue before cost”.
Num banco, num ginásio ou numa agência de viagens, uma conversa pode permitir descobrir aquilo que o cliente ainda não conseguiu formular. Pode revelar uma preocupação, esclarecer uma escolha ou ajudar a construir uma solução mais adequada. Quem contabiliza esse contacto apenas como um custo fica sem ver uma parte importante do negócio.
É por isso que me interessa esta mudança nos bancos. A tecnologia pode tratar das operações correntes e libertar tempo para interacções em que o conhecimento, a confiança e o aconselhamento fazem diferença. Mas isso exige preparar as pessoas para compreender os clientes e dar-lhes condições para actuar sobre o que descobrem.
Também exige mudar a forma de avaliar os resultados. Uma agência pode gerar negócio que acaba por ser concretizado na Internet; uma conversa pode evitar que um cliente saia; o conhecimento acumulado por uma equipa pode ajudar a perceber uma necessidade local antes da concorrência. Se os indicadores só captarem transacções por trabalhador e custos por atendimento, estas contribuições ficam na sombra.
Claro que abrir portas, colocar um letreiro e contratar pessoas não garante uma proposta de valor diferenciada. É preciso escolher quem se quer servir, compreender em que situações a proximidade faz a diferença e organizar o trabalho para a tornar útil. A presença física tem de merecer a preferência do cliente.
O eficientismo torna-se perigoso quando elimina essa capacidade de compreender, experimentar e desenvolver relações, porque ela parece demasiado cara à luz dos indicadores escolhidos. Depois, a empresa fica mais leve, mais padronizada e mais parecida com as outras. E volta a perguntar como pode reduzir os custos para continuar a competir.
Antes de riscar mais uma linha de custos, convém perguntar que parte do futuro da empresa está nessa linha. Pode lá estar a conversa que permite perceber uma necessidade, construir uma solução e dar ao cliente uma razão para voltar. Isto é como a vedação de Chesterton.
"Families of two independent gold prospectors allegedly killed by security forces at a Tanzanian mine are taking their grievances directly to global markets, suing the London-based authority that certified metal from the leposit as ethically produced...."It raises bigger questions of how much trust you can put into certifications," said Dorothée Baumann-Pauly, director of the Geneva Center for Business and Human Rights.""
O processo contra o organismo de certificação (a LBMA) levanta uma pergunta que ultrapassa o mercado do ouro: quando surgem tragédias ou denúncias graves numa actividade abrangida por uma certificação, quem examina o trabalho de quem lhe conferiu credibilidade?
Uma certificação não garante a ausência de acidentes, nem uma tragédia demonstra automaticamente uma auditoria deficiente. Mas deve haver escrutínio: que sinais existiam, o que foi verificado e por que razão se manteve a certificação? Quem participa na construção da confiança deve também prestar contas sobre a qualidade do trabalho que a sustentou.
"79% of manufacturing operators are using workarounds outside official systems, raising questions over whether digital transformation projects are being built around the reality of modern factory floors....The biggest reason for workarounds is that systems fail to capture the ‘why’ behind production issues, cited by 33% of respondents. A further 20% point to accuracy concerns, while 20% say speed is the issue. Given that only 18% of operators believe they are involved before a new digital system is implemented, this should not be a surprise."
Recordar:
This is what crowd out looks like. https://t.co/PCNeSymOGW
— Jason Furman (@jasonfurman) October 8, 2026
Mais casas vão ser construídas... vão mesmo?
"Fuji Electric, which makes 80 per cent of Japan's vending machines, has created a cooling system for data centres that it claims can cut energy consumption by 85 per cent, using a technology originally designed to chill sodas, teas and coffees....Cooling servers account for 30 to 40 per cent of data centres' energy consumption, presenting a big opportunity for Japanese companies specialising in air conditioning and refrigeration.Fuji Electric's technology was born out of efforts to make vending machines more energy efficient after they became a symbol of waste following the Fukushima nuclear meltdown in 2011."
Mais uma vez o Japão a dar uma lição. Recordo a Toto em "Sanitas, bidés e IA".
A Fuji Electric e a Toto contam, no essencial, a mesma história: empresas conhecidas por produtos banais descobriram que o seu verdadeiro activo não era o produto, mas o conhecimento acumulado para o fabricar.
A Fuji Electric é conhecida como fabricante de máquinas de venda automática, mas o activo transferível era o know-how em refrigeração eficiente. Uma tecnologia desenvolvida para arrefecer bebidas, demasiado cara para ser incorporada nessas máquinas, encontrou nos centros de dados um problema de dimensão e valor muito superiores. A solução não mudou apenas de cliente; mudou de economia.
