O que vem aí?
Em Novembro de 2011, trouxe aqui um exemplo da produção de cadeiras na região italiana de Manzano. Trabalhadores criavam pequenas empresas e continuavam a executar tarefas para os antigos patrões. O trecho citado explicava uma das razões:
“They wanted to keep their own businesses small; as long as you’ve got fewer than 15 employees, the union usually leaves you alone.”
Era um relato sobre aquele contexto, não uma explicação universal. Mas deixava uma pergunta: se crescer aumenta os encargos e as dificuldades de gerir uma empresa, por que havemos de estranhar que alguns empresários prefiram continuar pequenos? Antes de receitar dimensão, convém perceber o que a desencoraja. Em França, existe algo semelhante relacionado com a fronteira, em que as exigências legais sobem drasticamente.
Depois, encontro um tweet a celebrar a Itália como quarto exportador mundial, à frente do Japão.
O desempenho exportador obriga a olhar com mais cuidado para a alegada inviabilidade de um tecido empresarial composto por empresas pequenas.
Esse resultado não demonstra que todas as empresas pequenas sejam competitivas, nem elimina os problemas de produtividade. Sugere, porém, que precisamos de olhar também para as relações entre empresas. Dez empresas especializadas, ligadas por conhecimento, confiança e complementaridade, podem ter capacidades que o número de trabalhadores de cada uma não revela.
O próprio artigo do FT descreve essas competências acumuladas nos distritos industriais e reconhece que a hiperespecialização continua a permitir liderar nichos difíceis de conquistar pelos concorrentes.
"Across Italy’s postwar history, family-owned manufacturers flourished by dominating narrow niches, drawing on skilled workers, local supply chains and technical expertise accumulated over generations.
...
They were nimble enough to respond quickly to customers and sell highly specialised products around the world without becoming large corporations."
Talvez estejamos a juntar três situações diferentes: empresas que precisam de crescer para aproveitar oportunidades; empresas que permanecem pequenas porque crescer é penalizador; e empresas cuja força está precisamente na especialização e na rede em que participam.
Dar a todas a mesma receita dispensa-nos de compreender cada uma delas. A dimensão deve resultar da estratégia, e não de receitas pré-cozinhadas que se podem obter nos livros da academia, sem ligação a um caso concreto. E as regras devem permitir que uma empresa cresça quando isso faz sentido, sem transformar o crescimento numa obrigação para quem tem outro caminho para criar riqueza.
O WSJ de ontem publicou "What Percentage of Small Firms Succeed or Fail? Take Our Quiz" com perguntas e respostas interessantes. Vou seleccionar algumas:
"1. How many small businesses are there in the U.S.?
As of 2022, there were 36,186,089 small businesses in the U.S., defined as businesses with 499 or fewer employees, according to the U.S. Census Bureau 2022 Nonemployer Statistics and 2022 Statistics of U.S. Businesses. For comparison, 21,041 businesses had 500 or more employees.
3. What percentage of businesses survive their first year?
In the year ended March 2025, over three-quarters of companies made it to their first birthday, according to data from the Bureau of Labor Statistics.
4. How many last for five years?
51.4%. That is the figure for the five years ended in March 2025. For the 10 years ended that month, the figure fell to 34.7%
5. Which Industry has the highest one-year survival rates?
Agriculture, forestry, fishing and hunting have a one-year survival rate of 85.7%, according to BLS data. For five years, it's 61.8%, and 53% for 10.
6. Which had the worst?
At 71.6%, information-which covers everything from the motion picture industry to publishing to data processing and web hosting— was the lowest at one year out, BLS data shows. It was also lowest at five years, at 45.7%
7. What is the most common age range for a new entrepreneur?
26.7% were 45 to 54 as of 2020, according to a Kauffman study."
"O sector oleícola esta a entrar numa nova fase que pode ser definida como uma reestruturação da indústria ibérica de azeite, baseada num processo de "concentração, integração e especialização, através do qual o sector se voltará progressivamente para empresas capazes de combinar escala, eficiência industrial, tecnologia, gestão profissional, capacidade financeira, estratégia comercial e acesso à matériaprima", enfatiza Juan Vilar.A curto prazo, sintetiza o autor do estudo, a única solução para cobrir os custos de escala passa por "aumentar o volume e a eficiência da produção", para superar os efeitos incontornáveis das campanhas instáveis de produção."
Isto suportado em números:
""Se os lagares de azeite focados numa estratégia de eficiência através de economias de escala continuarem a crescer na próxima década, 603 unidades terão de fechar ou serão integradas: 472 em Espanha e 131 em Portugal" até 2036, para fortalecer os 1616 que sobreviverão, observa o especialista."
Não duvido que a tendência geral seja esta, típica da agricultura que transforma oliveiras em arbustos domesticados. O que me interessa é a outra via. O artigo é peremptório, diz que "a única solução para cobrir os custos de escala passa por "aumentar o volume e a eficiência da produção"". E aqui começo a divergir.
Se eu fosse proprietário de um pequeno lagar, começaria por reconhecer que o artigo descreve uma ameaça real: quando o negócio consiste em transformar azeitona indiferenciada e vender azeite indiferenciado, a dimensão ganha uma importância decisiva. Quem consegue repartir os custos por mais toneladas pode pagar melhor pela matéria-prima, investir em equipamento e pressionar os concorrentes.
Mas eu questionaria, como orientação universal, a ideia de que a saída só pode passar por aumentar o volume e a eficiência. Essa pode ser a resposta adequada para quem pretende continuar a competir no mesmo mercado, com a mesma oferta e pelos mesmos clientes. Para um pequeno lagar, procuraria primeiro outra possibilidade: mudar a natureza do negócio para aumentar o valor que consegue captar por cada campanha. Portanto, não partiria de "como podemos processar mais azeitona?". Partiria de "para quem podemos ser especialmente úteis, ao ponto de nos escolherem e pagarem o suficiente para tornar este lagar viável?".
Eu já vivi a experiência de ter uma pequena quantidade de azeitona e de me ter de sujeitar aos caprichos de um lagar: no prazo, no acondicionamento, no rácio de conversão de azeitona em azeite, ...
Começaria por perceber qual é, de facto, o negócio de um lagar. Um lagar pode estar a desenvolver negócios diferentes, mesmo que todos utilizem a mesma instalação:
Esta distinção é fundamental. No primeiro caso, o cliente é o olivicultor. No terceiro, pode ser um restaurante, uma loja especializada ou um consumidor. As razões de escolha, os concorrentes e as competências necessárias são diferentes.
Qual a rentabilidade de cada negócio separadamente. Poderia descobrir que temos um bom serviço de transformação, mas uma marca que consome dinheiro; ou um azeite com potencial comercial, cujo valor se perde porque quase toda a produção é vendida a granel. A estratégia não seria necessariamente transformar todo o lagar numa marca de azeite. Seria escolher a combinação de negócios em que conseguimos ganhar dinheiro e construir uma posição defensável.
Na próxima etapa, vamos à pergunta tradicional neste blogue: "Quem serão os meus cientes-alvo?"
Aqui falamos sobre lagares, mas em boa verdade a técnica aplica-se a qualquer PME que não possa ou não queira enveredar por uma estratégia de volume.
Continua.
Conseguem imaginar o Estado português fazer uma coisa destas?
Les Pays-Bas empruntent à 3,5 % à 10 ans contre 5 % pour la France. Leur dette publique atteint 45 % du PIB contre 116 %. Et pourtant, ils lancent un plan de transformation de leur administration centrale grâce à l'IA pour ne pas remplacer 25 000 départs d'ici 2035, soit 16 % des effectifs. Hors collectivités locales, santé, enseignants, militaires et policiers. Transposé à la France, cela représenterait de l'ordre de 80.000 à 100.000 postes. Les effectifs de l'État néerlandais ont augmenté de 44 % entre 2016 et 2025, passant d'environ 110 000 à 160 000 ETP.
