"“Dado quase toda a dívida pública estar hoje nos bancos nacionais, quem tiver depósitos bancários é alvo dos seus próprios impropérios. Se a dívida fosse repudiada, como aconselham, a perda cairia em sua casa”.Trecho retirado de "João César das Neves: “Se a dívida fosse repudiada a perda cairia em sua casa”"
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João César das Neves afirma ainda que “espanta que tantos ignorem olimpicamente a situação, apenas protestando, sem sugerir alternativas razoáveis de cura”. “É verdade que na confusão se cometem muitos erros. Apesar disso, as autoridades tentam resolver o problema nacional; os vociferadores nada contribuem de construtivo e ignoram o sofrimento muito superior que adviria da ausência de medidas duras"."
segunda-feira, setembro 23, 2013
À atenção dos jogadores de bilhar amadores
Acerca do optimismo
"Life isn't fairInteressante encontrar este trecho em "Life Isn't Fair-- So Be Optimistic" depois de ter descoberto "Learned optimism" de Martin E. P. Seligman.
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Yes, life isn't fair, which is why you MUST be optimistic.
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Pessimists pretend that life should be fair and then get upset when it isn't. When the unfairness of life smacks pessimists down, they tend to stay down.
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Optimists know life is unfair but still try to make things better. When the unfairness of life knocks them down, optimists get back up on their feet and try again.
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Think of it this way: you've been dealt whatever cards you've been dealt. You have two choices: 1) complain that other people got better cards than you or 2) concentrate on playing the cards you got as well as you possibly can.
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Optimism is the only "cure" for the unfairness of life."
"The optimists and the pessimists: I have been studying them for the past twenty-five years. The defining characteristic of pessimists is that they tend to believe bad events will last a long time, will undermine everything they do, and are their own fault. The optimists, who are confronted with the same hard knocks of this world, think about misfortune in the opposite way. They tend to believe defeat is just a temporary setback, that its causes are confined to this one case. The optimists believe defeat is not their fault: Circumstances, bad luck, or other people brought it about. Such people are unfazed by defeat. Confronted by a bad situation, they perceive it as a challenge and try harder. These two habits of thinking about causes have consequences. Literally hundreds of studies show that pessimists give up more easily and get depressed more often.
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A pessimistic attitude may seem so deeply rooted as to be permanent. I have found, however, that pessimism is escapable. Pessimists can in fact learn to be optimists,"
Acerca do valor de uma marca e da sua destruição
Na sequência de "3 casos, 3 dúvidas":
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Algo esquecido nesta abordagem "iPhone: Não é uma revolução, mas é uma estratégia inteligente"
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BTW, algumas empresas, tentam captar mais volume sem mexer no preço mas associando à oferta principal um brinde, estilo "Leve 2 e pague 1", para esses, com as promoções mixirucas. A hotelaria é expert nisso:
"For upscale brands, there is a fine line between “cheaper” and “cheap.” And for Apple, the premium electronics maker, the key is to avoid crossing it.Trechos retirados de "Luxury Brands Face Hazards When Testing Lower Costs"
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The addition of a cheaper iPhone could help Apple sell tens of millions more phones. But it could also diminish its reputation as a premium brand.
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For Apple, the devil will be in the details: just how much lower the price of the cheaper iPhone is, and just how much cheaper it looks and feels. If the iPhone is deemed cheap, it could get into the hands of so many people worldwide that it loses power as a status symbol and turns Apple into a maker of commodity products like Dell, Hewlett-Packard or Asus.
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“There are some customers which we chose not to serve,” Mr. Jobs said."
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Algo esquecido nesta abordagem "iPhone: Não é uma revolução, mas é uma estratégia inteligente"
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BTW, algumas empresas, tentam captar mais volume sem mexer no preço mas associando à oferta principal um brinde, estilo "Leve 2 e pague 1", para esses, com as promoções mixirucas. A hotelaria é expert nisso:
- I wonder ... (Julho 2008)
- Por que não experimentar o caminho menos percorrido? (Março 2011) (BTW, nesta mesma linha, a actuação da Abercrombie and Fitch durante a última(?) recessão)
- Pior, pior ainda é ... (Outubro 2011)
E voltamos à batota
A esta batota e a esta outra batota também.
