quarta-feira, julho 22, 2026

"É meter código nisso"

Na passada Segunda-feira, o WSJ publicou o artigo "Lego Strikes Back Against Screens":

"Lego is hailing Smart Play, launched in March, as the biggest upgrade of the Danish toy maker's vaunted "system of play" since 1978. That marked the debut of minifigures,

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Lego plans to introduce hundreds of sets using the interactive technology. 

At the heart of the new system are rechargeable smart bricks and microprocessors that can read digital tags inscribed inside other Smart Play pieces.

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The smart bricks also detect motion, light up, produce sound effects that change based on play and, in some cases, sense and communicate with other smart bricks."

Ao longo dos anos, tenho usado a expressão “É meter código nisso” (começou em 2014) como metáfora para uma alternativa à competição pelo preço: incorporar inteligência, dados e software num produto tradicional para aumentar o valor que este permite ao cliente criar.

O Smart Play da Lego parece ser mais um exemplo dessa tendência. A empresa não meteu código nas peças para substituir o brinquedo físico por um ecrã, mas sim para ampliar aquilo que sempre tornou a Lego especial. A criança continua a construir e a inventar a história; o código acrescenta movimento, luz, som e capacidade de resposta. Não elimina a actividade do cliente: enriquece-a.

É a passagem para o campeonato do numerador. O mesmo conjunto de peças deixa de ser apenas um objecto e transforma-se numa experiência interactiva, mais diferenciada e potencialmente vendida a um preço superior. Mas o artigo contém também um aviso importante: “meter código nisso” não é acrescentar tecnologia porque é possível. É incorporá-la de forma a aumentar o valor sem destruir a simplicidade, a identidade e a razão pela qual o cliente escolhe o produto. 

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