— Robin Rivaton (@RobinRivaton) October 26, 2026
Conseguem imaginar um governo a começar por perguntar que tarefas podem desaparecer, que procedimentos deixaram de fazer sentido e como prestar melhores serviços com menos recursos?
Isso exige preparar hoje a Administração de amanhã, e aceitar que o sucesso de um ministro possa medir-se pelos recursos que liberta.
O Financial Times do dia 16 de Outubro publicou "What the espresso pot says about Italian capitalism", um artigo sobre a Bialetti, a empresa da célebre cafeteira Moka Express. Uma história que merece ser lida com atenção, sobretudo quando se discute a dimensão das empresas e se apresenta o crescimento como receita para os problemas de produtividade.
O enquadramento é conhecido. As empresas italianas são demasiado pequenas, investem pouco, têm dificuldade em atrair talento e não dispõem da dimensão necessária para competir num mercado global. Segundo o artigo:
“But globalisation rewards a different set of advantages: scale, access to capital, professional management and the capacity to invest continuously in new technology, products and markets.”
Escala, capital, gestão profissional, investimento. Tudo isso conta. Mas depois leio a história da Bialetti e encontro matéria para questionar a facilidade com que se passa deste diagnóstico para a prescrição: as empresas precisam de crescer.
Perante o avanço das máquinas de cápsulas, a Bialetti procurou outras fontes de crescimento. Entrou nos utensílios de cozinha, nos electrodomésticos e nas cápsulas, adquiriu fábricas na Turquia e na Roménia e desenvolveu uma rede de lojas. Alargou a oferta, investiu, diversificou. Fez várias das coisas que costumam aparecer nas apresentações sobre crescimento empresarial.
O resultado?
“But the lower-margin businesses failed to generate the returns needed and never matched the reach of the Moka.”
No final de 2024, a empresa apresentava prejuízos e uma dívida líquida de 115 milhões de euros, equivalente, segundo o artigo, a um ano inteiro de vendas.
Aumentar o perímetro da empresa não garantiu o reforço da sua capacidade para ganhar dinheiro. Aliás, o próprio artigo reconhece:
“Expansion, diversification and consolidation do not guarantee success either, as Bialetti discovered.”
Quando os economistas falam sobre a necessidade de aumentar a dimensão das empresas, convém trazer esta frase para a conversa. Uma empresa maior pode dispor de mais recursos para investir e competir. Mas também pode acumular actividades pouco rentáveis, compromissos financeiros e uma complexidade que os resultados não conseguem pagar. A dimensão, por si só, não permite distinguir uma coisa da outra.
Há ainda outro aspecto nesta história que me interessa particularmente.
À primeira vista, passar das cafeteiras para as panelas e outros utensílios parece uma evolução natural. Tudo cabe numa cozinha. Tudo pode estar nas mesmas prateleiras de uma loja. Tudo pode parecer fazer parte do mesmo negócio a quem observa de fora, mas a proximidade entre produtos pode esconder diferenças importantes entre negócios.
Uma marca pode ser uma referência quando um cliente pensa em preparar café e ser apenas mais uma quando esse mesmo cliente procura uma frigideira. O conhecimento acumulado no fabrico de um produto pode ter pouca utilidade para desenvolver outro. Um canal pode dar acesso aos compradores sem lhes proporcionar uma razão especial para escolher aquela oferta.
"Também conseguimos fabricar ou vender isto" é um ponto de partida insuficiente para uma decisão estratégica. Falta perceber por que razão os clientes nos hão-de preferir e se essa preferência permite obter margens que justifiquem o investimento.
Que vantagem leva a empresa para o novo negócio? O que sabe fazer especialmente bem e que os concorrentes terão dificuldade em reproduzir? A reputação conquistada no produto original é relevante para esta nova compra? Ou estamos a entrar numa arena onde teremos de disputar encomendas sobretudo através do preço?
O artigo não demonstra que a diversificação da Bialetti estivesse condenada desde o início. Mostra que os negócios acrescentados não produziram os retornos necessários. Isso deve bastar para nos obrigar a olhar para lá da aparente afinidade entre os produtos.
Antes de perguntar quanto pode uma empresa crescer, talvez seja prudente perguntar em que negócio tem razões para ser escolhida. E se o crescimento proposto reforça essas razões. É que uma cozinha pode ter espaço para muitos produtos. Uma estratégia precisa de um critério mais exigente para os juntar.
O The Times publicou um artigo fascinante na passada sexta-feira, "Ozempic is imperialist, activists tell Harvard panel":
"Harvard University hosted a panel of left-wing activists who described weight-loss jabs as "imperialist" and claimed obesity was not to blame for poor health.
...
at the event speakers without scientific credentials suggested that there were "basic problems" with established academic research linking obesity to poor health.
...
Other panellists included Da'Shaun L Harrison, who researches "body fascism", and has claimed that weight-loss jabs are "genocide" for fat people. They told the event that GLP-1 drugs, such as Ozempic and Mounjaro, were a tool for "indoctrination" and are connected to "empire and imperialism"."
Isto deve ser financiado pelos PPR's lá do sítio.
Pensava eu, na minha provinciana ignorância, que o Ozempic era um medicamento. Afinal, segundo os intervenientes num painel realizado em Harvard, estamos perante uma questão de "imperialismo", "fascismo corporal" e até "genocídio". Um salto admirável: entra-se na consulta com dúvidas sobre um tratamento e sai-se com uma explicação para a expansão dos impérios. A bula deve estar desactualizada. Falta-lhe o capítulo da geopolítica.
O mais extraordinário é a economia de esforço proporcionada por este vocabulário. Discutir estudos, benefícios, riscos e limitações dá trabalho. Chamar "imperialista" a uma injecção resolve logo o assunto e ainda permite sair da sala moralmente engrandecido.
Ozempic is imperialist, activists tell Harvard panel - The Times 23.10
"When faced with cost increases, managers may need to make tough decisions.Generally, there are three options that managers can consider in these situations. One option is to maintain current prices, meaning the firm absorbs the higher costs and settles for lower margins. A second option is to raise prices, passing increased costs to consumers to maintain profit margins. A third option involves indirectly raising prices by reducing what consumers get for the same price.Indirect price increases typically take one of two forms. One form, commonly referred to as shrinkflation, involves reducing the quantity or size of the product while keeping prices the same....A second, and perhaps lesser known, form of indirect price increases is skimpflation— reducing the quality of a product while keeping prices and product size the same....I found that, once consumers become aware of reductions in quality, they judge skimpflation as especially unfair, much more than shrinkflation and price increases. They are also less willing to keep buying products whose quality had been reduced over products whose price had increased or whose size had decreased....Takeaway 1: Do Not Assume Quality Cuts Are Safer Than Price Increases...Takeaway 2: If You Change the Product, Be Upfront About It...Takeaway 3: Avoid Changing Aspects of the Product That Define the Experience...For managers, the question should not be only: "How can we reduce costs without raising prices?" It should also be: "After this change, will customers still believe we are delivering what consumers expect?""
Leio isto, e penso no que escrevi sobre a Lindt. Aumentar o preço pode ser a forma de preservar aquilo que leva o cliente a escolher um chocolate e a aceitar pagar mais por ele. Quem aprecia uma determinada receita pode preferir pagar mais a descobrir que o chocolate habitual perdeu o sabor, a textura ou os ingredientes que justificavam a sua preferência. Cortar nesses atributos para evitar uma subida de preço pode destruir parte do valor que a marca levou anos a construir.
