quinta-feira, janeiro 02, 2014
Curiosidade do dia
"Encontrado o multiplicador entre o défice e a dívida"
E é isto...
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Vai ser um ano interessante, pela amostra.
E é isto...
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Vai ser um ano interessante, pela amostra.
"Why Segmentation Matters" (parte II)
Parte I.
"If your sales representatives are providingthesehigh cost services to all customers without regard for return on sales, (Moi ici: "Return on sales", a base para a construção de uma curva de Stobachoff. Já a fez para a sua empresa?) then you are losing money. To that end, segmentation could benefit by determining which customers value the programs and are willing to pay for your services and which ones believe these programs are less useful. (Moi ici: E a sua segmentação, em que bases é feita? Geografia? Come on!!!)
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Without a proper understanding of the segmented structure of the market, a pricing decision that is important and facing uncertainty may miss its mark. Understanding what makes your customers different from one another based on what they value is the required ingredient (Moi ici: O que é que eles valorizam e procuram? Qual o verdadeiro jo-to-be-done que está em causa?) for a successful needs-based segmentation that leads to more profitable pricing.
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When it comes to pricing, segments based on value will be more productive.
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Start with a good segmentation plan to identify customer value before thinking about setting price (Moi ici: Esta é para nós Paulo!))
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The goal of segmentation is to identify what matters most to your target segments. One of the first steps is identifying your target segments based on the segment clusters that the database presents.
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Establishing your segment offerings first before determining your price provides the sales force with the knowledge they need for a flexible and profitable negotiation.
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Emphasize the importance of adhering to your price fences to avoid adding free extras that increase the cost to serve and dilute the integrity of your price fences.
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To execute a value-based segmentation plan, tie it to a profitable sales strategy that distinguishes between profitable and unprofitable customers."
Reflexão sobre a competitividade, com ou sem euro
O Boletim Mensal de Economia Portuguesa, publicado pelo Gabinete de Estratégia e Estudos do Ministério da Economia, apresenta a figura que se segue para caracterizar o perfil das exportações portuguesas em termos de intensidade tecnológica:
Pessoalmente, considero que é uma caracterização infeliz.
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Claro que os políticos bem intencionados vão fazer tudo para aumentar o perfil dessa intensidade. E, por isso, aparecem as qimondas, verdadeiras aberrações para gáudio e erecção psicológica do turno da situação na altura.
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Pessoalmente, preferia uma estratificação baseada no valor acrescentado potencial. Se calhar as exportações de combustíveis estão enquadradas na metade superior da intensidade tecnológica e, os sapatos Armando Silva, que estão à venda na Ginza, estão na metade inferior.
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Façamos, então, uma grande simplificação, vamos recuar a 1986 e admitamos que o perfil da produção portuguesa, em termos de valor acrescentado potencial, pode ser representado por esta figura (especulativa quanto às percentagens, o que interessa é o sentido da evolução):
Como já referi aqui no blogue várias vezes, com a adesão à então CEE, acabam as barreiras alfandegárias que protegiam o ecossistema da economia portuguesa e, ... é uma mortandade sobretudo nas empresas que competiam pela nata do mercado interno. As empresas de produção de bens transaccionáveis de baixo valor acrescentado potencial minimamente bem geridas não tiveram grandes problemas. Competiam pelos preços mais baixos em sectores onde as empresas dos países da CEE não queriam ou podiam competir. Aliás, até se reforçou o movimento de investimento directo estrangeiro para levantar empresas nesses sectores de competição pelo preço mais baixo.
Especulemos que o perfil tenha evoluído para este estado:
Era um ecossistema ajustado aquele tempo... a taxa de desemprego chegou aos 3,9% no ano 2000.
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Entretanto, volto a apresentar uma figura com uns números interessantes:
E volto a referir um acontecimento da viragem do século, 11 de Dezembro de 2001, data da adesão da China à Organização Mundial de Comércio como membro de pleno direito.
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E vejamos o que aconteceu a um país com moeda própria e sem a protecção laboral europeia, com a entrada da China em jogo.
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A evolução das taxas de importação de têxteis pelos Estados Unidos (Tabela 7):
Acham que esta evolução foi por causa do euro?
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Claro que não, com aquelas diferenças salariais lá de cima, seria impensável outra evolução para Portugal, com ou sem o euro.