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"In retail you’re either a religion, a community hub, or a commodity"
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"In retail you’re either a religion, a community hub, or a commodity"
"Building your business on the assumption that customers will come to your store looking for a product in no longer a viable strategy. It’s not enough to provide the best products or the cheapest. Nor is it enough to provide a more pleasant experience than the competition.
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You need to find a way to draw customers to your store before they want to buy something. Retail must make itself part of the consumer’s identity, it needs to become one of their habits or rituals, rather than simply providing a convenient delivery mechanism for someone else’s products.
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Three options seem to be emerging from he turbulent market we’re in at the moment.
1.Make your business into a community hub
2.Create a religion
3.Resign yourself to being a commodity"
domingo, setembro 22, 2013
Acerca da diversidade de escolha
Dois artigos, lidos no mesmo dia e com conclusões opostas:
"In their analysis, the authors found that an increase in a dealer’s inventory of a specific model actually lowered overall sales. But there’s a twist. If the boost in inventory also expanded the number of models available—in other words, if the dealership added a new type of Cadillac, not just more of the same model it already carried—then sales did increase.
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Expanded variety—from engine sizes to the number of doors—enables dealers to appeal to a wider set of consumer preferences, the authors write. "
"As contrary as it might seem, you are not doing your customer any favor by offering thousands of choices, or even dozens. The act of choosing is an imposition. Fundamentally, you are asking your customers to do your work for you. Yes, the customer will want something just right, and yes, every customer may want something different. But the choosing of it is still an onerous activity."Será que ambas as abordagens fazem sentido, cada uma na sua categoria, em função da importância da compra na vida dos clientes?
A alternativa (parte II)
Primeiro, qual a particularidade dos períodos recessivos?
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Trechos retirados de “Worthless, Impossible, and Stupid" de David Isenberg
BTW,
Uma recessão não é um período em que se aguenta, com o nariz tapado debaixo de água, que a retoma venha.
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Durante uma recessão há uma forte dose de inovação que altera a paisagem. Agora, voltando à parte I desta série, até parece que a massa crítica das empresas durante uma recessão ficam sentadas à espera que a tormenta passe e concentram-se em pressionar os trabalhadores a correr mais depressa como solução.
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Gosto muito desta reflexão de Clayton Christensen sobre os vários tipos de inovação que registei em "Sobre a paranóia da eficiência e do eficientismo", relativamente ao tema aqui tratado, atenção ao último tipo de inovação.
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O artigo que está na base da parte I, "Making Do With Less: Why Productivity Rises During Recessions" concentra-se no aumento da eficiência gerado por trabalhadores receosos de perderem o seu posto de trabalho terem tendência a trabalhar mais depressa.
Olhem para o exemplo do calçado:
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Os autores do artigo cometem o mesmo erro que identificámos nestes postais "Isto é tão datado..." e "O erro de análise dos custos unitários do trabalho" e a sua parte IV.
Acham que isso chega para justificar o aumento da produtividade durante as recessões?
A inovação não tem nenhuma contribuição?
A melhoria dos processos e a alteração da composição do que se produz não é relevante?
A aposta no marketing para subir na escala de valor não é relevante?
"Many of today’s most successful companies were launched by entrepreneurs during particularly inauspicious economiesOs períodos recessivos geram um nível superior de inovação e empreendedorismo... (eheheh o título português do primeiro livro que li de Peter Drucker)
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one of the most important skills we want entrepreneurs to have is the ability to assess markets for their attractiveness prior to entering into new business lines or ventures: the more attractive, the better. Obvious, right? Evidently, this lesson does not hold for entrepreneurs, who, failing to listen to the “experts,” time and again transform unattractive industries in unattractive times into attractive opportunities. Entrepreneurs thrive in adversity; I guess they didn’t get the memo! (Moi ici: Como isto é surpreendentemente parecido com o que costumo escrever sobre os empresários que, porque não ouvem os avisos da tríade... tentam e triunfam) There are several possible explanations for the relationship between entrepreneurship and bad times:
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there is a surprisingly ubiquitous relationship between adversity and entrepreneurship. The overarching reason is that the process of entrepreneurship is seeing value where no one else does, and persistently refusing to cave to the naysayers. That means that entrepreneurs are always bucking the current, going against fashion, doing what the rest of us think is not worth doing.