Nos dois casos, a inteligência artificial aparece no fim da história, não no princípio. Nenhuma das empresas começou por decidir "entrar na IA". A Toto já dominava cerâmicas avançadas; a Fuji Electric já dominava a refrigeração. A expansão da IA tornou subitamente mais valiosas competências industriais construídas ao longo de décadas.
Isto faz-me lembrar um trecho simplista no artigo "Speeches, slogans and strategies won't deliver reindustrialisation" publicado no Telegraph de 4 de Outubro:
"former Prime Minister Sir Tony Blair is calling for the rapid embrace of AI."
A frase é simplista porque transforma a inteligência artificial numa espécie de destino a que basta aderir rapidamente. Mas os casos da Toto e da Fuji Electric mostram quase o contrário: nenhuma se tornou relevante para a IA por ter decidido "abraçá-la".
Durante décadas, construíram competências industriais profundas, em cerâmica avançada e refrigeração eficiente, que a expansão da IA passou a valorizar. A IA criou uma nova procura, mas foram o conhecimento dos materiais, a engenharia, a capacidade produtiva e a aprendizagem acumulada que permitiram aproveitar essa oportunidade.
As PME podem aproveitar estes exemplos para fazerem um exame de consciência. Para além dos produtos que vendem, o que sabem fazer particularmente bem? Que conhecimento acumularam sobre materiais, precisão, temperatura, resistência, fiabilidade ou controlo de processos? E quanto desse conhecimento estão a valorizar apenas dentro das fronteiras do sector onde sempre trabalharam?
O passo seguinte seria olhar para fora dessas fronteiras. Em que outros sectores existem problemas que esse know-how poderia ajudar a resolver? Onde estão esses problemas mais críticos, mais caros ou mais difíceis de resolver? Onde poderia uma competência que hoje usam para disputar encomendas pela margem mais pequena tornar-se uma capacidade rara, pela qual um cliente estivesse disposto a pagar mais?
Mudar de sector exige conhecer novas aplicações, demonstrar capacidade e conquistar a confiança de outros clientes. Subir na escala de valor exige encontrar uma relação mais favorável entre aquilo que sabem fazer e o valor que isso tem para alguém. Talvez valha a pena começar por rever os trabalhos mais difíceis que conseguem realizar e perguntar: que competência tornou isso possível, e quem mais poderia precisar dela?
Trecho inicial publicado no FT de 5 de Outubro em "Fuji Electric shifts focus to cooling Al centres".
"It is widely believed that restructuring has boosted productivity by displacing low-skilled workers and creating jobs for the high skilled."Mas, e como isto é profundo:"In essence, creative destruction means that low productivity plants are displaced by high productivity plants." Por favor voltar a trás e reler esta última afirmação.
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"Lovaglia’s Law: The more important the outcome of a decision, the more people will resist using evidence to make it."
"If an organisation is too stable it can ossify, but if it is too unstable it can disintegrate. Successful organisations work between these two conditions or states, in what Stacey called ‘the chaos zone’."
"If the customer doesn't care about the price, then the retailer shouldn't care about the cost,"
“It's not enough that we do our best; sometimes we have to do what's required”.
"Das Leben, das uns gegeben ist, ist uns nicht als etwas Fertiges gegeben, sondern wir müssen es uns gestalten, und zwar jeder sein eigenes."
"Eine Regierung, die nichts wert ist, kostet am meisten."
"Forget trying to persuade them; light their pants on fire."
"O futuro é o que importa. O futuro é a base do significado, é de onde vem o projecto que alguém tem para si próprio"
"The single biggest problem in communication is the illusion that it has taken place."
“It is not the strongest of the species that survives, nor the most intelligent; it is the one that is most adaptable to change.”
"o Marketing só existe a partir do pensamento estratégico, caso contrário "não resulta""
"It is difficult to get a man to understand something, when his salary depends upon his not understanding it"
"Perder diversidade é como arrancar páginas de um livro. Quantas páginas poderemos arrancar até deixar de compreender o enredo?"
The great enemy of the truth is very often not the lie – deliberate, contrived and dishonest – but the myth, persistent, persuasive, and unrealistic. Belief in myths allows the comfort of opinion without the discomfort of thought."
"By strategy, I mean a cohesive response to a challenge. A real strategy is neither a document nor a forecast but rather an overall approach based on a diagnosis of a challenge. The most important element of a strategy is a coherent viewpoint about the forces at work, not a plan."
"Un desastre està punt de succeir a Espanya. El malentès de la gravetat de la crisi costarà car als inversors, ja que tindrà profundes conseqüències per a tot el sistema bancari europeu", afirma.
