“It should be possible for someone working in a call center to earn six figures quite easily.”
segunda-feira, setembro 15, 2025
Cuidado com esta gente à frente de empresas (parte II)
domingo, setembro 14, 2025
Curiosidade do dia
"What do Theresa May and Andy Burnham have in common with Michel Barnier, François Bayrou and Emmanuel Macron? All five were admirably honest with the public about the trade-offs inherent in financing an ageing society, and all five were duly punished for their candour by the public, the press, opposition politicians or all three.The past two decades of French and British politics are a graveyard of proposals to slow the upward ratchet of spending on growing elderly populations....Not only do French pensioners get larger cheques from the government than their counterparts anywhere else in the west, they start getting them several years earlier. The result is a situation in which over-65s now have higher average incomes than the working age population - unique both internationally and in France's own history. Even the rumour of threats to this arrangement is met with mass public outrage and opposition from left and right....In a particularly stunning statistic highlighted by French political analyst François Valentin, pensions play such an outsized role in the country's public finances that they accounted for one-sixth of the ministry of defence budget last year, and without them France would not meet Nato's 2 per cent target for military spending. [Moi ici: Isto tem o seu lado caricato]...Voters often accuse politicians of fiscal sleight of hand, but here they are complicit in presuming ever larger pension cheques can be conjured like rabbits from a hat. At some point, both groups must confront mathematical reality."
Anichar, ao vivo e a cores
- Portugal . 80 milhões de pares
- Reino Unido - 5 milhoes de pares
""We make around 100,000 pairs of Goodyear welted shoes at our factory every year," says James Fox, head of marketing and ecommerce at Crockett & Jones. "Currently, we get between 8,000 and 10,000 pairs of shoes back for repair from our customers annually."..."Just under half the people who buy from us send shoes back for refurbishment," says Little. "They do it five or six times. Then we have a range called Back on the Road where we take battered shoes that might be 20 years old, patch them up and add a new sole. When we've got 100 pairs, we have an online sale. They sell out within the hour.""
sábado, setembro 13, 2025
Curiosidade do dia
- Que problemas sociais existem hoje que o Estado não consegue resolver bem?
- Que papel único podemos assumir que faça sentido neste novo contexto?
- Acompanhamento de proximidade (solidão, sentido de pertença) - algo que apoios financeiros não resolvem.
- Resposta rápida e flexível a situações onde a burocracia estatal é lenta.
- Criação de comunidades de cuidado mútuo, não apenas de prestação de apoios.
What you see is all there is.[The eyes cannot see what the mind does not know.We only see what our mind allows us to see.The eye sees only what the mind is prepared to comprehend.]What the mind is prepared to comprehend is all there is.
Música para os meus ouvidos e os outros
"Os 544,65 milhões de euros em vinho de Portugal enviados para o estrangeiro nos primeiros sete meses deste ano ficaram 0,5% abaixo do registo homólogo. Até se compraram mais litros (+2,7%), mas a um valor médio inferior. Caiu de 2,73 para 2,65 euros no espaço de um ano (-3,16%), com a "forte redução do preço médio nos EUA a contribuir decisivamente para a descida do preço médio global das exportações portuguesas de vinho", enquadra Falcão.Até 2030, a meta fixada pela ViniPortugal passa por alcançar 1,2 mil milhões de euros em exportações e aumentar o preço médio para 3.19 euros por litro. O líder da organização diz ao ECO que mantém esses objetivos, embora "naturalmente [esteja] a rever e a ajustar a estratégia de promoção para dar resposta aos novos desafios e circunstâncias de mercado"."
sexta-feira, setembro 12, 2025
Curiosidade do dia
"Gone is the era of counting down the days until you turn 65 and can enjoy a quiet retirement in the pub or on the golf course.A growing cohort of people are instead working well into their seventies and eighties, a report by Bupa has found, driven by a desire to stave off dementia and loneliness in old age.One in four over-55s believe working past retirement age will help them to live longer and workplaces are being encouraged to do more to retain these older staff....A survey of 8,000 adults found that half of over-55s believed working past retirement age would help to keep their brains active and one in four believed it could help them to live longer.Some 13 per cent of over-50s have already returned to work after retirement and one in five said they would consider doing so. These people report a stronger sense of purpose and improved mental and physical health. John Shipton, 94, works three mornings a week on the checkouts at Waitrose's Exeter branch. He retired from full-time work as a maintenance controller at 65 but applied for his job at Waitrose at the age of 80.Shipton told The Times that the "pleasure of working" kept him going, adding: "Interactions with other people are so important in your life. It stops you going completely bananas.""