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Estranho pois que economistas cheguem a conclusões diferentes das deste engenheiro anónimo de província. Em "Um guião político para as Europeias de 2014" leio:
Pessoalmente, considero que é uma caracterização infeliz.
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Claro que os políticos bem intencionados vão fazer tudo para aumentar o perfil dessa intensidade. E, por isso, aparecem as qimondas, verdadeiras aberrações para gáudio e erecção psicológica do turno da situação na altura.
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Pessoalmente, preferia uma estratificação baseada no valor acrescentado potencial. Se calhar as exportações de combustíveis estão enquadradas na metade superior da intensidade tecnológica e, os sapatos Armando Silva, que estão à venda na Ginza, estão na metade inferior.
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Façamos, então, uma grande simplificação, vamos recuar a 1986 e admitamos que o perfil da produção portuguesa, em termos de valor acrescentado potencial, pode ser representado por esta figura (especulativa quanto às percentagens, o que interessa é o sentido da evolução):
Como já referi aqui no blogue várias vezes, com a adesão à então CEE, acabam as barreiras alfandegárias que protegiam o ecossistema da economia portuguesa e, ... é uma mortandade sobretudo nas empresas que competiam pela nata do mercado interno. As empresas de produção de bens transaccionáveis de baixo valor acrescentado potencial minimamente bem geridas não tiveram grandes problemas. Competiam pelos preços mais baixos em sectores onde as empresas dos países da CEE não queriam ou podiam competir. Aliás, até se reforçou o movimento de investimento directo estrangeiro para levantar empresas nesses sectores de competição pelo preço mais baixo.
Especulemos que o perfil tenha evoluído para este estado:
Era um ecossistema ajustado aquele tempo... a taxa de desemprego chegou aos 3,9% no ano 2000.
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Entretanto, volto a apresentar uma figura com uns números interessantes:
E volto a referir um acontecimento da viragem do século, 11 de Dezembro de 2001, data da adesão da China à Organização Mundial de Comércio como membro de pleno direito.
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E vejamos o que aconteceu a um país com moeda própria e sem a protecção laboral europeia, com a entrada da China em jogo.
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A evolução das taxas de importação de têxteis pelos Estados Unidos (Tabela 7):
Acham que esta evolução foi por causa do euro?
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Claro que não, com aquelas diferenças salariais lá de cima, seria impensável outra evolução para Portugal, com ou sem o euro.
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Estranho pois que economistas cheguem a conclusões diferentes das deste engenheiro anónimo de província. Em "Um guião político para as Europeias de 2014" leio:
"O problema maior da economia portuguesa foi, desde o final dos anos noventa, a sua progressiva perda de competitividade externa no quadro do Euro e a liberalização comercial e financeira promovida à escala continental pela integração europeia e aceite pelas elites nacionais."Como se Portugal com o escudo não perdesse competitividade na mesma, dada a brutal diferença salarial para a China, numa economia adequada à competição pelo preço mais baixo.
Systeme D
Um texto interessante, um texto que também é sobre Mongo e a economia DIY:
Trechos retirados de “Stealth of nations: the global rise of the informal economy” de Robert Neuwirth.
"System D is a slang phrase pirated from French-speaking Africa and the Caribbean. The French have a word that they often use to describe particularly effective and motivated people. They call them débrouillards. To say a man (or woman) is a débrouillard(e) is to tell people how resourceful and ingenious he or she is. The former French colonies have sculpted this word to their own social and economic reality. They say that inventive, self-starting, entrepreneurial merchants who are doing business on their own, without registering or being regulated by the bureaucracy and, for the most part, without paying taxes, are part of “l’economie de la débrouillardise.” Or, sweetened for street use, “Systeme D.” This essentially translates as the ingenuity economy, the economy of improvisation and self-reliance, the do-it-yourself, or DIY, economy.Systeme D, uma classificação que veio para ficar neste blogue!
…
It is a product of intelligence, resilience, self-organization, and group solidarity, and it follows a number of well-worn though unwritten rules. It is, in that sense, a system. It used to be that System D was small—a handful of market women selling a handful of shriveled carrots to earn a handful of pennies. It was the economy of desperation. But as trade has expanded and globalized, System D has scaled up too. Today, System D is the economy of aspiration. It is where the jobs are.
