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segunda-feira, fevereiro 16, 2026

Exportações 2025, o meu balanço

 

Se cruzarmos esta tabela com aquilo que escrevi em “Curiosidade do dia” há cerca de 1 mês, a conclusão é quase a mesma: a desaceleração na segunda metade do ano confirmou-se e a polarização sectorial acentuou-se. 

Os sinais positivos continuam lá, mas continuam concentrados. O farmacêutico mantém-se como grande motor estrutural, não por efeito de base, mas por mudança de patamar. As aeronaves preservam uma dinâmica positiva dentro da sua volatilidade natural. Animais vivos e frutas reforçam trajectórias já favoráveis. Isto encaixa exatamente na leitura que fiz: 
"Mais positivo: a consolidação do eixo farmacêutico e de alguns nichos exportadores específicos." 
 Não é crescimento difuso. É crescimento concentrado.

Do outro lado, os sectores tradicionais continuam a revelar fragilidade. Plásticos, cortiça, borracha, vestuário, mobiliário, óptica, não há sinais claros de recuperação sustentada. E aqui volto ao ponto essencial que sublinhei: 
"Sectores tradicionais, intensivos em trabalho e energia, sem recuperação na segunda metade do ano. Aqui, a desaceleração é estrutural, não cíclica." 
Os combustíveis continuam a pesar negativamente no agregado, tal como já tinha destacado ao referir:
"a maior queda individual e um forte contributo negativo para o total." 
Mesmo admitindo volatilidade expectável, o impacto é significativo.

O agregado confirma a síntese que então deixei: 
"Confirmação de uma desaceleração estrutural na segunda metade do ano, com impacte transversal na indústria tradicional e no agregado exportador." 
O que me parece mais relevante não é a variação de um mês ou de um trimestre. É o desenho que começa a emergir: estamos fortes onde subimos na escala de valor e vulneráveis onde competimos por custo. A economia exportadora está a concentrar-se em poucos polos dinâmicos enquanto o "miolo industrial" tradicional perde tracção.

A questão deixa de ser estatística e passa a ser estratégica: estamos a assistir a uma transição de modelo exportador, ou a uma compressão progressiva da base industrial? É essa resposta que importa para a próxima década.

terça-feira, fevereiro 03, 2026

Mais um atestado de desconhecimento da realidade

Há textos que dizem tanto sobre o tema que abordam como sobre a forma como as redacções pensam economia em Portugal.

Na passada sexta-feira, o Expresso publicou uma peça com o título: "Preços dos sapatos em Portugal estão a cair há 17 anos."

O artigo apresenta dados correctos. A interpretação é que é problemática.

O que diz o artigo?

"São 17 anos com os preços do calçado para os consumidores lusos a recuar. Em termos acumulados, entre 2025 e 2008 — último ano em que a variação do IPC relativo ao calçado foi positiva — a queda é de 34%. No mesmo período, o índice geral de preços no consumidor em Portugal acumula uma subida de 33%. "Isto significa que, em termos reais [tendo em conta o impacto da inflação], o preço do calçado caiu para metade",

...

As importações portuguesas de calçado dispararam, aumentando mais de 80% face a 2008. E muitas vêm da Ásia, de países como a China, a Índia, a Indonésia e o Vietname. Mesmo quando vêm de países da União Europeia, trata-se maioritariamente de calçado produzido na Asia, que vai para esses Estados-membros e é revendido.

...

"Portugal produz e vende para o mundo, não tanto para o consumidor português. E exporta no topo dos preços mundiais", destaca a APICCAPS. Em média, um par de sapatos portugueses sai da fábrica a 27,57 dólares (€23,29 ao câmbio atual), "

Onde está a novidade? O problema não está nos dados. Está na ausência total de surpresa e, sobretudo, de reflexão.

Nas conservas (2020):

"Porque não olham para os números? Os portugueses importam produtos baratos e exportam os produtos mais caros. Olhando para os dados de 2016, o kg de conserva importada era cerca de 73% do kg de conserva exportada.

Esta associação em vez de ajudar os seus associados a subir na escala de valor, está a querer que se enterrem com descontos para ganhar quota de mercado interno. PORRA!!!
Quando é que esta gente percebe que volume e quota de mercado não é o objectivo. O objectivo é o lucro!"

No mobiliário (2012):

"Parece que alguma indústria portuguesa de mobiliário, incapaz de concorrer no seu próprio mercado interno, contra os preços muito baixos da concorrência asiática, teve como salvação o virar-se para o mercado externo. Contudo, livre de barreiras alfandegárias, a concorrência asiática também estava presente nesses mesmos mercados.

Como se explica o insucesso no mercado interno e o sucesso no mercado externo? 

No mercado interno não existe massa crítica de clientes capazes de suportarem empresas que se dediquem a produções em nichos e segmentos diferentes daqueles onde actuam as empresas asiáticas. No mercado externo as produções asiáticas dedicam-se a segmentos diferentes daqueles onde actuam as empresas portuguesas."

