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quarta-feira, julho 22, 2026

"É meter código nisso"

Na passada Segunda-feira, o WSJ publicou o artigo "Lego Strikes Back Against Screens":

"Lego is hailing Smart Play, launched in March, as the biggest upgrade of the Danish toy maker's vaunted "system of play" since 1978. That marked the debut of minifigures,

...

Lego plans to introduce hundreds of sets using the interactive technology. 

At the heart of the new system are rechargeable smart bricks and microprocessors that can read digital tags inscribed inside other Smart Play pieces.

...

The smart bricks also detect motion, light up, produce sound effects that change based on play and, in some cases, sense and communicate with other smart bricks."

Ao longo dos anos, tenho usado a expressão “É meter código nisso” (começou em 2014) como metáfora para uma alternativa à competição pelo preço: incorporar inteligência, dados e software num produto tradicional para aumentar o valor que este permite ao cliente criar.

O Smart Play da Lego parece ser mais um exemplo dessa tendência. A empresa não meteu código nas peças para substituir o brinquedo físico por um ecrã, mas sim para ampliar aquilo que sempre tornou a Lego especial. A criança continua a construir e a inventar a história; o código acrescenta movimento, luz, som e capacidade de resposta. Não elimina a actividade do cliente: enriquece-a.

É a passagem para o campeonato do numerador. O mesmo conjunto de peças deixa de ser apenas um objecto e transforma-se numa experiência interactiva, mais diferenciada e potencialmente vendida a um preço superior. Mas o artigo contém também um aviso importante: “meter código nisso” não é acrescentar tecnologia porque é possível. É incorporá-la de forma a aumentar o valor sem destruir a simplicidade, a identidade e a razão pela qual o cliente escolhe o produto. 

quarta-feira, fevereiro 04, 2026

Equipamentos de ginásio - Inovar é mudar de quadrante, não só de produto (parte X)

Parte IParte IIParte III, Parte IV, Parte VParte VIParte VIIParte VIII e Parte IX.

O FT do passado dia 2 de Fevereiro publicou o artigo "'Showing up at the gym' is no longer enough". Numa segunda leitura, o que me entristeceu foi o ter recordado 2 ou 3 empresários portugueses que poderiam estar numa página do FT, tal como Nerio Alessandri, CEO da Technogym, se tivessem optado pelo quadrante 4. Assim, construíram negócios bem-sucedidos, mas entre os quadrantes 1 e 2, muito dependentes do volume. Tinham tudo para dar o salto, mas é o salto incomum em Portugal.

"Alessandri constructed Technogym's first bodybuilding machine in his garage in 1983. The company that began as a homemade solution to a local gym floor problem has become a top global manufacturer, employing more than 2,000 people and supplying sports teams and luxury fitness and wellness centres around the world.

...

Its most advanced machines sell for more than €20,000 each.

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Beyond improving the visual appeal, Alessandri's main goal has been to integrate technology - such as sensors and real-time analytics - into the machines, turning Technogym from a traditional gym equipment maker into a data-driven wellness group targeting professional athletes.

...

Analysts say revenue growth has been driven by Technogym's premium positioning and global expansion, with high-profile events, such as the Olympic Games, boosting the brand's profile.

...

The company's transformation began in the late 1990s with a simple insight: that over time, fitness would no longer be defined by hardware alone.

Technogym founded MyWellness, a software company, in Seattle, and began embedding electronics and sensors into its equipment, [Moi ici: A fazer lembrar o "é meter código nisso"] turning them into interactive tools capable of measuring performance.

...

Data became a central element of the training experience.

Alessandri now aims to further leverage its technology and real-time analytics."

Durante anos, a indústria do fitness acreditou que o seu problema era técnico: melhores máquinas, mais funcionalidades, mais tecnologia, mais dados. A lógica era simples — e errada. Quando todos jogam o mesmo jogo, o preço torna-se o campo de batalha. E quando isso acontece, ninguém ganha.

É neste contexto que o caso da Technogym merece atenção. Não porque tenha "adoptado dados" ou "integrado software", mas porque percebeu algo muito mais fino: o problema que estava a tentar resolver já não era o mesmo.

"The company's transformation began in the late 1990s with a simple insight: that over time, fitness would no longer be defined by hardware alone."

a frase, quase discreta no artigo, marca o verdadeiro ponto de inflexão. Não é uma decisão tecnológica. É uma decisão de quadrante

O ponto de partida é familiar. Fabricar equipamento de ginásio é, por natureza, um negócio exposto à comoditização. Máquinas são comparáveis, copiáveis, escaláveis. Mesmo quando sofisticadas, acabam por ser reduzidas a folhas de especificações e negociações comerciais.

É exactamente o que descrevi no texto sobre ginásios: vender acesso, vender máquinas, vender “mais coisas incluídas” é permanecer no Quadrante 1 — produto actual, mercado actual, promessa implícita de custo/benefício.

A tecnologia, neste quadrante, tende a ser usada como add-on. Melhora o produto, mas não muda o jogo. É o Quadrante 2 em versão fitness: muda-se algo, mas o cliente continua a comprar exactamente a mesma coisa.

A Technogym percebeu cedo algo fundamental: o equipamento é o cavalo de Troia, não a fonte principal de valor.

