sexta-feira, julho 06, 2018

É triste ...

É triste não fazer parte do rebanho e saber para onde vamos, com muita antecedência. Recordo a brilhante afirmação do ICI-man (Sir John Harvey-Jones):
"Planning is an unnatural process; it is much more fun to do something. And the nicest thing about not planning is that failure comes as a complete surprise rather than being preceded by a period of worry and depression." [BTW, olhar para o título do postal de Maio de 2009]
Em, "Suspenso no Tempo (II)", leio:
"Se os números não estiverem completamente errados, Portugal terá sido ultrapassado em 2018 pelos países do Alargamento. República Checa, Eslovénia, Eslováquia, repúblicas Bálticas têm agora um rendimento per capita superior ao português. Não tinham há quinze anos. E eram países significativamente mais atrasados que Portugal há trinta anos. Mas as más notícias não param. Portugal desceu de 84% em 1999 para 78% do rendimento per capita europeu em 2018. Portugal está hoje mais distante da média europeia do que em 1999. E ainda há mais. Olhando os países que ainda estão atrás de Portugal em 2018, se as trajetórias de crescimento não forem significativamente alteradas, Croácia, Hungria e Polónia ultrapassarão Portugal na próxima década. Quer isso dizer que, dentro de dez anos, com enorme probabilidade, apenas a Bulgária e a Roménia serão mais pobres que Portugal." 
Ah! A caminho da Sildávia do Ocidente:



Recordo também, "Frases de ministro quase sempre envelhecem mal" (Março de 2018):
"As principais economias da União Europeia crescem sempre menos que as economias da Europa de Leste. Assim, vamos paulatinamente sendo ultrapassados na criação de riqueza per capita por esses países, enquanto que por cá, governos de esquerda e de direita se enganam, e enganam-nos, ao compararem o crescimento do PIB com a média da União Europeia."
BTW, e mesmo a Roménia ...



Acerca do impacte da China

Ler:
"The increased range and quality of China's exports is a major ongoing development in the international economy with potentially far-reaching e􏰁ects. In this paper, we examine the impact of the China's integration in international trade in the Portuguese labour market. On top of the direct e􏰁ffects of increased imports from China studied in previous research, we focus on the indirect labour market e􏰁ffects stemming from increased export competition in third markets. Our 􏰄findings, based on matched employer-employee data in the 1991-2008 period, indicate that workers' earnings and employment are signi􏰄cantly negatively affected 􏰁 by China's competition, but only through the indirect 'market-stealing' channel."
 E recordar:

quinta-feira, julho 05, 2018

"Imagination is greater than knowledge."

"That experience taught me the supreme importance of imagination over memory. If people live out of their memory, they're bound to the past. If they live out of imagination, they create opportunity. Peter Drucker said that effective executives are opportunity-minded; ineffective executives are problem-minded. Effective executives focus on the future. Ineffective executives focus on the past; in fact, they see the present through the past; effective executives see the present through the future. Imagination is more powerful and significant than memory. As Einstein said, "Imagination is greater than knowledge.""
O último sublinhado fez-me recuar à conversa oxigenadora que tive ao almoço esta semana. O meu parceiro contava-me, algo horrorizado, os relatos que a filha faz do ensino superior como sintomas de um apodrecimento sistémico do mesmo.