…
A 2009 study by Deutsche Bank, the huge German commercial lender, suggested that people in the European countries with the largest portions of their economies that were unlicensed and unregulated—in other words, citizens of the countries with the most robust System D—fared better in the economic meltdown of 2008 than folks living in centrally planned and tightly regulated nations. Studies of countries throughout Latin America have shown that desperate people turned to System D to survive during the most recent financial crisis. This spontaneous system, ruled by the spirit of organized improvisation, will be crucial for the development of cities in the twenty-first century. The twentieth-century norm—the factory worker who nests at the same firm for his or her entire productive life—has become an endangered species. Even in China, where massive factories offer a better financial future than farming, they give no guarantee of job security. So what kind of jobs will predominate? Part-time work, a variety of self-employment schemes, consulting, moonlighting, income patching. By 2020, the OECD projects, two-thirds of the workers of the world will be employed in System D. There’s no multinational, no Daddy Warbucks or Bill Gates, no government that can rival that level of job creation. Given its size, it makes no sense to talk of development, growth, sustainability, or globalization without reckoning with System D.”
Trechos retirados de “Stealth of nations: the global rise of the informal economy” de Robert Neuwirth.
quarta-feira, janeiro 01, 2014
E mais um exemplo dos riscos da concentração...
Um exemplo "Lições sobre a concentração fabril e sobre as cadeias de abastecimento demasiado longas", e uma chamada de atenção "E os "cisnes negros"?"
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A ISO 22301...
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E mais um exemplo dos riscos da concentração "Swatch desestabiliza la producción de relojería suiza tras el incendio en su fábrica":
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A ISO 22301...
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E mais um exemplo dos riscos da concentração "Swatch desestabiliza la producción de relojería suiza tras el incendio en su fábrica":
"El espacio de fabricación, ahora destruido, era el que se dedicaba a producir los movimientos utilizados en la mayoría de relojes hechos en Suiza y que Swatch no sólo utilizaba para fabricar sus piezas sino también para producir para terceros."Recordar esta disputa "Swatch court decision looms over watch industry" ... quantos dos que há 2 anos protestaram contra a decisão judicial, estarão, agora, agradecidos?
Acerca do chocolate e da estratégia
Ainda consigo rastrear o dia, 20 de Julho de 1987. Fácil, foi o dia seguinte à eleição que levou à primeira maioria absoluta de Cavaco Silva e toda a gente na fábrica falava nisso.
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Fui entrevistado por um alemão(?), radicado em Portugal há muitos anos, mas a coisa não chegou a bom porto e, por isso, nunca cheguei a ingressar na fábrica de chocolates Imperial.
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Isso nunca me impediu de seguir de perto com curiosidade o percurso dessa empresa. Ao ler este artigo "O segredo da fábrica de chocolates", sublinho duas notas, uma positiva e, uma outra que me parece negativa, esperemos que o erro seja meu.
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Vamos à positiva:
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Tenho medo desta conjugação:
Quanto custa servir a cadeia de distribuição na Suiça? Que margens são praticáveis? Sobretudo quando não há uma marca forte para lhe fazer frente... recordar a Purdue.
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Provavelmente é uma especulação minha, mais uma, sem razão de ser. É tudo uma questão de saber o preço a que lhes fica o dinheiro... recordar que não há almoços grátis. Como estarão a evoluir as margens? Qual o retorno da inovação?
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BTW, recordar "Empresa do grupo RAR registou em 2012 o seu melhor ano de sempre, com um crescimento de 17% nas vendas"
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Volume is Vanity, Profit is Sanity.
Imagem retirada de "Retailization - Brand Survival in the Age of Retailer Power"... Uau, grande livro...
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Fui entrevistado por um alemão(?), radicado em Portugal há muitos anos, mas a coisa não chegou a bom porto e, por isso, nunca cheguei a ingressar na fábrica de chocolates Imperial.
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Isso nunca me impediu de seguir de perto com curiosidade o percurso dessa empresa. Ao ler este artigo "O segredo da fábrica de chocolates", sublinho duas notas, uma positiva e, uma outra que me parece negativa, esperemos que o erro seja meu.
