quarta-feira, julho 22, 2009
"Don't think on innovation, think on solving a problem"
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Scott Berkun em "Should Obama Create a Department of Innovation?"
Globalização: tendência em queda
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"This trend is categorized as decelerating."
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Como é que as empresas portuguesas podem aproveitar esta janela de oportunidade?
terça-feira, julho 21, 2009
Acordar as moscas que estão a dormir (parte XXXII)

Palavras para quê... vamos todos apanhar pela medida grande.
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Olhem bem para os números!!!
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Fonte. Artigo no Público e já agora a opinião de Camilo Lourenço.
Picus viridis

Uma solução para Portugal e não só...
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" California's innovative IOU proposal represents a way of alleviating the state's fiscal crisis, not exacerbating it.
While it might appear that the new law seems merely to allow California to deficit spend just like the Federal Government - in actuality, the effect is far more profound than that. Allowing the IOUs to become an acceptable payment method for state taxes, instantly imparts value to them - in effect, what you have is a state of the union creating a parallel currency right under the noses of the Treasury, alleviating its fiscal straitjacket in the process.
So why are so objections being raised? The confusion seems to arise because of a mistaken understanding of the nature of modern money. Modern money has no intrinsic value in the absence of state sanction. In the words of economist Abba Lerner:
The modern state can make anything it chooses generally acceptable as money…It is true that a simple declaration that such and such is money will not do, even if backed by the most convincing constitutional evidence of the state’s absolute sovereignty. But if the state is willing to accept the proposed money in payment of taxes and other obligations to itself the trick is done.
The modern state, then, imposes and enforces a tax liability on its citizens and chooses that which is necessary to pay taxes. The unit of account has no real value if not ultimately sanctioned by use from the State. By extension, the state is never revenue constrained because it alone determines what is money. The tax is what gives the currency its value insofar as it functions to create the notional demand for federal expenditures of fiat money, not to raise revenue per se. Value has been given to the money by requiring it to be used to fulfill a tax obligation, but the money is already in existence, not “created” by the revenue.
It is in this context that one has to look at the California IOU proposal. It is important to note that the IOU would not replace the dollar, but operate in parallel to extinguish state liabilities. And if the IOU becomes functionally like a currency, then California’s bankruptcy problems are over."
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Estão já a imaginar serem obrigados a receber o salário em partes, uma parte em euros e outra parte (10%? 20%?) em xxx?
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Já esteve bem mais longe.
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Trecho daqui.
Sem palavras
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Aqui.
O dinheiro é parte do problema não da solução
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"A ausência de apoios foi importante para os primeiros sucessos da Lotus. ... A escassez de dinheiro obrigou também a empresa a especializar-se no ‘design' de chassis e suspensões, recorrendo aos motores desenvolvidos por outros construtores. A Lotus foi empurrada para um nicho onde é, ainda hoje, líder mundial.
Casos como o da Lotus e o da Virgin, mostram que as políticas de financiamento fazem mais parte do problema do que parte da solução. É mais importante apresentar desafios e oportunidades aos futuros empreendedores do que atirar-lhes com dinheiro."
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O desenvolvimento, a evolução de uma organização, apesar da escassez de dinheiro, das restrições e constrangimentos levam à tal actuação biológica "nature evolves away from constraints, not toward goals"
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Who is your WHO?
segunda-feira, julho 20, 2009
Para reflexão
Se o mercado muda... não mudar é morrer!
Preconceito posto em causa
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Contudo, no último mês tenho descoberto com espanto vários sectores de actividade industrial onde os clientes (B2B) são mal-tratados.
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Fornecedores que não conseguem entregar as encomendas, fornecedores que não conseguem fazer previsões sobre quando poderão entregar as encomendas, fornecedores que se recusam a evoluir para acompanhar clientes.
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Isto só pode indiciar mais mudanças, mais encerramentos de empresas que não se adaptam aos tempos que vivemos, mais oportunidades para quem está à espreita de uma nesga.
Dois ADN's que se excluem.
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Ou se está no negócio do preço-baixo, ou se está no negócio da inovação. Querer estar nos dois ao mesmo tempo condena ao pântano do stuck-in-the-middle. São dois ADN's diferentes, duas especializações que se excluem.
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Muitas marcas, algumas muito conhecidas e conceituadas, parece que optaram por viver à sombra da bananeira e dos louros conquistados noutros tempos. Esquecem-se que o que satisfaz as necessidades dos clientes são os produtos e não as marcas.
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Há dias entrei numa loja duma marca portuguesa conceituada. Na secção de senhora peguei num vulgar sapato aberto... preço inicial €62, preço marcado na altura €42. Espreitei para dentro do sapato e vi "Made in China", olhei bem para o sapato e calculei... não deve ter custado mais de €7.
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Trecho inicial retirado de "Nothing for Nothing"
domingo, julho 19, 2009
O dia de Alberto
É a vida!Acordar as moscas que estão a dormir (parte XXXI)
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A pergunta é: o que nos separa da Irlanda? Se estamos com um colapso de 20% na recolha de impostos quando comparado com o ano anterior o que está a impedir o governo português de uma actuação à irlandesa?
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Exemplo de actuação irlandesa:
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"A further 17,000 state jobs must go (equal to 1.25m in the US), though unemployment is already 12pc and heading for 16pc next year.
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Education must be cut 8pc. Scores of rural schools must close, and 6,900 teachers must go. "The attacks outlined in this report would represent an education disaster and light a short fuse on a social timebomb", said the Teachers Union of Ireland.
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Nobody is spared. Social welfare payments must be cut 5pc, child benefit by 20pc. The Garda (police), already smarting from a 7pc pay cut, may have to buy their own uniforms. Hospital visits could cost £107 a day, etc, etc.
"Something has to give," said Professor Colm McCarthy, the report's author. "We're borrowing €400m (£345m) a week at a penalty interest.""
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Mais, por cá o governo até faz alterações à lei para aumentar as pensões apesar da deflação (-1%) implantada.
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A pergunta é: o que nos separa da Irlanda?
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Serão só as eleições de Setembro e Outubro?
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A justificação para esta actuação do governo irlandês reside nos €400m pedidos emprestados todas as semanas.
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Lembram-se das contas de Medina Carreira e Silva Lopes? Portugal tem um défice de 2 milhões de euros por hora. Uma semana tem 7 dias, um dia tem 24 horas... ora é só fazer as contas.
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Portugal pede emprestado por semana 2 x 24 x 7 = €336m por semana...
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Por que é que os irlandeses estão a agir como estão e nós por cá ... não passa nada?
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Trecho extraído de "For a glimpse of what awaits Britain, Europe, and America as budget deficits spiral to war-time levels, look at what is happening to the Irish welfare state."
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A pergunta é: o que nos separa da Irlanda?
"The imperative for the debt-bloated West is to cut spending systematically for year after year, off-setting the deflationary effect with monetary stimulus. This is the only mix that can save us."
Fisipe um exemplo de aposta nas margens