No calçado (2011) (aqui deixei uma parte inicial para ilustrar as baboseiras que pessoas em cargos de responsabilidade e que não resistiriam ao mais básico contraditório:

""Mais do que pôr a tónica nas exportações temos que ser fortes no mercado interno. Se não conseguirmos competir aqui dificilmente vamos competir noutros mercados", afirmou Carlos Tavares.

"As empresas portuguesas têm perdido quota no seu próprio mercado. Sem resolver esses problemas, dificilmente podem ter sucesso nos mercados externos", acrescentou o presidente da CMVM."

Esta abordagem é nova... qual o CV de Carlos Tavares? Qual a sua experiência de vida? O que o habilita a mandar estes bitaites sobre o que as PMEs exportadoras devem ou não fazer?

Aquilo que permite a estas PMEs serem suficientemente competitivas na exportação é, muitas vezes o que as impede de ser competitivas no mercado interno. Os consumidores do mercado interno têm um poder de compra muito diferente dos que consomem nos mercados externos. Por isso, escrevo e falo tantas vezes nas empresas que fazem by-pass ao país."

Acham pouca a ignorância de Carlos Tavares? Experimentem "Os loucos tomaram conta do jornal

Ainda sobre o calçado: "Dedicado ao bicicletas".

Há um padrão que a imprensa insiste em não ver. O artigo do Expresso de 2025 não revela uma “realidade nova”. Revela a persistência de uma má leitura antiga:

  • confundir preços baixos com problema económico;
  • tratar a queda de preços como falha industrial;
  • assumir implicitamente que “ganhar o mercado interno” é sempre desejável;
  • ignorar que exportar caro e importar barato é um sinal de subida na escala de valor, não de fraqueza.

A pergunta que raramente é feita não é: "Porque é que os preços do calçado caem em Portugal?"

É esta: "Que tipo de empresas queremos que sobrevivam — e em que quadrante?"

Enquanto a imprensa continuar a ler estes fenómenos com as lentes erradas — volume, quota, mercado interno como fetiche — continuará a produzir textos informativos, mas conceptualmente pobres.

E isso é um problema. Não para as empresas que já fizeram by-pass ao país, mas para o debate público, que insiste em confundir competitividade com low-cost.

Dedicado à redacção do Expresso, de 2015: "um atestado de desconhecimento da realidade" de onde retiro:

"As empresas nacionais têm de continuar a apostar nas exportações mas não por causa da baixa procura interna.

O nível de vida em Portugal não é alto. Por isso, os portugueses optam por comprar bens transaccionáveis baratos. Esses bens entram em Portugal, importados da Ásia a preços muito baixos, e levam a melhor sobre o "Made in Portugal". Por exemplo, Portugal exporta sapatos caros e importa sapatos asiáticos para consumo interno. Portugal exporta mobiliário caro e importa mobiliário asiático para consumo interno."

segunda-feira, janeiro 12, 2026

Curiosidade do dia

Evolução das exportações em 2025 (até Novembro) com base nos dados do INE.

Olhando apenas para a tabela e comparando-a com a comparação homóloga anterior, a leitura que se impõe é a de uma desaceleração clara na segunda metade do ano, com polarização sectorial ainda mais acentuada — algo que, aliás, já tínhamos antecipado em "Curiosidade do dia".

Há três sinais positivos — mas todos eles concentrados:

Produtos farmacêuticos (+45,2%)

Continua a ser o grande motor estrutural. O crescimento acelera face às leituras anteriores e o acumulado passa de 3 200 para 4 646, confirmando que não é efeito de base fraca, mas sim mudança de patamar.

Aeronaves (+28,7%)

Mantém volatilidade, mas reforça a trajectória positiva. 

Animais vivos (+21,2%) e Frutas (+14,3%)

Quanto ao mais negativo. Aqui o quadro é mais amplo e mais preocupante:

Combustíveis (-26,9%)

A maior queda individual e um forte contributo negativo para o total. Sai de 5 174 (2024) para 3 782 (2025). Volatilidade esperada, mas o impacto é pesado.

Plásticos (-3,2%), Cortiça (-3,4%), Borracha (-1,8%), Vestuário (-1,1%)

Sectores tradicionais, intensivos em trabalho e energia, sem recuperação na segunda metade do ano. Aqui a desaceleração é estrutural, não cíclica.

Mobiliário (-5,7%) e Óptica (-8,7%)

Confirmam perda de fôlego.

Em síntese

Mais positivo: a consolidação do eixo farmacêutico e de alguns nichos exportadores específicos.