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Opportunities are not fruit on trees waiting to be picked. Smart people don’t start car companies when the automotive industry is collapsing. At the heart of the perception of extraordinary value is the entrepreneur’s contrarian belief that what other people view as worthless, impossible (or unimaginable), or stupid is potentially valuable, possible, or smart."
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Trechos retirados de “Worthless, Impossible, and Stupid" de David Isenberg
BTW,
- "Innovating during a recession"
- "Why Downturns Breed Better Innovations"
- "Great Depression, Great Innovation: Will We See a New Wave of American Innovation?"
Uma recessão não é um período em que se aguenta, com o nariz tapado debaixo de água, que a retoma venha.
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Durante uma recessão há uma forte dose de inovação que altera a paisagem. Agora, voltando à parte I desta série, até parece que a massa crítica das empresas durante uma recessão ficam sentadas à espera que a tormenta passe e concentram-se em pressionar os trabalhadores a correr mais depressa como solução.
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Gosto muito desta reflexão de Clayton Christensen sobre os vários tipos de inovação que registei em "Sobre a paranóia da eficiência e do eficientismo", relativamente ao tema aqui tratado, atenção ao último tipo de inovação.
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O artigo que está na base da parte I, "Making Do With Less: Why Productivity Rises During Recessions" concentra-se no aumento da eficiência gerado por trabalhadores receosos de perderem o seu posto de trabalho terem tendência a trabalhar mais depressa.
"During recent recessions, productivity has risen. In the recession of 2007 to 2009, aggregate output fell by 4.35 percent, (Moi ici: Como se mede o "aggregate output"? Com uma unidade que permita misturar o contributo das maçãs e das laranjas, ou seja dinheiro) but the aggregate number of hours worked decreased by 10.54 percent in nonfarm business.1 Over the recession, labor productivity rose. From 2007 quarter 4, the start of the recession, to 2009 quarter 3, the quarter following the recession, labor productivity rose by 3.16% in nonfarm businesses. There are two obvious possibilities that can account for the rise in productivity. (Moi ici: Prepare to be dazzled) The first is that the decline in the workforce was not random, and that the average worker was of higher quality during the recession than in the preceding period. The second is that each worker produced more while holding worker quality constant. We call the second effect, “making do with less,” that is, getting the same output from fewer workers."Estão a ver o erro?
Olhem para o exemplo do calçado:
"Em 2004, 1432 empresas com 40 255 empregos produziam 75,1 milhões de pares que valiam 1273,2 milhões de euros.Menos trabalhadores, a produzir menos... a produtividade baixou...
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Em 2009, 1399 empresas com 35 515 empregos produziam 59,2 milhões de pares que valiam 1207,6 milhões de euros.
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Em 2004, um posto de trabalho produzia em média 31,6 mil euros por ano.
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Em 2009, um posto de trabalho produzia em média 34 mil euros por ano."
"Já não se fabricam mil pares de sapatos por dia, fabricam-se 300 ou 400 e de 20 ou 30 modelos diferentes"O que os autores do artigo não percebem é que o perfil do que se produz antes e depois de uma recessão pode mudar. O valor unitário do que se produz pode subir.
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Os autores do artigo cometem o mesmo erro que identificámos nestes postais "Isto é tão datado..." e "O erro de análise dos custos unitários do trabalho" e a sua parte IV.
"In summary, productivity rises when and where unemployment rates are high. The likely explanation for this rise in productivity with unemployment rates is that worker effort is rising when unemployment rates rise. Because the value of the workers’ alternatives decline with the unemployment rate, the theory predicts and results confirm that effort should increase as unemployment rises."Os aumentos da produtividade devem-se ao maior esforço dos trabalhadores?
Acham que isso chega para justificar o aumento da produtividade durante as recessões?
A inovação não tem nenhuma contribuição?
A melhoria dos processos e a alteração da composição do que se produz não é relevante?
A aposta no marketing para subir na escala de valor não é relevante?
A leviandade...
A leviandade com que:
Será ignorância? Será desmazelo?
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O mesmo João "subsídio" Machado no final de Maio disse:
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Se calhar sonho... quantos destes novos estão a começar só por causa do subsídio?
- se fazem perguntas;
- se responde;
- se aceitam as respostas.