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Vamos à positiva:
" a Imperial prepara-se para fechar o ano com um doce crescimento de dois dígitos no volume de negócios, que ronda os 25 milhões de euros. Claro que o aumento da exportação deu uma ajuda. Um quarto da faturação é feita fora de portas, numa geografia variadaComo é que se justifica este desempenho? Voltemos ao texto do artigo para obter a resposta da fábrica:
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Mas o aumento das vendas não se esgota na exportação. Num mercado interno anémico e parado, a Imperial vai cometer a proeza de crescer 10%, o que significa que está a roubar quota à concorrência estrangeira."
"O segredo da fábrica de chocolates Imperial consiste numa ágil combinação entre diferentes ingredientes: inovação, flexibilidade, qualidade e o hábil manejar do marketing na relação emocional forte que as suas marcas têm com o consumidor." (Moi ici; Sublinho só estes dois factores porque os restantes são só para o mercado nacional)Agora vamos à parte... talvez não seja negativa, talvez seja só a pulga atrás da orelha:
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Tenho medo desta conjugação:
"O segredo da fábrica de chocolates Imperial consiste numa ágil combinação entre diferentes ingredientes: inovação, flexibilidade, qualidade"A que acrescento:
"só no último trimestre lançou no mercado 30 novos produtos - o que ajuda a perceber porque é que a Cotec a distinguiu com o Prémio Inovação 2012."Com esta outra informação:
"e a Suíça, onde bate o coração da indústria de chocolate e a maior cadeia alimentar do país acaba de encomendar toda a linha Jubileu."A minha pulga atrás da orelha é esta; de um lado, uma aposta na inovação, do outro, desconfio, uma aposta no volume se calhar com margens mais baixas, incapazes de suportar a aposta na inovação no médio-longo prazo. Ainda na passada segunda-feira tentei comprar uns produtos congelados da Maggi numa loja do Continente e fui informado que deixaram de trabalhar com o Continente. Há marcas que não estão para aturar as "tiranices" da distribuição grande. E, convém recordar:
"Concentration in food retailing in Hungary and in Switzerland surpasses the US’s retail concentration."E perceber a situação na Suiça:
Quanto custa servir a cadeia de distribuição na Suiça? Que margens são praticáveis? Sobretudo quando não há uma marca forte para lhe fazer frente... recordar a Purdue.
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Provavelmente é uma especulação minha, mais uma, sem razão de ser. É tudo uma questão de saber o preço a que lhes fica o dinheiro... recordar que não há almoços grátis. Como estarão a evoluir as margens? Qual o retorno da inovação?
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BTW, recordar "Empresa do grupo RAR registou em 2012 o seu melhor ano de sempre, com um crescimento de 17% nas vendas"
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Volume is Vanity, Profit is Sanity.
Imagem retirada de "Retailization - Brand Survival in the Age of Retailer Power"... Uau, grande livro...
terça-feira, dezembro 31, 2013
Para fechar o ano da espiral recessiva, isto já não se aguenta
- "O herói e o vilão"
- "Famalicão lidera ranking exportador da região norte com 1,6 mil milhões de euros"
- "Saldo externo continua a subir"
- "O índice de produção industrial apresentou uma variação homóloga de 2,9%, em novembro, o que compara com a variação de 3,3% observada em outubro. A secção das Indústrias Transformadoras registou uma variação homóloga de 4,6% (2,7% no mês anterior)." (aqui)
- "O Índice de Volume de Negócios no Comércio a Retalho1 registou, em novembro, uma variação homóloga de 3,6% (0,4% no mês anterior)." (aqui)
- "O falhanço das elites"
- "Análise à política em 2013"
Acerca dos custos de oportunidade
"“Opportunity cost” is a term from economics that refers to what we give up when we make a decision.Trechos retirados de "Decisive" de Chip Heath e Dan Heath.
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Imagine that you have been saving some extra money on the side to make some purchases, and on your most recent visit to the video store you come across a special sale on a new video. This video is one with your favorite actor or actress, and your favorite type of movie (such as a comedy, drama, thriller, etc.). This particular video that you are considering is one you have been thinking about buying for a long time. It is available for a special sale price of $14.99.
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What would you do in this situation? Please circle one of the options below.
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(A) Buy this entertaining video.
(B) Not buy this entertaining video.
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Given this choice, 75% bought the video and only 25% passed.
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Later the researchers asked a different group of people the same question, but with a minor modification (printed here in bold):
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(A) Buy this entertaining video.
(B) Not buy this entertaining video. Keep the $14.99 for other purchases.