O que distingue a Technogym não é ter sensores, cloud ou analytics. É ter recusado a tentação de "fazer melhores máquinas".

Em vez disso, fez uma pergunta diferente: o que é que o cliente realmente procura?

A resposta surge clara no artigo:

"We are entering a new era in which the concept of wellness will evolve, leading to a hyper-personalised experience based on data and monitoring and profiling through prediction."

Aqui, o produto deixa de ser o centro. O foco desloca-se para a experiência, para a continuidade, para a vida ao longo do tempo. Não é mais "treinar melhor". É viver melhor.

Este é o momento clássico de mudança de quadrante: o produto pode manter-se, mas o significado muda. Interessante, lembrei-me da primeira vez que escrevi sobre a Coloplast:

“There is no perfect product, because there is no perfect patient” and “It’s a good product, but it’s not right for everyone.”

Ao explorar os dados recolhidos pelos seus equipamentos, a Technogym não se limita a melhorar os planos de treino. O artigo é explícito:

“Technogym is looking to tap into this trend by dissecting customers’ health and workout data to identify any red flags for possible health problems.”

Isto já não é fitness. É prevenção, antecipação, longevidade. É sair do mercado das máquinas e entrar no território — muito mais exigente — da saúde, da confiança e da responsabilidade.

Tal como no azeite premium, no chocolate bean-to-bar ou no café de especialidade, o valor não nasce da tecnologia, mas da mudança de enquadramento. O que ontem era ginásio, hoje passa a ser infra-estrutura de um ecossistema de bem-estar.

"The idea was to treat wellness not simply as individual fitness, but as a holistic ecosystem."

Significa deixar de vender máquinas para começar a orquestrar relações de longo prazo.

Num mundo saturado de wearables e dashboards, a Technogym fez algo pouco comum: tratou os dados como matéria-prima estratégica, não como argumento de marketing.

Os dados permitem:

  • personalização profunda;
  • acompanhamento contínuo; 
  • identificação precoce de riscos; e
  • construção de legitimidade científica.

Mas também criam algo mais importante: barreiras invisíveis. Não tecnológicas — culturais, institucionais, relacionais. Tal como a Leica construiu comunidade e significado, a Technogym constrói confiança e autoridade. Constrói concorrência imperfeita.

Visto à luz da série “Inovar é mudar de quadrante”, o caso Technogym encaixa com clareza no Quadrante 4: novo produto (no sentido de proposta de valor), novo mercado, nova ambição.

Não é um salto táctico. É um reposicionamento estrutural:

  • menos dependência do volume;
  • mais dependência da credibilidade;
  • menos comparação directa;
  • mais disposição para pagar.

Quando o artigo afirma:

“Health is becoming the biggest desire for powerful people, the rich and the poor.”

está, implicitamente, a mostrar que o mercado já não é o fitness — é um desejo humano transversal, estrutural, não cíclico. É aqui que surgem margens, não por abuso, mas por diferenciação real.

A Technogym não venceu porque teve mais tecnologia. Venceu porque soube o que não fazer: não entrou numa corrida para baixar preços, não tentou ganhar pelo centro, não confundiu eficiência com estratégia.

Tal como noutros exemplos desta série, o produto não desaparece. Transforma-se em ponto de entrada. O valor desloca-se para onde há menos comparação e mais significado.

Num mundo obcecado com dados, a Technogym fez algo contra-intuitivo: usou dados para humanizar a proposta. E mostrou, uma vez mais, que inovar não é mudar de produto.

É mudar de quadrante.

quarta-feira, maio 07, 2025

É preciso passar da reacção à transformação (parte III)

Parte I e parte II.

No JN do passado dia 4 de Maio li o artigo "O futuro do têxtil faz-se com robes de aquecimento inteligente":

"Um robe com aquecimento inteligente, equipamentos de proteção individual que medem a temperatura corporal dos trabalhadores e um computador onde a inteligência artifícial permite detetar rasgões nos tecidos.

...

"Estamos a trabalhar em quatro temáticas tecnológicas: a robotização e a automação, a rastreabilidade e a otimização do processo produtivo, os têxteis inteligentes e o produto digital"

...

Numa altura em que são noticiadas dificuldades das empresas têxteis e o consequente fecho de fábricas, Adriana Cunha sublinha haver um "claro atraso" do setor face a outro tipo de indústrias. "O custo inicial de implementação [das tecnologias e dos equipamentos] é um bocadinho grande, mas as empresas estão hoje mais recetivas e percebem a necessidade do investimento", conclui."

Recordo, por exemplo, a série "é meter código nisso".

O título usa o exemplo do robe como metáfora de transformação. Mostra que a inovação e a tecnologia estão a tornar-se o novo "tecido" da indústria têxtil. O futuro do sector será feito de inteligência embutida, sensores, rastreabilidade, conectividade digital e sustentabilidade.

A indústria têxtil que quiser sobreviver e crescer não pode continuar a vender apenas "tecidos". Tem de criar valor com soluções tecnológicas integradas, adaptadas às novas exigências dos mercados — da segurança industrial à personalização do produto, da rastreabilidade ao conforto inteligente.