"No dia em que regressei a Portugal, no início de Agosto, a TSF perguntava a João "subsídio" Machado da CAP como interpretava os números da criação de emprego na agricultura no 2º trimestre. Reparem 2º trimestre, trimestre terminado em Junho. E o homem respondeu com a contratação de pessoas para as colheitas do Verão... Ao menos podia dizer que se poderia tratar de um artifício trazido pelas novas obrigações de declaração de actividade dos agricultores." (Trecho retirado daqui)Hoje, leio:
"No primeiro semestre do ano foram criadas 1017 empresas agrícolas, e entre abril e junho o sector gerou mais de 40 mil empregos. Em 2012, um ano em que a economia nacional caiu 3,2%, a agricultura cresceu 2,8%."
Será ignorância? Será desmazelo?
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O mesmo João "subsídio" Machado no final de Maio disse:
"disse, qualquer coisa como: "Bastou sair o ministro, que os agricultores são os mesmos e produzem o mesmo e a mudança aconteceu"."Nem faz ideia deste movimento:
"O secretário de Estado da Agricultura explica que entre janeiro e setembro deste ano foram investidos mais de mil milhões de euros em projetos agrícolas, e que se estão a instalar, em média, 280 jovens empresários por mês, nas mais variadas regiões do país."Quando é que esta nova fornada vai capturar o poder dentro das estruturas envelhecidas herdadas do passado?
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Se calhar sonho... quantos destes novos estão a começar só por causa do subsídio?
A única constante é a mudança
Um artigo interessante, "U.S. Textile Plants Return, With Floors Largely Empty of People", com números que ajudam a ver o que se passou e está a passar.
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Um artigo sobre uma fiação como exemplo do retorno da produção fabril aos Estados Unidos. Um artigo que refere a importância da proximidade e a maldição das longas cadeias de fornecimento, que refere o impacte da automatização e a mudança do posto de trabalho:
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Um artigo sobre uma fiação como exemplo do retorno da produção fabril aos Estados Unidos. Um artigo que refere a importância da proximidade e a maldição das longas cadeias de fornecimento, que refere o impacte da automatização e a mudança do posto de trabalho:
"In 2012, textile and apparel exports were $22.7 billion, up 37 percent from just three years earlier. While the size of operations remain behind those of overseas powers like China, the fact that these industries are thriving again after almost being left for dead is indicative of a broader reassessment by American companies about manufacturing in the United States.Quando li:
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In 2012, the M.I.T. Forum for Supply Chain Innovation and the publication Supply Chain Digest conducted a joint survey of 340 of their members. The survey found that one-third of American companies with manufacturing overseas said they were considering moving some production to the United States, and about 15 percent of the respondents said they had already decided to do so.
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“We just avoid so many big and small stumbles that invariably happen when you try to do things from far away,” he said. “We would never be where we are today if we were overseas. Nowhere close.” (Moi ici: Este é o grande trunfo que a nossa indústria pode usar na Europa, o trunfo da proximidade, da flexibilidade, da capacidade de resposta, da customização)
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Time was foremost among them. The Indian mill needed too much time — three to five months — to perfect its designs, send samples, schedule production, ship the fabric to the United States and get it through customs. Mr. Winthrop was hesitant to predict demand that far in advance.
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There were also communication issues.
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But truth be told, labor is not a big ingredient in the manufacturing uptick in the United States, textiles or otherwise. Indeed, the absence of high-paid American workers in the new factories has made the revival possible.
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“Most of our costs are power-related,”
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All that automation has made working in the mill — which once meant mostly dead-end jobs for people with no other options — desirable for many people." (Moi ici: E o Lazear que anda a escrever e a publicar papers a explicar que a retoma sem criação de emprego se deve à actuação dos trabalhadores)
"Between 2000 and 2011, on average, 17 manufacturers closed up shop every day across the country,"Pensei logo no que aconteceu em Portugal pela mesma altura, a altura em que a côrte andava entretida com o dinheiro fácil e barato, altura em que Mira Amaral pensa que a globalização não chegou ao têxtil português poupando-o... a culpa não foi do euro. A moeda americana não era o euro, ... o que é que era comum? A China!
sábado, setembro 21, 2013
Campus BS should stay on campus
"sair da Zona Euro – teria custos muito elevados no curto prazo, mas poderia resultar numa recuperação da economia no espaço de um ou dois anos."