Professores que lêem acetatos, professores sem experiência de vida fora da academia, professores que repetem ano após ano os testes que dão, professores com 5 alunos nas aulas quando têm mais de 100 inscritos na pauta. Professores perdidos no tempo e sem capacidade ou vontade de comunicar. Interrogamos-nos sobre o papel, sobre a importância do ensino superior hoje, num tempo em que o conhecimento está por todo o lado. Interrogamos-nos sobre a incapacidade do sistema se regenerar porque a sua razão de ser são os funcionários, recordei o ministro da Saúde há tempos que disse que o SNS existia para os funcionários e recordei esta estória de 2016:
"Parei, invadido pelo pensamento sobre a resistência à mudança que os incumbentes levantarão... médicos, farmacêuticos, empresas produtoras de medicamentos, políticos que dependem destes três universos. Então, veio-me à mente a conversa deste mês de Agosto com estudante da FCUP do curso de Ciências de Computação. Segundo ele, o curso foi objecto de reformulação há dois anos. No entanto, continua a não dar toda uma série de linguagens de programação que as empresas precisam, mas que os professores não dominam, nem têm motivação para aprender (esse estudante passou parte do mês de Agosto a estudar programação para Android nos cursos da Udacity).
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Se a FCUP optasse por contratar professores para darem aulas sobre essas linguagens os professores incumbentes sofreriam.
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Para que existe mesmo uma organização pública?"
Acabámos por concluir que o mal do apodrecimento da universidade já não é assim tão problemático precisamente porque hoje em dia o conhecimento está muito mais acessível e distribuído. Foi então que chamei a atenção para este texto, "Why Unschoolers Grow Up to Be Entrepreneurs":
"It shouldn’t be surprising to learn that many unschoolers become entrepreneurs. Able to grow up free from a coercive classroom or traditional school-at-home environment, unschoolers nurture interests and passions that may sprout into full-fledged careers. Their creativity and curiosity remain intact, uncorrupted by a mass education system intent on order and conformity. Their energy and exuberance, while a liability in school, are supported with unschooling, fostering the stamina necessary to successfully bring a business idea to market. Like entrepreneurship, unschooling challenges what is for what could be."
Imaginação, muito mais poderosa que o conhecimento... como não recordar o herói da minha juventude, MacGyver, e a sua frase, "Well, I say we trust our instincts—go with our gut. You can't program that. That's our edge.""

Trecho retirado de "Currents in the Stream"

"Many of today’s biggest companies will no longer exist in 10 years"

"Many of today’s biggest companies will no longer exist in 10 years. Why? Because rapidly emerging new technologies will make the problems they’ve spent their history solving obsolete.
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Too often solutions are limited to ideas that can easily be shown to incrementally solve existing business goals. Crazy ideas, projects, or initiatives that don’t fit into the mold get rejected. While this keeps the company focused and efficient, it’s exactly what leads to disruption. Because world-changing ideas are crazy—until they are a massive breakthrough."
Lembrei-me logo desta estória, "Mongo a bater à porta. Tão bom!!!":

Trecho retirad de "How to Leverage the Power of Science Fiction for Exponential Innovation"

quarta-feira, julho 04, 2018

O Brexit e as suas marcas

O Rui Moreira chamou-me a atenção para este texto "Brexit deal or no deal, protect your trademarks now".

Se calhar isto não passa de um engodo para levar as empresas a registar as marcas no Reino Unido, ou não.
"If no deal is reached, then from 30 March 2019 brand owners will no longer have protection in the UK. This will leave them vulnerable to third parties or trademark trolls – or both – that apply to register UK marks for brands. They will have to rely on earlier use in the UK to prevent the “trademark trolls” succeeding with their applications for registration. Proving an unregistered right is much harder than relying on a registered right."
Veja no caso da sua empresa se há alguma coisa a considerar, ou não.

"portray a wide array of causes as a causal network"

Em Junho de 2009 no postal "Fazer a mudança acontecer (parte VI e meio)" escrevi:
"Durante muitos anos utilizei o diagrama de causa-efeito para organizar, para arrumar as diferentes causas que podem estar na origem de um dado efeito.
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Continuo a usá-lo para problemas de menor dimensão.
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Contudo, para problemas mais complexos, considero a sua abordagem cada vez mais "perigosa" porque veícula uma visão demasiado linear do mundo."
Em Julho de 2018, leio o artigo "Explaining Explanation, Part 3: The Causal Landscape", publicado por IEEE Computer Society em IEEE Intelligent Systems em Março/Abril de 2018, onde encontro:
"The concept is to portray a wide array of causes as a causal network, to help people escape from their single-cause, determinate mindset, but then to highlight a smaller number of causes that matter the most and that suggest viable courses of action. These are the causes that: (a) contributed most heavily to the effect (if they hadn’t occurred, neither would the effect), and (b) are the easiest to negate or mitigate.
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When we want to take steps to prevent an adverse event, the highlighted nodes in a causal network are the places to start exploring.
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The causal landscape’s two-step method highlights the few causes worth addressing through: their impact score, which reflects how much each cause influenced the effect; and their reversibility score, which reflects the ease of eliminating that cause. The causes that had the strongest impact and are the easiest to reverse are the ones that offer the greatest potential to prevent future accidents or adverse events.
The causal landscape is a hybrid explanatory form that attempts to get the best of both worlds—both triggering and enabling causes. It portrays the complex range and interconnection of causes and identifies a few of the most important ones. Without reducing some of the complexity, we’d be confused about how to act."

