domingo, fevereiro 17, 2019

Mongo, tribos e política (parte II)

Parte I.

Este texto, "Homophobia and the Modern Trans Movement", ilustra bem o texto de Fukuyama referido na parte I.



 


"Price is not"

"Luxury goods markets are extraordinarily attractive because they combine high growth and high profitability.
...
On the other hand, loss of exclusivity poses a threat. Luxury goods are by their very nature elitist. Exclusivity plays a key role. Growth strategies and expansion plans which dilute a brand’s exclusivity must be avoided. ... Watering down the brand is extremely dangerous for luxury products. The expansion may pay off in the short run, but long term it can lead to the trivialization of the brand.
...
premium products are by no means limited to prestigious consumer products. There are also many premium offerings in B2B industries.
...
For a premium price position, the quality, competence, or uniqueness of the supplier is at the forefront of the customer’s interest. Price is not. The cost differences between competing offers are typically smaller than the differences in the perceived value and the resulting willingness to pay. The latter is systematically exploited through the premium price.
...
the competitive advantage derived from any given innovation is only temporary, so premium suppliers face constant pressure to innovate. Some brands stress this emphasis on constant innovation in their advertising claim.
...
innovation isn’t the only successful premium strategy—a company can also focus on remaining true to what has worked well.
...
Premium products also require a level of service which is both comprehensive and of a similar quality as the product itself. To deliver this, companies require highly qualified “employees both internally and at its sales and distribution partners.
.
The comparatively high price is an integral feature of a premium product. The price cannot become a ping-pong ball for discount actions, special offers, or similar price-driven measures. Premium suppliers must place a high value on continuity, price discipline, and price maintenance. Wendelin Wiedeking, the former CEO of Porsche, explains: “Our policy is to keep our prices stable, in order to protect our brand and avoid a decline in the residual value for used Porsches. If demand falls, we cut our production, not our prices.” The current marketing decision-makers at Porsche, Bernhard Meier and Kjell Gruner, have a clear philosophy on this point: “We always want to sell one vehicle fewer than the market can absorb, in order to remain true to our brand promise of high exclusivity and high retained value. We are not volume driven, but rather obligated to an enduring business”.
.
This policy works well for several reasons:
Sharp variations in price are not compatible with the sustained high-value image of a premium product.
Temporary price reductions will frustrate or anger customers who purchased the product at its normal (high) price.
For durable goods, price actions can jeopardize prices for used products. The residual value is an important purchase criterion for these kinds of products. A decline in residual value can diminish willingness to pay for new products.”

Trechos retirados de  “Price Management” de Hermann Simon.

sábado, fevereiro 16, 2019

Temas para o futuro do retalho


Para reflexão pelos empresários do calçado e do têxtil

Um artigo interessante e merecedor de reflexão por muitos empresários do calçado e do têxtil, "Millennials have a new shopping habit that could spell trouble for Forever 21 and H&M".

Talvez mais uma razão para subir na escala de valor, talvez mais uma razão para pensar em Mongo e nas suas tribos.

Dá que pensar no potencial impacte numa série de modelos de negócio baseados no fast-fashion... ou no low-cost.

sexta-feira, fevereiro 15, 2019

"If you change the way you look at things, the things you look at change"


Não estranham estes dois títulos?

Lembram-se da frase do candidato Cavaco Silva em 2010?

"Dois adultos perante os mesmos factos, chegam ás mesmas conclusões!"
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Pois bem, eu defendo:
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- Dois adultos, de boa-fé, perante os mesmos factos, podem não chegar ás mesmas conclusões!
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É que a realidade que nos rodeia pode ser única, mas nós não a vemos. Nós só percebemos a realidade através do nosso cérebro. E o cérebro de cada um é diferente, carrega o seu próprio modelo mental de ver e perceber o mundo."

Lembram-se da frase:
"informação verificada, como a da Lusa"
Como é que os dois títulos lá de cima podem ser verdadeiros em simultâneo?

Talvez o tema seja relevante para a sua empresa, tendo em conta os indicadores que são acompanhados. Como é que os dois títulos lá de cima podem ser verdadeiros em simultâneo?

Imaginem que o número absoluto de reclamações em 2018 é maior do que o de 2017 - o primeiro título é verdadeiro.

