segunda-feira, setembro 12, 2016

Propostas de valor, ecossistemas e pivôs

Sempre que leio sobre ecossistemas vem-me logo à memória um projecto em que estive envolvido em 2004 e em que empiricamente usamos e desenvolvemos conceitos que 10 anos depois continuam a ser objecto de reflexão científica.
"we now consider value propositions from a service ecosystem perspective. Essentially, we argue that a discussion of value propositions should move beyond consideration of an enterprise’s relationships with customers and other proximate stakeholders to consider their role within a service ecosystem. ... ‘an ecosystem differs from a stakeholder system in that it includes entities not generally viewed as stakeholder groups, such as ‘‘anti-clients’’, criminals (part of a police force ecosystem), activist groups . . . and competitors’.
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in an ecosystem, actors co-create and share value. However, not all actors will be treated equally. Mars et al. (2012) refer to key players on which an ecosystem depends, as without their essential resources other actors would not be able to operate. Some actors will be in a position to negotiate a more favourable value exchange than others, and thus the focus of a business strategy is balancing the value co-created and extracted from each group so that overall benefit can be sustained.[Moi ici: Como não recordar "Não é armadilhar, é criar harmonia, é construir uma sinfonia..." ou a série "A escolha dos pivôs"]
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the well-being of this ecosystem depends on value propositions that support this web of relationships.
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While value co-creation is most obvious and common with customers, the earlier discussion emphasises that the concept of value co-creation applies to all actors within the ecosystem. The role of the value proposition within an ecosystem moves from the proposal of a resource offering between actors to shaping of resource integration between actors within the system. An actor seeks to fill resource gaps, responding to value propositions that offer valuable resources. As such, the value proposition plays an important role in determining which actors interact within the ecosystem and how resources are shared between them. The value proposition describes the potential benefits of resource sharing and therefore facilitates the resource integration process. The resource offering of each actor has implications for the offerings of other actors. For example,  changes in a value proposition offered by one supplier has implications for the resources an enterprise will seek from another supplier and on the overall offering an enterprise makes to its customers. Accordingly, value propositions serve to shape resource integration within the entire service ecosystem."
Trechos retirados de "Value propositions: A service ecosystems perspective" publicado por Marketing Theory em Maio de 2014.

E quantas PME segmentam o seu mercado?

"product positioning is telling (targeting) specific customers (segments) what job you want them to hire the product for. Remember, if you do not position your product they will do it themselves or if they don’t your competitors will do it for you.[Moi ici: O primeiro exemplo que me veio à cabeça foi o da Comur. O potencial de lucro perdido deve ser ... triste]
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So it decided to target a segment that has budget to pay (business customers) and telling them what specific job it wants them to hire an iPad Pro for.
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Marketing is nothing more than Segmentation,[Moi ici: E quantas PME segmentam o seu mercado? Quantas continuam a tratar tudo como granel? Quantos empresários continuam a praticar o marxianismo entranhado sem o saberem?] Targeting and Positioning."
Trechos retirados de "Product Positioning Comes to iPad Pro"

Para manter bem à vista

Imagem retirada de "20 cognitive biases that screw up your decisions"

Para pessoas e para empresas

"In business, differentiation is the path to success: standing out from the competition, through your position or capabilities or sheer force of will, enough to carve a future for yourself. You will be called upon, throughout your career, to establish a distinct identity for your company. The more capable your future employer (whether a business or a not-for-profit) is at doing things other companies can’t copy — for example, creating powerful products, meeting customer expectations, or cornering the market in a particular sector — the more likely you will find success. You will also, if you are sharp enough, be able to use similar techniques to establish a distinct identity for yourself."

Trecho retirado de "In the Country of the MBAs"

domingo, setembro 11, 2016

Curiosidade do dia

"O passado só existe quando deixa saudade e o futuro é sempre qualquer coisa que vendedores de banha da cobra como os políticos nos querem impingir. Por cá não há responsabilidade colectiva pelo passado nem vontade colectiva para o futuro. Metade (ou mais) dos portugueses ainda acredita que a Troika e os cortes na Função Pública se resumiram a um capricho do Governo Sócrates ou a um devaneio de Passos Coelho e seus pares. A Suécia fez há anos uma política de reformas e de poupança apoiada pelos principais partidos, a Lituânia sofreu o duríssimo abalo de cortes salariais e de despedimentos no Estado, a Irlanda seguiu um caminho idêntico num admirável espírito de união e todos estes países foram capazes de assumir colectivamente o seu destino. Para muitos de nós, encarar a realidade e aprender com ela é um exercício improvável – ainda ontem José Pacheco Pereira escrevia no PÚBLICO que a necessidade do ajustamento era uma invenção de “argumentos conservadores, [Moi ici: Impressionante] destinados a impor às democracias uma noção da história que não depende da vontade e da escolha humana no presente”."