terça-feira, julho 03, 2018

"And that experience will need to be fundamentally human"

"today’s most successful brands treat their customers as users, not buyers. They make life easier. They build relationships with their customers. They inspire loyalty and advocacy, not just one-time sales.
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These companies craft their brand experience as a designer would, thinking about every touchpoint — before, during, and after the purchase — from the user’s point of view.
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Because they view the shopping experience from your perspective, they’re able to deliver an optimal mix of products, services, and support for each channel.
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Consumers want in-person experiences — in fact, online retailers that open brick-and-mortar locations report five- to eight-fold increase in sales. Brands that use physical space to its full advantage understand how to pamper their customers with personal service that inspires loyalty and appeals to shoppers’ emotions.
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Mindsets are difficult to change, but a shift is both necessary and urgent in the case of retail. Our expectations as consumers will continue to rise, and businesses will need to deliver at every turn. It won’t be enough to adopt flashy new technologies or invest in buzzy activations. Retailers will need to understand how every touchpoint with their brand contributes to a holistic experience. And that experience will need to be fundamentally human."
Trechos retirados de "From Muji to Ikea: Why the best retailers think like UX designers"

Mais outro exemplo: Provinciano, mas muito à frente (parte II)

Parte I.

Vai continuar a aumentar a frequência com que o tema vai ser objecto de conversa. O retorno do artesão e da arte casados com a tecnologia.

BTW, reparar nesta foto no final da página:


Fez-me regressar a Julho de 2016 e a uma pergunta que coloquei a empresários do calçado: "Não receiam que um dia um par de sapatos possa ser feito e vendido por um trabalhador a partir de casa?" É o que está a acontecer cada vez mais (recordar o lago de nenúfares)
"Craftsmen like Grasso, who is now in his 80s, have remained out of the limelight for decades, as globalisation has put the emphasis firmly on brand names and industrialised manufacturing. But an exhibition opening in Venice in September, at the Fondazione Giorgio Cini on the island of San Giorgio Maggiore, seeks to turn the spotlight back on European craftsmanship and its tradition of master craftsmen.
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he believes the robotics revolution has a silver lining for traditional manufacturing. “There will be a premium on the human eye and hand. And Europe has got that,” he says."
Um sério risco da nata do online não ser para a fábrica, mas para o operário-artesão contratado directamente pelo vendedor online.

Trecho retirado de "Homo Faber: the master craftsman versus the machine"

segunda-feira, julho 02, 2018

"Identify your core market of primary customers" (parte II)

E em alinhamento com a importância da noção de cliente-alvo, "Identify your core market of primary customers", este texto, "NBA players love this shoe brand so much, they just bankrolled it":
"The brand, launched by a husband-and-wife team from Utah, creates twists on classic men’s shoes, like oxfords made of interesting materials, wools mixed with leathers, and boots with woven designs. While most startups play it safe with their first collections, Taft co-founder Kory Stevens believes the key to the brand’s success has been to stand out. “My thinking was, if we don’t create designs that really pop online, we’re just going to fade into oblivion,” he tells me. “The strategy worked. A certain type of customer really gravitated to this look, and it started spreading virally.”"

"Identify your core market of primary customers"

Uma mensagem ainda mais antiga que este blogue. Um marcador dos primeiros tempos: Julho de 2007; Março de 2008:
“For firms that have truly made the shift to the customer-driven mindset, here are some of the practices that tend to emerge.
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1. Target. Identify your core market of primary customers. Delighting this group is important so that you have a resilient customer base. Trying to satisfy everyone at the outset practically guarantees average products and services that will not delight anyone. Careful choices need to be made in terms of where to put one’s efforts."
Como eu gosto da imagem deste postal de 2008:


Excerto de: Stephen Denning. “The Age of Agile”

domingo, julho 01, 2018

Compreender o contexto

Quem trabalha com PME exportadoras e trabalha a ISO 9001 tem obrigação de chamar a atenção das empresas para estas questões, "Guerra arancelaria: el textil en la trinchera":
"El viernes, nueve categorías de productos textiles procedentes de Estados Unidos comenzaron a pagar el 25% de aranceles al llegar a suelo europeo, situación que está generando cierta incertidumbre en la industria de la Unión Europea, por saber cómo responderá el presidente Donald Trump a esta medida.
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De hecho, China ya gravó con aranceles del 25% a 659 productos procedentes de Estados Unidos, entre esos el algodón."