Imaginem que o número de objectos movimentados em 2018 cresce muito em relação a 2017 - então a taxa de reclamações por objectos movimentados baixa - o segundo título é verdadeiro. (duas reclamações por cada dez mil objetos distribuídos”)



quinta-feira, fevereiro 14, 2019

Conversa de fragilista com locus de controlo no exterior

"O secretário de Estado das Finanças afirmou nesta segunda-feira em Bruxelas que o Governo "obviamente" acompanha os riscos que podem condicionar o ritmo de crescimento da economia portuguesa, mas salientou que Portugal "pouco pode fazer" contra riscos externos."
Tão previsível...

Recordar daqui:
"A principal crítica que faço a este governo é a de agir como um fragilista, alguém que acredita que o futuro não vai ter stress, não vai ter problemas e, por isso, avança sem acautelar como reagir ao que pode correr mal. A verdade é que shit really happens." 
E recordar daqui:
"Most problems are like that. When we prepare for them and get used to them, they're not problems anymore. They're merely the way it is.
...
Os fragilistas partem do princípio que o pior não vai acontecer e, por isso, desenham planos que acabam por ser irrealistas ou pouco resilientes. Depois, quando as coisas acontecem, chega a hora de culpar os outros pelos problemas que não souberam prever, não quiseram prever, ou que ajudaram a criar."
Espero que na sua empresa não siga esta abordagem.
Primeiro, assuma um locus de controlo no interior - a responsabilidade por tudo o que acontece na sua organização é sua e de nada vale culpar outros pela falta de preparação que não foi capaz de planear ou realizar.

Segundo, assuma que o futuro pode sempre trazer consigo choques negativos e que a sua empresa tem de ser capaz de os aguentar. Não acredite que têm de ser os outros a alombar com os seus compromissos, não venda a sua independência por um prato de lentilhas, tenha cuidado com os apoios pedo-mafiosos do estado.

BTW, ontem no noticiário das 7 da manhã a Antena 1 referia este número "Portugueses pedem oito milhões por dia para comprar carro"e também o forte crescimento do crédito à habitação. Agora relacione isso com "Há mais 73 mil precários do que no ano da "troika"", com a desaceleração económica em curso, e com a avidez do monstro-estado em impostar cada vez mais e mais.

Trecho inicial retirado de "Portugal pouco pode fazer contra riscos externos, afirma Mourinho Félix"

quarta-feira, fevereiro 13, 2019

"play your own game, and always have a healthy respect for the competition"


Engraçado, neste postal, "É nestes momentos de mudança ... (parte IV)", escrevi:
"As empresas não devem focar-se demasiado na concorrência, mas ao iniciar um processo de transformação convém perceber onde estamos, quem pode competir connosco no novo espaço para onde poderemos pensar ir, e se poderemos ter alguma hipótese nele."
Agora, encontro "Play Your Game, But Don’t Ignore Everyone Else Playing Theirs":
"There are two schools of thought on competition. One is “play your own game.” This means to focus on yourself and not allow your approach to be influenced by what anyone else is doing. The other is to study the competition relentlessly and react to everything they do.
...
playing your own game” can be dangerous when organizations underestimate the competition.
...
There is no question that ignoring—or worse, underestimating—your competition, is a dangerous practice. But businesses and teams, can also go too far to the other extreme.
...
You have to have a healthy awareness of your competition, but if you take it too far, it can dilute your message and you’ll end up deviating from what you stand for. I have seen this approach cost companies deals when they tried to play the competition’s game and came up short.
...
So my advice is to play your own game, understand the kind of people you need to make your game successful, and always have a healthy respect for the competition (without being maniacal)."

"who can best improve someone’s financial health"