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Surely the part in bold should not have to be stated. It’s obvious and even a little insulting. Do we really need to remind people that they can use their money to buy things other than videos?
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Nonetheless, when shown that simple, stupid reminder, 45% of the people decided not to buy the video. The reminder almost doubled the chance that people would pass on the purchase!
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Focusing is great for analyzing alternatives but terrible for spotting them. Think about the visual analogy—when we focus we sacrifice peripheral vision. And there’s no natural corrective for this; life won’t interrupt our focus to draw our attention to all of our options.
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Our lack of attention to opportunity costs is so common, in fact, that it can be shocking when someone acknowledges them."
O efeito do banhista gordo (parte II)
Lembram-se de "O efeito do banhista gordo"?
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E que tal "Cambodian factories grapple with underage worker issue"?
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Recordar "Ligações"
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E que tal "Cambodian factories grapple with underage worker issue"?
"In the first 10 months of this year, the value of the country’s garment exports rose 20 per cent to US$4.61 billion (S$5.85 billion) over the previous year, according to the Commerce Ministry. The rapid growth makes it harder to find enough workers and the increase in global demand has fuelled unhappiness over working conditions."As hipóteses de substituir a China vão esgotar-se rapidamente.
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Recordar "Ligações"
Gente que não produz cortisol
"Duas empresas portuguesas brilharam nos Jogos Olímpicos de Londres com produtos diferenciadores e que são uma referência mundial nos mercados em que operam. A Petratex e a MAR Kayaks vêem o mundo como um mercado único e que está perfeitamente ao seu alcance.Trechos retirados de "Empresas nacionais "ganham" Olimpíadas"
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A empresa portuguesa é líder mundial na produção de caiaques e canoas e, por isso, não devem tardar as visitas da elite mundial de canoagem à fábrica da empresa, em Vila do Conde. Em anos de Jogos Olímpicos, o crescimento da empresa chega aos 12%; nos outros anos, como é o caso de 2013, alcança os 8%.
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Os seus caiaques e canoas já ajudaram dezenas de atletas a ganhar competições internacionais: os caiaques da marca Nelo ganharam 20 das 36 medalhas atribuídas nos Jogos Olímpicos de Pequim.
Nos Jogos Olímpicos de Londres, a empresa portuguesa forneceu entre 75% e 80% dos caiaques e canoas usados pelos atletas olímpicos e ganhou 26 das 36 medalhas em competição.
...
Foi graças à necessidade de se destacar face à concorrência que a Petratex deu o salto que faltava para crescer. Nos anos 90, a empresa perdeu 85% dos clientes, que preferiram marcas como a Nike ou a Levi"s. Nessa altura era evidente: ou criavam um produto com o qual se diferenciassem ou a empresa desaparecia. Optaram pela primeira opção: na fábrica de Paços de Ferreira, roubaram as costuras às peças de vestuário e, mais tarde, começaram a produzir fatos de natação usados por campeões. E até Michael Phelps escreveu a agradecer à empresa."
Lucas 14:28-30
"Câmara de Mafra sem dinheiro para pagar dívidas da construção da A2"
"28 "Qual de vocês, se quiser construir uma torre, primeiro não se assenta e calcula o preço, para ver se tem dinheiro suficiente para completá-la?
29 Pois, se lançar o alicerce e não for capaz de terminá-la, todos os que a virem rirão dele,
30 dizendo: 'Este homem começou a construir e não foi capaz de terminar'."
segunda-feira, dezembro 30, 2013
Curiosidade do dia
"The odds of a meltdown are one in 10,000 years.Vitali Sklyarov, minister of power and electrification in the Ukraine, two months before the Chernobyl accidentTrechos retirados de "Decisive: How to Make Better Choices in Life and Work"
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Who the hell wants to hear actors talk? Harry Warner, Warner Bros. Studios, 1927
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What use could this company make of an electrical toy? William Orton, president of the Western Union Telegraph Company, in 1876, rejecting an opportunity to purchase Alexander Graham Bell’s patent on the telephone"
Nada que não fosse de esperar
França!
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França, o país mais anti-Mongo que existe. O país, por excelência, dos incumbentes.