Eu que nunca pensei em reformar-me e me sinto um marciano ao lado de tanta gente com menos de 60 anos que aspira, que sonha com a reforma, agradeço a solidariedade destes ingleses.
Não são elas que precisam de Portugal, é Portugal que precisa delas (Parte VI)
"US drugmaker Merck has scrapped a £1bn London research centre and will lay off more than 100 scientific staff, as the industry accuses ministers of making the UK uncompetitive and paying too little for medicines.Merck, known as MSD in Europe, told the Financial Times that it would move the research activity to existing sites, mainly in the US, where the Trump administration is pressuring pharmaceutical companies to invest more."Simply put, the UK is not internationally competitive," the group said. The move to scrap the research centre in King's Cross - which was already under construction and set to open in 2027 - and lay off 125 scientists and support staff is a blow to Sir Keir Starmer's government."
Em postais anteriores, por exemplo, na série "Não são elas que precisam de Portugal, Portugal é que precisa delas" tenho insistido: Portugal não sobe na escala de valor com as empresas que já cá estão (produzimos 22€/hora). Sobe se conseguir atrair aquelas que ainda não estão, as que operam com níveis de produtividade próximos dos 400 €/hora, como aconteceu na Irlanda.
Para que essas empresas escolham Portugal, é preciso criar condições claras: talento, infra-estruturas, estabilidade institucional… e também um enquadramento fiscal atractivo. O IRC não pode ser visto como uma prenda às empresas locais, como discuti em "A descida do IRC é injusta". O IRC é uma alavanca estratégica para que multinacionais com alta produtividade decidam instalar aqui os seus centros de decisão, fábricas, laboratórios ou hubs de desenvolvimento.
quinta-feira, setembro 11, 2025
Curiosidade do dia
"delivery of one of the largest infrastructure projects roughly on time and close to budget.""There have been no deaths, serious injuries, major contract disputes or surprises on time or cost.""Tideway will be studied for decades as an exemplar case of how to deliver multibillion infrastructure programmes."
Esta última citação, "Tideway will be studied for decades as an exemplar case of how to deliver multibillion infrastructure programmes," fez-me recuar a 2023 e à "The Iron Law of Megaprojects" de Flyvbjerg:
- 47.9% are delivered on budget.
- 8.5% are delivered on budget and on time.
- 0.5% are delivered on budget, on time and with the projected benefits.
e coragem para dizer a verdade?
- pode significar enriquecer via produtividade,
- mas também pode servir para justificar cortes salariais, como no Uganda, onde "competitividade" se tornou sinónimo de empobrecimento
- salários baixos passam a ser vistos como condição de sobrevivência;
- como não há ganhos de produtividade, bons salários parecem incompatíveis com a competitividade;
- o sector deixa de atrair talento jovem, reforçando o círculo vicioso.
- Competitividade sem produtividade = empobrecimento.
- Para pagar bons salários é preciso atacar o numerador (inovação, tecnologia, novos modelos de negócio, produtos de maior valor acrescentado).
- Se se insiste no denominador, Portugal arrisca transformar a "força" do calçado (artesanato + tradição) numa armadilha de baixos salários e envelhecimento da força de trabalho.
"A indústria é forte, mas precisamos de começar pela educação e formação. É fundamental tornar este setor atrativo para as camadas mais jovens...""Portugal tem um problema crónico de recursos humanos. A pirâmide etária está invertida e sem jovens a renovação torna-se difícil.""O grande problema é não conseguir que os funcionários atuais, cada vez mais próximos da reforma, tenham seguidores na empresa, porque os admitidos não estão disponíveis para aprender o ofício.""Alguém convencionou que era duro e mal pago... O ofício é nobre."