Recomendo vivamente a leitura de "The Lesson From Acorns And Stash: People Don't Want Savings Accounts, They Want Help Saving Money":
"The change in the market isn't with young Millennials opening Neobank accounts (or more accurately, debit-related payment accounts), but with:
.
Older Millennials and Gen Xers, and
Savings tools like Acorns and Stash.
...
The overall adoption percentages of Neobanks by generation are small--but the percentage of Older Millennials with a Neobank account is nearly double that of Young Millennials.
...
In contrast to Neobank adoption, US consumers have opened more than 7 million accounts with fintech savings tools like Acorns and Stash. Importantly, those consumers said those tools helped them save nearly $5.6 billion in 2018.
.
Among Older Millennials and Gen Xers--and even Baby Boomers--roughly twice as many are using savings tools like Acorns and Stash than have a Neobank account. And among Young Millennials, it's about three times as many.
...
[Moi ici: O trecho que se segue é muito boa] The lesson here is that consumers want help managing--i.e., improving and optimizing--their financial lives. They don't want an "account" to replace their existing accounts simply because it comes from a digital-only provider..
The relative success of tools like Acorns and Stash provides a clue as to why so many banks haven't seen much success from their personal financial management (PFM) efforts: Tools that monitor or track one's financial life are different from tools that optimize or improve performance.
...
The lesson from Acorns and Stash's success is that banks will need to compete on who can best improve someone’s financial health (for a given cost)--and not on who has the best rates and fees. The winners will be the financial institutions who can deliver on improving financial health--and prove it."
Por cá, os bancos, a coberto da protecção aos incumbentes, andam entretidos a aumentar ou a criar taxas e taxinhas por serviços. Ou seja, a espremer o modelo de negócio do século passado, em vez de seduzir clientes... uma outra versão de "Cambão versus estratégias baseadas nos clientes-alvo".

Talvez ganhassem alguma coisa em ler "The Problem With Problems"

terça-feira, fevereiro 12, 2019

"sistematicamente mais de mil e cem pessoas em directo a ouvi-lo"

A propósito deste artigo "Portugal em risco de ter eleições afetadas por 'fake news'", acredito que a descredibilização dos media tradicionais vai muito para além da política. Uma das razões, acredito, é a falta de atitude crítica das redacções para mediarem a mensagem. Assim, não passam de megafones ao serviço do emissor. A menos que tenham agenda política contra o emissor. Nesse caso, são sempre contra o emissor, sem explicarem racionalmente porquê.

Por exemplo, como é que se pode dizer isto:
"“A transparência da informação ficou no século passado. Hoje, [nas redes sociais] qualquer tipo de informação pode concorrer com informação verificada, como a da Lusa”,"
Como se a Lusa fosse independente, neutra e asséptica.

Por exemplo, em "Mercados fora da Europa arrefecem exportações portuguesas" escreve-se:
"Num cenário de arrefecimento global, foram os parceiros europeus, com Espanha na liderança, quem acabou por suportar a subida das exportações, compensado as quedas de mercados como Angola e Brasil."
Depois, lê-se em "Bruxelas revê em baixa crescimento português":
"As exportações portuguesas são na maioria para a Europa, podendo o abrandamento nestas economias ter reflexos em Portugal" 
Ouvem ou lêem alguém nas redacções a comentar a previsão do governo de crescimento do PIB nos 2,2%, quando Bruxelas já fala em 1,7%?

Ouvem ou lêem alguém nas redacções a comentar a afirmação de Mourinho Felix:
"sublinhou, chamando a atenção para “uma alteração muito significativa: Portugal antes estava a crescer muito em linha com a área do euro e agora cresce acima da área do euro”, vincou."
Ouvem ou lêem alguém perguntar porque vamos, ou já fomos ultrapassados em PIB/capita pela Polónia?

Ouvem ou lêem alguém perguntar porque vamos a caminho da Sildávia?

 Talvez por isso, o canal de Camilo Lourenço tem cada vez mais espectadores em directo. 8 horas da manhã e tem sistematicamente mais de mil e cem pessoas em directo a ouvi-lo.

Cambão versus estratégias baseadas nos clientes-alvo

Já em 2008, Abril de 2008, escrevi "o leite é a commodity alimentar por excelência".

Com uma commodity compete-se pelo volume, pela eficiência, pelo custo baixo. Por isso, alguns tentam todos os esquemas desse modelo de negócio. Há dias, os mesmos tótós da cena do karma voltaram à carga, agora com uma tentativa de "endrominar" preços "Produtores defendem solução articulação com Açores e Espanha para preço do leite".

Os mais inteligentes tentam fugir da guerra do preço tendo em conta os seus clientes. Há anos conheci a hipótese do leite integral. Primeiro num artigo que referi aqui no blogue e, anos depois, através da experiência pessoal da minha irmã, conheci a alternativa do leite integral.