Ler que o futuro do têxtil passa por "meter código nisso" é muito positivo. É sinal de que a inovação está a infiltrar-se no tecido do sector. Mas há uma armadilha perigosa neste caminho, e muitas empresas caem nela.

Acreditar que mudar de produto é suficiente. Não é!

Subir na cadeia de valor implica muito mais do que incorporar tecnologia nos produtos. Exige mudar de modelo de negócio. E essa transição é tudo menos automática.

É comum ver empresas desenvolverem produtos sofisticados, com sensores, rastreabilidade, software, integração digital… e depois tentarem vendê-los com os mesmos comerciais, pelos mesmos canais, com o mesmo discurso de catálogo, a clientes que não sabem o que fazer com aquilo.

O resultado? Frustração, armazéns cheios, regressar ao “tecido base”.

Subir na escala de valor exige:

  • Comerciais que saibam vender soluções, não metros de tecido.
  • Canais que cheguem aos novos decisores — talvez um director de inovação ou um gestor de compras de tecnologia, e não o tradicional comprador têxtil.
  • Comunicação que fale de problemas resolvidos, não apenas de características técnicas.
  • Parcerias com integradores, empresas de software, sectores-alvo.
  • E, sobretudo, uma visão clara de que tipo de valor se está agora a vender.

A transição para soluções integradas não falha por falta de boas ideias. Falha porque não se prepara o resto da organização para vender, entregar e sustentar esse novo valor.

Been there, done that. Recordar este exemplo.

sábado, novembro 13, 2021

O cínico

Um daqueles postais que custam clientes...

Não consigo segurar-me, o cinismo toma conta de mim e não consigo pará-lo.

Inovação, Indústria 4.0, fábrica do futuro, plataformas colaborativas, workflow, soluções inteligentes, ...

Cut the chase, vamos ao essencial:

Quando me vierem falar de inovação e Indústria 4.0, por favor, foquem-se numa coisa apenas: a margem cresce, sim ou não? E se cresce, como ou porque cresce? E claro, quanto cresce?

A margem cresce quando:
  • o cliente está disposto a pagar mais pelo produto, aumento do preço de venda (Marn e Rosiello mostraram o quão poderoso é este aumento)
  • o custo final baixa, a inovação permite reduzir os custos de fabrico, sem pôr em causa a qualidade, sem prejudicar o desempenho do produto final (Marn e Rosiello mostraram a limitação deste tipo de poupança, embora seja benvinda)
O que li:
"Sempre na linha da frente da produção de calçado, a XXXX com a força do digital e da tecnologia desenvolveu um projecto onde casou a manufactura tradicional com o conhecimento tornando-se exemplo de aplicação do conceito de indústria 4.0.
...
YYYY revelou que sentia “uma certa vaidade” por mostrar soluções que eram o resultado prático dos problemas do dia-a-dia que uma empresa industrial e de manufactura encontram.

Uma dessa soluções foi encontrada, em plena pandemia, em que o processo de consultar e mudar fichas, em papel, de instruções de fabrico, foi substituída por um tablet, eliminando um potencial foco de contaminação e infecção pela utilização do dedo e da saliva, dos trabalhadores envolvidos. 
...
Todas estas novidades, foram reformas assumidas no sector o que aumentou a produtividade das empresas
...
No que toca ao digital, o ZZZ permitiu uma maior utilização de tecnologias que serviram o processo de fabrico, ajudaram à desburocratização de processos, e ajudaram ao desenvolvimento de plataformas de e-commerce.

Também, uma aplicação – IIOT – que permite ligar sensores a máquinas e a sistemas de informação e o armazenamento de dados na nuvem, fez com que se construísse um sistema ciber-físico com vantagens em todo o processo de fabrico do calçado."

Já chega...

Há aqui alguma coisa que ajude a aumentar preços?

"o que aumentou a produtividade das empresas" em quanto, fizeram contas? Apresentaram números? Por que é que o jornal não os publicou?

Como não recordar a minha última conversa oxigenadora...

Seria interessante daqui a seis meses uma visita para confirmar que este tipo de "inovações" continuam a ser utilizadas.

"uma aplicação – IIOT – que permite ligar sensores a máquinas e a sistemas de informação e o armazenamento de dados na nuvem" e depois, quem analisa e trabalha esses dados? 

Ainda esta semana comentava numa empresa de calçado que há 30 anos, quando comecei a trabalhar como consultor, as empresas contratavam alguém para a função da qualidade quando decidiam avançar para a implementação de um sistema da qualidade. Agora, quase nenhuma o faz. Resposta: temos de ter estruturas leves porque sofremos muito na primeira década deste século e não queremos voltar a cometer o mesmo erro. Sorri, lembrei-me do engenheiro H. perdido numa linha de montagem, porque quem não trabalhava na linha era malandro.

Para terminar com um tom mais optimista. Quando me vierem falar em inovação no calçado, falem-me em "é meter código nisso".



quarta-feira, abril 29, 2020

Uma parte importante da revolução económica do futuro vai passar por aqui

Neste artigo "Crisis Can Spark Transformation and Renewal" reparei que a empresa europeia que melhor desempenho apresentou desde a crise financeira foi a dinamarquesa Coloplast.