Trecho retirado de "Portugal não é a Irlanda"

Revisão do sistema (ISO 9001)

Na próxima Terça-feira vou ter a primeira reunião de preparação da revisão do sistema de gestão da qualidade de uma empresa que apoiei na implementação do sistema em 2013 e, que já este ano apoiei na transição para a versão de 2015 da ISO 9001.
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Quando se olha para o conteúdo da cláusula 9.3 da ISO 9001:2015, ao ver aquela prescrição toda, receio que muitas empresas adoptem um modo de afunilamento no que a norma diz e comecem por aí. Por isso, preparei e enviei esta apresentação, esperando que os primeiros 6 slides convidem a empresa a alargar o mais possível a perspectiva antes do inevitável afunilamento.



Dar a volta

A vida de uma empresa é, de certa forma, uma espécie de jogo, não um jogo de equilíbrio mas um jogo de turbulência.
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Quem quer manter o equilíbrio acaba por cristalizar e não acompanhar a evolução, às vezes vertiginosa, do contexto. Os outsiders, acham que quando uma empresa encerra há marosca, que a gestão foi má ou que houve ilegalidade, ou que ...
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A verdade é que a maior parte das empresas não dura 20 anos. A anos bons sucedem-se anos maus, porque a uma velocidade superior à velocidade a que uma empresa se consegue transformar:
  • os clientes mudaram;
  • o governo mudou as regras do mercado;
  • os concorrentes mudaram;
  • os não-concorrentes mudaram.
E ainda, além de tudo isto, ás vezes também se tomam decisões arriscadas, não são boas nem más, porque tudo depende do desenrolar do futuro. Quando o futuro chega, muitas empresas têm de mudar. Quando uma empresa percebe que tem de mudar, que tem de se transformar radicalmente para tentar voltar a jogar usando outra vida, muitos "outsiders" tentam dificultar-lhe a vida porque vão despedir pessoas, porque vão fechar instalações, porque vão deixar de vender produtos ou serviços com que perdiam dinheiro. Trata-se de um tema já abordado nesta série "despedir é sempre resultado de uma maldade ou de preguiça da gestão" e aflorado nesta reflexão sobre a disrupção em curso no sector bancário.
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Por tudo isto, faz sentido pensar em:
"When a company is in free fall, it makes sense to replace the management team, for all sorts of reasons. [Moi ici: A razão porque Zapatero e Sócrates não deviam ter chefiado os respectivos segundos governos] First, you need to inject new energy into a tired organization under stress. Second, you need to ensure that the team you’re building is made up of people with open minds who want to invent the future, not just defend the past. It’s unreasonable to expect the architects of the strategies and practices that led to your downfall to see the error of their ways, or the right path forward. Instead, you need to find leaders and employees with a rebellious spirit. Third, you need to locate key employees at the front line and promote them — as a source of knowledge and energy, and as a signal that the future will be about merit and open-mindedness. Finally, you need to make change happen relatively quickly. If you replace your team gradually (which can be tempting because it seems less disruptive), you’ll lose valuable time, and the employees you bring in will begin to absorb the organizational biases of the past.
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Reversing free fall takes enormous energy and resources. Leaders who succeed at the job usually do so by combing through the company in search of noncore assets to shed, businesses to sell, activities to stop, functions to eliminate, and product lines to simplify,[Moi ici: Coisas que os outsiders consideram manobras de "direitolas"]
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Companies in free fall have a lot to fix but seldom have all of the tools they need. They usually find that they are missing at least one capability crucial for adapting their business model to new conditions. Nearly all of the 50 cases of successful reversal of free fall that we have studied required at least one major new capability. It’s extremely hard to focus on new capabilities when you’re in free fall, but if you don’t, everything else you try to do may be for naught."