Mais negativo: a confirmação de uma desaceleração estrutural na segunda metade do ano, com impacte transversal na indústria tradicional e no agregado exportador.






segunda-feira, dezembro 15, 2025

Curiosidade do dia


Vi na internet um artigo de jornal com este título, "Falta de animais e aumento do consumo explicam subida de preços da carne". O artigo começa assim:

"Secas, doenças, o custo das rações e as restrições à actividade pecuária ditaram a redução do número de animais e o aumento das importações de carne. Os preços dispararam e ameaçam piorar em 2026."

Como tenho acompanhado as exportações de animais vivos ao longo dos anos, tive curiosidade em ver os últimos números. Tenho desleixado a monitorização mensal das exportações.  O desempenho até Outubro deste ano foi:


No caso dos animais vivos, um crescimento superior a 17% também deve ter efeito nos preços internos. E já agora, as exportações de "carnes e miudezas" cresceram 27%.

Já agora, comparei a evolução homóloga Janeiro-Maio com a de Janeiro-Outubro e a imagem é a de um 2025 com uma desaceleração das exportações na segunda metade do ano.


terça-feira, novembro 04, 2025

A produtividade continua a evoluir a passo de caracol

A propósito desta "Economia numa imagem - Na última década, os bens e serviços intensivos em tecnologia e conhecimento foram os que mais contribuíram para o ganho de quota das exportações portuguesas na UE" por um lado temos:
"Os bens de alta tecnologia e os serviços de alta tecnologia ou intensivos em conhecimento representaram mais de 60% do ganho de quota na última década: o contributo dos bens de alta tecnologia foi de 5,2 pp e o dos serviços de alta tecnologia e/ou intensivos em conhecimento de 5,0 pp."

Vamos ao lado positivo: As exportações portuguesas aumentaram em valor e ganharam quota de mercado internacional, sobretudo em bens e serviços de média-alta e alta tecnologia (por exemplo, maquinaria eléctrica, produtos farmacêuticos e TIC). Observa-se uma mudança gradual na estrutura exportadora, menos dependente de sectores tradicionais, como o têxtil e o calçado.

Portugal conseguiu crescer mais rapidamente do que o comércio mundial em alguns segmentos, demonstrando capacidade de adaptação e de melhoria da competitividade externa. 

Agora o lado negativo: Apesar da melhoria nas exportações de sectores mais sofisticados, a produtividade total da economia continua a crescer lentamente. 

O avanço das exportações não se traduz automaticamente em aumentos de produtividade, pois muitas empresas exportadoras operam com baixo valor acrescentado e integração limitada em cadeias de valor globais. A competitividade continua, em muitos casos, baseada em custos e não em diferenciação.

Recordo o que temos quando temos competitividade sem produtividade:


O crescimento do turismo não contribui significativamente para o aumento da produtividade agregada, pois é um sector intensivo em trabalho, com baixo valor acrescentado por hora e com fraca incorporação tecnológica.

Assim, a evolução referida pelo BdP evidencia sucesso comercial, mas não progresso estrutural. Em termos económicos, significa que Portugal ganha quota de mercado em setores de baixa intensidade tecnológica, o que limita o potencial de convergência da produtividade com a média europeia.

Daqui:

"Annual labour productivity growth in Portugal over the past ten years is at 0.4%, below the OECD regional average of 0.9%. The strongest labour productivity growth is observed in Centro at 1.3% annual growth, and the weakest in Algarve where labour productivity fell by 0.5% annually."[Moi ici: Será que está relacionado com a massificação associada aos imigrantes como trabalhadores baratos?]

Temos de ter marcas no B2B para suportar preços mais elevados nas nossas exportações.

terça-feira, setembro 16, 2025

Um OVNI

No livro "Through the Looking-Glass, and What Alice Found There" Lewis Carroll, no Capítulo 2 - "The Garden of Live Flowers",  Alice encontra a Rainha Vermelha (Red Queen).

  • A Rainha pega na mão de Alice e começam a correr lado a lado.
  • Depois de correrem intensamente, Alice percebe que continuam no mesmo lugar.
  • É aí que a Rainha explica a famosa ideia: "Now, here, you see, it takes all the running you can do, to keep in the same place. If you want to get somewhere else, you must run at least twice as fast as that!"

Na biologia, o biólogo Leigh Van Valen (1973) usou a metáfora para formular a Red Queen Hypothesis:

  • As espécies precisam de evoluir continuamente, não para ganhar vantagem, mas simplesmente para sobreviver num ambiente em que todas as outras também evoluem.
  • Exemplo clássico: a corrida evolutiva entre predadores e presas (a gazela corre mais depressa para escapar, o leão precisa correr mais depressa para caçar).

Na economia a "corrida da Red Queen" tornou-se uma metáfora para situações em que o esforço é constante, mas o ganho líquido é nulo — porque todos estão a mover-se ao mesmo tempo.

  • Concorrência internacional: países investem continuamente em inovação só para não perderem quota de mercado.
  • Empresas em mercados maduros: precisam de melhorar produtividade, reduzir custos e lançar novos produtos só para manter a posição.
  • Trabalhadores: têm de se qualificar continuamente apenas para não ficarem para trás.