E recuo a algo que escrevi em ""We are not cost cutters" (parte lI)". Uma empresa pode reduzir custos e, pelo caminho, eliminar as razões pelas quais os clientes a escolhem. A investigação apresentada na HBR acrescenta uma dimensão a esse risco: quando o cliente descobre que recebeu menos qualidade pelo mesmo preço, à perda de valor pode somar-se a perda de confiança. A poupança aparece de imediato nas contas; a menor vontade de comprar e de pagar um preço superior pode demorar mais tempo a tornar-se visível. Entretanto, a empresa vai-se aproximando da comoditização de que precisava de fugir.
Para muitas PME, esta é uma questão de sobrevivência estratégica. Se a preferência dos clientes assenta na qualidade, na flexibilidade, na personalização ou na proximidade, cortar precisamente nesses atributos pode comprometer a capacidade de cobrar um preço que sustente o negócio. Antes de cortar, importa perceber o que os clientes mais valorizam e onde existem desperdícios que podem ser eliminados sem empobrecer essa experiência. Uma PME precisa de distinguir os custos que suportam a sua diferença dos custos que consomem recursos sem criar valor para o cliente.
Trechos retirados de "When Raising Prices Is Better Than Cutting Quality".
Há poucos dias publiquei esta outra "Curiosidade do dia" sobre qual o impacte da força para a gratuitidade dos serviços públicos na realidade dos utilizadores.
Entretanto, hoje o JN publica o artigo ""Se eu mandasse, punha mais autocarros"":
""Os autocarros atrasam muito" , lamenta Joana Cruz, que vai para o trabalho, por norma, na linha 508. "Às vezes nem aparece. E quando falha, chego atrasada". , conta.
...
"Com os transportes de graça, há mais pessoas. Deviam aumentar a frequência, mas está tudo igual", lamenta Joana, que como muitos outros utentes enfrenta a cruz de andar em "autocarros muito cheios, sem largueza" e pouca comodidade. "Se eu mandasse, punha mais autocarros, para não andarmos todos enlatados", diz Silvia Martins,
...
"Às vezes param e nem abrem a porta, tão cheios que vão. Outras, nem param", acrescenta."
Baixa-se o preço, incentiva-se a utilização e, depois, descobre-se, com algum espanto, que os autocarros continuam a ter o mesmo tamanho. Estavam à espera de quê?
Na Curiosidade do dia de há dias, na cantina, paga-se com a fila; no transporte, com a espera, a sobrelotação e a necessidade de sair mais cedo. O preço anunciado pode baixar enquanto o custo suportado pelo utilizador aumenta.
""Os autocarros atrasam muito e nem sempre aparecem", diz Teresa. "É um transtorno muito grande. Sou trabalhadora-estudante e acabei por deixar o emprego porque muitas vezes chego atrasada", , acrescenta, de olhos no "Google" para ter uma ideia do tempo que falta para o 904."
Uma ligação pouco fiável pode limitar o acesso ao trabalho. O benefício deve ser avaliado pela viagem que permite fazer, à hora necessária. Qual o custo?
Há qualquer coisa de infantil nesta ideia de que basta desejar um benefício e aprovar a sua gratuitidade para aparecerem os meios que o tornam possível.
O desconto comunica-se imediatamente; melhorar o serviço exige trabalho continuado. Talvez nos falte crescer o suficiente para perceber que uma viagem gratuita começa por precisar de uma outra viagem a nível de recursos... e de onde vem o capital para esse investimento extra?
Na parte I, referi um balde de água fria.
Como gostei do artigo da HBR, procurei mais informação e cheguei ao Customer Value Report 2025, de Vikas Mittal e Michael Tsiros. O relatório apresenta a importância atribuída pelos consumidores a diferentes características de produtos e serviços em 18 sectores. Foi ao olhar para os resultados que comecei a torcer o nariz.
Por exemplo, a figura 10, sobre automóveis, apresenta o custo/acessibilidade acima da reputação da marca: na distribuição de 100 pontos pelas várias características, recebem, em média, 21 e 13,4 pontos, respectivamente. A reputação é aqui descrita em termos de confiança, satisfação dos clientes e avaliações. São médias do sector; o relatório não apresenta resultados separados para grupos com prioridades diferentes.
Ora, é perfeitamente possível que haja clientes para quem o preço pese muito mais do que a reputação da marca e outros dispostos a pagar mais pela confiança que determinada marca lhes inspira. A figura não permite perceber a dimensão desses grupos nem as suas prioridades. Junta-os numa média e deixa por responder uma pergunta essencial para quem formula uma estratégia: quais destes clientes queremos/podemos servir?
Uma característica com menor importância média pode ser decisiva para um grupo de clientes suficientemente interessante para sustentar um negócio. É nessa diversidade que uma PME pode encontrar espaço para se diferenciar, subir na escala de valor e escapar à competição pelo preço. Seguir a hierarquia média do sector pode levá-la a desvalorizar precisamente aquilo que os seus clientes-alvo mais apreciam.
Vale a pena recordar a pirâmide de Priestley, que trouxe aqui em "Ousar olhar para o nicho — o poder dos números". Sem tomar as suas percentagens como uma lei universal, a imagem recorda que o número de clientes e o poder de compra não se distribuem da mesma maneira. Um segmento pequeno pode representar uma oportunidade económica muito relevante. Ao diluir as suas preferências na média do sector, arriscamo-nos a esconder o nicho onde uma PME poderia construir o seu futuro. Para quem procura uma alternativa à guerra do preço, essa diferença merece toda a atenção, pode fazer toda a diferença.O relatório pode ser útil como ponto de partida. O meu balde de água fria aparece quando procuro nele apoio para fazer escolhas estratégicas e encontro o "cliente médio", sem conseguir ver os diferentes clientes que a média esconde. Continuo a sentir falta da pergunta com que começo o trabalho nas empresas: quem queremos conquistar e manter, e o que procuram e valorizam esses clientes-alvo?
Na parte III, regressarei à abordagem proposta no artigo da HBR. Há ali ideias úteis para transformar o conhecimento dos clientes em prioridades e trabalho concreto, desde que saibamos de que clientes estamos a falar, os clientes-alvo.
No postal anterior, usei a notícia do JN sobre Revinhade para ilustrar uma ideia: a produtividade de Felgueiras poderá aumentar através da alteração da composição da sua economia. A entrada e o crescimento de actividades com maior valor acrescentado por trabalhador podem elevar a média do concelho. Como saber, daqui a alguns anos, se foi isso que aconteceu?
Comecemos por um exemplo com números inteiramente ilustrativos. Imaginemos uma economia onde 80% dos trabalhadores estão em actividades que geram 30 mil euros anuais de valor acrescentado por trabalhador e os restantes 20% em actividades que geram 60 mil euros. A média é de 36 mil euros. Se os pesos passarem para 60% e 40%, respectivamente, a média sobe para 42 mil euros. Mais 16,7%, mantendo exactamente a mesma produtividade em cada um dos dois grupos. Mudou a composição da economia. Recordo uma série com uma história sobre golos.
Para acompanhar Felgueiras, começaria por construir uma série anual, usando 2024 como referência anterior ao arranque da produção da Somfy, que o artigo situa em Outubro de 2025. A primeira medida seria o valor acrescentado bruto por trabalhador e, havendo informação suficiente, por hora efectivamente trabalhada. O valor acrescentado aproxima-nos daquilo que a actividade gera depois de descontados os bens e serviços consumidos na produção. Uma facturação elevada pode coexistir com um valor acrescentado relativamente reduzido, quando uma parte importante dessa facturação corresponde a componentes, materiais e serviços comprados a terceiros.
