segunda-feira, março 31, 2014

"Stressors are information"

"Stressors are information"
.
"Pain is information"
.
Uns, perante a informação, clamam pelo auxílio pedo-mafioso do Estado. Outros, seguem o conselho de há vários anos neste blogue:

Por isso:
"Dados cedidos ao PÚBLICO pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) mostram que, em 2012, existiam no país 19.532 empresas que faziam exportações. Este número compara com as 16.376 registadas dois anos antes. Em termos absolutos, o aumento foi de 3156, suportado, em grande parte, pelos negócios de pequena dimensão. Neste período, o número de microempresas exportadoras cresceu 23,4%, o que significou um acréscimo de 2147 sociedades (que explica 68% da subida global). Nas pequenas e médias empresas (PME), o incremento foi de 14,3% (mais 984 sociedades), e nas grandes foi de 7,5% (mais 25).
.
Esta evolução fez com que o peso das exportadoras no tecido empresarial português aumentasse entre 2010 e 2012, embora tenha chegado ao final deste ano a representar apenas 5,5% do total, quando dois anos antes era de 4,5%. No entanto, conclui-se que estes negócios contrariaram o ciclo negativo a que se assistia nessa altura e que ainda perdura, fruto da conjuntura do país e da consequente retracção da procura interna."

Trecho retirado de "Número de empresas exportadoras aumentou 20% em dois anos"



Repensar o modelo de negócio e apostar em novas áreas

Enquanto os políticos no parlamento brincavam à engenharia económica, recordar daqui a sua capacidade limitada de perceber as consequências das suas decisões no sector têxtil, enquanto os media celebravam o triunfo dos seus investidores do sector não-transaccionável, enquanto Lesboa drenava os recursos do resto do país.
"Fundada em 1995, a LMA- Leandro Manuel Araújo, SA nasceu estritamente vocacionada para a produção de malhas
...
Mas o desvio das grandes encomendas têxteis para a Ásia - uma tendência que está a acabar, com a alteração dos padrões de consumo e a necessidade das empresas em não acumular stocks - fez com que, em 2006, e perante a perda de 40% do seu volume de negócios num só ano"
O que fazer perante um choque na procura desta dimensão?
.
Os políticos propõem logo: proteccionismo, subsídios, ...
.
As associações empresariais clamam pelo queijo desaparecido a que têm direito, ...
.
O que se propõe neste blogue?
"repensasse o seu modelo de negócio e apostasse em novas áreas, como o vestuário de proteção, a indústria automóvel e a publicidade outdoor /decoração, entre outras. Sete anos depois, recuperou as vendas perdidas, ao fechar 2013 com sete milhões de euros de faturação."
 Mudar de produto, mudar de clientes, mudar de prateleiras:
"“A área de vestuário de proteção está em grande crescimento. Obriga a um investimento muito grande ao nível da investigação e da inovação, porque há uma série de requisitos técnicos que tem de cumprir, designadamente ao nível da proteção física, mas também das características antibactereanas, anti-odor, etc”, explicou ao DN/Dinheiro Vivo o diretor executivo da LMA, Manuel Barros."

Trechos retirados de "A empresa têxtil do Vale do Ave que ‘veste’ a polícia alemã"