É uma descrição viva daquilo a que chamamos "correr para ficar no mesmo sítio".

Estão a ver onde isto nos leva ... podia escrever sobre os produtores de uva no Douro, mas vou fixar-me no sector automóvel e no têxtil e calçado.

Primeiro o sector automóvel, em Março passado citei aqui num postal:

"São diferenças "impossíveis de cobrir por via do aumento da produtividade" [Moi ici: Aqui produtividade como aumento de eficiência, como redução de custos, como redução do denominador da produtividade. O que se segue é um exemplo ao vivo e a cores daquilo a que chamo há muito tempo o jogo do gato e do rato.], assume a administração, depois de comparar o salário bruto médio mensal nas suas fábricas nestes países e a respetiva evolução desde 2019. Em Ovar, o valor passou de €808 para €1303, enquanto a Roménia apresenta valores de €464 em 2019 e de €821 em 2025. Na Bulgária, o salário subiu de €361 para €583, em Marrocos saltou dos €284 para os €362, e na Tunísia aumentou dos €163 para os €284. No Egito, onde só há dados do atual exercício, o valor é de €136.""

No Domingo à noite no LinkedIn mão amiga tinha-me enviado isto:


O que é isto senão outro exemplo ao vivo e a cores da teoria dos Flying Geese:

O país A deixa de ser competitivo (e aqui uso a palavra competitividade com toda propriedade) e o grosso da produção [escrever aqui ou têxtil, ou calçado, ou automóvel, ou ...] passa para o país B porque é mais barato. Mas o país A, ao evoluir na horizontal, da esquerda para a direita, ganha produtividade. E produtividade à custa do numerador e não do denominador, ou seja, ganhos muito superiores que ultrapassam as migalhas da melhoria da eficiência, como aprendi com Marn e Rosiello.

Começou na Alemanha (A), passou para Portugal (B) e está a passar para Marrocos et al (C). Recordar os relatos em primeira mão de Abril passado. Só não acontece mais depressa por causa do, peço desculpa pela palavra que vou usar, mas é para impressionar com a caricatura, suborno que os governos, com benesses fiscais e fundos comunitários, fazem para que a Autoeuropa atrase a decisão de sair. 

Passemos ao calçado e têxtil.

Ontem na capa do JN, "Calçado e têxtil despedem mil trabalhadores numa semana"

BTW, o calçado tem tudo a ganhar em afastar-se da colagem que lhe querem fazer ao têxtil. O têxtil é muito Caím, o problema nunca é dele, é sempre dos outros, dos chineses, dos paquistaneses, dos trabalhadores, dos políticos, em suma dos maus.

BTW, com um título destes "Calçado e têxtil despedem mil trabalhadores numa semana" como conseguem seduzir jovens atentos para o sector? Lembram-se do que escrevi aqui a propósito de:

"A industria é forte, mas precisamos de começar pela educação e formação. E fundamental tornar este setor atrativo para as camadas mais jovens...

"Portugal tem um problema crónico de recursos humanos. A pirâmide etária está invertida e sem jovens a renovação torna-se difícil."

"O grande problema é não conseguir que os funcionários atuais, cada vez mais próximos da reforma, tenham seguidores na empresa, porque os admitidos não estão disponíveis para aprender o ofício."

Também podemos recuar a Novembro de 2016 e a "É verdade, não é impunemente que se diz mal".

Não tenho analisado aqui os números mensais das exportações, mas tive curiosidade em ver como vão as exportações do têxtil e do calçado (primeiros sete meses de 2025 versus primeiros sete meses de 2024) e fiquei admirado. As exportações em 2025 são cerca de 99,8% das de 2024. Ou seja, não foi o mercado externo que colapsou. O problema estará nas margens: os custos sobem (energia, matérias-primas, salários), mas as empresas não conseguem aumentar preços. Resultado: o sistema implode por dentro.

Recordar de Fevereiro passado:

"Portugal exportou 68 milhões de pares de calçado para 170 países em 2024, um crescimento de 3,9% em volume, mas uma quebra de 5,4% em valor face a 2023, para 1.724 milhões de euros, segundo o INE."

Recordar de Abril passado, "Competitivos, mas frágeis: o custo invisível de competir sem diferenciação"

Um OVNI, foi o que chamei a um candidato autárquico que conheço pessoalmente e que vi na RTP com um discurso diferente de todos os outros candidatos.

Conhece mais alguém que fale de produtividade como aqui neste blogue? Pois, outro OVNI... só ganho inimigos.

segunda-feira, julho 14, 2025

Exportações - os primeiros cinco meses de 2025



Exportações portuguesas - Janeiro a Maio 2025: sinal misto, com farmacêuticos e aeronaves a puxar pelo total.
A evolução homóloga dos primeiros cinco meses de 2025 apresenta um quadro semelhante ao observado até Abril: 9 sectores com variações positivas e 9 sectores com variações negativas. Em termos globais, regista-se uma ligeira recuperação (+1,8%) face ao mesmo período de 2024.