Depois, abriria a média do concelho. Acompanharia o peso do calçado, do equipamento eléctrico, dos plásticos e das restantes actividades no emprego e no valor acrescentado. Procuraria perceber quais estão a crescer e qual o seu valor acrescentado por trabalhador. Também distinguiria empresas novas e empresas preexistentes, porque dentro do mesmo sector podem coexistir modelos de negócio e posições na cadeia de valor muito diferentes. A classificação da actividade ajuda a organizar os dados; o valor efectivamente criado permite avaliar o resultado.
O passo seguinte seria separar dois contributos: o aumento da produtividade dentro das actividades e a alteração do peso dessas actividades na economia local. Uma forma de o fazer seria calcular, em cada ano, qual teria sido a produtividade média se a distribuição do emprego continuasse igual à de 2024. A comparação com a média observada permitiria estimar o contributo da mudança de composição. Assim, poderíamos perceber quanto do progresso resultou da melhoria das actividades existentes e quanto resultou do crescimento relativo das actividades mais produtivas.
Acrescentaria as remunerações médias e medianas, descontando a inflação, a evolução das qualificações e das funções desempenhadas e a proporção dos empregos ocupados por residentes no concelho. Interessaria ainda acompanhar os fornecedores locais: conseguiram novos clientes, desenvolveram competências, passaram a fornecer soluções de maior valor acrescentado? Uma nova fábrica pode contribuir para transformar o tecido empresarial à sua volta. Esse efeito merece ser procurado e medido.
Há alguns cuidados necessários neste acompanhamento. O valor acrescentado e o emprego devem corresponder às mesmas unidades efectivamente localizadas em Felgueiras, verificando o efeito da localização das sedes das empresas. A evolução dos preços também deve ser considerada, para distinguir um aumento nominal de uma melhoria em termos reais.
O artigo referido na parte I admite que a zona industrial poderá chegar aos dez mil postos de trabalho dentro de uma década. Seria interessante que, nessa altura, Felgueiras pudesse apresentar também a evolução do valor acrescentado por hora e das remunerações reais, explicando o contributo das novas actividades para esses resultados. Teríamos então um caso concreto para estudar como um território aumentou a produtividade através da transformação da sua economia.
"Was würden Sie Bundeskanzler Friedrich Merz gerne zurufen?
Herr Bundeskanzler, bitte nehmen Sie die offenkundigen Sorgen der Bevölkerung ernst! Deutschland muss endlich wieder ein Land werden, in dem sich Leistung lohnt und Investitionen rechnen. Unsere Wirtschaft braucht keine weiteren Ankündigungen, sondern ernsthafte Reformen. Der Staat muss lemen, mit dem Geld der Steuerzahler verantwortungsvoll umzugehen, statt immer neue Belastungen zu schaffen. Wohlstand entsteht nicht durch Umverteilung, sonder durch Wertschöpfung,"
Traduzo para português de Portugal com o auxílio do Google Tradutor:
"O que gostaria de dizer ao Chanceler Federal Friedrich Merz?
Senhor Chanceler, por favor, leve a sério as preocupações evidentes da população! A Alemanha precisa, finalmente, de voltar a ser um país onde o esforço vale a pena e os investimentos trazem retorno. A nossa economia não precisa de mais anúncios, mas sim de reformas sérias. O Estado precisa de aprender a gerir o dinheiro dos contribuintes de forma responsável, em vez de criar constantemente novos encargos. A prosperidade não surge através da redistribuição, mas sim da criação de valor."
Político português ficou com os pelos espetados de horror.
O FT do passado dia 19 publicou "TDK grapples with Japan's population crisis".
Leio TDK e ... regresso aos anos 70 e 80 e ao tempo das cassetes. Mas também ela subiu na escala de valor e agora faz outras coisas com maior valor acrescentado.
A TDK participa na construção de um complexo habitacional para atrair trabalhadores para uma região japonesa num processo de desertificação demográfica. Apartamentos modernos, equipamentos de lazer e espaços de convívio passam a fazer parte da resposta empresarial à demografia. A empresa reconhece que ter vagas disponíveis já não chega: precisa de proporcionar condições para que alguém queira trabalhar e viver naquele território.
"TDK has taken matters into its own hands in a bid to tackle the demographic crisis. The electronics group has partnered with a local authority in Akita to build a dormitory-town complex on 10 hectares of rice fields to attract workers.
...
The project provides 350 workers with large modern apartments to rent, a far cry from the basic shared dormitories that Japanese manufacturers often provided for staff in the postwar years. It has a canteen, gym, DIY room and barbecue pits that are open to the public. Schools and a care home surround the central building and there are plans to add medical facilities and shops.
...
Many Japanese groups are upgrading workplaces to attract talent but TDK's dormitory is a striking effort to go further. The group has a lot riding on the effort: Akita is home to TDK's "mother" factories that test manufacturing processes for its global production of electronic components."
Este é um tema que acompanho há alguns anos aqui no blogue:
Portugal fornece uma referência concreta. Segundo a série revista da AIMA, a população estrangeira residente passou de 592 210 pessoas em 2019 para 1 543 697 em 2024: um aumento de cerca de 951 mil pessoas, ou 161%. Este é um aumento da população estrangeira registada, não uma contagem das entradas brutas durante o período.
Por um lado, a entrada de paletes de mão de obra barata reduz a pressão sobre as empresas para subirem na escala de valor ou encerrarem por falta de rentabilidade. Por outro lado, aquelas 951 mil pessoas precisam de viver algures. Se a população cresce mais depressa do que a oferta de casas nos territórios onde se concentra o emprego, a pressão aparece nas rendas, na sobrelotação e nas deslocações.
Já ouviram alguém relacionar falta de habitação com externalização de custos?
Quanto custa realmente um emprego de baixo salário quando se consideram também as condições necessárias para alojar quem o ocupa? A conta da empresa inclui o salário, os encargos e outros custos de contratação. A conta do território inclui casas, transportes, infra-estruturas e serviços. Quando se facilita o recrutamento sem acompanhar o crescimento da população com essas condições, parte importante do ajustamento fica entregue a terceiros.
Uma empresa pode manter a sua rentabilidade recorrendo a trabalhadores disponíveis para aceitar salários baixos. Contudo, se esse recurso depender de alojamento sobrelotado, deslocações intermináveis ou respostas públicas de emergência, a rentabilidade observada merece uma análise mais completa. Até que ponto estamos perante um negócio economicamente sustentável quando parte das condições necessárias ao seu funcionamento é assegurada pelo sacrifício dos trabalhadores ou por recursos colectivos? Este é o problema da externalização de custos que gostava de ver discutido.
Construir mais casas é necessário. Também é necessário discutir o modelo económico que estamos a alimentar: que valor acrescenta, que salários consegue sustentar e que condições de vida proporciona. No Japão descrito pelo FT, a escassez leva uma empresa a investir para que as pessoas a escolham. Por cá, continuamos demasiado concentrados em garantir que as empresas encontrem pessoas que aceitem as condições disponíveis. Depois discutimos a habitação numa sala, os salários noutra, a produtividade numa terceira, e o impacte no ambiente numa quarta. Como se as quatro conversas não estivessem ligadas.