Hollowing e radio clube

Do texto "Hollow inside" sublinho:
"When we bring a brand to the world, it’s rare indeed that people are okay with it having nothing inside. The wrapper matters, but so does the experience within."
E recordo que desde Novembro de 2010 uso o termo "hollowing" que partir de Agosto de 2011 passou a ser um marcador.
"Aquilo a que assistimos são as consequências do esvaziamento da diferenciação dos produtos. Ficou a marca, mas o produto sobre o qual a marca assentava... está igual ao da marca do Pingo Doce..."
E desde Julho de 2011 que também uso o marcador radio clube:
"As marcas fogem à matematização... mas não as marcas ôcas, porque se tornaram ôcas, porque se radioclubeportuguisaram, e já só são um nome, uma carcaça exterior."

sábado, junho 30, 2018

Quantas variantes dum produto?

Um tema que deve interessar a quem se preocupa com posicionamento, proposta de valor e perceber o cliente-alvo:
"Consumers almost always tell researchers that they prefer to have many versions of a product from which to choose. But, in fact, consumers’ perceptions of how many choices they prefer change depending on whether they intend to use an item for pleasure or to meet a functional need. (Think of a swimsuit desired for beachwear versus swimming laps.) For retailers, that difference has big implications for the problem of assortment — how many variations of a single product to offer.
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Consumers motivated by pleasure believe that what pleases them differs greatly from what pleases most other people. They will therefore prefer a large assortment. But when seeking to meet a utilitarian need with the same product, they are less inclined to see their preferences as being greatly different from those of other people. They will then be satisfied by a smaller assortment from which to choose."
O texto competo pode ser encontrado em "How Many Versions of a Product Do Consumers Really Want?"

Rumo ao socialismo

Ontem fui reler umas páginas de "Inovação e Gestão" de Peter Drucker (neste postal de 2006 pode ver-se como foi um livro importante para mim) e choquei contra este trecho:
"A actividade empresarial assenta numa teoria económica e social. Essa teoria encara a mudança como algo normal e até saudável. E crê que a principal tarefa da sociedade - e especialmente da economia - é fazer-se algo diferente e não fazer-se algo melhor do que aquilo que já foi feito ... o empresário perturba e desorganiza."
E fiquei a pensar como neste país de incumbentes ... pensando melhor o mal não é luso, está a generalizar-se, como neste mundo há cada vez mais empresários preocupados em manter o status quo, que querem no fundo ser funcionários públicos encapotados, por exemplo, aqui.

sexta-feira, junho 29, 2018

"porque o mundo está a mudar "

Interessante:
"No âmbito desta aposta nas exportações, a AORP acaba de lançar uma nova campanha de promoção internacional da joalharia portuguesa - intitulada "Portuguese Jewellery À La Carte" -- cujo objetivo é "criar um formato de promoção paralelo ao das feiras", mais "intimista", e através do qual "se consegue transmitir mais eficazmente a essência e o universo de valores que distinguem a joalharia portuguesa, como a manualidade".
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Segundo Fátima Santos, "a China revelou-se interessante porque, apesar daqueles chavões de produto massificado, de copiadores e de baixo preço e baixa qualidade, o setor está a fazer vendas para galerias e lojas de posicionamento muito elevado de Xangai e da China continental, que procuram um produto de excelência e encontram-no no mercado português".
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Os planos da associação passam depois por replicar este modelo em França, um dos principais mercados de exportação do setor, nos EUA (onde tem também em curso "uma investida interessante"), na Holanda e em Espanha.
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"Sentimos que há esta necessidade porque o mundo está a mudar e as feiras cada vez mais resultam menos. São momentos mais difíceis, que requerem investimentos muito grandes e têm uma lógica mais passiva, de esperar pelo contacto do comprador, e muitas vezes o sucesso de uma empresa é determinado por um comprador que conseguiu seduzir num ambiente mais intimista através de uma abordagem direta ao consumidor final", afirmou a responsável."