A erosão do poder da escala ou, o susto para alguns

Mais um texto que vem ao encontro da narrativa deste blogue, "Bigger is Not Necessarily Better in Our Information-Rich Digital Economy":
"The mass production of standardized products is a defining hallmark of the 20th century industrial economy, bringing high productivity and low costs to a wide variety of products, - from household appliances to cars.
...
“Chains took advantage of that data deficit.
...
Not surprisingly, things are now changing in our information-rich digital economy.  “Information technology is eroding the power of large-scale mass production.  We’re instead moving toward a world of massive numbers of small producers offering unique stuff - and of consumers who reject mass-produced stuff.  The Internet, software, 3D printing, social networks, cloud computing and other technologies are making this economically feasible - in fact, desirable.”
...
A series of breakthrough technologies and new business models are destroying the old rule that bigger is better,” he wrote.  “By exploiting the vast (but cheap) audience afforded by the Internet, and taking advantage of a host of modular services, small becomes the new big.  The global business environment is decomposing into smaller yet more profitable markets, so businesses can no longer rely on scaling up to compete, but must instead embrace a new economies of unscale.”
.
While a few leading edge companies are able to keep up, the vast majority of traditional firms are lagging behind.  They are not able to embrace these disruptive technologies and innovations at anywhere the same speeds.  These companies are working harder than ever, trying to achieve greater efficiencies and predictability.  They keep trying to fit new technologies and practices into outdated business models.  They are holding on to strategies that worked well in the relatively stable business environments of the industrial economy, but fall short in our fast changing digital economy, where new products, business models and competitors keep emerging from all corners of the worlds.
Everyone talks about the need to become more flexible and agile, but many companies have trouble doing so.  The Deloitte study cites a number of strategy and financial barriers uncovered in their research.  But in the end, they suspect that “a more fundamental force may be at work: the historical value accorded to efficiency and controllability by businesses accustomed to a less changeable, less transparent world. . . Simply put, there is a growing mismatch between the old frameworks and practices that many companies use and the structures and capabilities required to be successful in a rapidly changing environment.  Legacy corporate practices are holding businesses back from fully participating in new opportunities.”
These new economies of unscale will be good for job growth, because they open up thousands of new market niches for exploitation,” writes Taneja.  “By buying specialized services, in customized form and at modest cost, companies can create unique products, find buyers from across the world, and secure profits."
Será que a tríade fica assustada com isto?

domingo, março 30, 2014

Mais um exemplo do "é meter código nisso"

Na continuação de, por exemplo:

Mais um exemplo do "é meter código nisso", "This Bike Helmet Maps Your Stress On City Rides"

O Vietname da Europa

Um empresário é um ser humano.
.
Por norma, um ser humano é um satisficer, não um maximizer. E, tendo em conta os princípios da Effectuation, não me custa acreditar que, desta vez, Daniel Bessa tem razão, "Sair do euro faz de Portugal o Vietname da Europa".

A história do século XX

Descobri este livro, "The coming prosperity: how entrepreneurs are transforming the global economy" de Philip Auerswald, ontem. A leitura do primeiro capítulo foi um imenso deja vu:
"The story of the twentieth century is invariably told as a political and military narrative: first, the war to end all wars that did not; then, the democracies’ world war to defeat fascism; and finally, the successful struggle to defeat Soviet communism. Far less well appreciated, but arguably more relevant to the present, is the economic subtext of this same history: the rise and partial fall of large-scale, centralized production.
...
At the start of the twentieth century, the economic landscape was transformed by the emergence of an entirely new form of business entity, larger and more complex than any that had existed previously. The major impetus behind this growth was what economists call economies of scale and scope: the ability to reduce costs per unit by (1) increasing the quantity of output and/or (2) integrating within a single business entity the different stages of production, from the acquisition of raw materials to the assembly of a finished product."
Até Magnitogorsk aparece:
"The harnessing of the power of scale and scope was a global phenomenon. It found its most dramatic expression not in Standard Oil, Ford Motor Company, or Thyssen Steel, but rather in the Union of Soviet Socialist Republics. Absolute political control allowed the Soviets to undertake an unprecedented experiment: placing the entire productive apparatus of a nation under the control of what was, at least in theory, a single administrative authority. If, as appeared to be the case in the 1930s, economic power was rooted in the ability to harness economies of scale and scope, then the decentralized market economies of the West seemed to have ample reason to worry. No one would be able to match the Soviets."
Recordar:

A variável mais preciosa

É, reconheço, um problema que afecta muitas PMEs.
.
O trabalho não é para se fazer, é para se ir fazendo, em muitas falta um sentido de urgência estratégica, tornado cada vez mais importante pela evolução económica para Mongo, para apostar na rapidez, na flexibilidade, na diferenciação, nas pequenas séries:
"The world is littered with the hollowed-out shells of firms that tried to do too much and spent too big trying to grow too fast. [Moi ici: É preciso definir prioridades, é preciso cortar, é preciso aplicar os recursos onde eles trazem mais retorno] Many of those firms were midsize companies; they didn’t have the resources of the big firms to sustain setbacks, nor were they scrappy like most small companies, making do with the resources they had.
...
While poor time management hurts large and small firms as well, it’s especially pernicious at midsize companies. The reason is that they must still move quickly to fend off smaller competitors but must tackle big projects to support growth, deliver enterprise-class service to large customers, and compete with large competitors. All this on a midsized company budget.  Every second counts.
.
Being neither big nor small forces midsize firms to prioritize ruthlessly. To survive downturns and stay focused during upturns, these firms must plan their high-priority initiatives meticulously. And as they do, they need to understand that time is never on their side.
...
Time, not money, is the most important resource for midsized firms. [Moi ici: Recordar "Qual é o recurso mais escasso?"] In order to create a culture which treats time as a valuable commodity in short supply, leadership must believe this. All the project management in the world will go for naught if the CEO disrespects deadlines. Such behavior must become unacceptable at every level. [Moi ici: E aqui é que a porca-torce-o-rabo, queimar um prazo raramente traz consequências na nossa cultura de "gajos porreiros"]"  
Num projecto a terminar na próxima semana, atacado por atrasos sucessivos, por desrespeito dos prazos acordados; e os técnicos são sempre bons a  encontrar desculpas tecnicamente razoáveis, para justificar mais um atraso, uma das formas de voltar a dar à gestão de topo as rédeas da situação foi:
"Expose the status of core projects, warts and all. The status of crucial projects must be made naked to the entire management team – especially when progress slips."
A pressão dos pares é, muitas vezes, mais poderosa que a pressão da gestão de topo.
.
Trechos retirados de "Midsize Companies Must Prioritize Ruthlessly"

sábado, março 29, 2014

Para além do politicamente correcto

Sim eu sei, o politicamente correcto é dizer que as exportações cresceram à custa dos combustíveis. Contudo, sector atrás de sector, aparece sempre um número entre 4 e 6%, o do crescimento das suas exportações. Por exemplo, este "Exportações do setor da saúde aumentam 5,2% em 2013" é mais um caso.



Pior do que um governo socialista... (parte II)

Parte I.
.
Já aqui escrevemos várias vezes sobre o que está a acontecer no sector do vinho do Douro. Um pouco como em todos os sectores de actividade económico com futuro, está-se a apostar em marcas, com maior valor acrescentado, com marketing, em detrimento do granel.
.
Recordar:

O que é que uma mentalidade socialista propõe para fazer face a esta evolução?
"No ano de 2001, a RDD produziu 155 mil pipas de mosto generoso, que vendeu por um valor total de 172 milhões de euros; já no ano de 2013, produziu apenas 100 mil pipas, as quais renderam à lavoura 88 milhões de euros. Ou seja, neste período de 13 anos a RDD perdeu, em receitas com o Vinho do Porto, qualquer coisa como 730 milhões de euros, a que deverão ser acrescidas ainda as perdas de rendimento no vinho de mesa que, podem ser estimadas certamente, à falta de estatísticas oficiais, em mais de 250 milhões de euros no mesmo período, num total de quase mil milhões de euros!"
Actuação por parte dos produtores? Pensamento estratégico? Criação de marcas? Alteração de castas?
.
Propõe o costume: chamar o papá-Estado!
.
Este trecho:
"Os cerca de 45 mil hectares de vinha da Região Demarcada do Douro (RDD) produzem anualmente, em média, 260 mil pipas de mosto que, de acordo com a CIM-Douro, "deveriam garantir o justo sustento, quer direta quer indiretamente, a dezenas de milhar de famílias portuguesas"."
Faz-me recordar o "Quem mexeu no meu queijo!". Mexeram no queijo dos senhores e agora o papá-Estado é que tem de resolver... o que será que eles entendem por:
""uma atuação imediata e assertiva""? 
Desconfio que querem preços financiados pelo governo:
"A moção da CIM-Douro vinca ainda que "esta quebra de receitas, designadamente a provocada pela diminuição do preço unitário de venda que, anualmente, se vem verificando, já não permite amortizar os investimentos efetuados com capitais próprios, pelo que está a provocar uma desvalorização do património (por abandono ou deficiente granjeio das vinhas) e a entrega desse património às entidades bancárias que financiaram esses investimentos"."
Apostam na produção, apostam na quantidade, apostam no granel e, esquecem o lado intangível, a marca, o marketing... aposta errada, é a vida! Acontece em todos os sectores económicos todos os dias.
.
Precisamos de 40 anos no Sinai para depurar esta mentalidade socialista... não merecem entrar na Terra Prometida onde corre leite e mel. E o mais engraçado é que ela já cá está, ela não é um sítio onde se vai, ela é um sítio que se começa a criar na cabeça de cada um.
.
BTW, miraculosamente, um governo socialista toma uma medida liberalizadora:
"Outra medida que não é vista com bons olhos pelos autarcas é a intenção de alterar os estatutos da Casa do Douro, deixando de ser uma associação de viticultores de inscrição obrigatória, o que no seu entender "redundará necessariamente numa divisão da produção e maior deterioração do seu poder negocial"."
E a reacção socialista é sempre a mesma:
-Liberdade!? C'orror!!! 
 Trechos retirados de "Autarcas acusam Governo de ainda não ter feito nada para resolver a crise do Douro"

Isto é tão Mongo!!!