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Há anos que escrevo aqui no blogue que só os governos podem atrasar o advento de Mongo, para proteger os seus "amigos, eleitores-corporativos e impostagem", pois bem, "French Uber users face 15-minute delay starting next year":
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França, o país mais anti-Mongo que existe. O país, por excelência, dos incumbentes.
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Há anos que escrevo aqui no blogue que só os governos podem atrasar o advento de Mongo, para proteger os seus "amigos, eleitores-corporativos e impostagem", pois bem, "French Uber users face 15-minute delay starting next year":
"To the surprise of virtually everyone in France, the government has just passed a law requiring car services like Uber to wait 15 minutes before picking up passengers. The bill is designed to help regular taxi drivers, who feel threatened by recently-introduced companies like Uber, SnapCar and LeCab."Parece uma lei saída da mente de Conceição Cristas.
Fazer o by-pass à distribuição
Ainda ontem escrevia aqui sobre o "Mudar de vida":
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Em "Concentram-se nos custos" citei:
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Lê-se Daniel Bessa, André Macedo, Jaime Quesado e tantos outros e a mensagem é tecnologia e mais tecnologia em sectores de ponta...
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E volto sempre a 2006:
"Várias vezes aqui no blogue já escrevi sobre os que protestam impotentes contra os preços a que são obrigados a vender o fruto do seu trabalho, a agricultura e a pesca são casos recorrentes.Hoje, encontro este exemplo concreto "Agricultura sustentável vendida em cabazes, do produtor ao consumidor":
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Normalmente aconselho a fazer o by-pass à distribuição e a mudar o posicionamento, a internet facilita essa transição para uma integração vertical."
"Esta associação constatou que no seu território existia “um conjunto de pequenos produtores que toda a vida tinham trabalhado na agricultura, mas não conseguiam escoar a sua produção”, porque não tinham dimensão para vender para as grandes superfícies ou não tinham conhecimentos na área da comercialização. A ADREPES verificou ainda que existia naquele perímetro um conjunto de cidades de média dimensão com consumidores receptivos aos produtos locais.Há menos de seis meses que sou cliente semanal da "Sabores Aos Molhos". Recebo um ficheiro excel com as ofertas da semana e os preços e, escolho o que quero e as quantidades. A entrega é feita à sexta-feira.
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“Feito o diagnóstico, começámos a trabalhar com os produtores, que sozinhos não tinham a diversidade e a quantidade necessárias, mas que, em associação, já reuniam estas características”"
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Em "Concentram-se nos custos" citei:
""You don't look at it as one million units sold. You look at it as one unit sold a million times."E quando olho para os brócolos, ou para os alhos franceses, ou para as acelgas, ou para os espinafres... e comparo com o que costumava trazer do Continente dou do Pingo Doce, não tem nada a ver. Parece que cada unidade foi escolhida a dedo!!!
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Lê-se Daniel Bessa, André Macedo, Jaime Quesado e tantos outros e a mensagem é tecnologia e mais tecnologia em sectores de ponta...
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E volto sempre a 2006:
"there are no “sunset” industries condemned to disappear in high wage economies, although there are certainly sunset and condemned strategies, among them building a business on the advantages to be gained by cheap labor”"Como ainda esta noite conversava com o outro lado do Atlântico, a necessidade, o JTBD, mantém-se, o que muda é a forma de o realizar, desde os trovadores da Idade Média até ao iPod. Não precisamos de enveredar por tentativas esotéricas condenadas ao fracasso de pôr os macacos a voar.
Ligações
Isto "Multinacional vai investir em Paredes e criar 250 empregos" onde se pode ler:
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Recordar o recente “This industry doesn’t have a future in China”
"O sector têxtil de Paredes vai ter 250 novos postos de trabalho a partir de Janeiro, anunciou fonte da autarquia.Conjuga bem com isto "Moeda chinesa bate novo recorde face ao dólar norte-americano":
Uma multinacional do ramo vai investir três milhões de euros na criação de uma unidade para produção de vestuário e confecção, na freguesia de Vilela."
"Desde o início do ano, o yuan apreciou cerca de 3% contra o dólar norte-americano, e, desde 2005, já valorizou 30%.Estas multinacionais são as mais espertas, são as primeiras e, por isso, conseguem isto:
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Nos últimos cinco anos, a moeda chinesa também valorizou cerca de 30% face ao euro. Pelas cotações do banco central chinês, hoje, um euro valia 8,38.84 yuan, quando, em dezembro de 2004, a moeda única europeia chegou a valer 11,284 yuan.