Trechos retirados de "Exportações portuguesas de ourivesaria e joalharia atingem os 100 ME em 2017"

A evolução do papel da loja física

O amigo Rui Moreira fez-me chegar este artigo "La jefa de venta ‘online’ de Mango: “En las tiendas han de pasar cosas, no pueden seguir igual otros 100 años”" de onde sublinho:
"P. Según un estudio, las mujeres prefieren la tienda física por probar la prenda y apreciar su calidad.
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R. No lo he leído, pero en Europa lo veo difícil, quizá en España... La tendencia dice lo contrario. La discusión hoy en día es cuánto, qué porcentaje de la venta de moda será online. Algunos apuestan por un 30%, otros por un 50%...
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P. Ahora mismo en España estamos en un 4-5%. Usted, ¿qué prevé?
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R. Dependerá de cómo asignemos la venta. La venta, ¿qué es? ¿La transacción? Si al final se paga todo con móvil, ¿toda la venta será online? Pero te aseguro que ese 5% no se va a quedar ahí. Yo calculo que España llegará en breve al 20-30%, y los más maduros, 50%.
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P. ¿Y la tienda?
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R. Va a seguir existiendo, claro que sí. Otra cosa es que la función de la tienda a lo mejor ha de ser diferente. Ahí estamos todos trabajando. En qué te puedo ofrecer para que salgas de la comodidad de tu casa y vengas a nuestras tiendas. Probablemente irá por el entorno de lo social, de lo sensorial... Han de suceder cosas. No podemos pretender que las tiendas vuelvan a estar 100 años más igual. Apple, por ejemplo, está haciendo cosas en ese sentido. En sus tiendas pasan cosas y no están relacionadas con la transacción pura y dura."
Difícil para muita gente abandonar a postura tradicional: eu é que sei o que é que os clientes querem.

Como não recordar a Papelaria Fernandes.

quinta-feira, junho 28, 2018

"highly focused on serving a particular kind of customer"

“The decline of brands could be devastating for mass-market national media, especially television. Big-store retailers, whether Walmart or Safeway or Best Buy, will see traffic dwindle as more purchases move online and to AI-driven subscription services. [Moi ici: Ler isto]
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In short, the consumer experience built on scale over the past century is about to get disassembled and unscaled. The advantages of big are waning. In this new era small, focused companies that put the consumer at the center will beat big, mass-market operations most of the time.
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The great opportunities in the consumer market will revolve around giving every individual exactly what he wants, when he wants it. It reflects the constant theme in unscaling: scaled-up, mass-market products have long made us conform to them, but unscaled products and services conform to us. They will seem like they are built just for each one of us—customization built with automation. Over the next decade we’ll see innovators transform one kind of product after another, moving them from mass markets to markets of one. [Moi ici: Recordar isto]
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UNBUNDLING THE GIANTS: Consumer product companies from P&G to Nestlé to Samsung were built on the mass market. A hit product was one that appealed to the greatest number of people—one size fits most. But mass-market products are a compromise for most consumers. They’re not exactly what we might want, but it’s good enough and easily available. And that leaves an opening for small, new companies that can use technology to create products that hold great appeal for narrow slices of the consumer market—consumers who will feel like that product was created especially for them.
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And these new companies will have the opportunity to rebundle groups of narrow-market products into the new P&Gs, as we’re seeing with Honest. These new companies might get big, but they will always be more of a collection of businesses highly focused on serving a particular kind of customer.

Excerto de: Taneja, Hemant,Maney, Kevin. “Unscaled”

Mais outro exemplo: Provinciano, mas muito à frente

Há anos que escrevo sobre o futuro do trabalho, sobretudo acerca do fim do emprego estabelecido como paradigma pelo século XX, e que a maioria acredita ser algo milenar, algo eterno. Sobretudo, acerca da ascensão do artesão, do artesão apoiado na tecnologia e dedicado à criação de arte e a trabalhar em co-criação com os seus clientes.