"Os efeitos da saída seriam muito duros no curto prazo, mas o economista considera que a recuperação chegaria num ou dois anos."Apetece logo pensar, qual é a "skin in the game" dele?
"If it's incorrect I should be harmed by it. So, if I make a forecast, if someone asks me for my opinion, it is immoral for me to say, well, the market is going up or the market is going down or this will happen, unless I stand to lose on that advice. Because people take risks based on other people's advice. This is where it's immoral. This is why skin in the game is very generalized to daily life. I cannot tell you, well, this is good, unless I've tasted it. If there is risk. If there is no harm, then who cares?
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Exactly. The point is, we need to lower the dependence on people who don't have skin in the game.
Russ: Yeah, or ignore them.
Guest: But you cannot ignore them. You have to build a system. Because people can take over, prestige, a lot of pathologies can control in that way. The best way to do it is build a society in which mistakes made by economists stay on campus. That's the idea. The idea is that if Larry Summers wants to make mistakes, more mistakes, let him make them at Harvard where we are insulated from it. It's like the ivory tower; it's because we are protected from them, not because they have to protect themselves from us. Which works both ways, you see.
Russ: It's a great slogan: What happens on campus, stays on campus.
Guest: That's exactly it. So it should keep the mistakes local on campus. And that way everybody will be happy."
Para reflexão
"O líder do PSD-Madeira, Alberto João Jardim, defendeu hoje ser necessária uma revolução no país para garantir que todas as conquistas do 25 de Abril não se percam por "imposição do capitalismo estrangeiro".""Dutch King Willem-Alexander declares the end of the welfare state"
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"até porque o debate sobre a segurança social é dominado pelos gritos dos senadores,"
"King’s speech to parliament heralds end of Dutch welfare state"
"Holanda diz adeus ao Estado social e entra no século XXI"
"Acontece que os liberais e os sociais-democratas - no fundo, o centro-esquerda - sempre atiraram pedras à austeridade e repetiram juras de amor eterno pelo Estado social. Agora, sentados no poder e com um país para gerir, abraçam a austeridade e renegam o Estado social."Um ano depois de "Hollande equilibra contas com plano de austeridade de esquerda"
""A crise do Estado é a crise da esquerda"" (E para mim, do CDS ao BE são todos de esquerda, todos socialistas, todos habituados ao poder do papá-Estado Planeador, Geometra, Benfeitor, Estratega... despesista, pedófilo, mafioso, parcial)
Gente anónima mal vista pela côrte
"“Vamos exportar cerca de 36, 37% do nosso negócio, que é o maior valor de sempre. Esperamos aumentar as exportações em cerca de 12, 13% em relação ao ano passado”, disse Manuel Pinheiro, ressalvando que ainda faltam três meses para o fim do ano, mas que não devem modificar os resultados obtidos desde Janeiro.Trecho retirado de "Manuel Pinheiro: 2013 vai ser ano recorde de exportações de vinho verde"
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O crescimento deste ano tem sido feito à custa de três mercados principais, referiu o presidente da CVRVV, com os Estados Unidos à cabeça, seguidos de Alemanha e França, compensando as perdas em termos internos, onde o mercado está “estagnado”."
A alternativa (parte I)
Há anos que escrevo e falo sobre o jogo do "gato e do rato" (ver marcador), um é o salário e o outro é a produtividade.
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A tríade proclama sem pestanejar, sem hesitar:
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Claro que os salários podem aumentar, com o aumento da produtividade, basta reduzir o emprego! E é precisamente sobre isso que se escreve aqui "High Unemployment Makes Productivity A Job Destroyer":
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Estão a ver o filme? O que significa aumentar a produtividade para uma mente da tríade?
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Significa reduzir desperdício!
Significa reduzir tempo de ciclo!
Significa ser mais eficiente!
Significa que um trabalhador consegue produzir mais frigoríficos por unidade de tempo!!!
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Se um trabalhador consegue produzir mais frigoríficos por unidade de tempo, então, para a procura que tenho, já não preciso de ter 100 trabalhadores, basta-me ter 98, primeiro. Depois, 96. Depois, 95. Depois, ...
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Qual é a falha em todo este racional?
