quarta-feira, agosto 02, 2017
Um preço é um palpite!
O @icyView no Twitter chamou-me a atenção para este texto "Fairness or efficiency?" que mereceu este comentário da minha parte:
Quando é que as pessoas vão aprender que o preço não resulta de uma equação? Quando é que as pessoas vão perceber que o preço não depende do custo? Quando é que as pessoas vão aprender que o preço não é justo nem injusto? Quando é que as pessoas vão aprender que um preço é um palpite?
E os palpites são verdadeiros ou falsos hoje e, depois, falsos ou verdadeiros amanhã. Por isso, gosto da frase: os preços são contextuais. Porque os preços são contextuais, recomendo às empresas que contribuam para o contexto:
Quando é que as pessoas vão aprender que o preço não resulta de uma equação? Quando é que as pessoas vão perceber que o preço não depende do custo? Quando é que as pessoas vão aprender que o preço não é justo nem injusto? Quando é que as pessoas vão aprender que um preço é um palpite?
E os palpites são verdadeiros ou falsos hoje e, depois, falsos ou verdadeiros amanhã. Por isso, gosto da frase: os preços são contextuais. Porque os preços são contextuais, recomendo às empresas que contribuam para o contexto:
Análise de risco à la FMI
Será que isto pode ser útil para quem quiser investir um pouco mais na abordagem baseada no risco?
Risco - o que a incerteza pode gerar se não mexermos.
Oportunidade - o que podemos ambicionar se mexermos?
Imagem retirada de "Italy : 2017 Article IV Consultation-Press Release; Staff Report; and Statement by the Executive Director for Italy"
Risco - o que a incerteza pode gerar se não mexermos.
Oportunidade - o que podemos ambicionar se mexermos?
Imagem retirada de "Italy : 2017 Article IV Consultation-Press Release; Staff Report; and Statement by the Executive Director for Italy"
terça-feira, agosto 01, 2017
Um festival de blasfémias!!!
Em "Talvez o tema que mais nos separa dos níveis de produtividade do resto da Europa Ocidental" incluí esta figura:
Curioso, fui à procura do último livro do John Mullins referido na entrevista.
Encontrei "The Customer-Funded Business: Start, Finance, or Grow Your Company with Your Customers’ Cash". Um festival de blasfémias, tal o distanciamento face à cultura mainstream acerca das startups e do empreendedorismo, transformada num concurso de beleza para cativar investidores e financiadores em detrimento da cativação de clientes.
Esta manhã, entre as 7h30 e as 8h30 tive a oportunidade de ler o primeiro e o oitavo capítulos:
Curioso, fui à procura do último livro do John Mullins referido na entrevista.
Encontrei "The Customer-Funded Business: Start, Finance, or Grow Your Company with Your Customers’ Cash". Um festival de blasfémias, tal o distanciamento face à cultura mainstream acerca das startups e do empreendedorismo, transformada num concurso de beleza para cativar investidores e financiadores em detrimento da cativação de clientes.
Esta manhã, entre as 7h30 e as 8h30 tive a oportunidade de ler o primeiro e o oitavo capítulos:
"I believe raising equity at the outset of a new venture’s journey is, at least most of the time, an exceedingly bad idea—for both entrepreneurs and investors alike.Não consigo deixar de pensar que o entrevistado, ao recomendar o livro de Mullins o fez com um sorriso maroto.
...
[Moi ici: Segue-se um argumento que há anos uso no Twitter, sobre o tema] waiting to raise capital forces the entrepreneur’s atten- tion toward his or her customers, where it should be in the first place.
...
making do with the probably modest amounts of cash your customers will give you enforces frugality, rather than waste. Having too much money can make you stupid and lets you ignore your customer! Having less money will make you smarter, and will force you to run your business better, too.
...
focusing your efforts to raise cash from customers who are willing and eager to buy from your yet-unproven com- pany is likely to mercifully put to rest a half-baked or not- quite-right idea that requires more development—a pivot, in today’s entrepreneurial lexicon—in order to hit the mark.
...
“We think that you shouldn’t start with the assumption that you need to raise money . . . Huge companies have been created with little or no outside investment.”
...
- Raising capital demands a lot of time and energy, distracting entrepreneurs from building the actual business.