Este fim de semana estive numa pequena localidade francesa nas imediações de Genebra e dei de caras com:


Os produtores carregam leite integral nestes postos que as pessoas adquirem a um preço premium.



sexta-feira, fevereiro 08, 2019

"shifts toward particular logics can be reversed" (parte VI)

Parte I, parte IIparte IIIparte IV e parte V.

Ontem em conversa ao almoço ao comentar "Quem aproveitará?" com o D. Pedro IV, ele recordou-me que se trata eventualmente de um retorno ao modelo dos distribuidores, um retrocesso face à progressiva desintermediação trazida pela internet.

Um bom exemplo para uso nesta série.

Lembre-se destes números

Quando vierem celebrar que estamos a convergir com o resto da Europa...

Quando vierem culpar o mercado externo, a globalização, o Brexit, o Trump, a China, o proteccionismo, o João Félix, ...

Lembre-se destes números:



quinta-feira, fevereiro 07, 2019

Estranho...

Hoje celebra-se "Exportações valem cerca de 44% do PIB em 2018":
"O valor das exportações portuguesas em 2018 atingiu cerca de 44% do PIB, valor que compara com 28% em 2008, prevendo o Banco de Portugal que, em 2021, estas atinjam os 50%, anunciou o ministro Adjunto e da Economia."
E é uma evolução notável face a 2008. No entanto:
"Segundo dados provisórios da Pordata, em 2017 as exportações representaram 43,7% do PIB nacional." 
E mais, daqui "Números interessantes", de Setembro de 2015:
"Em 2011 as exportações valiam 34% do PIB. Agora pesam 43,2%." 
Ou seja, a evolução das exportações em percentagem do PIB têm-se arrastado desde 2015.

"trying to convert the industry to an on-demand model"

Mais um sintoma de Mongo e das suas tribos cada vez mais pequenas e mais aguerridas, "This clothing factory cuts waste by machine-knitting sweaters on demand":
"Fashion’s trash problem is partly a planning problem
...
By one estimate, 30% of the 150 billion garments produced each year are never sold.
...
To combat this waste, some startups are trying to convert the industry to an on-demand model. Tailored Industry, a knitwear manufacturing startup based at the Brooklyn Army Terminal in New York City, uses software to connect brands to its 3D knitting machines. At its facility, the company uses Japanese-made knitting machines that can knit the sleeves and body of a sweater simultaneously without any cutting and sewing–another step that reduces waste compared to some other methods of production. The startup still makes larger production runs. But they’re trying to convert more brands to the new approach. (Making clothing on demand costs slightly more per piece than a run of hundreds of items, but companies can save later, in theory, because they don’t have extra costs of warehousing and marking down unsold garments.)
...
“Right now, fashion brands are really stuck in long planning cycles,”
...
The current process of making samples may take a few months, and a large production run can take several more months. “The whole process takes a year to two years. What really results from that is a lot of overproduction because they’re producing based on the forecast of what they think they need. And what we’re doing is basically bringing the minimum order quantity to zero, so that we can produce exactly what they need when they need it.”"

quarta-feira, fevereiro 06, 2019

Jogadores amadores de bilhar

Recordo:

"España registró el pasado 2 de enero una cifra histórica de bajas en la Seguridad Social: más de 606.000. El dato supera incluso los 363.017 despidos que se produjeron durante el viernes negro del pasado día 31 de agosto, y evidencia la fuerte destrucción de empleo en el que fue el primer día laborable del año y, por lo tanto, la jornada en la que entró en vigor la subida del salario mínimo interprofesional (SMI) pactada por Gobierno y Podemos. En términos netos, señalan desde el Ministerio de Trabajo, el número queda parcialmente compensado por las más de 480.000 altas, con lo que en la variación final fue de algo menos de 125.000 despidos. Explican, además, que se debe tener en cuenta que los días 29 y 30 de diciembre fueron sábado y domingo, y que el 31 no fue laborable en la Administración, con lo que parte del abultado dato responde a un efecto arrastre como consecuencia del calendario. Y añaden que existen precedentes recientes en los que la cifra de bajas en el primer día del año superó también el medio millón. Pero aun así, y siendo cierto todo lo anteriormente apuntado, el dato del 2 de enero de 2019 representa un récord histórico y es una buena muestra de lo que fue el primer mes del año."
Trecho retirado de "606.473: récord histórico de bajas en la Seguridad Social el primer día del nuevo salario mínimo"


BTW, recordar esta corrente nova, desligar produtividade dos salários, típico de gente sem skin-in-the-game.