Há alternativa? Qual?
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A tríade proclama sem pestanejar, sem hesitar:
"Só uma produtividade elevada permite salários mais elevados"Só que neste mundo em que vivemos, em que a oferta é superior à procura, subir salários, diz a tríade:
"Salários mais elevados reduzem a competitividade"Assim, o valor gerado pelo aumento da produtividade é quase todo capturado pelo cliente, depois pelo capital e, por fim, pelo trabalho.
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Claro que os salários podem aumentar, com o aumento da produtividade, basta reduzir o emprego! E é precisamente sobre isso que se escreve aqui "High Unemployment Makes Productivity A Job Destroyer":
"Productivity growth is essential to the well-being of workers. Sustained improvement in productivity is a necessary condition for growing wages and raising the standard of living. But high unemployment during the recession and weak recovery has turned productivity growth into a job-destroyer."Como é que a tríade, o mainstream, explica a relação entre aumento de produtividade e aumento de desemprego?
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Estão a ver o filme? O que significa aumentar a produtividade para uma mente da tríade?
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Significa reduzir desperdício!
Significa reduzir tempo de ciclo!
Significa ser mais eficiente!
Significa que um trabalhador consegue produzir mais frigoríficos por unidade de tempo!!!
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Se um trabalhador consegue produzir mais frigoríficos por unidade de tempo, então, para a procura que tenho, já não preciso de ter 100 trabalhadores, basta-me ter 98, primeiro. Depois, 96. Depois, 95. Depois, ...
"Productivity growth is not the problem. As new research shows, workers have suffered because high unemployment has turned productivity increases into a substitute for job growth rather than a complement to it. The weak job market induces those who have jobs to live in fear, and their efforts to keep their jobs displace others."Típico raciocínio da tríade... a produtividade aumenta porque os trabalhadores correm mais depressa, ou porque estão motivados pelo prazer ou pela dor.
"There is a logic that links productivity to job creation. If workers increase their individual output when demand for output is not growing, then fewer workers are needed. The reduced demand for labor puts pressure on workers and reinforces their willingness to do the work of those who have been laid off.Este último sublinhado, em minha opinião, explica tudo isto:
During periods and in places when the unemployment rate is high, workers are naturally more concerned that losing their jobs might result in long periods of unemployment. That is especially true in the current economic environment that can barely be labeled a recovery."
"Nº trabalhadores" x "Output individual" = "Produção"Há ainda os que pensam que podem aumentar quota de mercado, reduzindo preços, os que não conhecem o Evangelho do Valor e julgam que a quota de mercado é mais importante que o lucro... esses, apesar do aumento do "Output individual" propõe que se reduzam salários ...
If "Procura" não sobe THEN "Produção" tem de se manter
If "Produção" tem de se manter AND "Output individual" aumenta THEN "Nº trabalhadores" desce
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Qual é a falha em todo este racional?
Há alternativa? Qual?
sexta-feira, setembro 20, 2013
Curiosidade do dia
"investigates the relationship between what companies spend on R&D and their overall financial performance—and every year, the firm reinforces the conclusion that there is no correlation between the two.
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Once you get above the bottom 10 to 20 percent of spend in your industry—with spend measured as R&D as a percentage of sales, if you cut it nothing you’re not going to do very well—but once you get into the top 80 percent, there’s really no correlation between the amount you spend on innovation and the results your achieve. I mean that is measured by standard metrics, such as shareholder return or profitability."
Não é defeito, é feitio!
De certo modo não é novidade, li algo acerca disto nos livros de Kahneman e Gigerenzer.
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Veria isto facilmente se tivesse pachorra para ver os programas tipo "O Dia Seguinte"
Trecho inicial retirado de "Scientists’ depressing new discovery about the brain"
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Veria isto facilmente se tivesse pachorra para ver os programas tipo "O Dia Seguinte"
"In other words, say goodnight to the dream that education, journalism, scientific evidence, media literacy or reason can provide the tools and information that people need in order to make good decisions. It turns out that in the public realm, a lack of information isn’t the real problem. The hurdle is how our minds work, no matter how smart we think we are. We want to believe we’re rational, but reason turns out to be the ex post facto way we rationalize what our emotions already want to believe.E recordo logo Agostinho da Silva e Kotter:
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When people are misinformed, giving them facts to correct those errors only makes them cling to their beliefs more tenaciously.