Isto é mesmo a cara chapada de Mongo!!!
"Freelance work is becoming the new normal, and by 2020, freelancers are predicted to make up a whopping 40% of the entire US workforce. With this influx of independent workers, the landscape is surprisingly devoid of platforms or services that not only help freelancers organize their schedules, but also make it easier for companies and peers to find them.
.
Avbl is aiming to change all of that.
.
Short for “available,” the platform hopes to make it easier for people of various disciplines to collaborate with each other. Members are prompted to create their own profile pages, and can list their skills, upload profile pictures, and show off samples of their work."

Trecho retirado de "Airbnb For Freelancers Helps People Find Creative Collaborators"

Acerca do futuro da produção automóvel

Ao mínimo sinal de retoma económica em Portugal o que é que dispara no consumo?
.
.
Os automóveis!
.
Interessante, por isso, esta outra narrativa "Millennials Don't Care About Owning Cars, And Car Makers Can't Figure Out Why" em linha com esta reflexão "O pico da produção automóvel no Ocidente já passou".
.
BTW, e quantos carros é que um europeu compra mesmo, em média, depois dos 50 anos? E qual é a evolução demográfica na Europa?
.
E os que se assustam queriam era mais fábricas de automóveis por cá...

Mongo dum lado e "o grande capital" do outro

Enquanto por cá as mentes formatadas no século XX andam assustadas.
.
Enquanto por cá as mesmas mentes formatadas no século de Magnitogorsk, da linha de montagem e do vómito industrial só sabem pensar na massificação e aprovam barbaridades como esta:
"Não é de espantar, portanto, que a Secretaria de Estado das Florestas esteja a incluir nos regulamentos de acesso aos fundos comunitários agrícolas/silvícolas, pacotes de financiamento até 40% a fundo perdido para investimentos em eucaliptos em cima de uma lei que já facilita a expansão desta espécie mesmo para terrenos agrícolas. Decisões impensáveis à luz dos últimos verões em que o país ardeu de forma devastadora, muito por consequência da monocultura do eucalipto não estar cercada de zonas "tampão" com agricultura ou espécies autóctones (como o castanheiro, sobreiro, carvalho, nogueiras, etc.) para travar o fogo."
Há um mundo de oportunidades, baseado em Mongo, baseado na autenticidade, baseado na "fortune", adequado ao nosso clima, adequado à nossa cultura de pensar em pequeno, sem conotação negativa, e um exemplo disso é este "Best Industries: What's So Special About Specialty Foods":
"Health food, organic produce, and other specialty foods are no longer the exclusive domain of hippies and the counterculture. Interest in the market is now driven by masses of people who are concerned about what they are putting in their bodies, and this makes specialty foods a top industry for starting a company in 2014.
.
"How many mothers today would buy a product without reading the label," ... "More consumers are seeking out more and more products that are better for them, and that's creating a lot more demand and a need for [specialty] stores." Seventy-five percent of consumers reported making specialty foods purchases in 2013, up from less than half of consumers from 2009. And buyers tend to be young demographic, primarily between 18 and 24 years old, located in the West and Northeast.
...
The Specialty Foods Association has 3,200 members, the majority of which are small. Most of the companies interviewed for this story reported at least double-digit growth rates for their annual sales."
Um aparte, esta cena dos eucaliptos é das coisas que mais me revolta... um símbolo do egoísmo da geração incumbente face às gerações futuras... apostar no eucalipto porque dá dinheiro é como construir uma nova Tabaqueira todos os anos porque o tabaco dá dinheiro. O tabaco mata? Isso não é problema meu.
.
Pedro Silva, obrigado pela indicação

sexta-feira, março 28, 2014

Curiosidade do dia

Ontem admirava-me com a projecção de que o Japão poderia perder cerca de 33% da sua população até 2110.
.
Hoje, vejo que uma das projecções do INE aponta que Portugal poderá perder cerca de 40% da sua população até 2060:
Tanto direito adquirido que a minha geração nunca vai ver.