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A acentuada desvalorização do euro relativamente ao yuan começou em 2011, coincidindo com o agravamento da crise da dívida soberana na Europa."
"O anúncio parte de fonte da autarquia, que garante apoios indirectos, ao nível fiscal, à empresa com sede em Paços de Ferreira."Quando as atrasadas chegarem já não haverá "apoios indirectos"
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Recordar o recente “This industry doesn’t have a future in China”
Cuidado com o jornalismo em Portugal...
Durante o fim de semana multiplicaram-se as referências ao estudo "Destruição catastrófica de emprego" referido no semanário Expresso.
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Procurei ler o estudo original; por isso, iniciei uma pesquisa na internet. Foi aí que encontrei este artigo "Falta de crédito explica "destruição catastrófica de emprego"" (Outubro de 2013) escrito pelo já conhecido artista Nuno Aguiar:
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Então, lá encontrei o estudo "Catastrophic Job Destruction"!
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Comecei a ler e... tive uma noção diferente do que eram aqueles "últimos anos"
Pensei logo no Antifrágil de Nassim Taleb, cuidado com o nível de endividamento. Os bancos são o servo cruel de Mateus 18, 23-35.
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A notícia inicial que desencadeou o interesse em ler o artigo refere:
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O que encontrei foi isto na página 14, as conclusões começam na página 31
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Procurei ler o estudo original; por isso, iniciei uma pesquisa na internet. Foi aí que encontrei este artigo "Falta de crédito explica "destruição catastrófica de emprego"" (Outubro de 2013) escrito pelo já conhecido artista Nuno Aguiar:
"Estudo do Banco de Portugal aponta as restrições de crédito como uma das principais razões para a drástica quebra do emprego nos últimos anos.Outro artigo interessante que encontrei foi este "Restrições financeiras aumentaram destruição de postos de trabalho" (Outubro de 2013), onde se pode ler:
Portugal teve nos últimos anos um nível de destruição de emprego anormal, quando comparado com a história recente."
"O relatório refere que a média de salário pago caiu à medida que se verificou, a partir de 2009, a um congelamento salarial. Além disso, este fenómeno foi acompanhado de um "aumento do número de trabalhadores temporários" e que "a rigidez salarial foi associada à baixa criação de emprego e altas taxas de insucesso de empresas."E, no fim, não sei se deliberadamente ou não acrescenta-se a informação:
"O desemprego atingiu em janeiro deste ano um recorde máximo de 17,7%, tendo começado a recuar a partir daí. Segundo o governo, a tendência será para melhorar."O que me impeliu a ler o estudo foi este título "Mais de 40% dos desempregados pode nunca encontrar trabalho", depois de ter lido este outro "Multinacional vai investir em Paredes e criar 250 empregos" e, recordar o que costumo concluir quando analiso os números do desemprego; mais de metade dos empregos que se destruíram (construção e comércio) nunca mais vão voltar e o emprego que está a ser criado é na indústria e noutras zonas geográficas.
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Então, lá encontrei o estudo "Catastrophic Job Destruction"!
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Comecei a ler e... tive uma noção diferente do que eram aqueles "últimos anos"
- Figura 3 - dados de 1992 a 2009
- TABLE 2: DETERMINANTS OF NET JOB CREATION (2006-2011)
- TABLE 3: DETERMINANTS OF FIRM CLOSURE (2006-2010)
- Figura 6 - dados de 2002 a 2010
- TABLE 4: DETERMINANTS OF NET JOB CREATION AND WORKER FLOWS (1987-2009)
- TABLE 5: DETERMINANTS OF FIRM CLOSURE (1987-2008)
- Figura 7 - dados de 2003 a 2007 (período durante o qual a quota dos contratos a prazo duplicou)
- TABLE 6: ANNUAL JOB AND WORKER FLOWS, BY TYPE OF CONTRACT (2003-2008)
- TABLE 7: EMPLOYMENT ADJUSTMENT - RESULTS BY CONTRACT TYPE Firm FE (2003-2009)
Sim, 2009 foi um cisne negro, cuidado com as extrapolações.