- Raising capital too early means pitching the merit of the business idea to potential investors, rather than proving its merit among customers in the marketplace."
Um exemplo muito mais útil para as PME portuguesas
Um exemplo concreto de como uma empresa com um mínimo de recursos conseguiu uma presença na internet, em "Valentina, moda ‘low cost’ y redes sociales para pasar de 200 euros a diez millones en tres años".
Um exemplo muito mais útil para as PME portuguesas que se queiram aventurar na internet do que os casos de multinacionais americanas ou europeias.
Um exemplo muito mais útil para as PME portuguesas que se queiram aventurar na internet do que os casos de multinacionais americanas ou europeias.
segunda-feira, julho 31, 2017
Pensar com os pés assentes na terra
No caderno de Economia do semanário Expresso deste fim de semana, no meio do artigo "As quatro vidas da Fitor: De estrela da Bolsa a 20 empregados" destaco dois trechos:
O primeiro porque contrasta com a leviandade dos políticos na torrefacção de dinheiro impostado e segue um exemplo tão comum nas PME com que trabalho: prudência. Como não recordar a America Latina Logística e a sua regra nº 4. Gente que não está de turno só até à próxima eleição pensa com os pés assentes na terra.
O segundo porque é mais um exemplo da pregação deste anónimo da província:
O primeiro porque contrasta com a leviandade dos políticos na torrefacção de dinheiro impostado e segue um exemplo tão comum nas PME com que trabalho: prudência. Como não recordar a America Latina Logística e a sua regra nº 4. Gente que não está de turno só até à próxima eleição pensa com os pés assentes na terra.
O segundo porque é mais um exemplo da pregação deste anónimo da província:
"abandonar as referências mais básicas, [Moi ici: As que vendem pelo preço e requerem o custo mais baixo] estar atento às tendências do mercado e apostar numa oferta com mais valor acrescentado, [Moi ici: Subir na escala de valor. What else?]"
Competir pela flexibilidade
No caderno de Economia do semanário Expresso deste fim de semana, no meio do artigo "PAdira ganha músculo financeiro com a Sonae" encontro este trecho:
Parece retirado deste blogue. Há anos e anos a defender que se não podemos competir pelo custo temos de competir pela flexibilidade, pela co-criação, pela interacção.
Está a entranhar-se. Quantos anos demorará a chegar às sebentas?
Primeira medida Sonae para a Adira? Sugiro tirá-la daquele local, colocá-la em zona industrial e vender o terreno para imobiliário, apesar do cemitério.
Parece retirado deste blogue. Há anos e anos a defender que se não podemos competir pelo custo temos de competir pela flexibilidade, pela co-criação, pela interacção.
Está a entranhar-se. Quantos anos demorará a chegar às sebentas?
Primeira medida Sonae para a Adira? Sugiro tirá-la daquele local, colocá-la em zona industrial e vender o terreno para imobiliário, apesar do cemitério.
Talvez o tema que mais nos separa dos níveis de produtividade do resto da Europa Ocidental
No caderno de Economia do semanário Expresso este fim de semana, em anexo a este artigo "Porto quer ultrapassar o ‘vale da morte’" encontro este trecho que julgo que merece ser sublinhado:
Sobre a primeira resposta:
Sobre a primeira resposta:
- A realidade existe mesmo? (Abril de 2017)
- Para os que que deixam dinheiro em cima da mesa, porque se subestimam (Janeiro de 2015)
- Para acabar com o deixar dinheiro em cima da mesa - parte IIb (Novembro de 2012)
- Para acabar com o deixar dinheiro em cima da mesa - parte IIa (Novembro de 2012)
- Para acabar com o deixar dinheiro em cima da mesa - parte Ia (Novembro de 2012)
- O caminho menos percorrido (Abril de 2011)
É um tema com anos este blogue. Um tema muito importante. Talvez o tema que mais nos separa dos níveis de produtividade do resto da Europa Ocidental.