Trechos retirados de "How to Pull Your Company Out of a Tailspin"

Ilustração da narrativa de Mongo (Parte VI)

Parte I, parte II, parte IIIparte IV e parte V.
"Maintaining an obsession with the front line—where the company meets the customer—is fundamental to achieving sustainable growth. But as companies get bigger, they have a harder and harder time staying close to their customers and maintaining the sharp, ground-level instincts of a younger company."

Trecho retirado de "Maintaining Your Focus on the Front Lines as Your Company Grows"

sábado, setembro 10, 2016

Curiosidade do dia

Ao rever a introdução do livro "The problem of production : a new theory of the firm" de Per L. Bylund" encontro esta frase:
"The market’s reallocation of resources to satisfy changes in demand happens ‘spontaneously’ in the sense that it needs no explicit coordination of the process. A decentralised market dealing with standardised intermediate goods is fully equipped to respond to changes as it is in each producer’s interest to maximise the profitability of their situation, and this is always in line with satisfying market demand. The price mechanism, therefore, is sufficient for the market to maximise wants satisfaction of consumers."
Como não pensar logo na loucura que é o sector do leite ou dos cereais, onde todos os sinais da oferta e da procura são mascarados por ruído causado pelo activismo político dos governos, das oposições e de Bruxelas.

Típico de viver na zona Centro-Norte

Típico de viver na zona Centro-Norte.
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Encontrar na caixa do correio:


A transição do funcionalismo para o empreendedorismo não é para qualquer um

O @fassistapt no Twitter chamou-me a atenção para este artigo "Agricultura da região só é viável com subsídios".
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Mais um exemplo da mentalidade que um dia, tenho esperança, há-de ser erradicada deste país.
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O que mais me arrepiou foi perceber que a afirmação foi proferida por uma pessoa com 39 anos...
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O Mirante é um jornal da zona de Vila Franca de Xira, os agricultores contactados são do Cartaxo, da Golegã, de Constância... nunca me esqueço. Há anos estava a trabalhar com uma empresa de Almeirim no Inverno. Ao final do dia, já de noite, levaram-me a Santarém para apanhar o Intercidades. Por causa de obras, o acesso à estação tinha de ser feito via centro da cidade de Santarém. Foi então que descobri a quantidade de igrejas e capelas na cidade. Dias depois, ao voltar a Almeirim dei comigo a pensar que aquela região tinha de ser muito fértil para poder ter alimentado uma estrutura clerical tão grande. Portanto, agricultores de uma das zonas mais férteis do país em termos agrícolas acham que a sua actividade só pode subsistir se tiverem apoios e subsídios.
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Grande retrato! Podem ser agricultores mas não são empresários.
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Podem ser adultos mas continuam a comportar-se como crianças e sem problemas por dependerem do papá-Estado.
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A frase que se segue quase que só por si merecia um postal. Alguém, vestido de palhaço, que trabalha como palhaço, não gosta que lhe chamem palhaço!
""É impossível", afirma Hélder Pereira. O agricultor de 39 anos da Golegã faz cultura de milho e cereais e sublinha que sem subsídios os agricultores não conseguem manter a actividade: "as pessoas têm a ideia errada de que os agricultores são subsídio-dependentes e apesar de não concordar com isso, no fim das contas feitas, com todos os gastos, o subsídio é o nosso lucro e aquilo com que conseguimos viver e nos governar", aponta."
A propósito do milho, eis a evolução do preço nos mercados internacionais:
Agora, o que pensa o agricultor-funcionário público encapotado:
"Hélder aponta a volatilidade dos preços das campanhas como o milho e do tomate como um dos problemas que enfrenta anualmente, defendendo que estes deveriam ser fixos antes se começar com a sua apanha: "falam-se em 165 euros por tonelada para o milho para este ano, o que é muito pouco, mas ainda não sabemos de nada.
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O agricultor aponta ainda a falta de competitividade dos preços nacionais com os estrangeiros como um dos problemas que o sector enfrenta, "o governo não sabe criar um modelo que faça com que todos fiquem satisfeitos e sem o coração na boca e enquanto isto não for mudado andamos nesta situação, há subsídios e os resultados nunca são os desejados, quer pelos agricultores que pela população que cria uma imagem negativa desta actividade", reforça."
Caro @fassistapt, se voltar a encontrar textos deste calibre... por favor, não mos encaminhe. Fico doente com esta mentalidade!
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Esta mentalidade é, de certa forma, a versão agrícola do pensamento da tríade, do pensamento que acredita que a única forma de aumentar a produtividade é reduzir o denominador. Voltemos ao texto deste postal "Augusto Mateus bem!", está lá tudo:
"a dificuldade que existe em Portugal de compreender a crise de produtividade. É que não é uma crise de esforço ou de falta de vontade de trabalhar, nem sequer é uma crise só de eficiência. [Moi ici: Não acredito que o Hélder seja preguiçoso. Pelo contrário, o Hélder deve ser muito trabalhador] É uma crise da própria qualidade dos factores produtivos, como o laboral, e um problema de alocação de recursos. Temos recursos a mais em actividades que não crescem."
O que o Hélder devia perceber, mas os políticos da oposição e da situação não o deixam ou não ajudam, porque fazem dele um coitadinho dependente de ajudas, é o que há anos defendemos aqui no blogue. Agora, o mundo da agricultura portuguesa já não acaba na fronteira com Espanha. Agora o mundo da agricultura portuguesa é o mundo, literalmente. Nunca seremos competitivos a produzir aquilo que outros, com outra dimensão e clima podem produzir mais fácil e economicamente. A alternativa? Mudar de culturas e produzir aquilo em que podemos fazer a diferença e ganhar mais! Recordar "Pensamento estratégico" de Abril de 2008 e "Um monumento - Um símbolo - Um exemplo " de Março de 2011
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Só nesta semana, por várias vezes recorri à palavra identidade associada ao desafio da produtividade:

O que o Hélder e o seu colega precisava de ler era uma estória já com uns anos de um agricultor canadiano. Vou procurá-la.
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Custou mas ela aqui está:
"Instead of growing crops and then finding a buyer, Mr. Menzies said the farm had to start looking for customers first. The typical farm model is “backward to everything I ever did in the engineering and technology side,” he said in an interview. “We looked for a need and we filled it. And where we found that need was from the world.”

Durante a pesquisa encontrei mais alguns postais relevantes:

Claro que fazer esta transição do funcionalismo para o empreendedorismo não é para qualquer um

Práticas fascizantes

Ontem, lia "The Ecosystem of Shared Value" e, certamente influenciado por "Mambo jambo de consultor ou faz algum sentido?", comecei a associar o texto, por exemplo este trecho:
"In the past, companies rarely perceived themselves as agents of social change."
Com uma possibilidade: poderão as empresas, pensando que sabem melhor do que eu o que é melhor para mim, enveredar por práticas fascizantes e quererem impor-me conceitos, valores, referenciais e comportamentos?
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Entretanto, via Twitter chamaram-me a atenção para este artigo, "Airbnb tackles racial discrimination by hosts" e, também no Twitter, cheguei a "Mark Zuckerberg accused of abusing power after Facebook deletes 'napalm girl' post".
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Interessante! Enquanto falamos da oferta das empresas e pensamos no negócio estamos a evoluir para " Um ponto de vista diferente" acerca de como encarar a relação das empresas com os clientes e, em vez de pensar na oferta que temos de lhes impingir, "pensar nos resultados que eles pretendem atingir". E, ao mesmo tempo, também, estamos a evoluir para práticas fascizantes em nome de um suposto consenso acerca do que é correcto, bom ou belo.
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Há que ter cuidado com estas coisas.

sexta-feira, setembro 09, 2016

Curiosidade do dia

"Podem agora tentar disfarçar, argumentando que as negociações para o OE ainda vão no adro, mas já todos percebemos que há mais carga fiscal pronta a sair. E em nome de quê? Da famosa devolução de rendimentos que sustenta a geringonça de esquerda. Tira-se à classe média para dar aos funcionários públicos. Retira-se a sobretaxa mas reajustam-se os escalões em nome de uma “progressividade” que porá a pagar mais os que já pagam muito. Não nos venham dizer que não há aumentos de impostos. Há e será “brutal” se for aplicado aos que já não ganham muito e vão passar a ganhar menos.
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E o que diz a esquerda sobre tudo isto? Pede mais. Mais aumentos nas pensões, mais salário mínimo, mais devoluções de rendimentos. Para BE e PCP o poço não tem fundo. A esquerda está apenas e só preocupada com a sua agenda. São cúmplices e silenciosos. Agora já não condenam aumentos de impostos, já os aumentaram no anterior Orçamento e vão voltar a fazê-lo.
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Quem acreditou no “mundo perfeito” da geringonça talvez comece a perceber que de facto não há mesmo almoços grátis."
Trechos retirados de "Alguém acredita em almoços grátis?"