Aquele "Alguém convencionou que era duro e mal pago" tira-me do sério... e como é que as pessoas pagam a renda ou o empréstimo da casa?
quarta-feira, setembro 10, 2025
Curiosidade do dia
Hoje, por volta das 7h00 da manhã, junto à estação de caminho de ferro de Valadares. A Infraestruturas de Portugal gosta de marcar, vedar, delimitar territórios num: "Isto é meu!"
Já cuidar do espaço... isso é secundário. Toda a gente sabe que o espaço não gera comportamentos ...
Recordo Julho de 2024:
"Hoje, percebi mais um sintoma do que é viver na Suíça. A pintura periódica das paredes dos humildes túneis das passagens para peões nas estações de caminho de ferro."
E, Agosto de 2023 na praia da Madalena:
"Abençoados os que cuidam, criam, restauram."
"Toda a gente sabe que o espaço não gera comportamentos..."
Pois… foi exatamente essa convicção que durante anos deixou estações, praças e bairros ao abandono.
Mas desde Wilson & Kelling (1982), "Broken Windows: The Police and Neighborhood Safety." The Atlantic Monthly, com a célebre “broken windows theory”, sabemos o contrário: um espaço cuidado gera comportamentos de respeito; um espaço degradado abre caminho ao desleixo, ao vandalismo e à insegurança.
Nova Iorque, nos anos 1990, foi um caso paradigmático. A limpeza sistemática dos graffiti no metro — todos os dias, sem falhar — não foi apenas estética: foi uma mensagem. "Aqui cuida-se, aqui há regras, aqui vale a pena respeitar." O resultado foi uma mudança cultural que ajudou a transformar a percepção de segurança na cidade.
E depois olho para Valadares, às 7h00 da manhã, com ervas a crescer num espaço abandonado pela Infraestruturas de Portugal, e penso:
O espaço não gera comportamentos? Gera, sim.
Gera pressa em passar, gera descuido, gera indiferença.
Tal como, em contraste, a Suíça e a praia da Madalena onde uma simples mão de tinta num bar de praia inspira respeito, pertença, até orgulho.
Ironia das ironias: o espaço não gera comportamentos... mas todos nós nos comportamos de acordo com o espaço que encontramos.
Vanity metrics é para egos
"Até que ponto este tipo de concursos, historicamente, desafiou, desafia, motivou, motiva, empresas e trabalhadores a esmerar-se, a desenvolver, a inovar, a diferenciar-se.E por cá, temos esta tradição? Podemos promovê-la?"
"Este azeite competiu e ganhou. O Risca Grande Virgem Extra venceu o primeiro prémio do Concurso de Azeites Biológicos da BIOFACH 2009 em Nuremberga, na Alemanha."
"Servir nichos ou segmentos premium exige foco, diferenciação, qualidade e uma proposta de valor clara. Mas é aí que reside a oportunidade: ao subir na escala de valor, uma PME pode transformar um mercado saturado numa arena mais controlada, mais rentável e menos dependente da guerra do preço."
terça-feira, setembro 09, 2025
Curiosidade do dia
15/ As a result of Ukraine building a tech navy, Russia has lost 1/3 of its Black Sea Fleet, which has been damaged or destroyed. pic.twitter.com/fQxUbY8wLL
— David Kirichenko (@DVKirichenko) May 14, 2025
Faz-me uma espécie ver políticos e militares tão entretidos em investir nas armas para combater a guerra anterior, enquanto a Ucrânia mostra como essas ideias estão obsoletas.
... ou a focar para crescer?
"By September 1997, Apple was two months from bankruptcy. Steve Jobs, who had cofounded the company in 1976, agreed to return to serve on a reconstructed board of directors and to be interim CEO....What he did was both obvious and, at the same time, unexpected. He shrunk Apple to a scale and scope suitable to the reality of its being a niche producer in the highly competitive personal computer business. He cut Apple back to a core that could survive....Jobs cut all of the desktop models—there were fifteen—back to one. He cut all portable and handheld models back to one laptop. He completely cut out all the printers and other peripherals. He cut development engineers. He cut software development. He cut distributors and cut out five of the company’s six national retailers. He cut out virtually all manufacturing, moving it offshore to Taiwan. With a simpler product line manufactured in Asia, he cut inventory by more than 80 percent. A new Web store sold Apple’s products directly to consumers, cutting out distributors and dealers."