A coloplast é uma velha conhecida deste blogue, "Um antropologista entra num bar... (parte II)" (Fevereiro de 2014). Uma empresa que trabalha em Mongo:
There is no perfect product, because there is no perfect patient” 
Daí ter feito a associação a esta caricatura num postal de 2019:

Isto permite-me fazer a ponte para um artigo lido este mês, "How Chronic-Disease Patients Are Innovating Together Online":
"The internet gives us virtually unlimited access to each other. That deceptively simple insight is an untapped opportunity in health care. When companies are searching for their next idea, they should look to the online communities of patients who are working to solve their health care challenges on their own.[Moi ici: Empresas ainda embebidas na mentalidade da produção de produtos e que ainda não deram o salto que a Coloplast percebeu que tinha de dar, em vez de vender um produto de acordo com especificações, criar uma interacção, prestar um serviço]
...
Dana has Type 1 diabetes and is a very deep sleeper. Living alone, she worried that her monitor’s alarm was not loud enough to wake her if her blood sugar fell too far in the middle of the night.
...
Dana wanted independence and spoke to device manufacturers, asking them to make louder alarms. Their answer? No. The alarms, they said, are loud enough “for most people.” In shutting down Dana, they ignored the possibility that they could learn from one of their users and improve the product.
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Dana had an idea about how to build a custom alarm if only she could get access to her continuous glucose monitor data. Luckily, she was active on Twitter alongside other people living with diabetes (stage one of peer-to-peer health care).
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A dad named John Costik tweeted that he had managed to free the data from his child’s device. John, an engineer, studied the device’s software and wrote a program that would send the monitoring data to a computer, phone or smartwatch. He shared the instructions online, coached other parents and people with diabetes about how do the modification, and Nightscout was born – an amateur diabetes remote monitoring system created by and for people who use continuous glucose monitors. Now, blood sugar data can be sent, for example, to a parent’s smartwatch so they can monitor their child’s levels while at school, on a field trip, or at a friend’s house. This had been impossible under the rules originally set down by the device companies." [Moi ici: Isto é voltar a uma velha série deste blogue - é meter código nisso]
Uma parte importante da revolução económica do futuro vai passar por aqui. Não será a fazer mais e mais produtos, cada vez mais baratos e produzidos de forma mais eficiente, será a meter código, será a pô-los a desempenhar mais jobs-to-be-done, será a deixar de produzir produtos e a criar condições para gerar outcomes.

sexta-feira, fevereiro 03, 2017

Uma novela sobre Mongo (parte XIX)

 Parte Iparte IIparte IIIparte IVparte Vparte VIparte VIIparte VIIIparte IXparte Xparte XIparte XIIparte XIIIparte XIVparte XVparte XVIXVII e XVIII.

Um tema super-fascinante é aquele que há anos aqui no blogue designamos por "é meter código nisso":
"Product = computer Once technology is so low cost that it’s disposable, it’s only natural for it to appear in disposable everyday products that, when they get thrown in the bin, the technology inside them goes in the trash too.
...
Smart computing on everyday devices will be as common as barcodes are now because barcodes will be replaced by these devices. But they will be more common, because these sensors will appear in products and places the barcode never infiltrated. At this point we’ll live in a world where the computer and the everyday product merge. It’s even foreseeable to have disposable screens on the backs of cereal packets. Packaged goods will equal computers."
Dois exemplos entre vários que o livro refere são:
"In the bathroom. I wake up and I brush my teeth. My new Oral-B toothbrush has a sensor in it — remember that products are computers now so I make sure that I brush my teeth for the required two minutes as recommended by Oral-B. But why would I do that? Because my dental plan gives me a 20 per cent discount, which is $300 a year if I do this in virtual currency. This is awesome for me because I get money and good oral hygiene. And my dental plan provider is happy because I’m a good customer due to my reduced medical risk. Oral-B are happy because I use my toothbrush more often and need a new one sooner. [Moi ici: Um ecossistema - pessoa, fornecedor da escova, companhia de seguros ou SNS] The sensor only works for three months (which is the recommended life of a manual toothbrush) so they get increased purchase frequency."
E:
"Health and fitness. It’s lunch time and I want to make sure I go for a run with my new geo-tracker-installed running shoes. I do this because I only get a new pair for free twice a year from my health insurance provider if I jog for 10 minutes at least three times a week. My health-insurance provider loves me for this because the biggest killer of middle-aged men such as me is cardiovascular disease. Every time I exercise, I’m reducing my risk to them. They’ve worked out an algorithm that calculates the reduced insurance payout per customer on calories burned and kilometres moved and the dollar cost of that reduction. I get free shoes (paid for by my health insurer), the sports shoe manufacturer sells more product and the insurance provider reduces its risk. Win, win, win."[Moi ici: Outro ecossistema]

quinta-feira, fevereiro 02, 2017

Os nossos campeões escondidos

Quase todos os dias somos surpreendidos por estórias de empresas anónimas portuguesas que dominam o seu métier. Ontem mais dois casos:
No caso da TSF sublinho:
"A empresa faz o que o cliente quer, não produz grandes séries e não tem produto próprio.
...
“Somos uma metalúrgica de precisão, fazemos as peças técnicas para as máquinas e equipamentos e, nalguns casos, até montamos as máquinas aqui. Depois a componente informática é acrescentada pelo fabricante”"[Moi ici: As empresas não são entidades matemáticas, as empresas são organismos vivos e plenos de idiossincrasias. Sem pôr em causa as decisões da empresa, ouso lamentar que não se concentre na vertente "é meter código nisso", aí é que vai estar o valor acrescentado e o potencial de crescimento. Estranho sim que a seguir fale em Indústria 4.0]

domingo, janeiro 22, 2017

"acerca das perspectivas futuras para a indústria em Portugal"