O sector farmacêutico destaca-se novamente, com um crescimento homólogo superior a 150%, mantendo o perfil errático mas estruturalmente ascendente que já tínhamos identificado. As exportações de aeronaves continuam também a surpreender, crescendo mais de 45% e reforçando o papel deste sector na estratégia de reindustrialização qualificada.

Máquinas e equipamentos mantêm o bom ritmo de crescimento (+8,5%), enquanto a fruta regista um sólido +21,7%, confirmando a vitalidade de algumas cadeias agroindustriais.

No lado negativo, merece destaque a quebra acentuada nas exportações de combustíveis (-19,2%), ferro fundido (-9,3%) e produtos hortícolas (-4,3%). O mobiliário também contrai (-4,7%), dando continuidade a uma tendência que tem vindo a consolidar-se.

O sector da óptica apresenta nova quebra, acumulando dois meses consecutivos de desempenho negativo após uma série longa de crescimentos. 

O calçado inverte a tendência negativa do início do ano, com um ligeiro crescimento (+4,5%), o que pode indicar recuperação.

sábado, junho 14, 2025

Exportações - os primeiros quatro meses de 2025

Já não fazia aqui um balanço das exportações desde Fevereiro último onde analisei os dados relativos ao ano de 2024. Fazemos agora um balanço das exportações nos quatro primeiros meses de 2025 recorrendo ao conjunto de sectores que acompanho há vários anos.
A setas na coluna da evolução homóloga comparam os dados do acumulado homólogo dos primeiros quatro meses do ano com os dados do acumulado homólogo do ano de 2024 completo, porque se trata da última comparação que fizemos aqui.

18 sectores, 9 com evolução homóloga positiva e 9 com evolução homóloga negativa. O sector farmacêutico continua com as suas evoluções bruscas (acredito que seja resultado da fuga a tarifas futuras conjugada com as exportações para destinos exóticos que muitas vezes são feitas por trimestre). O sector das aeronaves continua o seu crescimento. BTW, aeronaves e farmacêutica ilustram a evolução dos Flying Geese de que o país tanto precisa. De salientar também o forte crescimento das exportações de fruta.

Julgo que é a primeira vez que o sector da Óptica tem uma evolução negativa em mais de 3 anos (não recuei mais na minha pesquisa).

Máquinas continuam a sua ascenção a bom ritmo. Calçado começa o ano melhor do que em 2024, já o Vestuário, a cortiça e a floricultura mantiveram o mesmo desempenho.











quarta-feira, fevereiro 26, 2025

Surpreendidos pelo sucesso

Nesta "Curiosidade do dia" do passado dia 23 escrevi:

"Vai ser a repetição da migração que aconteceu com o têxtil e calçado francês e alemão a caminho de Portugal."

Entretanto, no JdN do passado dia 24 encontro, "Saúde bate recorde e exporta 4 mil milhões com ajuda alemã": 

"O Health Cluster Portugal, que agrega empresas, universidades, associações e outras entidades do setor, ainda não dispõe de dados que expliquem o inusitado aumento de 295% das vendas à Alemanha."

Parece que o Health Cluster Portugal foi surpreendido pelo próprio sucesso! Só no final do ano é que se aperceberam de um aumento de 295% nas vendas? Será que ninguém notou o crescimento ao longo dos meses? Nenhuma curiosidade em investigar? Nenhuma análise intermédia? Muito conveniente. Ou muito estranho. Ou ambas as coisas. 

Isto lembra a típica revisão pela gestão (cláusula 9.3 da ISO 9001): faz-se uma vez por ano, quando os números já são passado e a única coisa que resta é justificar ou lamentar. Indicadores lagging no seu esplendor! A gestão descobre o que aconteceu, mas tarde demais para influenciar o que acontece. O que custa perceber que indicadores leading e análises mais frequentes são mais úteis para actuar a tempo?

Quantas empresas caem nesta armadilha? Olham para o espelho retrovisor e não para o caminho à frente. Depois admiram-se que as decisões estratégicas sejam sempre reactivas. E assim se gere... ou melhor, assim se observa. 

quarta-feira, fevereiro 12, 2025

Balanço das exportações de 2024

Cá vai a minha tabela para o ano de 2024.


O panorama ao fim dos 12 meses acabou muito melhor do que eu pensava no final do primeiro semestre. No entanto, 


Interessante o crescimento das exportações para a Alemanha, apesar desta estar em recessão. Será que estamos a ganhar quota de mercado à custa de preços mais baixos que outros países?
"O mercado que mais contribuiu para o acréscimo global das exportações de bens em 2024 foi a Alemanha, que passou de terceiro para segundo principal destino dos bens nacionais. Conquistou um peso de 12,3% no total exportado, face aos 10,7% de 2023. As exportações para a Alemanha aumentaram 17,8% (mais 1.478 milhões), devido sobretudo a "fornecimentos industriais, material de transporte e máquinas e aparelhos".