Acerca das exportações dos primeiros 7 meses de 2016

Parte I, parte II, parte III e parte IV.

  • Qual foi a diferença homóloga do acumulado das exportações nos primeiros sete meses? E a resposta é:
Um grande salto do sexto para o sétimo mês.
  • Sem combustíveis como se comparam os primeiros sete meses de 2016 com os de 2015? 
O acumulado continua a ser positivo. No entanto, pela primeira vez este ano, este acumulado baixa ao passar do sexto para o sétimo mês.

Segue-se uma comparação homóloga em vários sectores (a preto o desempenho no trimestre, a vermelho o desempenho no quadrimestre, a azul nos primeiros 5 meses, a verde nos primeiros 6 meses, e a rosa nos primeiros sete meses. A percentagem representa a variação no período homólogo):
  • as exportações de mobiliário cresceram 59(77(14%) 95(14%) 99(12%)) 86 (9%) milhões de euros;
  • as exportações de máquinas, aparelhos e material eléctrico cresceram 49 (84(6%) 134(8%) 166(8%)) 197 (8%) milhões de euros;
  • as exportações de produtos farmacêuticos cresceram 45(59(23%) 61(18%) 92(22%)107 (2%)  milhões de euros;
  • as exportações de vestuário e seus acessórios de malha cresceram 41(73(12%) 98(13%) 105(11%)122 (11%)  milhões de euros;
  • as exportações de plásticos e suas obras cresceram 37(54(6%) 57(5%) 41(3%)22 (1%)  milhões de euros;
  • as exportações de aeronave e outros aparelhos aéreos cresceram 26(13(16%) 15(16%) 29(26%)32 (5%)  milhões de euros;
  • as exportações de produtos cerâmicos cresceram 16(19(9%) 28(10%) 33(10%)29 (7%)  milhões de euros;
  • as exportações de borracha e suas obras cresceram 15(19(5%) 22(5%) 33(6%)30 (5%)  milhões de euros;
  • as exportações de cortiça e suas obras cresceram 15(26(9%) 29(8%) 34(7%)31 (5%)  milhões de euros;
  • as exportações de aparelhos de óptica e fotografia cresceram 15(18(8%) 23(9%) 21(6%)26 (7%)  milhões de euros;
  • as exportações de calçado cresceram 10(19(3%) 18(2%) 18(2%)3 (0%)  milhões de euros;
  • as exportações de plantas vivas e floricultura cresceram 10(12(40%) 14(37%) 14(34%)14 (32%)  milhões de euros;
  • as exportações de animais vivos cresceram 14 (29%) 16(27%) 20 (30%)  milhões de euros;
  • as exportações de frutas cresceram 8 (5%) 5(3%) 1 (0%)  milhões de euros;
  • as exportações de papel e pasta cresceram 27 (4%) 22(3%) 13 (1%)  milhões de euros;
  • as exportações de preparados de produtos hortícolas e de fruta  cresceram 10 (5%) 13(6%) 14 (6%)  milhões de euros;
  • As exportações de automóveis -84(-3%) -97 (-3%) milhões de euros
Globalmente, para as PME a evolução continua a ser positiva. O único sinal de alerta é o crescimento do acumulado ser negativo mesmo sem combustíveis. Contudo, olhando para o acumulado das exportações de automóveis e da siderurgia (superior a 200 milhões de euros negativos) o panorama compõe-se.

Online conjugado com a economia das experiências (parte V)

Parte II, parte III e parte IV.