O @nticomuna no Twitter chamou-me a atenção para um texto que é a cara dele e dos seus "rants" e. também a cara deste blogue. O @nticomuna consegue ser ainda mais optimista do que eu acerca das perspectivas futuras para a indústria em Portugal. Vejamos então "Inovadora cadeira auto com airbags vai ser produzida em Portugal":
"Além de cumprir com a mais recente norma de segurança (a i-Size, que classifica as cadeiras segundo a altura da criança e tem crash testes mais rigorosos), a nova cadeira possui airbags próprios, armazenados no interior do arnês que prende o bebé.[Moi ici: Aposta em produtos mais seguros, com mais atributos e diferentes. Produtos inovadores]
...
Além da produção da cadeira inovadora, a Dorel Portugal conquistou mais três modelos (dois da Bébéconfort e Maxi Cosi e um que era produzido na Holanda e passa a ser produzido apenas cá) e vai começar a montar carrinhos Quinny – o topo de gama da marca –, o que lhe permitirá aumentar em 20% o volume de negócios, que atingiu 47 milhões de euros em 2015.
...
Esta evolução não se deveu aos salários baixos em Portugal. O nosso custo de produção já não é o mais baixo da Europa há algum tempo. Não se pode confundir produtividade com eficiência [Moi ici: A mensagem deste blogue acerca do eficientismo e do numerador versus denominador] ... “O que nos distingue é a qualidade e os prazos de entrega. [Moi ici: Outra mensagem deste blogue, a rapidez, a flexibilidade] E o Norte está repleto de fornecedores de matérias-primas de qualidade, desde plásticos a parafusos, além dos recursos humanos à altura”, explica ainda. [Moi ici: Isto é tão o discurso do @nti-comuna]
...
“Trabalhámos com a Volkswagen para desenvolver um protótipo de um carrinho que, com os sensores que eles usam para estacionamento, segue os pais e está ligado a uma app no telemóvel que alerta se alguém tentar tirar o arnês ao bebé”.[Moi ici: Isto é um exemplo do nosso "é meter código nisso"]
...
Ao contrário do que seria de esperar, apesar de a crise económica e financeira de 2008 ter afetado a natalidade nalguns países, a Dorel conseguiu equilibrar as vendas. “Em Portugal, no segmento médio, sentimos quebra. A solução foi apostar na gama alta da Quinny, que tem uma imagem muito forte cá e em Espanha. Resultou, porque os que têm dinheiro continuam a ter mesmo durante as crises”, revela Paulo Anjos."[Moi ici: Outra "receita" clássica deste blogue e que explica isto, quando se deixa de ser competitivo no preço uma PME só tem um caminho, subir na escala de valor, não o enterrar-se numa race-to-the-bottom,]

sexta-feira, janeiro 13, 2017

Um exemplo português

A propósito de "Máquinas da Rico ligadas em 20 países" alguns pontos que gostaria de sublinhar.
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Primeiro, a importância da especialização:
"nos anos 80 acabou por se especializar em dois tipos de máquinas, quinadeiras e guilhotinas"
Segundo, a lição alemã: percorrer o mundo à procura dos clientes com o mesmo perfil
"Com o virar do século, os donos da empresa chegaram à conclusão que tinham de alterar a estratégia e expandir o número de mercados em que operavam" 
Terceiro, uma empresa portuguesa não tem cultura nem tradição de produzir em grande escala. Assim, deve apostar em subir na escala de valor:
"O principal mercado da Rico, neste momento, é o alemão. "A Alemanha pesa 35% nas nossas vendas e nesse país trabalhamos para o segmento médio alto." 
Quarto, atenção às consequências do reshoring:
"Notámos uma recuperação muito grande no sector da metalomecânica e muitas vezes não temos capacidade de produção", para fazer face aos pedidos"  
Quinto, um sintoma de que a indústria vai ter de repetir o mesmo que se fazia no Porto no final do século XIX no comércio. O sector vai ter de criar a sua própria escola, para formar os seus futuros profissionais, para formar os técnicos que precisa:
""É caricato que exista um problema tão grande de desemprego e as empresas continuem à procura de profissionais." 
A propósito deste esquema:

As ameaças não são internas, logo o problema da competência da empresa será um ponto fraco.
A fata de capacidade de produção referida é outro ponto fraco.
A produção para o mercado da gama média alta na Alemanha é um ponto forte.
Como oportunidades incluiria tendências como Mongo e as pequenas séries e o "é meter código nisso" por exemplo.

sábado, dezembro 17, 2016

E os riscos da estratégia (parte III)

Parte I e parte II.