Não acham interessante o elevado crescimento do desemprego nos sectores do têxtil e do calçado para afinal terem uma quebra só à volta dos 5%? Fico com a pulga atrás da orelha com:

"Do total de 79.285 milhões de euros em exportações de bens em 2024, 75.912 milhões resultaram ocorreram com transferência de propriedade. Em comparação com o ano anterior, foram mais 1,7%. Já as exportações com vista a ou na sequência de trabalhos por encomenda (sem transferência de propriedade) representaram 4,3% do total das exportações, o que corresponde a um acréscimo de 26,7% face ao ano anterior."  

Estas exportações sem transferência de propriedade acontecem quando um produto é enviado para outro país para ser transformado, montado ou finalizado, mas a posse continua na empresa portuguesa que a enviou. Julgo que isto significa subcontratação, talvez em Marrocos.

Já agora, a propósito deste artigo "Exportações de calçado deverão ter caído 6,5% em 2024 para 1.702 milhões de euros":

"O ano que terminou foi muito difícil no plano externo. Por um lado, é notório um abrandamento dos principais mercados internacionais, nomeadamente Alemanha e França, que afetou os principais protagonistas do setor, e as nossas empresas. Depois, começa a ser percetível a estratégia do setor de diversificar a oferta de produtos, ainda que muitas vezes recorrendo à subcontratação no exterior, a exemplo do que já fazem os nossos principais concorrentes internacionais”, afirma, citado em comunicado, o presidente da APICCAPS, Luís Onofre."

 

 

sábado, janeiro 18, 2025

Exportações 11 meses de 2024





O número de setas para cima baixou consideravelmente. Ou seja a velocidade de recuperação das exportações face a 2023 diminui em alguns casos e até ficou mais negativa noutros como por exemplo no mobiliário. O calçado continua a recuperar, recordo do mês passado:
"O calçado aos seis meses caía 15% agora já só cai 7%."

Agora já vai nos 6,4%. 

As exportações de fruta em Setembro, Outubro e Novembro foram as mais altas de sempre nos últimos quase 24 meses.a atingirem o valor mais alto dos últimos mais de 20 meses, o anterior recorde tinha sido em Setembro passado. Recordes mensais de quase 24 meses para as aeronaves.

Valores mensais mais baixos dos últimos 23 meses para animais vivos e ferro fundido.

Ao ler "Crise no automóvel castiga exportações dos têxteis, metalomecânica e componentes" tenho uma opinião menos negativa. Por exemplo:
"Setores como o têxtil, vestuário, calçado, mobiliário, cerâmica, moldes e vidro, já sentem um abrandamento da procura, agravado pela crise nas duas maiores economias." [Moi ici: Desde o final do primeiro semestre de 2024 que o panorama tem vindo a melhorar. Por exemplo, os pásticos caíam 5,7% agora já só caem 0,4%. A cerâmica caía mais de 7% agora já só cai cerca de 1%]
Outro tema relevante no artigo citado:
"Além do travão na procura externa, Rafael Alves Rocha nota que "as empresas têm sido pressionadas pela subida dos encargos financeiros, em resultado do elevado nível das taxas de juro, que só a partir de meados de 2024 começaram a descer dos máximos históricos que atingiram em 2023"." [Moi ici: A imprensa internacional tem relatado vários casos de empresas conhecidas a sofrer agora o impacte da subida das taxas de juro. Por exemplo a Orsted]
Por fim:
"O responsável identifica, porém, sinais de esperança: "Há sinais de que a fase mais baixa do ciclo já terá sido ultrapassada, permitindo perspetivas de alguma recuperação da atividade económica". "Dito isto, é certo que o setor suscetível de sofrer mais dificuldades será a indústria transformadora, por ser o mais vulnerável à conjuntura externa", reconhece." [Moi ici: Já o escrevemos no ponto da situação de Setembro e de Outubro. É olhar para o tamanho relativo do sol e da nuvem nas respectivas ilustrações]



sexta-feira, dezembro 13, 2024

Exportações - primeiros dez meses de 2024



O número de setas para cima continuou a aumentar. A única seta para baixo que significa aumento da evolução homóloga negativa é a dos animais vivos que tem tudo a ver com a guerra no Médio Oriente. Parece que a esperança está a fortalecer-se.

O calçado aos seis meses caía 15% agora já só cai 7%. A evolução nos outros sectores ainda com evolução negativa no acumulado homólogo vai melhorando, mas de forma lenta.

As exportações de fruta a atingirem o valor mais alto dos últimos mais de 20 meses, o anterior recorde tinha sido em Setembro passado. Recordes mensais de mais de 20 meses também para as exportações de máquinas e borracha.

terça-feira, novembro 19, 2024

A incapacidade de calçar os sapatos do outro


Li no DN do passado Domingo, "Indústria conserveira quer faturar mil milhões até 2030". Entretanto, ontem no JdN li "Conservas querem dobrar o cabo dos mil milhões, mas temem "gigante" Tailândia".