Agora leio "If You Think Downsizing Might Save Your Company, Think Again":
"We found that downsizing firms were twice as likely to declare bankruptcy as firms that did not downsize. While downsizing may be capable of producing positive outcomes, such as saving money in the short term, it puts firms on a negative path that makes bankruptcy more likely. While not always fatal, downsizing does increase the chances that a firm will declare bankruptcy in the future.
Given this finding, we sought to understand why some firms were able to survive the negative effects of downsizing while some were not. We speculated that examining firms’ remaining resources could shed light on this question. Accordingly, we examined intangible resources (captured through Tobin’s q,a measure of the value of the firm not captured by its balance sheets), financial resources, and physical resources."
Gostava que o artigo estudasse as empresas que tiveram sucesso após o encolhimento. Encolher e manter o modelo de negócio é uma coisa. Encolher e mudar de modelo de negócio é uma coisa completamente diferente.
As PME precisam de clareza: cortar custos para sobreviver no mesmo modelo pode ser o caminho para o abismo; encolher para focar, repensar e transformar pode ser o início de um renascimento.
E a sua empresa? Está a cortar para resistir… ou a focar para crescer?
Recordar "Crise no setor têxtil: Polopiqué vai despedir 300 trabalhadores e Stampdyeing com salários em atraso" ou "Dezenas de funcionários de fábrica têxtil em Santo Tirso protestam contra salários em atraso"
segunda-feira, setembro 08, 2025
Curiosidade do dia
No The Times de hoje encontrei, "Coffee lovers buzzing over beans grown in Catalonia."
O artigo relata uma novidade surpreendente: a produção de café em Catalunha, algo até há pouco considerado impossível por se tratar de uma cultura tipicamente tropical. Juan Giraldez e Eva Prat, dois entusiastas de café, conseguiram criar uma plantação em Sant Vicenç de Torelló, a norte de Barcelona, onde as temperaturas vão de -3°C no inverno a 42°C no verão. Após quase dez anos de experiências, germinação difícil e "evolução forçada" das plantas, obtiveram a primeira colheita simbólica de 1,5 kg de grãos.
O projeto demonstra que a Europa, tradicionalmente consumidora, pode também vir a ser produtora de café. Apesar de os volumes ainda serem muito reduzidos, a ambição é chegar a dezenas de toneladas anuais. Para além da produção agrícola, há um simbolismo maior: mostrar que a adaptação às mudanças climáticas e às pressões económicas globais pode abrir espaço a novas culturas em territórios antes impensáveis. O artigo sublinha ainda o carácter quase artesanal da produção, a ligação da família ao projecto e a importância de diversificar numa altura em que os custos e os preços mundiais do café estão em alta.
No ano passado, na terra do meu pai, próximo de Condeixa (Coimbra), comeram-se mangas bem doces nascidas na terra.
Voltando ao café. O simbolismo é enorme. Numa altura em que os preços do café no mercado mundial estão em alta, em que a dependência de importações é uma fragilidade, dois empreendedores decidiram olhar para o que tinham — um clima desafiante, solos exigentes, conhecimento agrícola — e perguntaram: e se tentássemos?
Este exemplo catalão liga-se de forma directa ao que já escrevi aqui: “E se começássemos a experimentar responsavelmente?”.
No Douro continuamos presos à monocultura da vinha, repetidamente a pedir apoios sempre que o mercado aperta. Falta-nos a coragem de olhar para as nossas encostas e perguntar: será que apenas a vinha pode dar vida a este território?
Há culturas de nicho — como a estêva, a sempre-viva, a sálvia ou a calêndula — com enorme procura na perfumaria, cosmética e indústria farmacêutica. Estão adaptadas ao nosso clima e solos pobres. Mas permanecem ignoradas, enquanto se insiste em socializar as perdas de uma monocultura em crise.