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When there’s a conflict between partisan beliefs and plain evidence, it’s the beliefs that win. The power of emotion over reason isn’t a bug in our human operating systems, it’s a feature."
"Agostinho da Silva costumava dizer que é o coração que faz mudar o mundo, não a razão.
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“Kotter & Cohen começam o seu livro “The heart of change” com:
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“The single most important message in this book is very simple. People change what they do less because they are given analysis that shifts their thinking than because they are shown a truth that influences their feelings.”"
“People change what they do less because they are given analysis that shifts their thinking than because they are shown a truth that influences their feelings”Actos e exemplos antes da teoria.
Trecho inicial retirado de "Scientists’ depressing new discovery about the brain"
Erros e inovação
Em linha com o que escrevemos há anos e anos, desde "Não culpem a caneta quando a culpa é de quem escreve" (2007) ou "O perigo da cristalização" (2008), o novo livro de Gary Klein, " Seeing What Others Don’t", de certeza uma das próximas leituras, reforça a ideia:
"“Six Sigma shouldn’t be abandoned, it needs to be corralled.”"Harold Jarche faz aqui a sua análise.
"Too often in organizations, management only focuses on reducing errors, Klein cites the overemphasis on practices like Six Sigma over the past 30 years as being detrimental to overall innovation;"Concentram-se na execução e esquecem-se do posicionamento.
quinta-feira, setembro 19, 2013
Maldade dirigida à triade
Não resisto a esta maldade dirigida à tríade:
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Já aqui o referi várias vezes e, não me canso de pensar nisso, o campo de morte em que a nossa economia transaccionável se transformou desde a adesão à então CEE...
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Com a adesão à CEE as empresas que competiam pela nata do mercado nacional foram dizimadas pelas empresas mais sofisticadas da CEE, uma vez derrubada a protecção alfandegária. E as empresas concentraram-se, naturalmente, onde tinham vantagem competitiva, no nível dos preços mais baixos. Então, quando tudo corria bem, a entrada da China e da Europa de Leste provocou nova mortandade.
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"a case study in strategic focus, the kind of consistent, pure-play price position that strategy theorists salivate over.O que aconteceu à nossa economia incumbente quando a China entrou no mercado!!!!!
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Of course, there is no reason that a price-based position and a cost-driven profitability cannot work. That is not our claim. Our claim is that in general such combinations do not tead to exceptional performance. What Syms (Moi ici: O nome da empresa que seguiu essa estratégia) shows us is that when you depend on low price and low cost, you are far more vulnerable to competitive imitation and to forces entirely beyond your control. This is but one of the doubtless innumerable ways in which a price-and-cost combination can come undone."
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Já aqui o referi várias vezes e, não me canso de pensar nisso, o campo de morte em que a nossa economia transaccionável se transformou desde a adesão à então CEE...
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Com a adesão à CEE as empresas que competiam pela nata do mercado nacional foram dizimadas pelas empresas mais sofisticadas da CEE, uma vez derrubada a protecção alfandegária. E as empresas concentraram-se, naturalmente, onde tinham vantagem competitiva, no nível dos preços mais baixos. Então, quando tudo corria bem, a entrada da China e da Europa de Leste provocou nova mortandade.
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Acerca da captura de valor (parte II)
Mais um pouco de poesia retirada de "The Three Rules" e em linha com o esforço missionário deste blogue:
Como não recordar anos e anos de pregação em vão contra o mainstream entranhado que só pensa nos custos.
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O triste é que a mensagem do mainstream tem este efeito:
Agora, leiam "Medinfar já tem 10% das vendas no estrangeiro":
"increases in both price and volume increase revenue, which increases income, and hence ROA. However price and volume can be negatively correlated, making it difficult to increase both simultaneously.Como não recordar "Volume is vanity, Profit is sanity".
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On the other hand, although higher cost (which reduces ROA) can be a consequence of inefficiency, it can also be a function of using higher-quality materials or more skilled labor, each of which can contribute to non-price value, thus justifying a higher price (which increases ROA). Consequently, price and cost can move in the same direction. Volume and assets also often move together yet exert contradictory pressures on ROA: higher volume can increase asset turnover, which increases ROA but only if the higher volume does not require disproportionately more assets.