Lembram-se do karma e o leite? 
Não?! 

Lembrei-me do karma do leite ao ler a conversa do presidente da Associação Nacional dos Industriais de Conservas de Peixe (ANICP), José Maria Freitas. 

Qual o maior mercado de exportação para as conservas de peixe? Espanha!
O que quer a ANICP fazer? Reduzir as importações de conserva de Espanha!

Pena que em vez de crescimento canceroso, a ANICP não faça o trabalho de missionar o sector para: Em vez de tentar limitar as importações, a indústria conserveira portuguesa deve continuar a apostar em diferenciação da qualidade, sustentabilidade e inovação, que são as suas vantagens competitivas.
Essa estratégia já está em andamento, como exemplificado pela certificação "PT" e pela aposta em mercados premium como os Estados Unidos.

Fujam do objectivo de aumentar vendas e foquem-se no objetivo de subir vendas ao mesmo tempo que se aumenta a margem, o valor acrescentado integrado no produto. Não percam tempo com produtos baratos e comoditizados, façam como o alvarinho diferenciem-se.

A ideia de crescer em valor, em vez de volume, permite um desenvolvimento mais sustentável da indústria:
  • Menos pressão sobre os recursos naturais e humanos.
  • Incentivo a práticas produtivas mais sustentáveis.
  • Maior atractividade para consumidores que valorizam produtos de alta qualidade, mesmo que mais caros.
Produtos comoditizados, que competem apenas no preço, colocam a indústria em concorrência directa com países onde os custos de produção são muito mais baixos. Isso perpetua uma dinâmica de baixos lucros e dependência do volume.
O foco em produtos diferenciados, como conservas gourmet, orgânicas, com sabores únicos ou combinações inovadoras, ajuda a posicionar o sector num patamar superior.

Volume is vanity.

Profit is sanity.

sábado, novembro 16, 2024

Exportações - primeiros 9 meses de 2024

 



O número de setas para cima aumentou bastante. Sinal de esperança?

Melhoria interessante (inversão de tendência) no calçado e nos automóveis. O vestuário continua a cair, ainda não bateu no fundo.

A variabilidade das exportações trimestrais a notarem-se nos produtos farmacêuticos.

Exportações de fruta a atingirem o valor mais alto dos últimos mais de 20 meses.


sábado, outubro 12, 2024

Exportações - primeiros 8 meses de 2024



Olho para o quadro e parece que estou no Mar dos Sargaços tantas colunas com o sinal =. 

Há algumas melhorias na evolução do valor homólogo, continuam negativos mas menos negativos, por exemplo:

  • vestuário,
  • plásticos, 
  • cerâmica,
  • calçado,
  • animais vivos.

Uma quebra com um impacte grande, embora de apenas 0,7%, é a dos automóveis.

5 sectores em Agosto de 2024 apresentaram o valor mais baixo de exportações mensais desde Janeiro de 2023:

  • vestuário,
  • cerâmica,
  • cortiça,
  • ferro fundido,
  • automóveis. 


quinta-feira, setembro 12, 2024

Exportações - primeiros 7 meses de 2024



Portugal exportou bens no valor de quase 48 mil milhões de euros no primeiro semestre, uma subida de 2,3%, o que equivale a mais de 102 milhões de euros do que em igual período de 2023.

De salientar o grande salto nas exportações de produtos farmacêuticos. Num mês, exportou-se quase tanto quanto nos seis meses anteriores. Julgo que isto tem a ver com entregas semestrais para mercados exóticos. Nos primeiros cinco meses as exportações caíam mais de 10% face ao valor homólogo, nos primeiros seis meses já cresciam 3,9%, e agora estão a crescer mais de 75% em termos homólogos. 

O mês de Julho traz uma melhoria acentuada do panorama exportador. O número de céluas verdes continua sem alteração, mas a quantidade de setas a apontar para cima cresceu muito. Claro que as exportações automóveis, como têm um peso muito grande, e tiveram uma evolução negativa, mancham os resultados.

As exportações de calçado e têxteis continuam negativas mas parece que o pior já passou. 

terça-feira, agosto 13, 2024

Come on. Como se pode ser tão básico?

Acerca do vinho tenho escrito alguns postais ao longo dos anos. Recordo de há anos um focado no problema de fundo, a incapacidade de subir na escala de valor: O crescimento canceroso (de Dezembro de 2018).