sábado, julho 18, 2009
Não vendam fruta!!!
As empresas oportunistas... (parte II)
Conta-me a tua experiência de vida
A propósito deste artigo no sítio do Público “Intelectuais lançam manifesto com “questões prementes” destinadas aos partidos políticos” por causa deste tipo de linguagem:
“Por outro lado, de há muito que se sente no País uma ausência de um modelo de desenvolvimento minimamente consensual que permita traçar orientações de médio e longo prazo e propiciar um quadro de coerência às políticas públicas e às estratégias empresariais.”
Desconfio que se trata de mais uma reflexão bem-intencionada de gente que vive na e da sociedade de produção de bens não transaccionáveis e, que acredita na capacidade e bondade do Grande Geometra.
“Como pensam reduzir o horário de trabalho regular, o abuso de recurso a horas extraordinárias, o duplo e triplo emprego de alguns, de modo a assegurarem melhor qualidade de vida das pessoas e melhor repartição do tempo entre o trabalho produtivo e a vida pessoal, familiar e cívica?”
Será que imaginam o que é competir no mercado de bens transaccionáveis? Será que percebem que num mês uma empresa pode estar cheia de encomendas e depois, no seguinte pode estar às moscas? Será que alguma vez viveram longe do ramram universitário, na dúvida sobre se haveria dinheiro para pagar o mês seguinte?
“The broken windows theory originated in the context of crime. It states that if a window in a building is broken and is not quickly repaired then within a short period all of the windows will be broken, or that leaving such minor infractions uncorrected indicates that major crimes might also be condoned.
Levine has taken this model and applied it to business. His hypothesis is that it is the small problems left unattended that lead to business failure.
This is an interesting book. It deals with some familiar issues including customer service, marketing and website design, but from a slightly different angle. Levine recommends an obsession with the details and a compulsion to fix problems as soon as they arise. He emphasises the importance of customer perception and the obvious, if too frequently ignored, fact that values and promises are no good to the company if they are not practised by everyone.
Levine is not necessarily advocating that a CEO micromanage the frontline business, but he makes some good points around the value of maintaining high standards in the small, seemingly unimportant things.”
Hummmm!!! Estou mesmo a envelhecer!!!
Aranha, mais estudiosos de golfinhos!!!