Why are French university students lining up for lunch at 11am when the cafeteria opens at noon? I took this picture on my way to work this morning because it is a good lesson in “shadow prices.” In May, France extended €1 university meals to all students. Previously, those not eligible for assistance paid €3.30. The result was not cheaper meals, but shortages. Demand surged, and students now queue an hour or more in advance to secure their lunch. What they used to pay with money, they now pay with time. And this is a lesson in shadow prices. It tells us that students are willing to sacrifice an additional hour to save €2.30, so they are implicitly valuing their time at €2.30 an hour or less. That's awful. 11 am is one of the best times to study. You are alert, but not yet tired. Even if a fraction of them studied at this time, there could be more value than the one saved by the “cheaper” meal. While the government did provide €50 million in additional funding for 2026, for a system serving more than 3 million higher-education students (about 8 cents per student per day), the problem illustrates something deeper about France. Don't get me wrong. I love living here, and I work hard every day to contribute to this country. But too many French institutions operate as though people's time were free. It is a system where enormous resources flow through the state, and simple transactions are replaced by forms, permissions, and waiting. People grow accustomed to this dependency, sometimes even demanding more of it. The implicit message of the system is that your time is cheap, your initiative is unwelcome, and your ability to decide for yourself is something to be managed. It is a sad situation because I genuinely believe France can be one of the best places in the world to live. But people are tired. And I'm not talking about those who looted sporting goods stores and vandalized public buildings over the weekend. I'm talking about the butchers, bakers, and produce sellers I meet every week at the market. The small antique dealers who worry that a mob could destroy the little capital they have. I talked to many of them yesterday. They are scared and they know there is nothing for them to do other than hide. A country that values its people should value their time. Vive la France!
— César A. Hidalgo (@cesifoti) October 19, 2026
E novidades?
Uma refeição pode ficar mais barata na tabela de preços e passar a custar mais caro àqueles que a procuram. César Hidalgo descreve estudantes franceses que chegam à cantina uma hora antes da abertura para conseguirem almoçar por um euro. A redução do preço aumenta a procura; se a capacidade de servir refeições não acompanhar esse aumento, surge outro mecanismo de racionamento: a fila. Uma parte do que antes se pagava em dinheiro passa a pagar-se em tempo.
O ChatGPT relata um aumento de 48% nas refeições servidas no início deste ano lectivo nas universidades, face ao período homólogo. A espera tem um custo, embora não permita concluir, sem conhecer as alternativas de cada estudante, que este valoriza uma hora da sua vida em apenas 2,30 euros.
Nos autocarros do Porto e de Lisboa, ou nos comboios, a questão é semelhante: um passe mais barato ou gratuito não cria, por si só, mais lugares, mais frequências ou maior pontualidade. Quando a capacidade fica aquém da procura, o passageiro também paga com espera, sobrelotação, partidas antecipadas de casa e compromissos falhados. Nos Intercidades, há reclamações de titulares do Passe Ferroviário Verde que relatam que os lugares estão esgotados quando tentam fazer a reserva. Isto não demonstra que os descontos sejam a causa de todos os problemas; mostra que reduzir o preço e assegurar o serviço são tarefas distintas. Uma política pública deve ser avaliada também pelo tempo que exige aos cidadãos. O tempo das pessoas não é gratuito só porque não consta no orçamento do Estado.
Quem escreve neste blogue é um anónimo engenheiro da província.
Em Setembro de 2006 escrevi aqui um postal intitulado "Volume is vanity, profit is sanity". Depois, em 2008 li "Manage for profit not for market share".
No mundo de PME em que eu navegava na altura, PME que enfrentavam o choque chinês, este tema foi fundamental para moldar a minha visão do mundo económico e encontrar uma alternativa à concorrência perfeita da academia.
No passado dia 20, ontem, o FT publicou um artigo intitulado "Dark days Lindt brings back former chief as steep price rises hit demand for its chocolate":
"Lindt has replaced its chief executive and brought back his predecessor on an interim basis to help turn around the Swiss chocolate group as it struggles with falling demand for its pricey products.
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Lindt's share price has fallen by more than a quarter this year as the company struggled to increase sales volumes after raising prices more than any other big chocolate maker. The company has increased prices 40 per cent since 2022 but achieved only 2 per cent volume growth over the same period, according to Barclays.
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Weisskopf [Moi ici: O anterior CEO que vai reassumir o cargo provisoriamente] said his focus would be on restoring the European business to growth and building on continued strong performance in North America and Asia.
"We will invest significantly in our brands while improving our profitability," he said.
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In Germany, Lindt's largest market, the company has started slashing prices after previous rises led to a slump in sales volumes."
Li o artigo e a primeira coisa que me veio à cabeça foi... o Evangelho do Valor. Preços a subir, quota de mercado a baixar, vendas a subir muito pouco, rentabilidade... O que terá acontecido ao lucro da Lindt? Perguntei ao ChatGPT e obtive:
Ainda segundo o ChatGPT:"Os dados mostram uma subida contínua do lucro operacional. O lucro líquido de 2023 beneficiou de um efeito fiscal extraordinário de 69,7 milhões; sem esse efeito, teria sido de 601,7 milhões, tornando mais evidente a progressão dos resultados subjacentes."
Como o Evangelho do Valor prega; uma empresa pode vender menos unidades e ganhar mais dinheiro se o aumento da margem por unidade compensar a redução da quantidade. E mais, o Evangelho do Valor explica também a assimetria: uma descida de preços pode exigir um aumento muito elevado do volume para preservar o lucro (o que será que vai acontecer à rentabilidade da Lindt na Alemanha? Quanto volume adicional terá a Lindt de vender para que cada redução de preço melhore efectivamente o lucro?).
Assim, este anónimo da província interroga-se: o que estará mesmo por trás da saída do CEO até agora? A observação do artigo, preços mais elevados e pouco crescimento dos volumes, não demonstra, por si só, que a estratégia tenha fracassado.
Talvez os accionistas saibam alguma coisa que este provinciano desconhece. Os lucros publicados contam o que aconteceu; as decisões de hoje também têm de considerar o que poderá acontecer amanhã. A Lindt pode estar a ganhar mais dinheiro enquanto perde a preferência de clientes que lhe farão falta no futuro. Mas também pode haver quem fique incomodado com o fraco crescimento dos volumes, mesmo quando o lucro aumenta.
Também não transformaria o Evangelho do Valor numa autorização para subir os preços indefinidamente. O cliente tem uma palavra a dizer. Mas gostava de conhecer as contas que sustentam os cortes de preços na Alemanha: que volume de vendas esperam recuperar e com que margem? O volume adicional necessário para compensar um desconto pode ser calculado. Conseguir que os clientes comprem esse volume já é outra conversa.
Accionistas pagãos ou provinciano totó? Por enquanto, fica a interrogação. Gostava de voltar a estas contas daqui a um ou dois anos e perceber se a Lindt recuperou vendas que reforçaram os lucros ou se sacrificou lucros para recuperar vendas. Até lá, continuo desconfiado quando me apresentam pouco crescimento dos volumes como prova suficiente de que uma estratégia falhou. Há hábitos que um engenheiro da província tem dificuldade em perder.
Costumo fazer isto.
A maioria foca-se no ranking global. Por exemplo:
La política fiscal va mucho más allá de cuánto pagamos en impuestos. España ocupa el puesto 35 de 38 países de la OCDE en el Índice de Competitividad Fiscal 2026 que acaba de publicar la @TaxFoundation. Solo Italia, Colombia y Francia aparecen por detrás. También importan la complejidad del sistema, cómo se grava el ahorro y la inversión, los incentivos económicos y las distorsiones que genera cada impuesto. Podemos discutir cuánto queremos recaudar, pero también deberíamos discutir cómo lo hacemos y qué consecuencias tiene para nuestra economía. De esto último se habla bastante menos.
— Santiago Calvo (@SantiCalvo_Eco) October 19, 2026
Eu prefiro ir aqui e olhar para estas comparações:
É interessante observar as opções que cada país adopta em matéria fiscal e as consequências para o nível de vida e vitalidade da economia.