Recentemente escrevi sobre a incapacidade de todos os intervenientes, desde o governo aos produtores de uva, enfrentarem a situação de frente e falarem verdade. Não falando verdade, qualquer hipótese de melhoria fica ferida de morte (recordar o que Roger Martin escreveu recentemente). Por isso escrevi:
Em Julho escrevi "Julgo que nunca verei esse dia... uma tristeza." onde citei dados da produção e consumo mundial de vinho e do crescente desencontro. Consumo desce e produção sobe. Qual a reacção em Portugal? Destilar vinho e culpar importações. E mudar? Não isso não é com os produtores.

Ontem, no FT li "Australian wine sector suffers from shift upmarket":
""Three years ago, the industry was in the best position it has been in. Now it's the worst it's been," he said.
The woes of the sector, which employs more than 160,000 full and part-time workers, have prompted an exodus of established operators.
Treasury Wine Estates, Australia's largest wine producer and the maker of some of the best-known labels on UK supermarket shelves, including Wolf Blass and Blossom Hill, announced this week that it would sell its commercial wines division with a A$290mn (US$189mn) writedown.
It was the latest in a series of deals involving Australian wine.
...
Globally, wine consumption has also been declining. UK per capita wine consumption peaked in 2009, except for a temporary boost during the coronavirus pandemic, with British drinkers now consuming 14 per cent less than they did in 2000.
Some of the world's largest alcohol companies are shifting from the commercial end of the wine marketbrands that retail for less than $10 a bottle - towards higher-margin and faster growing segments, such as spirits and premium wine.
...
"The reality is biting in Australia. [Moi ici: Esta é a linguagem de olhar para os factos e não de arranjar culpados ou pedir botijas de oxigénio, aka destilação] We are in a global oversupply situation. This is a crucible moment in the industry."
Trevor Stirling, an analyst at Bernstein, said winemakers globally had been forced to cut prices to remain competitive. "Wines that were once upon a time considered premium are now seen as mainstream," he said. "The only bit of 'Three years ago, the industry was in the best position it has been in.
Now it's the worst it's been' the wine industry in the world making money is rosé and upmarket wines.""

Também ontem, mas no JdN, apanhei, "Exportações de vinhos crescem até junho 8,6% em volume, mas só 1,25% em valor" [Moi ici: Esta matemática é impressionante!]

"As exportações totais de vinho português aumentaram nos primeiros seis meses deste ano 8,58% em volume, mas apenas 1,25% em valor, comparativamente com o mesmo período de 2023. 

...

[Moi ici: Os dois parágrafos que se seguem são de chorar. Não percebem como isto não tem nada a ver com sustentabilidade? Basta recordar os números de Simon e Dolan e o impacte assimétrico da redução de preços na rentabilidade. Esta gente não percebe que vender mais, e ganhar menos dinheiro, apesar de ter mais trabalho, mais custos, mais inventário é uma forma antieconómica de operar?] Em seu entender, "o aumento de 8,58% em volume demonstra a forte procura pelos nossos vinhos nos mercados internacionais, contribuindo para a sustentabilidade do setor".

No entanto, salienta que "continuamos a ter um desafio no que toca ao preço médio, que reduziu em vez de aumentar, como era a nossa expectativa"."

Não enfrentamos os problemas de frente, não olhamos para os dados e iludimos-nos com "vanity metrics": aumentar vendas, enquanto se perde dinheiro. Come on. Como se pode ser tão básico?

O mundo muda e temos de mudar de vida, mudar de estratégia, mudar de mercado, mudar de clientes, mudar de produto, mudar de modelo de negócio. Não podemos querer perpetuar uma postura de mercado e esperar que outros nos paguem para a manter.

O mais grave é ninguém falar como adulto suportado em números... sempre a velha estória da festa de Natal do nosso filho de cinco anos...

segunda-feira, agosto 12, 2024

Exportações dos primeiros seis meses de 2024

 


Portugal exportou bens no valor de 40 mil milhões de euros no primeiro semestre, uma quebra de 0,9%, o que equivale a menos 376 milhões de euros do que em igual período de 2023.

De salientar o grande salto nas exportações de produtos farmacêuticos. Nos primeiros cinco meses as exportações caíam mais de 10% face ao valor homólogo e agora estão a crescer 3,9%. Julgo que isto tem a ver com o ciclo trimestral de exportações para alguns mercados.

As exportações de calçado e dos animais vivos continuam o seu calvário. 

segunda-feira, julho 15, 2024

Exportações dos primeiros cinco meses do ano

 

Olhando para os primeiros cinco meses do ano em termos gerais os números de 2023 e 2024 anda ela por ela, muito iguais. No entanto, a maioria dos sectores que acompanho estão com um desempenho homólogo negativo.

sábado, junho 08, 2024

Exportações dos primeiros quatro meses do ano

 

O primeiro quadrimestre de 2024 ilustra já uma tendência de recuperação ilustrada pela prevalência de setas para cima, mesmo quando o acumulado ainda está negativo. Passamos de 2 para 14 linhas com seta para cima.

Depois de anos de desempenho excelente, a produção farmacêutica em queda. Uma notável recuperação das exportações de animais vivos.