"Disruptive forces in manufacturing
In manufacturing, managing strategic risk takes on an increasing degree of urgency. With the sector in the midst of an era of unprecedented changes and challenges, technology and economic factors present new opportunities to create and capture value. Changing dynamics in the following areas can result in shifts in a manufacturer’s ability to deliver products, manage the supply chain, and serve customers in the traditional manner.
...
Customized demand. Changes in demand require more customization and personalization. In some cases, the customer is actually creating its own product.
...
Products. With smart manufacturing and connectivity on the rise, including the Internet of Things (IoT), sensors, controls, and man-to-machine and related interfaces and connections, products themselves are changing from “dumb” to “smart.” [Moi ici: É meter código nisso] Instead of simple products, manufacturers are delivering entire platforms or services throughout the life cycle of their manufactured goods.
...
Economics of production. Meanwhile, advanced manufacturing methods are changing the economics of production. Robotics can help lower production costs while time to market is shrinking. Where are the disruptors appearing? Additive manufacturing can eliminate traditional tooling used in conventional manufacturing techniques such as die casting, injection molding, and others in the value chain, reducing the number of assembly steps and parts, with “printed”— rather than assembled—parts.
Economics of the value chain. Intelligence and insights enabled by digital manufacturing are revolutionizing the economics of the value chain. This is eroding the value proposition for intermediaries and allowing direct customer engagement from the moment an order is placed through sourcing materials and customization— even after the product is delivered to the customer.
What is enabling the disruptors? Sensors and controls, wearables, and IoT, among other things."

quinta-feira, novembro 24, 2016

As doenças da inovação (parte III)

Parte I e parte II.

Mais uma doença:
"Hidden Gem. Hidden gems are products that a company should have developed, but didn’t because it goes against the grain of what it normally offers.
...
How to harness hidden gems: The big miss with hidden gems lies in failing to recognize the value and often disruptive power they represent. “
...
Your company may have hidden gems lying around if you are going through any of these inflection points:
  • Changes in business model
  • Disruption in your industry
  • Differentiation of an existing commodity business A change from selling a product to a service
  • A shift from offline to online business
  • A move from analog to digital
  • A switch from hardware to software"
 Aquele "A switch from hardware to software" faz lembrar o "É meter código nisso" que usamos aqui no blogue com referência.

quarta-feira, julho 20, 2016

Mongo e código na indústria química


A propósito de "Mais um exemplo de onde o "é meter código nisso" pode chegar, "Industry 4.0 and the chemicals industry":


"The initial momentum of Industry 4.0 in the chemicals industry is primarily at the level of business operations, mainly due to the abundance of historical sensor data collected by chemicals companies over the years.8 The long-term potential for business growth applications promises to be equally, if not more, transformational, but those applications take time to develop.
...
...

sexta-feira, junho 17, 2016

Acerca da servitization (parte I)

Não é exclusivo para o sector da metalurgia e metalomecânica, que produz máquinas e ferramentas, mas aplica-se como uma luva:
"Because it changes the way in which the firm creates and appropriates value. The imperatives to servitize and to develop the activities accordingly are increasing and becoming more vital than ever.
.
In the manufacturing firm´s value chain, the value adding potential is moving from production activities to the intangible pre- and post-production activities. Therefore, the firm needs to extend these activities to keep the total value adding stable.
.
Technological development like IOT, production systems for high cost countries and additive manufacturing may contribute to a concentration of the value chain back to high cost countries.[Moi ici: Ainda os gurus da nossa praça cantavam o refrão "China a fábrica do mundo e já neste blogue se reflectiva sobre o reshoring]
.
However, they also contribute to further lowering the value adding potential in the production part of the manufacturing firm´s value adding activities.[Moi ici: Nunca esquecer o esquema de Pine e Gilmore e o trabalho corrosivo constante da erosão da comoditização]
...
The competitive pressure reduces margins and opens a disintermediation of the service delivery value chain parts similarly as has already happened to the production part of the value chain.
.
Thus, besides servitization to compensate for the continuous reduction in value adding potential relating to production activities, the manufacturing firm also needs to create service monopolies by product or service attributes that lock out competing service providers and ultimately, they must continually innovate also in the domain of services.
.
Reaching ever higher service content requires a change in the organization, culture, processes and customer interaction as well as the development of new competencies and capabilities."
Como não recordar "PME e código, já pensou nisso? (parte IV)" e "Mais um exemplo de onde o "é meter código nisso" pode chegar"

Continua

Trechos retirados de "Servitization - an Increasingly Critical Strategy for Manufacturing Firms"