O café catalão mostra-nos que não é preciso esperar por subsídios, nem seguir a cartilha única.
"The project has taken eight years, two of study and six of cultivation, and €700,000 in investment — all without public subsidies."
É preciso experimentar com disciplina, aceitar o risco, aprender com os erros, e persistir até abrir novos caminhos.
Se dois agricultores conseguiram fazer nascer café onde parecia impossível, não poderemos nós, no Douro, dar nova vida à estêva e a tantas outras culturas de alto valor?
Talvez o futuro passe menos por empobrecer alegremente — e mais por experimentar responsavelmente.
"People say we are mad, Giraldez said. "But we say, why not? Sometimes the edge is where the most beautiful things happen."
Ousar olhar para o nicho - o poder dos números
- 1% do mercado (segmento de luxo) concentra 15% do orçamento disponível;
- 9% do mercado (segmento de nicho) concentra 45%; e
- os 90% restantes (mercado de massa) ficam com apenas 40%.
- Nos Estados Unidos, a Moody's Analytics mostrou que os 10% do topo são responsáveis por quase metade de todo o consumo privado, quando nos anos 90 eram apenas um terço.
"The gulf between wealthy Americans – those whose households earn $250,000 or more – and lower and middle earners is growing. According to data from Moody’s Analytics, the top 10% account for 50% of consumer spending and one-third of GDP; in the 1990s, the wealthiest in the US accounted for one-third of spending."
- Em marketing digital, fenómenos semelhantes surgem: em certas plataformas de e-commerce, menos de 1% dos clientes pode representar mais de 60% da facturação. Na indústria dos jogos gratuitos, os chamados whales (jogadores "baleia") são menos de 1% mas podem gerar metade da receita total.
"The executives of a major media brand were recently shocked after reviewing an engagement audit conducted by our product team: only 2% of users were generating 50% of the site's total pageviews! For a billion-dollar retail client, a mere 1% of customers were driving 67% of its annual revenue.1%, not 20%.These findings beg an important question for marketers: shouldn't we be focusing our efforts only on those customers that are of vital importance? Shouldn't we be determining which customers bring us the most value, double down on them, and delegate the rest?"
- A conhecida regra de Pareto 80/20 já ensinava isto há décadas: uma minoria de clientes responde pela maioria das vendas. Hoje, em muitos sectores, essa proporção tornou-se ainda mais acentuada.
- Se competir apenas no mercado de massa, estará a lutar num oceano barulhento, onde 90% dos clientes disputam apenas 40% do orçamento disponível.
- Se ousar olhar para o nicho ou até para o luxo, encontrará menos clientes, mas clientes com muito mais poder de compra.
domingo, setembro 07, 2025
Curiosidade do dia
No JdN de sexta-feira, "Especialistas afastam impacto no turismo após acidente."
No DN de sexta-feira, "Turismo pede conclusões rápidas e admite que imagem da cidade sai beliscada."
É como um funicular, uma opinião sobe e outra opinião desce... weird. Como me dizia o parceiro das conversas oxigenadoras na passada sexta-feira, não há factos, só opiniões, só entretenimento.
Slogans versus comportamentos
"A consistent pattern emerged: many leaders treat culture as a communication strategy. They believe it lives in messaging—in the articulation of purpose, the rollout of values, the tone of internal campaigns. But culture doesn't shift because a new narrative is introduced. It shifts when systems change. When leaders take personal risks. When norms are not just declared but demonstrated....What we found was striking: culture doesn't fail because it's forgotten. It fails because it's misunderstood. It's treated as branding, not behavior. As output, not infrastructure. And when that happens— even the most well-meaning efforts can erode the very trust they're meant to build....In companies where senior leaders changed how they led—how they ran meetings, gave feedback, made decisions, and responded to challenge—trust scores rose by an average of 26%, even in the absence of a branded campaign. Asone executive told us, “We didn’t write our values—we reverse-engineered them fromhow we wanted to behave.” Another senior leader put it simply: “We didn’t announce aculture shift. We just started acting like it mattered.”...The strongest cultural signals are those that involve visible, personal risk. That might mean changing how incentives work. It might mean enforcing values even when it means losing a top performer. It might mean sharing decision-making power that used to sit solely at the top. Without that cost, values remain performative — they read as theatre, not truth.Employees aren't waiting for leaders to be perfect. They're waiting for them to be consistent-especially when it's inconvenient. Choose one declared value. Then ask: where would living this value cost us — power, money, speed, control? Then, take one visible action in that direction and be consistent."