"una tienda de cosméticos online española, ha convertido sus paquetes en una expresión más de sus valores de marca. La tienda vende cosméticos muy especiales, únicos, y lo hace de forma cuidada. Sus paquetes también lo son y los cosméticos no llegan simplemente empaquetados en una caja de cartón, sino que lo hacen en algo que apetece abrir.
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Cuidar el modo en el que se envían los productos tiene un efecto directo sobre el consumidor. En primer lugar, está creando una experiencia, un elemento que es cada vez más importante en el mundo actual y que hace que las cosas funcionen mejor para las marcas. Los consumidores se han convertidos en unos obsesos de las experiencias y quieren que todo lo sea.
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En segundo lugar, con un packaging llamativo y con una presentación vistosa, las marcas logran impulsar otros elementos y otros comportamientos. Los consumidores tienden a hablar de las experiencias que han sido llamativas o sorprendentes y, de hecho, los estudios demuestran que es más probable que un consumidor comparta su compra en redes sociales cuando esta llega en un envoltorio llamativo.
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Según sus conclusiones, un 60% de los consumidores comparte en redes sociales la foto de lo comprado si su aspecto es bonito, lo que acaba teniendo un efecto llamada sobre los demás consumidores y hace que el packaging se convierta en un altavoz de la marca. Esos datos se cruzan con otros estudios que señalan que un tercio de los consumidores han descubierto marcas y productos por el empaquetado cool en el que eran servidos, lo que hace que el cómo se presenta sea más crucial que nunca."
Trechos retirados de Por qué el packaging es decisivo a la hora de triunfar en ecommerce

Mambo jambo de consultor ou faz algum sentido?

Ontem, a seguir ao almoço, a caminho de uma reunião numa empresa de calçado, passo por um antigo cliente. Uma fábrica de sucesso que terá crescido a sua facturação 7 ou 8 vezes desde que começámos a trabalhar juntos.
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A quinta-feira deles é a sexta-feira de quase todas as PME portuguesas. Sem falsa modéstia foi uma das ideias que ajudei a introduzir na empresa. Carregar os camiões para exportação à quinta-feira é uma vantagem, por exemplo, a pressão sobre toda a cadeia de fornecimento começa mais cedo e não há "concorrência". As empresas com as calças na mão para fechar as expedições à sexta só vão atacar à ... sexta-feira. Também, a sexta-feira, já é tempo de planear a próxima semana. Mas adiante, o tema não é esse. Num dos cais de embarque estava um camião com uma lona fazendo publicidade da empresa. Além das cores, do logo, havia uma frase:
"Come and win with us"

Voltei a concentrar a atenção na estrada mas a frase não me saía da cabeça...
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Quando cheguei à empresa, disseram-me que o empresário ainda ia demorar um quarto de hora. Sentei-me à mesa da sala de reuniões, abri a minha agenda, escrevi aquela frase, acrescentei um VS e uma nova frase:
"Let us win with you"
Agora que recordo isto, julgo que é o resultado da combinação da leitura de:
"So two years ago, they launched a new brand aptly called NoBull. "Our mentality is that our shoes are not going to make you fitter, jump higher, or run faster," Wilson explains. "The only thing that will make you fitter is you working hard every day.""
Trecho retirado de "Does The Sportswear Industry Ignore Serious Athletes? These Entrepreneurs Think So", artigo citado na parte I da série "Ilustração da narrativa de Mongo"

Com a leitura de "Customer-dominant logic: foundations and implications", citado em "Um ponto de vista diferente":
"In the CDL perspective, firms should be concerned with how they can become involved in customers’ lives instead of figuring out how to involve customers in the firms’ business: “There is a need to contrast the established provider-oriented view of involving the customer in service co-creation with a more radical customer-oriented view of involving the service provider in the customer’s life”."
Que acham disto? Mambo jambo de consultor ou faz algum sentido?
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Em vez da mensagem, "nós somos vencedores, venham também vencer connosco", a alternativa "deixem-nos ajudar a sermos vencedores convosco"

Ilustração da narrativa de Mongo (Parte V)