sábado, junho 04, 2016

Mongo, código e modelo de negócio

Mais um sintoma da evolução para Mongo, para o Estranhistão e da entrada do "é meter código nisso":
"Technology advancements and the Industrial Internet of Things are making this outcome orientation [Moi ici: As empresas deixarem de ver-se como produtores de produtos com atributos mas antes como facilitadoras de recursos para que os clientes vivam determinadas experiências e/ou atinjam determinados resultados] more feasible every day."
Impressionante mesmo a lista de dificuldades que se colocam às empresas que querem ir por esta via:
"The transformation requires manufacturers to redesign every major function in its organization - especially commercial functions charged with defining, selling and servicing value propositions.
.
[Moi ici: Muito interessante o trecho que se segue e o seu alinhamento com Mongo] For instance, in a traditional, customer-centric organization, marketers identify customer segments across multiple dimensions, then define solutions (a mix of products and services) to meet each segment’s needs. But in an outcome-centric organization, marketers target individual customers. Then they tailor value propositions to each customer in order to deliver an outcome.
...
For an outcome-centric company to carry out marketing’s promise, sales organizations must know the customer well enough to understand the specific outcomes it seeks. This requires a strong partnership between sales organizations and customers.
...
Becoming outcome-centric requires more than changes to marketing and sales, however. Product development teams will need to focus on delivering products as a service to enable real-time service level monitoring. [Moi ici: É aqui que entra o "é meter código nisso"] This way, engineers and product designers no longer have to make educated guesses about how their products perform in the field, because they can collect actual performance data instead.
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Pricing is another function that has to adapt. [Moi ici: Tanto tema dilecto deste blogue!!!] While many manufacturers today use a cost-plus or market-based pricing model, pricing in an outcome-centric organization must change to something like price per outcome or usage. This is critical if manufacturers are to capture a greater share of the revenue from the outcomes they help deliver. But for many industrial companies, developing advanced pricing capabilities has not been a priority.
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After-sales support and customer service are also affected as they increasingly focus on predictive interventions.
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Becoming an outcome-centric organization is arguably one of the most important strategic decisions your company can make. And it’s becoming more feasible every day, thanks to technology advancements and the Industrial Internet of Things. Without an outcome-centric mindset and operational model, companies risk falling behind. But it involves a foundational shift in organization and culture. Embracing this major undertaking and maintaining the discipline to follow through will likely mean the difference between future success and stagnant survival."

Trechos retirados de "Manufacturing Companies Need to Sell Outcomes, Not Products"


sábado, maio 28, 2016

Meter código nisso é bem mais difícil

"The Internet of Things Will Change Your Company, Not Just Your Products" um texto que me veio alertar para as muitas barreiras que existirão na transição para um Mongo carregado de código.
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Nunca pensei que fosse o mundo de facilidades prometido aqui "Armas para a revolução industrial chegam daqui a três meses" e resolúvel com grupos de trabalho comandados por multinacionais, quando Mongo é insurgente e avesso à velha ordem.

Voltando ao texto inicial:
"Successful IoT plays require more than simply adding connectivity to a product and charging for service — something many companies don’t immediately understand. Building an IoT offering requires design thinking from the get-go. Specifically, it requires reimagining the business you are in, empathizing with your target customers and their challenges, and creatively determining how to most effectively solve their problems.
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When product-based companies add services and connectivity, operational requirements increase. The resulting challenges may include new contract-manufacturing relationships, which can be a complicated and disorienting process for the uninitiated.
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The addition of third-party services and shared customer ownership can introduce tiers of customer-support challenges. Inventory requirements, warranties, and returns may change. In addition, companies may suddenly find themselves having to comply with unfamiliar laws and regulations, including those related to the U.S. Federal Communications Commission, the U.S. Health Insurance Portability and Accountability Act (HIPAA), and customer “Personally Identifiable Information” (confidential data such as names, addresses, contact information).
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[Moi ici: O meu lado cínico leva-me a pensar que as multinacionais vão sobretudo concentrar-se em proteger-se dos davids] Since new companies built from the ground up as IoT businesses lack the departmental baggage of older firms trying to make the transition into the IoT world, the former’s learning curve is often shorter. However, the immaturity of the IoT industry means that the practices and capabilities that suffice today will not tomorrow. An ability to evolve — and to do so quickly — is a prerequisite for success."
BTW, em "Tom Peters Wants You to Read" encontrei este trecho delicioso relevante, também, para esta conversa:
"Peters also recommends Marc Levinson’s The Box, about the invention of the shipping container. “The idea of containerizing freight was irrelevant until you completely redesigned ports, dealt with the longshoremen, etc.,” he said. “The reinvention of the context is what made all the difference.”

sexta-feira, maio 13, 2016

Um guia para a Indústria 4.0

Uns trechos que parecem traduzidos deste blogue:
"The term Industry 4.0 refers to the combination of several major innovations in digital technology, all coming to maturity right now, all poised to transform the energy and manufacturing sectors. These technologies include advanced robotics and artificial intelligence; sophisticated sensors; cloud computing; the Internet of Things; data capture and analytics; digital fabrication (including 3D printing); software-as-a-service [Moi ici: O tal "é meter código nisso!"] and other new marketing models; smartphones and other mobile devices; platforms that use algorithms to direct motor vehicles (including navigation tools, ride-sharing apps, delivery and ride services, and autonomous vehicles); and the embedding of all these elements in an interoperable global value chain, shared by many companies from many countries.
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This technological infrastructure is still in its early stages of development. But it is already transforming manufacturing. Companies that embrace Industry 4.0 are beginning to track everything they produce from cradle to grave, sending out upgrades for complex products after they are sold (in the same way that software has come to be updated). These companies are learning mass customization: the ability to make products in batches of one as inexpensively as they could make a mass-produced product in the 20th century, while fully tailoring the product to the specifications of the purchaser. As the movement develops, these trends will accelerate."
Quando desafio as PME a preparem-se para este salto, é desta realidade que falo:

Recomendo a leitura de "A Strategist’s Guide to Industry 4.0"

terça-feira, maio 10, 2016

T-TIP, Mongo e o código (parte III)