"Um diretor de uma grande marca mundial disse-me: 'A Movecho é sempre uma solução para nós, gostamos muito de trabalhar com a Movecho, temos tido boas experiências convosco... A Movecho para nós só tem um problema: é a empresa mais cara com que trabalhamos.' E eu respondi-lhe: 'Ainda bem'." "Nós nunca competimos pelo preço. É uma questão de princípio."
"Não começamos a fazer arte assim que nos tornamos artistas. Ou seja, não é por sermos artistas que fazemos arte, é por fazermos arte que nos tornamos artistas."
"Nós chegámos a essas marcas e não começámos a inovar a seguir. Começámos a inovar e a fazer muitas coisas antes para que fosse possível lá chegar."
"começou como fabricante de mobiliário de escritório para o mercado suíço, passou pela banca e pelos centros comerciais, entrou no universo das perfumarias e joalharias e acabou por conquistar algumas das marcas mais exigentes do luxo."
"Convidada a participar num projeto para um banco nacional com mais cinco concorrentes, a Movecho enfrentou um pedido para o qual não estava preparada: "Não conhecíamos os materiais, era um mundo novo para nós." Mas, ao contrário de todos os concorrentes, que "agradeceram e saíram porta fora", "a Movecho ficou lá". O primeiro balcão não correu exatamente como planeado, mas, 26 anos depois, continuam a trabalhar para o mesmo banco."
"Até ao final do ano a empresa quer terminar a expansão de uma linha de produção de metalomecânica para satisfazer as necessidades internas. "Quando entrámos no mobiliário mais sofisticado, premium, de luxo, começámos a ter muitas dificuldades em ter as peças metálicas com a qualidade desejável." Luís Abrantes diz que a sua empresa precisa de "relojoaria do metal" e não de "marcenaria do metal", que é como descreve a atividade da indústria portuguesa."
Primeiro, vi este tweet:
What we know: 1. She's a member of the French left-wing party and an activist, one of the biggest advocates for opening up migration to North African peoples. 2. She owns a small chic boutique in an upscale spot, she stood in her shop trying to save it from looting and theft telling them that she's a famous activist. 3. She told them I'm so-and-so, the activist for asylum, I'm with you, I've defended you and your entry and stay in France, they spat on her, knocked her down, and trampled her with their feet, good thing she's still alive. 4. And they looted the whole shop, losing all the struggle and work of her lifetime in a moment. Standing there stunned, not believing that these thieving, rabble-rousing, criminal, barbaric hordes are the ones she's spent her whole life defending, and advocating for them to invade her country and destroy it
— American Politic (@rosewdc) October 18, 2026
Depois, perguntei ao Grok se era verdade:
No. The photo shows an unidentified woman who tried to stop looters at a Franprix supermarket near Place de la République on 17 Oct 2026. Photographer Frédéric Munsch recorded her pleading that the looting hurts the protest cause; she was pushed aside. She is not a boutique owner or known left-wing migration activist. No evidence supports the claims of her identifying as such, being spat on, or trampled.
— Grok (@grok) October 19, 2026
Fixei:
"recorded her pleading that the looting hurts the protest cause"
E lembrei-me de Eva no Jardim do Éden, ao perceber que a serpente a enganou.
Numa das suas interpretações de Eva, Jordan Peterson apresenta a tentação como algo mais subtil do que ser simplesmente enganada: a presunção de que a própria compaixão é tão poderosa que pode acolher a serpente sem ser destruída por ela. Uma virtude transforma-se em vulnerabilidade quando perde o discernimento e passa a servir de prova da superioridade moral de quem a exerce.
"What does that mean? It's prideful presumption that makes you assume that you can define the moral order What's the provide? What's the prideful presumption of Eve at the beginning of time and forever? I can even clasp the serpent to my breast. It's the careless welcoming in of the monstrous and prideful under the guise of the pretension of maternal compassion. And if you can't see that happening in our society, you're blind."
E lembrei-me de Gad Saad. Saad chama suicidal empathy à empatia que, na sua interpretação, leva alguém a desvalorizar ameaças e consequências, comprometendo a própria segurança ou as instituições que permitem proteger os outros.
"Most companies work hard to get close to customers.Managers also regularly compare how their product offerings stack up against the competition, so it's not surprising that executives are confident about their knowledge of customer needs and whether they're satisfying those needs better than their rivals do....What we saw was that executives did indeed spend a great deal of time listening to customers, monitoring competitors, and looking to spot industry trends. But we found that rather than using a scientific approach to interpret the information they gathered, they routinely took cognitive shortcuts. As new factors surfaced and different executives focused on different ones, companies' strategies for winning customers shifted from year to year, confusing customers about the underlying value propositions the firms were offering. As customers switched to competitors, sales dwindled. Meanwhile, the costs of pivoting caused margins to shrink, customers didn't get what they wanted, employees were burdened by the need to work on multiple initiatives that added little value, and shareholders earned average or below-average returns." [Moi ici: Os gestores têm uma confiança excessiva de que eles é que sabem, de que eles interpretam bem a informação que recolhem sobre os clientes. Por isso, têm prioridades desalinhadas, investem no que é pouco relevante para os clientes, e dispersam recursos escassos num excesso de iniciativas]
"Unfortunately, it turned out that most of them [Moi ici: Os gestores] also relied on intuition and personal experience to interpret that data. Only 2% of executives and employees in our surveys said their companies had formally identified the features in their value proposition that customers most appreciated (such as product quality, purchasing experience, and after-sales service) and had assessed their relative importance to customers. None had quantified how much each of these "value drivers" actually affected revenue or margins.Even when companies did identify and compare value drivers, there was little internal agreement about which were the most important....Across all companies we found a negative or zero correlation between lift potential and the executives' rankings of value drivers....We also found that executives typically underestimated how much improving a single driver could increase overall customer value....They switched priorities. At 36 companies we asked executives to rank their value drivers by importance for four consecutive years. We found that their ordering changed drastically from year to year,...Of course, a company's priorities should evolve as markets and customer needs change. But over time customers' rankings of value drivers are much more stable than executives', making it hard to read the rotating priorities as rational adaptation....The conclusion is inescapable: Executives aren't processing information on customers properly. This results in frequent pivoting that burdens employees, confuses customers, and delivers poor investment returns."
"An analysis of competitors, including their offerings, pricing, and activities, was discussed at more than 80% of the retreats, and 20% to 50% of all initiatives proposed arose from executives' desire to combat rivals. In most cases executives sought to match competitors point by point, producing strategic convergence rather than differentiation."
Encontro uma ligação muito forte ao trabalho que tenho desenvolvido com PME. Antes de perguntar "o que valorizam os clientes?", começo por outra pergunta: Que clientes? Quem são os clientes-alvo da empresa? Quem queremos conquistar e manter? Para quem queremos ser uma escolha especialmente interessante? Como escrevi em "Os clientes-alvo", essa escolha é fundamental para concentrar recursos, atenções e esforços.
Diferentes tipos de clientes procuram e valorizam diferentes benefícios e experiências. Uns privilegiam o preço, outros a rapidez, outros a possibilidade de obter uma solução à medida. Mesmo quando compram o mesmo produto, podem estar a procurar resultados diferentes. Por isso, identificar os factores que os clientes valorizam exige esclarecer de que clientes estamos a falar. Uma média pode esconder precisamente as diferenças em torno das quais uma empresa pode construir a sua proposta de valor.
Uma PME tem recursos escassos. Precisa de escolher onde os vai concentrar e para quem pretende ser especialmente boa. Escolher os clientes-alvo permite depois perguntar: o que procuram? O que lhes facilita a vida? O que os leva a preferir-nos? Que proposta de valor podemos construir para merecer essa preferência? Já em "Introdução ao mapa da estratégia" começava precisamente por essa diversidade: os clientes não são todos iguais nem esperam todos as mesmas coisas de uma organização.