Por isso, isto faz todo o sentido, "(Re)naissance de l’Homo Faber : le travailleur de demain sera un artiste ou un artisan rompu aux nouvelles technologies":
"Les sociétés européennes ont toujours tenu pour acquis que la transmission de compétences se ferait de génération en génération : le développement d’un talent d’artiste ou d’artisan se faisait par les enseignements des maîtres précédents. On pourrait penser que ce paradigme a disparu avec la société industrielle, mais ce serait faux : l’avenir du travail pourrait bien revenir aux fondamentaux même de l’histoire du travail, et ce grâce à nos nouvelles technologies. [Moi ici: Tenho escrito sobre isto vezes sem conta, o regresso ao trabalho pré-Revolução Industrial, cooperativas de artesãos]
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La fabrication numérique assistée par ordinateur fonctionne différemment. Elle ne requiert aucun moule et ne nécessite donc pas de répéter une même forme indéfiniment. Chaque pièce peut-être unique, telle une œuvre d’art. Là où les problématiques d’espace et de quantité dominaient le monde industriel, aujourd’hui, un petit atelier ou un studio peuvent concurrencer une grande usine. La production ne se résume plus à une question de volume.
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L’émergence d’une économie sans échelle, une économie à taille humaine.
Dans ce nouvel environnement, le plus grand défi pour un travailleur est de penser en artiste tout en exploitant les possibilités des nouvelles technologies. [Moi ici: Outro tema tipo deste blogue, a ascensão da arte]
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C’est la raison pour laquelle l’apprentissage doit évoluer : il ne s’agit plus de commencer par se former pour ensuite trouver un travail correspondant, mais bien de travailler d’abord, pour trouver par la suite les enseignements qui nous correspondent. [Moi ici: Tão bom!!! A ascensão da arte dita que tudo comece pelo fuçar, pela experimentação - "Não começamos a fazer arte assim que nos tornamos artistas. Ou seja, não é por sermos artistas que fazemos arte, é por fazermos arte que nos tornamos artistas."] Que les nouvelles technologies privent leurs utilisateurs de formations pratiques serait un désastre.
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Le futur du travail que dessinent ces nouvelles technologies, c’est celui de « l’Homo Faber » : un homme qui sera son propre créateur, qui se réalisera à travers les gestes  du quotidien. Le travail permet d’écrire une histoire dans laquelle chaque projet est un chapitre de vie qui s’additionne aux autres et de ce point de vue, chacun pourra constater que sa vie est plus qu’une série aléatoire de jobs déconnectés – y compris pour les petits boulots rémunérés à la tâche. [Moi ici: Como não recordar o recente "Aproveitei o meu percurso"

quarta-feira, junho 27, 2018

Para reflexão séria - é a vida!

Faz hoje 8 dias que os meus amigos da Olifel me convidaram para dizer umas palavras sobre a Indústria 4.0 no âmbito do lançamento do novo Visualgest
Nesse mesmo evento tive oportunidade de ouvir o presidente da câmara de Felgueiras dizer, sem papas na língua, que o calçado atravessa um momento difícil, um momento de mudança.

Entretanto, os remendos feitos no tempo da troika continuam a ser desmantelados. Por exemplo "Alexandra Leitão: Mexer na idade da reforma dos professores "é um caminho possível"".

Entretanto, as empresas grandes continuam a fazer o seu trabalho de liquidar as pequenas e médias e de desertificar o interior, "Governo abre a porta a salário mínimo acima dos 600 euros".

Sabem como defendo aqui no blogue, há mais de 10 anos, que Portugal não pode competir com a China nos custos e teria de apostar nas vantagens da proximidade e rapidez (postal de 2007). Por exemplo, neste postal de 2015 apresento esta tabela para o sector do têxtil e vestuário:

Mas o mundo económico é uma continuação da biologia, um eterno subir e descer do espaço competitivo enrugado que obriga as empresas a estarem atentos às outras empresas concorrentes, aos clientes e ao habitat.

Há dias escrevi este "Desabafo", hoje olhei para estes números:



Olhem para o mapa:

Proximidade e rapidez... quanto tempo para a Roménia e Hungria ditarem cartas?

Ontem estive numa empresa que já está a competir no nível seguinte do jogo: de igual para igual com os italianos. No entanto, isso não é campeonato para empresas com muitos trabalhadores, nem é para produção em massa.

A vida não é nem justa nem injusta, nem moral nem imoral. A vida é ajusta e amoral.

Não pense que isto só acontece aos outros

A propósito de "The Risks and Costs of Cyber-Attacks" nos últimos 12 meses entre as empresas com que trabalho/trabalhei:

  • uma multinacional muuuuito grande;
  • uma PME com 20 trabalhadores;
  • uma micro empresa com 7 trabalhadores;
  • uma PME com 60 trabalhadores (em 2016)
Sofreram ataques informáticos violentos.

Não pense que isto só acontece aos outros. O que pode fazer para se proteger?