Entre d'altres coses, Mauldin diu que "els inversors estan fumant crack si creuen que els bancs espanyols són entre els més forts d'Europa, ja que estan amagant les seves pèrdues".
“… there are no “sunset” industries condemned to disappear in high wage economies, although there are certainly sunset and condemned strategies, among them building a business on the advantages to be gained by cheap labor”
"o vencedor da vida, o optimista que vive em incesto com o próprio ego, é o traço mais frágil do líder"
"We shall not grow wiser before we learn that much
that we have done was very foolish."
You may not be able to change the world but can at least get some entertainment & make a living out of the epistemic arrogance of the human race.
"I wanted you to see what real courage is, instead of getting the idea that courage is a man with a gun in his hand. It's when you know you're licked before you begin but you begin anyway and you see it through no matter what. You rarely win, but sometimes you do."
“Trust your guts. But not too much!”
"Customers will try 'low-cost providers,' because the majors have not given them any clear reason not to." "
"Natal é quando as Crianças pedem e os Pais pagam. Défices é quando os Pais pedem e as Crianças pagam."
"A imprevidência dos povos é infinita, a dos governos é legal"
"What a man sees depends both upon what he looks at and also upon what his previous visual-conceptual experience has taught him to see"
“The leaders first task is to be the trumpet that sounds a clear sound”
"lamented the lack of any systematic data on the scale of unfunded IOUs that care-free politicians have handed out like confetti."
"Let them call me rebel and welcome, I feel no concern from it; but I should suffer the misery of devils, were I to make a whore of my soul..."
O problema não é o consumo. O problema é o consumo assente em endividamento."
"There are designations, like "economist", "prostitute", or "consultant" for which additional characterization doesn't add information."
When it becomes more difficult to suffer than change, you will change"
"Hope is not a strategy and a crisis is a terrible thing to waste"
The more you can see of the present, the more you can see of the future"
Yes, You can change the future, but only changing the present"
"Entrepreneurship is 'Having aspirations greater than your resources'"
“The single biggest reason companies fail is they overinvest in what is, as opposed to what might be."
"The first principle is that you must not fool yourself - and you are the easiest person to fool. So you have to be very careful about that"
"A estabilidade é uma ilusão"
"When we create the conditions of possibility, the universe becomes our co-conspirator"
Thinking about doing is not doing. Talking about doing is not doing. Doing is doing."
"'God has created me to do him some definite service. He has committed some work to me which he has not committed to another'.
...
"Each of us has a mission, each of us is called to change the world, to work for a culture of life, a culture forged by love and respect for the dignity of each human person.
"As our Lord tells us in the Gospel we have just heard, our light must shine in the sight of all, so that, seeing our good works, they may give praise to our heavenly Father."
"The future is not there waiting for us. We create it by the power of imagination."
"confusing testosterone with strategy is a bad idea"
"Much consulting involves the application of models to a system, as opposed to getting involved in the system as a positive change agent""
"O Portugal que pára sem orçamento é precisamente aquele que vive dele e que há todo o interesse em parar."
"credibilidade da política financeira e dos seus executores está ao nível da credibilidade de uma barraca das farturas"
"The role of the manager is thought to be reduction of uncertainty rather than the capacity to live creatively in it"
"today an entrepreneur is closer to artists than managers"
"A business without a path to profit isn’t a business, it’s a hobby"
"If no one’s upset by what you’re saying, you’re probably not pushing hard enough. (And you’re probably boring, too.)"
"Storytelling isn’t just how we construct our identities, stories are our identities"
"'He who has a why to live can bear almost any how' "
"They can because they think they can"
"Se há coisa que não suporto é misturar catequese com negócios, é a incapacidade para calçar os sapatos do outro e só pensar na nossa posição de coitadinhos, pobres vítimas indefesas dos maus e que por isso precisamos do Estado todo poderoso para nos proteger e, nem percebem na volta, os juros que o Estado cobra por esse serviço mafioso de protecção que, ainda por cima não resolve nada."
"Empathy is like a universal solvent. Any problem immersed in empathy becomes soluble."
"In victory, do not brag; in defeat, do not weep"
"Value it's a feeling not a calculation"
"An economist is someone who has had a human being described to him, but has never actually seen one."
"Don't finish first--it's not about running a rat race. Start with a better ending in mind."
"If you sit in on a poker game and don’t see a sucker, get up. You’re the sucker.”
"The 'value added' for most any company, tiny or enormous, comes from the Quality of Experience provided."
"Crediting government with the success of entrepreneurs is like crediting the guy who built Bill Gates’ garage with the success of Microsoft."
"I have found that assuming social scientists understand the difference between correlation and causality is not generally a good one."
"Promising never to raise taxes, without reaching a deal on spending, really means a high and rising commitment to future taxes."