Sintoma de falta de concorrência

"De acordo com os Correios de Portugal, "a alteração de preços enquadra-se no convénio de preços assinado entre os CTT e o regulador" (Autoridade Nacional das Comunicações - Anacom) e pretende fazer frente a um aumento dos custos.
A alteração de preços reflete "não só a queda de tráfego ocorrida em 2013 mas também, entre outros, o acréscimo de custos operacionais com combustíveis e transportes terrestres e aéreos na prestação do serviço de correio", divulgou a empresa na Comissão do Mercado de Valores Mobiliários."
Nem uma palavra sobre a melhoria do serviço, sobre novos serviços de valor acrescentado potencial.
.
Trecho retirado de "Preços dos CTT aumentam em média 2,6% a partir de 7 de abril"

"Não há aqui nada estranho?" (parte III)

Parte I e parte II.
.
Mais um exemplo de quem resolve apostar no caminho menos percorrido:
"Trata-se da segunda maior loja da Europa no canal APR (Apple Premium Reseller), logo a seguir a um ponto de venda na Suiça.
...
A loja, desenhada pelos arquitectos da Apple na Califórnia, terá um espaço destinado a formação tanto para o consumidor comum como para empresas. Um serviço que vai ser cobrado mas que ainda não tem um preço definido.
André Marques da Silva não receia a concorrência dos restantes retalhistas que vendem produtos Apple, como a Fnac. O consumidor não vai ter preços mais convidativos, sublinha, a loja do Chiado distingue-se por um “serviço personalizado”.
 .
“Temos pessoas treinadas pela Apple para servir melhor os clientes”, diz."
Como é que é mesmo a metáfora?

Trechos retirados de "Portugal passa a ter a segunda maior loja Apple Premium Reseller da Europa"

"The Moment of Clarity" (parte I)

Acabei a leitura de "The Moment of Clarity".
.
O livro começa com este delicioso trecho:
"How we experience the world may be as important as, or more important than the hard, objective facts about the world."
O segundo capítulo, "Business Analysis, Data, and Logic" é dedicado a desmontar aquilo a que os autores chamam "The Default-Thnking Method of Problem Solving" e que aqui no blogue se chama pensamento da tríade:
"The default problem-solving model has its roots in what can be called instrumental rationalism. At the heart of the model is the belief that business problems can be solved through objective and scientific analysis and that evidence and facts should prevail over opinions and preferences." 
O capítulo fez-me recuar ao tempo em que os políticos, desde o jovem presidente Eduardo dos Santos até ao primeiro-ministro Mário Soares debitavam na televisão, com o ar mais sério deste mundo, sobre a superioridade do "socialismo científico"!!!
.
Os autores desmontam os mitos que suportam este modelo:
  • People are rational and fully informed;
  • Tomorrow will look like today;
  • Hypotheses are objective and unbiased;
  • Numbers are the only truth; e
  • Language needs to be dehumanizing.
O segundo capítulo, "Getting Creative - The Think-Outside-the-Box Method of Problem Solving" é hilariante, com a descrição de situações reais em que se acreditou que a criatividade só por si seria suficiente para resolver os problemas do mundo.
.
A introdução à segunda parte do livro é outro ponto forte, a listagem das soluções miraculosas:
  • The Big-Data Solution;
  • The "Steve Jobs" Solution;
  • The Customization Solution;
  • The Open Innovation Solution;
  • The Social Media Solution;
Continua.

Uma boa metáfora

Uma boa metáfora:
"Every idea, every innovation, every product and service has two elements: the cookie and the fortune. The cookie is the commodity, the utility, the tangible product.
.
The cookie is the thing you put in the shop window and it has a fixed value.
.
Then there’s the fortune, the magical, intangible part of the product or service, which is where the real value lies in the hearts and minds of the customer. The fortune is the story, the thing that makes people feel something. The real reason they buy the product in the first place. It’s your purpose, your vision and values manifested. It’s also the customers’ story and worldview reflected back to them. The fortune gives the product an acquired value or a different perceived value.
.
People don’t buy fortune cookies because they taste better than every other cookie on the shelf. They buy them for the delight they deliver at the end of a meal. Marketers spend most of their time selling the cookie, when what they should be doing is finding a way to create a better fortune. Of course your job is to bake a good cookie, the very best that you can, but you must also spend time figuring out how to tell a great story."