"We conclude that the severity of credit constraints played a significant role in the current job destruction process. The worrying consequences of credit market fragmentation appear to have been translated into a sharp drop in the average amount of bank debts by Portuguese firms. We provided evidence showing that the firms that faced higher financial costs exited or destroyed jobs at higher rates than those that operated under less stressful financial conditions, most notably in 2010 and 2011."
Pensei logo no Antifrágil de Nassim Taleb, cuidado com o nível de endividamento. Os bancos são o servo cruel de Mateus 18, 23-35.
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A notícia inicial que desencadeou o interesse em ler o artigo refere:
"Cerca de 44,5% dos desempregados poderá nunca vir a encontrar emprego. A conclusão é de um estudo realizado por três economistas do Banco de Portugal, e divulgada na edição de hoje do semanário Expresso, que revelou ainda que o desemprego para a vida tem vindo a crescer nos últimos anos."Contudo, li as conclusões 2 vezes e não encontrei nada que suporte o que foi escrito acima.
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O que encontrei foi isto na página 14, as conclusões começam na página 31
"Yet, unemployment protection also generates an even steeper fall in the transition from unemployment into employment. Addison and Portugal (2008) analyzed pre-1998 transitions from unemployment to employment using a regression discontinuity design that fits the characteristics of the unemployment insurance at that time when the maximum period of potential benefit depended in a deterministic way on the age of the unemployed person. The authors find that a large proportion of the population (44.5%) never makes a transition out of unemployment, but they also conclude that longer maximum potential duration of benefits translate into much lower escape rates."Cuidado com o jornalismo em Portugal...
domingo, dezembro 29, 2013
Acerca da gestão de talentos
Duas chamadas de atenção importantes:
"“Employment” will not be the only way organizations engage people.Trechos retirados de "To Optimize Talent Management, Question Everything"
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Even when people do become “employees,” trends suggest shorter tenure, lower loyalty and employment “deals” designed to last just a few years. Once you rethink the idea of employment as the engagement model, the options for optimal hiring expand immensely.
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The “organization” or “corporation” will not be the only collaboration model.
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Also, the concept of an “organization” hardly applies to the community of video gamer volunteers that solved a riddle about the structure of the AIDS virus, which had eluded organizational R&D scientists.
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We need a useful and lively debate about the future of hiring, and the future of work that it represents. No doubt optimal solutions will be as diverse as the Organization Man and Tours of Duty. Yet, the answer to optimized talent management requires more, including questioning assumptions."
Ainda sobre contar uma história
A propósito de "É contar uma história", este trecho retirado de "Becoming a Category of One" de Joe Calloway:
"Here’s the toughest question that most companies can’t answer:
“What’s your story?”
When I ask that question of my clients, and I usually do, I’m generally met by one of these responses: “ I don’t understand the question.” or “We make/sell ___ (fill in the blank with whatever product the company makes/sells).” When met by one of these responses, I broaden the parameters of the question a bit. I ask them to think about what’s important to them, what they’re about, what’s up with them, what the deal is with them, why they come to work every day, what good they are in the world, what is meaningful to them about their work, what they’re proud of, what they stand for, or what the point of all this activity is.
When given these thought - provoking options, they sometimes still respond with “I don’t understand the question.” This means trouble. If they have no sense of what their story is, what’s really important, and what the point of it all is, they are going to find it difficult to compete with a competitor who has figured out these basics. We’re talking about a sense of purpose.
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Some companies say that the point is to make money or make a profit. That’s like saying that the point of life is to eat. It’s backwards. Of course you have to eat to stay alive, and you have to make a profit to stay in business, but surely eating or making a profit aren’t the point of it all. Assuming we all agree that making a profit is a good and necessary thing, then perhaps the question to ask is what’s the best way for us to go about making a profit?
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Your Story Is Your Culture
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The question is whether or not you have a culture by design or by accident, and whether the culture you have is the culture you want.
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Your Story Is Your Brand
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The brand is, in essence, your story. It’s who you are, what you promise, and your ability to deliver on that promise.
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Your Story Is Your Common Focus
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most employees have trouble answering the questions “What’s your story?” or “What’s important here?” because it never gets talked about. The reality is that it should be being talked about all the time. It’s the essence of leadership to constantly remind everybody of the story that drives you to do what you do. Sadly, many people with leadership titles confuse leadership with management. Management is about how the organization works. Leadership is about why we’re doing it in the first place and what the point of it all is. Leadership is all about the story."
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