"Some things are so foolish that only an intellectual could believe them, for no ordinary man could be such a fool"
"os bancos não financiam a economia, a poupança sim"
"I do not know the key to success, but the key to failure is trying to please everybody"
"Never be afraid to try, remember... Amateurs built the ark. Professionals built the Titanic."
"terms such as 'experiment' and 'observation' cover complex processes containing many strands. 'Facts' come from negotiations between different parties and the final product - the published report - is influenced by physical events, dataprocessors, compromises, exhaustion, lack of money, national pride and so on."
"'science in the making' is 'the consequence of [a] settlement' of 'controversies'."
"If the state wishes to spend more, it can do so only by borrowing your savings or taxing you more. And it's no good thinking someone else will pay, that someone else is you."
"All failures of strategy are rooted in the assumption that outcomes are predictable."
"Doing things like your bigger competitors is how to get killed in the wars out there"
“Uma moeda boa e forte é como a saúde. Só lhe damos verdadeiramente valor quando não a temos.”
"Life’s tough. It’s tougher if you’re stupid"
"O homem de bem exige tudo de si próprio; o homem medíocre espera tudo dos outros"
"Change is a threat when done to me, but an opportunity when done by me."
"As elites foram deixando de falar das exportações à medida que se foi percebendo que o país consegue exportar sem elas"
"Your toughest competition is the little voice inside your head telling you to stop"
"Pain is just weakness leaving your body"
"Built to last" is bad economics. Built to do something great" is the better idea. Think: "Creative destruction."
"the world is an uncertain place no matter how many Greek letter equations you affix to a problem."
"You never change things by fighting existing reality. To change s.th., build a new model making the existing model obsolete"
“No, no, you're not thinking; you're just being logical.”
"Success is not a destination. It's the trail you leave behind you."
"Winners make a habit of manufacturing their own positive expectations in advance of the event."
“You’ve got to start with the customer experience and work back toward the technology – not the other way around”
"Strategy as the "smallest set of - intended or actual - choices and decisions sufficient to guide all other choices and decisions sufficient to guide all other choices and decisions."
"When something is commoditized, an adjacent market becomes valuable"
"nature evolves away from constraints, not toward goals"
"There aren't any textbooks on what to stop doing!"
"With great power comes great irresponsibility "
"Weird things happen when you take price out of the equation for consumers"
"‘It’s so damn complex. If you ever think you have the solution to this, you’re wrong and you’re dangerous.’"
"Saruman believes it is only great power that can hold evil in check, but that is not what I have found. I found it is the small everyday deeds of ordinary folk that keep the darkness at bay. Small acts of kindness and love."
"Increasing stuff that doesn't add value dilutes existing value."
"O federalismo não é a alternativa à troika, é a troika para sempre."
"Never underestimate the difficulty of changing false beliefs by facts"
"Stressors are information"
“If you hear a “prominent” economist using the word ‘equilibrium,’ or ‘normal distribution,’ do not argue with him; just ignore him, or try to put a rat down his shirt.”
"The advantage of experiences over things for most of us is that we can make them seem unique, which = scarce, which = value"
"Pedras no caminho?
Guardo todas, um dia vou construir um castelo"
"Without risk, faith is an impossibility."
"Não posso com quem vive a achar que os outros lhe devem sempre alguma coisa."
"In a world of increasing automation, our ability to perform tasks is not nearly as important as our ability to dream. The questions we need to ask are not ones of action, but ones of meaning"
"Me arrancam tudo a força e depois me chamam de contribuinte."
"Letting people vote for expensive programs that “somebody else” will finance is a good recipe for getting people to vote irresponsibly"
"what's fairness gotta do with pricing based in value?"
"The epic battle of our generation is between the status quo of mass and the never-ceasing tide of weird."
“Price is emotional”
"There will always be a reason why you can't pursue it, until competitors create a reason why you must."
"The most important thing to study is opening theory"
"The greater the contrast, the greater the potential"
“Customers don't care about your solution, they care about their problems.”
"Todos querem conhecer a verdade, mas o que desejam é que lhes contem uma mentira em que não sejam protagonistas."
"Execution efficiency strangles innovation in the crib, but not with malice, by default.”
"Our obsession with scalability is getting in the way of unleashing the potential of the 21st century."
"The system is optimized to mitigate risk, not create value"
"Champions are made when no one is looking"
"Don't bargain on value. Half as expensive is often twice as cheap."
"Customers care about outcomes, not effort, technology, or originality."
"
"You don't have to pick between 1) playing the game and 2) not playing the game. You can *change* the game."
""The first principle is that you must not fool yourself and you are the easiest person to fool." "