Parte II e parte I.
"We build upon legacy not only because it’s what we know, but because we’re still profitable doing so.
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But what happens when your connected customers outnumber your legacy customers? Well, it’s either happened or is happening.
We’ve lulled ourselves into satisfaction with incrementalism; we’ve come to a point where we need to substantially reinvent."
É isto que embala muitas PME e impede que façam a transição para Mongo mais rapidamente, com um sentido de urgência.
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BTW, quando escrevo sobre Mongo e o "é meter código nisso" esqueço-me sistematicamente de realçar um outro factor, a arte.
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Trecho retirado de "X: The Experience When Business Meets Design" de Brian Solis.

sexta-feira, maio 06, 2016

Código e modelo de negócio

Um texto, "Case Study: Should You Adjust Your Business Model for a Major Customer?", que sublinho aqui numa dupla função.
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Primeiro, mais um exemplo de até onde o "é meter código nisso!" nos pode levar:
"Lumiscape’s products [Moi ici: Lâmpadas e luminárias para iluminação pública] were designed to gather all sorts of data, including humidity, motion, and seismic activity, and, most important, UVA, UVB, and ambient light so that they could save electricity by dimming when appropriate. The innovative system promised to reduce local governments’ energy consumption and maintenance costs and improve their constituent relationships."
Segundo, mais um exemplo dos novos modelos de negócio:
"The year before, prompted by all this, Lumiscape’s leadership had decided to pivot from a sales model to a subscription model. Instead of selling the streetlights and leaving the cities to manage them, the company would rent them out for a monthly fee, with installation, maintenance, and monitoring software all included. Lumiscape had also piloted a program in three sites to add Wi-Fi connectivity to the lights, allowing cities to offer internet service in public spaces."

quinta-feira, maio 05, 2016

T-TIP, Mongo e o código (parte II)

Parte I.
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Um texto, "Harnessing the True Potential of Internet of Things Technology", sobre o "é meter código nisso":
"Transaction to relationship
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It used to be that, if you were in the product business, your goal was to sell the product, get the transaction done and book the revenue. In part, this was because once the product left your store or warehouse, you had very little visibility into how it was being used. That’s all changing now as IoT technologies become more affordable and available. These technologies now provide an opportunity to monitor the use of the product throughout the lifetime of the product.
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Well, what if you offered to charge the customer based on usage of the product, rather than requiring them to make large upfront payments for the product regardless of usage patterns down the road?
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Here’s an even more intriguing option. What if customers could use IoT technologies not just to monitor usage of the product but also to track the impact that the product has in generating value for them? What if, for example, we could track the impact of a machine on the cycle time of a manufacturing process?
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Vendors might even take this one step further and develop insight from the data that would enable them to offer prescriptive advice for the customer. They would not just help customers anticipate certain events, but give them advice on what they should do to enhance the value of the product given these circumstances. Depending on the value created from this advice, these prescriptive services could become a significant additional source of revenue. As these business models evolve, one might even imagine that the “sale” of the product would diminish in importance relative to the revenue generated from data-driven services enabled by the product purchase. In some cases, this could help companies evolve into a trusted advisor business model.
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IoT technologies also have the potential to help vendors evolve into platform-based business models, where the value to the customer increasingly comes from being connected to a much broader range of more diverse resources."

quarta-feira, maio 04, 2016

T-TIP, Mongo e o código

Ontem, durante o meu jogging ao final da tarde, enquanto chegava aos 5km, no noticiário das 19h na Renascença discutia-se o T-TIP. Lembrei-me do seu provável impacte no sector mais exportador de Portugal, o da produção de máquinas, recordar:
Relacionei logo essa preocupação com uma ideia com que tento seduzir as PME industriais, com o "é meter código nisso": PME e código, já pensou nisso? (parte V).
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"New industrial processes, such as on-demand machining and additive three-dimensional printing, may have a tremendous effect on the U.S. economy. Roughly 33 percent of the economy is fueled by manufacturing and it’s one of the arenas that has been most resistant to incursions from the technology world. Now, all of that is changing for several well-documented reasons.
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The cost of hardware and infrastructure to support the application of technology in manufacturing has come down dramatically even as organizations are looking to improve efficiency by collecting more data on their processes and determining where there are costs to be saved.
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[Moi ici: Interessante esta ideia] MakeTime is an online capacity utilization marketplace for machining. The company provides a way for computerized machining companies to offer their manufacturing services for customized parts during times when those machines would typically sit idle.
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By distributing those orders across a number of different manufacturers during their down-times, MakeTime potentially provides a way for companies to do larger production runs at lower prices.
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“The goal of this whole game is to democratize the manufacturing floor to make things faster, better, and cheaper for a generation of entrepreneurs.” [Moi ici: O equivalente a dar mais poder aos criadores, aos membros das tribos] To make that happen, he adds, the whole manufacturing chain will need to be digitized.
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“It’s all going to play a part in Just in time or on-demand manufacturing,” he said. “We all rise up and we march to the hallowed ground and we bring our manufacturers home to the promised land.”[Moi ici: Míopes! A democratização da produção vai alterar o papel dos produtores, não voltaremos ao modelo século XX]"
Como é que a sua PME vai lidar com estes desafios?