Escolhidos os clientes-alvo e clarificada a proposta de valor, precisamos de perceber o que isso exige dentro da empresa. Em que actividades temos de ser excelentes para proporcionar aquilo que esses clientes procuram e valorizam? Que competências precisamos de desenvolver? Em que recursos, informação, tecnologia e infra-estruturas precisamos de investir? É aqui que entra o mapa da estratégia: para tornar explícitas as relações que acreditamos existir entre essas escolhas e os resultados que pretendemos alcançar.
O mapa descreve uma hipótese sobre o funcionamento do negócio. Se investirmos nestes recursos e desenvolvermos estas competências, esperamos melhorar o desempenho destas actividades; se melhorarmos essas actividades, esperamos proporcionar determinados benefícios aos clientes-alvo; se esses clientes reconhecerem e valorizarem os benefícios, esperamos conquistar a sua preferência e obter melhores resultados económicos. Desenhar o mapa obriga a explicar o raciocínio e a discutir a plausibilidade das relações propostas.
Depois vêm os indicadores e as metas. Os indicadores permitem conhecer o desempenho actual e acompanhar a sua evolução; as metas quantificam o desempenho futuro desejado. Essa diferença coloca-nos perante uma pergunta concreta: o que nos impede de obter hoje os resultados que queremos alcançar amanhã? Como procurei explicar em "Melhorar o retorno da certificação ISO 9001 — parte X", precisamos de investigar as práticas e as restrições que explicam a distância entre o presente e o futuro desejado.
É dessa investigação que devem nascer as iniciativas estratégicas: projectos destinados a transformar aspectos concretos do funcionamento da empresa. Cada iniciativa precisa de uma justificação: que problema ou restrição procura ultrapassar? Que actividade vai modificar? Para que objectivo estratégico deverá contribuir? Que melhoria de desempenho esperamos obter? Quem fará o quê, com que recursos e em que prazo?
As iniciativas devem decorrer da estratégia e do diagnóstico do funcionamento da empresa. O entusiasmo por uma tecnologia, uma visita a uma feira ou a notícia de que um concorrente começou a fazer determinada coisa podem dar origem a ideias interessantes. Mas uma ideia só merece consumir recursos estratégicos depois de explicarmos como contribuirá para a mudança de que precisamos. Os feelings dos gestores podem fornecer pistas; a escolha dos projectos exige um raciocínio que possa ser discutido e confrontado com a realidade.
Também por isso, o mapa da estratégia não produz automaticamente boas iniciativas. Já em "Exemplo de balanced scorecard — parte IV" defendia a necessidade de compreender as causas sistémicas do desempenho actual antes de desenhar projectos de transformação. Uma sessão de brainstorming pode gerar uma lista extensa de sugestões e deixar intactas as condições que impedem a empresa de melhorar. Daí o meu recurso ao pensamento sistémico e à Teoria das Restrições.
Finalmente, precisamos de acompanhar duas coisas: a execução das iniciativas e os resultados que procurávamos obter. Concluir um projecto dentro do prazo não demonstra que tenha produzido a melhoria esperada. E melhorar uma actividade não garante que os clientes-alvo reconheçam mais valor ou que os resultados económicos acompanhem essa evolução. É preciso confrontar a hipótese com os resultados, investigar os desvios e distinguir uma execução deficiente de pressupostos estratégicos errados.
É esta disciplina que procuro introduzir no trabalho de alinhamento e foco estratégico das PME: escolher quem servir, clarificar o valor a proporcionar, explicitar como pensamos alcançá-lo e concentrar a transformação nos obstáculos que nos separam desse futuro. Assim, cada nova iniciativa tem de encontrar o seu lugar nesse raciocínio, em vez de acrescentar mais uma direcção ao percurso errático da empresa.
Até aqui, acompanhava os autores com bastante interesse. No próximo episódio, entrarei na abordagem que propõem e nos exemplos que apresentam. E voltarei ao tal balde de água fria.
"It is widely believed that restructuring has boosted productivity by displacing low-skilled workers and creating jobs for the high skilled."Mas, e como isto é profundo:"In essence, creative destruction means that low productivity plants are displaced by high productivity plants." Por favor voltar a trás e reler esta última afirmação.
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"Lovaglia’s Law: The more important the outcome of a decision, the more people will resist using evidence to make it."
"If an organisation is too stable it can ossify, but if it is too unstable it can disintegrate. Successful organisations work between these two conditions or states, in what Stacey called ‘the chaos zone’."
"If the customer doesn't care about the price, then the retailer shouldn't care about the cost,"
“It's not enough that we do our best; sometimes we have to do what's required”.
"Das Leben, das uns gegeben ist, ist uns nicht als etwas Fertiges gegeben, sondern wir müssen es uns gestalten, und zwar jeder sein eigenes."
"Eine Regierung, die nichts wert ist, kostet am meisten."
"Forget trying to persuade them; light their pants on fire."
"O futuro é o que importa. O futuro é a base do significado, é de onde vem o projecto que alguém tem para si próprio"
"The single biggest problem in communication is the illusion that it has taken place."
“It is not the strongest of the species that survives, nor the most intelligent; it is the one that is most adaptable to change.”
"o Marketing só existe a partir do pensamento estratégico, caso contrário "não resulta""
"It is difficult to get a man to understand something, when his salary depends upon his not understanding it"
"Perder diversidade é como arrancar páginas de um livro. Quantas páginas poderemos arrancar até deixar de compreender o enredo?"
The great enemy of the truth is very often not the lie – deliberate, contrived and dishonest – but the myth, persistent, persuasive, and unrealistic. Belief in myths allows the comfort of opinion without the discomfort of thought."
"By strategy, I mean a cohesive response to a challenge. A real strategy is neither a document nor a forecast but rather an overall approach based on a diagnosis of a challenge. The most important element of a strategy is a coherent viewpoint about the forces at work, not a plan."
"Un desastre està punt de succeir a Espanya. El malentès de la gravetat de la crisi costarà car als inversors, ja que tindrà profundes conseqüències per a tot el sistema bancari europeu", afirma.
Entre d'altres coses, Mauldin diu que "els inversors estan fumant crack si creuen que els bancs espanyols són entre els més forts d'Europa, ja que estan amagant les seves pèrdues".
“… there are no “sunset” industries condemned to disappear in high wage economies, although there are certainly sunset and condemned strategies, among them building a business on the advantages to be gained by cheap labor”
"o vencedor da vida, o optimista que vive em incesto com o próprio ego, é o traço mais frágil do líder"
"We shall not grow wiser before we learn that much
that we have done was very foolish."
You may not be able to change the world but can at least get some entertainment & make a living out of the epistemic arrogance of the human race.
"I wanted you to see what real courage is, instead of getting the idea that courage is a man with a gun in his hand. It's when you know you're licked before you begin but you begin anyway and you see it through no matter what. You rarely win, but sometimes you do."
“Trust your guts. But not too much!”
"Customers will try 'low-cost providers,' because the majors have not given them any clear reason not to." "
"Natal é quando as Crianças pedem e os Pais pagam. Défices é quando os Pais pedem e as Crianças pagam."
"A imprevidência dos povos é infinita, a dos governos é legal"
"What a man sees depends both upon what he looks at and also upon what his previous visual-conceptual experience has taught him to see"
“The leaders first task is to be the trumpet that sounds a clear sound”
"lamented the lack of any systematic data on the scale of unfunded IOUs that care-free politicians have handed out like confetti."
"Let them call me rebel and welcome, I feel no concern from it; but I should suffer the misery of devils, were I to make a whore of my soul..."
O problema não é o consumo. O problema é o consumo assente em endividamento."