Trecho retirado de "The fortune cookie principle : the 20 keys to a great brand story and why your business needs one" de Bernadette Jiwa

quinta-feira, março 27, 2014

Curiosidade do dia

"Japan's population began falling in 2004 and is now ageing faster than any other on the planet. More than 22% of Japanese are already 65 or older. A report compiled with the government’s co-operation two years ago warned that by 2060 the number of Japanese will have fallen from 127m to about 87m, of whom almost 40% will be 65 or older.
...
The 2012 government report said that without policy change, by 2110 the number of Japanese could fall to 42.9m, ie just a third of its current population. It is plausible to think that the country could learn to live with its shrinking population. But that might mean also embracing a much diminished economic and political role in the world."

Trechos retirados de "The incredible shrinking country"

Pior do que um governo socialista...

Pior do que um governo socialista, e os governos do PS, PSD e CDS são sempre socialistas, são as associações empresariais que ainda são mais socialistas que os próprios governos.
.
Miraculosamente, um governo avança com a intenção de liberalizar algumas práticas do comércio, como, por exemplo, dar a oportunidade a cada loja de definir qual o período em que pretende fazer saldos.
.
Qual foi a reacção do presidente da da Confederação de Comércio e Serviços de Portugal (CCP), João Vieira Lopes?
"Com o novo projeto de lei passa a ser permitido ser feito [esse período de saldos] no pico da época em que se vendem determinados produtos, o que significa que os operadores com maior capacidade financeira podem fazer saldos nessa altura, obrigando todo o mercado a alinhar preços e, na prática, acabam por retirar a margem que permite viver a muitos pequenos e médios comerciantes", sublinhou."
Isto fez-me logo recordar, como escrevemos aqui, o que ontem li no JdN, no artigo "As promoções são uma droga e Portugal é líder no vício" podia ler-se:
"O "retalho está a começar a ser um negócio muito, muito estratégico. E ou se tem a estratégia certa ou não".
...
"Em vez de fazer isso", de termos uma estratégia conhecedora da vontade dos consumidores, disse, "o que estamos a fazer? Estamos viciados".
...
"Somos corno o Lance Armstrong e estamos a usar e abusar das drogas. E como é que se chama a droga nesta indústria? A droga chama-se promoções". ..."e sim, vocês [referindo-se aos retalhistas portugueses] são líderes no vício. Evoluíram para um nível de 17% para 29% [de pressão das promoções para as vendas] e gradualmente o nível de pressão das promoções está a aumentar"."
As palavras de João Vieira Lopes vão ao encontro de todos os tópicos referidos por Jean-Jacques Vandenheede:
  • ausência de estratégia;
  • marcação cerrada ao que faz a concorrência;
  • pensar que pequenos e grandes servem o mesmo tipo de clientes-alvo; 
  • pensar que pequenos e grandes apresentam o mesmo tipo de oferta;
  • pensar que pequenos e grandes só podem usar a arma das promoções, saldos, preços, para seduzir clientes... 
  • incapacidade de pensar na batota, na diferenciação, ...
Infelizmente, não percebe que com estratégia temos isto:
"Em todos os países, disse, é possível "encontrar grandes retalhistas, retalhistas de tamanho médio e pequenas lojas que estão muito bem, e outras com as mesmas características que estão em grandes sarilhos." O que muda é a ligação ao consumidor. "O marketing está de volta", concluiu.""

Os trunfos a funcionar (parte II)

Parte I.
"A multinacional alemã de calçado Ara vai criar mais 50 postos de trabalho na sua fábrica em Seia, onde emprega actualmente 320 pessoas. O aumento do efectivo resulta de um investimento de três milhões de euros no processo produtivo, que irá permitir produzir mais 600 mil pares de sapatos anuais.
...
A fábrica Ara de Seia fica agora com capacidade para produzir 1,4 milhões de pares por ano (aumenta a produção diária de 3.500 para 6.500 pares),  cerca de 20 % da produção anual da marca, convertendo esta fábrica “numa das suas unidades de produção tecnologicamente mais evoluídas do grupo”.
 .
Por outro lado, a implementação desta tecnologia de injecção directa “vai permitir produzir uma diversidade mais extensa de modelos de calçado da marca em Portugal”."
Trechos retirados de "Alemã Ara vai criar mais 50 empregos em Seia"