Parte I, parte II, parte III e parte IV.
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Parece de propósito mas não é, as estórias, os artigos, os sintomas, vêm ter comigo:
"It’s a scary time in the retail business. If established companies can’t change the way they do business, they will be on a slow path to destruction. The barriers they used in the past to prevent smaller competitors from chipping away at their businesses are less relevant now and they are exposed to enormous risks. Things like scale and capital, which were always the strengths of large, established players, don’t protect them anymore. Even worse, being big is preventing larger businesses from making the changes they need because they are too big to change. Their culture, in which their strengths are manifested, is working against their future survival.
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It used to be true that if you asked a merchant why a consumer buys a product, they would tell you it’s about two things: great product and a great brand. But today that’s not the end of the story, it’s only the beginning. Consumers today want more. They want to know that the products they buy are contributing to the world with ethical behavior. They want to know that a product is relevant to their lifestyle. They prefer that a product be made locally. They want it to be made of environmentally-sensitive materials. They want the purchase of the product to be a good experience, with service that is accommodating and not troublesome. They don’t want products that are sold all over the world, they want to be unique, they want their products to be individualized, special and personal to themselves.
...
it means investing in direct-to-consumer communications including social media and opening brand-owned retail stores to communicate identity and authenticity.
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The new skills require enormous adaptation and change for existing companies and big businesses are not well suited to that. And of all the businesses that can’t adapt, department stores (and other businesses selling other people’s brands) are at the top of the list of companies that can’t adapt. Departments stores are not set up to tell other people’s stories, they want to be the supermarket of brands and products. Consumers today aren’t looking for that, they want a relationship with their products and brands and they want their purchases to create experiences, not just transactions.
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the changes in retail will continue to eat away at the major retailers and they will deteriorate and shrink. Their problems are an enormous opportunity and now their replacements are in formation. Watching who makes it and who doesn’t is one of the most fascinating things I have seen in retail in a long time."

Trechos retirados de "In Retail, The World Is On Fire"

quinta-feira, setembro 08, 2016

Curiosidade do dia

"Uma sociedade com cultura distributiva tem dificuldade em distinguir entre dívida e rendimento. Desde que os beneficiários das políticas públicas recebam o que são os direitos que lhes foram atribuídos pelos responsáveis políticos, pouco lhes importará se esses benefícios são financiados com dívida ou são pagos com as contribuições estatutárias ou com reservas acumuladas no passado. Contudo, esta é uma diferença crucial. Programas de políticas públicas que sejam financiados com dívida e que não produzam crescimento dos rendimentos que absorvam a dívida que foi contraída para satisfazer esses direitos apenas estarão a destruir esses mesmos direitos no futuro.
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Uma sociedade com cultura de capitalização observa estes argumentos e estas práticas das sociedades de cultura distributiva com a incredulidade de quem ouve contos de fadas. Quem tem hábitos de financiamento sustentado e de análise de risco sabe que a penalização dos défices continuados e da sua acumulação na dívida está na imposição de uma distribuição perversa, equivalente à do viciado em droga perante os seus fornecedores do produto em que se viciou: antes de pagar aos beneficiários das políticas públicas, será preciso pagar aos fornecedores da dívida."

Trechos retirados de "A droga da dívida"

Investimento de quem tem skin-in-the-game

O so-called "investimento público", que quase não passa de despesa travestida:
"financiada com dívida e que não produz crescimento dos rendimentos que absorvam a dívida que foi contraída"
Está em baixo. E ainda bem! #governobem

Entretanto, o investimento a sério, anónimo, mais produtivo e de gente com skin-in-the-game vai-se fazendo:




Acerca da produtividade (Parte III)

Parte I e parte II.
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Outro exemplo da mudança de identidade que permite trabalhar o numerador da equação da produtividade:
"The marriage of industrial production and postmodern art techniques was a tough sell internally.
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Professional serving tools are designed differently, made differently and marketed differently than the artistic goods that Alessi now focuses on, so this was a change in philosophy and in skills.
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Alessi started aiming toward manufacturing perfectly functional household products that could be mistaken for objets d’art.
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Amphibious products created a bridge in the customers’ mind between the artistic and the useful. With this bridge in place, the customer was willing to adjust the price range paid for a coffee maker, or an egg cup or a corkscrew.
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Amphibious products also created a bridge in the organisation between its origin as a maker of mass-produced serving tools to its destination as a maker of artistic household goods."
Trechos retirados de "How Alessi Merged Manufacturing and Art".

Isto fez-me recordar a leitura de "The Soul of Design - Harnessing the Power of Plot to Create Extraordinary Products" e os baldes de lixo da marca Vipp.