"There are designations, like "economist", "prostitute", or "consultant" for which additional characterization doesn't add information."
When it becomes more difficult to suffer than change, you will change"
"Hope is not a strategy and a crisis is a terrible thing to waste"
The more you can see of the present, the more you can see of the future"
Yes, You can change the future, but only changing the present"
"Entrepreneurship is 'Having aspirations greater than your resources'"
“The single biggest reason companies fail is they overinvest in what is, as opposed to what might be."
"The first principle is that you must not fool yourself - and you are the easiest person to fool. So you have to be very careful about that"
"A estabilidade é uma ilusão"
"When we create the conditions of possibility, the universe becomes our co-conspirator"
Thinking about doing is not doing. Talking about doing is not doing. Doing is doing."
"'God has created me to do him some definite service. He has committed some work to me which he has not committed to another'.
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"Each of us has a mission, each of us is called to change the world, to work for a culture of life, a culture forged by love and respect for the dignity of each human person.
"As our Lord tells us in the Gospel we have just heard, our light must shine in the sight of all, so that, seeing our good works, they may give praise to our heavenly Father."
"The future is not there waiting for us. We create it by the power of imagination."
"confusing testosterone with strategy is a bad idea"
"Much consulting involves the application of models to a system, as opposed to getting involved in the system as a positive change agent""
"O Portugal que pára sem orçamento é precisamente aquele que vive dele e que há todo o interesse em parar."
"credibilidade da política financeira e dos seus executores está ao nível da credibilidade de uma barraca das farturas"
"The role of the manager is thought to be reduction of uncertainty rather than the capacity to live creatively in it"
"today an entrepreneur is closer to artists than managers"
"A business without a path to profit isn’t a business, it’s a hobby"
"If no one’s upset by what you’re saying, you’re probably not pushing hard enough. (And you’re probably boring, too.)"
"Storytelling isn’t just how we construct our identities, stories are our identities"
"'He who has a why to live can bear almost any how' "
"They can because they think they can"
"Se há coisa que não suporto é misturar catequese com negócios, é a incapacidade para calçar os sapatos do outro e só pensar na nossa posição de coitadinhos, pobres vítimas indefesas dos maus e que por isso precisamos do Estado todo poderoso para nos proteger e, nem percebem na volta, os juros que o Estado cobra por esse serviço mafioso de protecção que, ainda por cima não resolve nada."
"Empathy is like a universal solvent. Any problem immersed in empathy becomes soluble."
"In victory, do not brag; in defeat, do not weep"
"Value it's a feeling not a calculation"
"An economist is someone who has had a human being described to him, but has never actually seen one."
"Don't finish first--it's not about running a rat race. Start with a better ending in mind."
"If you sit in on a poker game and don’t see a sucker, get up. You’re the sucker.”
"The 'value added' for most any company, tiny or enormous, comes from the Quality of Experience provided."
"Crediting government with the success of entrepreneurs is like crediting the guy who built Bill Gates’ garage with the success of Microsoft."
"I have found that assuming social scientists understand the difference between correlation and causality is not generally a good one."
"Promising never to raise taxes, without reaching a deal on spending, really means a high and rising commitment to future taxes."
"Some things are so foolish that only an intellectual could believe them, for no ordinary man could be such a fool"
"os bancos não financiam a economia, a poupança sim"
"I do not know the key to success, but the key to failure is trying to please everybody"
"Never be afraid to try, remember... Amateurs built the ark. Professionals built the Titanic."
"terms such as 'experiment' and 'observation' cover complex processes containing many strands. 'Facts' come from negotiations between different parties and the final product - the published report - is influenced by physical events, dataprocessors, compromises, exhaustion, lack of money, national pride and so on."
"'science in the making' is 'the consequence of [a] settlement' of 'controversies'."
"If the state wishes to spend more, it can do so only by borrowing your savings or taxing you more. And it's no good thinking someone else will pay, that someone else is you."
"All failures of strategy are rooted in the assumption that outcomes are predictable."
"Doing things like your bigger competitors is how to get killed in the wars out there"
“Uma moeda boa e forte é como a saúde. Só lhe damos verdadeiramente valor quando não a temos.”
"Life’s tough. It’s tougher if you’re stupid"
"O homem de bem exige tudo de si próprio; o homem medíocre espera tudo dos outros"
"Change is a threat when done to me, but an opportunity when done by me."
"As elites foram deixando de falar das exportações à medida que se foi percebendo que o país consegue exportar sem elas"
"Your toughest competition is the little voice inside your head telling you to stop"
"Pain is just weakness leaving your body"
"Built to last" is bad economics. Built to do something great" is the better idea. Think: "Creative destruction."
"the world is an uncertain place no matter how many Greek letter equations you affix to a problem."
"You never change things by fighting existing reality. To change s.th., build a new model making the existing model obsolete"
“No, no, you're not thinking; you're just being logical.”
"Success is not a destination. It's the trail you leave behind you."
"Winners make a habit of manufacturing their own positive expectations in advance of the event."
“You’ve got to start with the customer experience and work back toward the technology – not the other way around”
"Strategy as the "smallest set of - intended or actual - choices and decisions sufficient to guide all other choices and decisions sufficient to guide all other choices and decisions."
"When something is commoditized, an adjacent market becomes valuable"
"nature evolves away from constraints, not toward goals"
"There aren't any textbooks on what to stop doing!"
"With great power comes great irresponsibility "
"Weird things happen when you take price out of the equation for consumers"
"‘It’s so damn complex. If you ever think you have the solution to this, you’re wrong and you’re dangerous.’"
"Saruman believes it is only great power that can hold evil in check, but that is not what I have found. I found it is the small everyday deeds of ordinary folk that keep the darkness at bay. Small acts of kindness and love."
"Increasing stuff that doesn't add value dilutes existing value."
"O federalismo não é a alternativa à troika, é a troika para sempre."
"Never underestimate the difficulty of changing false beliefs by facts"
"Stressors are information"
“If you hear a “prominent” economist using the word ‘equilibrium,’ or ‘normal distribution,’ do not argue with him; just ignore him, or try to put a rat down his shirt.”
"The advantage of experiences over things for most of us is that we can make them seem unique, which = scarce, which = value"
"Pedras no caminho?
Guardo todas, um dia vou construir um castelo"
"Without risk, faith is an impossibility."
"Não posso com quem vive a achar que os outros lhe devem sempre alguma coisa."
"In a world of increasing automation, our ability to perform tasks is not nearly as important as our ability to dream. The questions we need to ask are not ones of action, but ones of meaning"
"Me arrancam tudo a força e depois me chamam de contribuinte."
"Letting people vote for expensive programs that “somebody else” will finance is a good recipe for getting people to vote irresponsibly"
"what's fairness gotta do with pricing based in value?"
"The epic battle of our generation is between the status quo of mass and the never-ceasing tide of weird."
“Price is emotional”
"There will always be a reason why you can't pursue it, until competitors create a reason why you must."
"The most important thing to study is opening theory"
"The greater the contrast, the greater the potential"
“Customers don't care about your solution, they care about their problems.”
"Todos querem conhecer a verdade, mas o que desejam é que lhes contem uma mentira em que não sejam protagonistas."
"Execution efficiency strangles innovation in the crib, but not with malice, by default.”
"Our obsession with scalability is getting in the way of unleashing the potential of the 21st century."
"The system is optimized to mitigate risk, not create value"
"Champions are made when no one is looking"
"Don't bargain on value. Half as expensive is often twice as cheap."
"Customers care about outcomes, not effort, technology, or originality."
"
"You don't have to pick between 1) playing the game and 2) not playing the game. You can *change* the game."
""The first principle is that you must not fool yourself and you are the easiest person to fool." "