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The key to superior profitability, then, is not how well a company manages any one variable in the ROA equation, but how it manages the interdependencies among them in light of often unavoidable trade-offs. We call this a company's profitability formula. We discovered that exceptional companies, by an overwhelming margin, have a common profitability formula, which we have summarized in our second rule, revenue before cost. This means that when exceptional companies face a trade-off between increasing profitability by increasing revenue or by decreasing cost, they systematically choose increasing revenue even if that means incurring higher cost. We have never seen an exceptional company spend with abandon. Rather, we have concluded that sustained profitability advantages are rarely driven by disproportionately lower cost or asset bases when compared with the competition, and instead are very often driven by disproportionately higher revenues.
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Profitability advantages driven by higher revenue, even when they incur higher cost, prove to be more vluable than advantages driven by lower cost.
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costly non-price differentiation that earns higher revenue through higher price rather than volume increases that drive asset efficiency. In short, revenue before cost, and when it comes to revenue, price before volume"
Como não recordar anos e anos de pregação em vão contra o mainstream entranhado que só pensa nos custos.
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O triste é que a mensagem do mainstream tem este efeito:
"Not only is the first story likely to be wrong, it clogs our minds. It gets us thinking in the wrong direction, and it makes shifting over to the truth more difficult. When we get contradictory evidence, we fixate on the first story and preserve our mistaken impressions."Trecho retirado de "Streetlights and Shadows Searching for the Keys to Adaptive Decision Making" de Gary Klein.
Agora, leiam "Medinfar já tem 10% das vendas no estrangeiro":
"Ternos de produzir melhor, mais barato, mais rápido, para poder continuar no mercado.
O crescimento virá, quase exclusivamente, dos mercados externos?
Diria antes de clientes terceiros. Para além da produção que tentos para a Medinfar, produzimos para mais 45 clientes. Estamos mais competitivos, estamos a conseguir ganhar clientes. Aliás, neste momento pensamos crescer a dois dígitos a nível de produção para terceiros, o que é um óptimo sinal."
O aumento do volume compensará os activos? A fábrica vai produzir 12 milhões tendo capacidade para 40 milhões... como estarão as margens?
O primeiro grande desafio de um BSC
O primeiro grande desafio de um projecto BSC é o de escolher os clientes-alvo, é o de desenhar o ecossistema da procura e o de identificar os pivôs que fazem o circuito girar numa cadeia de relações win-win para os intervenientes.
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É aqui que entra o interesse em traçar a curva de Stobachoff, é aqui que entra o interesse em traçar o diagrama TOWS, é aqui que entra o ponto de, a partir do diagrama PESTEL, desenhar um simulador de cenários.
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Claro que isto pressupõe admitir que os clientes não são todos iguais e que, se calhar, alguns clientes certinhos e direitinhos, que pagam a tempo e horas, se calhar, não são clientes prioritários para a empresa. Escolher clientes-alvo não quer dizer que se expulsam os não-alvo, significa que eles não são prioritários.
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Esta abordagem nem sempre é fácil, muitas empresas têm um preconceito contra o conceito de clientes-alvo:
Outra questão costuma ser:
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É aqui que entra o interesse em traçar a curva de Stobachoff, é aqui que entra o interesse em traçar o diagrama TOWS, é aqui que entra o ponto de, a partir do diagrama PESTEL, desenhar um simulador de cenários.
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Claro que isto pressupõe admitir que os clientes não são todos iguais e que, se calhar, alguns clientes certinhos e direitinhos, que pagam a tempo e horas, se calhar, não são clientes prioritários para a empresa. Escolher clientes-alvo não quer dizer que se expulsam os não-alvo, significa que eles não são prioritários.
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Esta abordagem nem sempre é fácil, muitas empresas têm um preconceito contra o conceito de clientes-alvo:
"Um cliente é uma raridade, um cliente é um bem escasso, está-me a dizer que devo abdicar de clientes?"No limite, sim!
Outra questão costuma ser:
"Eu até percebo que existam trade-offs numa empresa industrial, numa empresa que fabrica coisas físicas, mas numa empresa de serviços, isso também se aplica?"O que acham, também existem trade-offs numa empresa de serviços? Ou é indiferente servir o low-cost e o premium?
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