Onde a vai expôr?

O risco das marcas da distribuição:
Ontem o Aranha chamou-me a atenção para isto:
O que impede alguém de comprar a marca? 

Produzir é uma coisa.

Trabalhar uma marca é outra.

E expôr nas prateleiras é outra.

A minha reacção imediata foi: "a marca pode ser comprada, se era assim tão brilhante"

Já ao final do dia, ao rever o tema comecei a pensar ... e quem comprar a marca, onde a vai expôr?

Esta manhã cedo, encontrei "Berg. Sonae suspende coleção e alemães premeiam a empresa" onde li:
"A decisão, que estará ligada à fusão entre a SportZone e a JD Sports, deixou o futuro da Berg em suspenso, com todos os cenários em aberto, da venda ao encerramento."
O que reforça a questão para um potencial comprador da marca como activo: onde a vai expôr? 

"one letter is changed at a time"

"The iconic graphical rendering is a three-dimensional ‘mountainous’ landscape in which genotypes are organized in the x–y plane and fitness is plotted on the z axis (FIG. 1a). In such a landscape, evolution can be seen as ‘walks’ and adaptation as ‘climbs’ to higher positions on the fitness surface.
Entretanto, no Domingo à noite li o trecho que se segue:
"For many years, the fitness landscape concept underwent little further development. One reason was the general lack of understanding of the molecular basis of adaptation and hence of the relevant ‘genetic units’ of the genotypic space. This changed when John Maynard Smith introduced the notion of mutational pathways in protein space. He used the analogy of a word game, in which a word must be converted into another word of the same length with the requirement that one letter is changed at a time and that all intermediates are meaningful words (for example, from ‘word’ via ‘wore’, ‘gore’ and ‘gone’ to ‘gene’). Given the low per-base-pair mutation rate, he argued that proteins also adapt by a series of single amino acid changes, in which all intermediate states must be functional for a trajectory to be accessible by natural selection."
E isto não me tem saído da cabeça... a relação com a frase de Hausmann: Os macacos não voam!





terça-feira, fevereiro 05, 2019

Quem aproveitará?

Perspectiva interessante, o online pode estar a dar cabo das vendas nos centros comerciais norte-americanos e a promover o seu encerramento em larga escala (a densidade de centros comerciais norte-americanos é muito superior à na Europa)

Por outro lado, a economia das experiências está a promover o renascimento das lojas de rua:
"Algunos analistas de mercado lo denominan como «el renacer del comercio tradicional en los Estados Unidos». Con esta definición explican la sorprendente revitalización que está experimentando en los últimos años el comercio minorista en los Estados Unidos. Según un estudio de Credit Suisse, entre el 20 y el 25 por ciento de los grandes centros comerciales de EE. UU. cerrará en los próximos años, lo que supondrá la desaparición de entre 240 y 300 de los cerca de 1.200 existentes. Por el contario, según el banco suizo de inversión, EE. UU. experimentará un nuevo resurgir de las tiendas de proximidad."
O que faz pensar é o remate final do artigo:
"Esta renovada eclosión del retails a pie de calle supone una gran oportunidad para el sector del calzado, especialmente para aquel, como el español, que destaca por su excelente relación calidad-precio y por su diseño. Las pequeñas zapaterías que ahora están apareciendo en cada rincón de las ciudades estadounidenses necesitan diferenciarse de las grandes plataformas de distribución de zapatos mediante la selección de un muestrario original, diferente y con valor añadido. En este sentido, el calzado nacional puede ser un gran aliado de estas zapaterías de proximidad." 
Em que "prateleiras", em que feiras, em que espaços, estas pequenas sapatarias de rua vão abastecer-se com o seu portefolio de sapatos?

Quem aproveitará para trabalhar com elas na co-criação da sua oferta? E estas pequenas sapatarias frequentarão as mesmas feiras que as cadeias de sapatarias?

Trechos retirados de "El renacer del comercio minorista en los Estados Unidos, una oportunidad para el calzado español", artigo enviado pelo amigo Rui Moreira.