Estes trechos captam na perfeição algo que tantas vezes é esquecido: a cultura não vive em slogans, mas em comportamentos consistentes. Gostei em particular da ideia de "reverse-engineering" dos valores a partir da forma como queremos agir. É um lembrete poderoso de que a cultura se constrói no risco visível, na coerência diária e nas escolhas difíceis — não em campanhas internas.
Trechos retirados de "To Change Company Culture, Focus on Systems-Not Communication"
sábado, setembro 06, 2025
Curiosidade do dia
O único caminho
"The simplest way to increase the gap between price to value is by lowering the price. It's also, most of the time, the wrong decision for the business.Getting people to buy is NOT the objective of a business. Making money is. And lowering price is a one-way road to destruction for most — you can only go down to $0, but you can go infinitely high in the other direction. So, unless you have a revolutionary way of decreasing your costs to 1/10th compared to your competition, don't compete on price.As Dan Kennedy said, "There is no strategic benefit to being the second cheapest in the marketplace, but there is for being the most expensive."
Trecho retirado de Alex Hormozi em "$100M Offers: How To Make Offers So Good People Feel Stupid Saying No."
Baixar preços não é estratégia.
É a forma mais rápida de destruir valor.
Em Portugal aprendemos isto da pior maneira: décadas a competir pelo baixo custo, embalados em subsídios e comparações com a "média europeia". O resultado? Sobrevivência, não estratégia.
Competir pelo preço é um beco sem saída. Competir pelo valor é o único caminho.
ADENDA: Recordo deste postal "Para aumentar salários ... (parte IV)" de 2018:
"Trabalhar na zona A é trabalhar o denominador e trabalhar o denominador tem um limite.
Trabalhar na zona B é trabalhar o numerador e trabalhar o numerador não tem limite."
sexta-feira, setembro 05, 2025
Curiosidade do dia
Será que Starmer é o Alberto Fernández ou o Mauricio Macri inglês?
"So, this government might turn out to be a let down. Is there a consolation? I suggest just one.
For voters to accept painful reforms, the status quo has to be tested to failure. [Moi ici: Ganesh argumenta que, dadas as expectativas elevadas e os limites institucionais, Starmer não conseguirá satisfazer todos] That means both of the main political parties must disappoint in government. As long as Britain was stagnant under the Tories, voters could tell themselves that a management switch would get things moving again. If Labour fails too, that hope becomes harder to sustain. It might dawn on people that no one party is the issue so much as an unfit state, which can't be fixed without creating losers.
...
In other words, the failure of this government might be — if the left will lend its language to me for a moment - historically necessary. Starmer can be a useful prime minister to the extent that he sees the status quo through to its terminal point, after which voters concede that all options have been tried bar that of awkward structural reform.
...
Whenever I put forward this (Marxian, I know) argument that another disappointing government is needed as a sort of historical trigger, the best response is, trigger to whom in particular? Who will provide the reforming antithesis to the big-government thesis? Who is Thatcher in this dialectic?
...
My sense is that politicians will take their cue from voters, rather than the other way around. The problem is not that governments lack the desire to reform. [Moi ici: Os políticos preferem gerir crises imediatas em vez de enfrentar reformas estruturais profundas] ... There just hasn't been the public stomach for it. If and when that changes, a political entrepreneur won't fail to capitalise. Who had Clement Attlee down as a transformational figure before 1945? The precondition for serious reform is a mood of total national exasperation, not just frustration. [Moi ici: A ideia central é que apenas depois de uma desilusão é que se abre espaço para mudanças reais] Labour seems all too willing to oblige."
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