Sobre a segunda resposta ... faz-me lembrar um diálogo de surdos que ouvi na Antena 1, enquanto descia o IP3 no tempo da troika. A jornalista tinha uma ideia feita acerca das necessidades de financiamento, António Nogueira Leite dava uma resposta que contrariava a ideia da jornalista. E a jornalista voltava a fazer a pergunta à espera que o entrevistado mudasse de opinião.
domingo, julho 30, 2017
Acerca de algumas reuniões
"At their worst, meetings are like short prison sentences that have you counting the minutes until your release. Yet there are meetings that are useful and productive, and even invigorating and enjoyable."Trecho retirado de "How to Craft Meetings People Love (Really)"
Durante as próximas semanas o ritmo de actualização do blogue será drasticamente reduzido por vários motivos.
Entretanto tenham um bom mês de Agosto!
sábado, julho 29, 2017
Apesar da tríade
Uma fotografia de uma evolução notável:
Uma evolução que temos relatado aqui em primeira mão.
Salários a aumentar, competitividade a aumentar e produtividade a aumentar, tudo em simultâneo, como previ naquele postal de Maio de 2011 escrito num café em Valpaços.
Uma evolução que temos relatado aqui em primeira mão.
"a fase que se seguiu, entre 2012 e 2015, coincidiu com o início da recuperação dos salários reais e com o crescimento da competitividade e da produtividade na generalidade dos setores. Este novo círculo virtuoso foi impulsionado principalmente pelo lado da procura da economia, uma vez que a faturação das sociedades teve o seu maior crescimento entre 2012 e 2015. O volume de negócios cresceu 12,1% nas indústrias transformadoras, 11,8% nos outros serviços e 9,5% no comércio."O texto refere "recuperação de salários reais" eu escreveria aumento dos salários reais já que estamos a falar de empresas privadas e empresas transformadoras.
Salários a aumentar, competitividade a aumentar e produtividade a aumentar, tudo em simultâneo, como previ naquele postal de Maio de 2011 escrito num café em Valpaços.
Mongo é gigante-unfriendly
Cuidado com as escolas-cidade, com os hospitais-cidade, com as mega-estruturas num mundo complexo. Cuidado com as Torre de Babel.
Servitização
"A Elis opera no aluguer e manutenção de roupa de cama, de cozinha e para casa-de-banho, de utensílios de limpeza para casa-de-banho, dispensadores de água e de tapetes e na personalização de fardas de trabalho para os sectores da hotelaria e restauração, saúde, indústria, comércio e serviços."Tudo é serviço!
Servitização: Produz-se roupa de cama mas já não se vende roupa de cama, vende-se um serviço onde entra a roupa da cama.
Trecho retirado de "Francesa Elis investe 20 milhões e cria até 350 empregos em Torres Vedras"
Economia das Experiências
Mais um exemplo da economia das experiências: "Caves Cálem investem três milhões em experiências sensoriais vínicas":
"Maite, que chegou de Espanha há poucos dias, aplaude a ideia de descobrir o mundo da vinicultura sozinha. “Despertou-me os sentidos e acho que não me escapou nada do museu, onde posso mexer, tocar e até cheirar caixas perfumadas de amora, framboesa ou baunilha, numa mesa para também adivinhar qual o aroma”, diz. Segue logo, sem demora, para a próxima descoberta: desde a vindima na adega, passando pela fermentação até ao envelhecimento e engarrafamento. Mais à frente, uma mostra do solo de xisto e argila do Douro chama-lhe a atenção que, de seguida, salta para as caixas de luz que exploram as tipologias de vinho do Porto — Branco, Ruby, Tawny e Rosé — com a respectiva evolução da tonalidade. E um questionário interactivo pergunta-lhe “Qual é o seu Porto?” para depois lhe enviar um rótulo personalizado com uma sugestão."
sexta-feira, julho 28, 2017
Curiosidade do dia
Em Julho de 2007:
Mais de 10 anos depois: "Portela foi dos ‘hubs’ que mais cresceu no Mundo desde 2007":
Dá que pensar não dá?
A leviandade com que os governos normandos torram dinheiro que será futura impostagem aos saxões do costume.
"Jorge Coelho quer aprovar, até ao fim deste mês, a construção de um novo aeroporto de Lisboa na Ota."Lembram-se da urgência da construção? A Portela estava a abarrotar e não aguentaria muito mais tempo.
Mais de 10 anos depois: "Portela foi dos ‘hubs’ que mais cresceu no Mundo desde 2007":
"O aeroporto de Lisboa, agora designado Aeroporto Humberto Delgado, foi dos hubs que mais cresceu em todo o Mundo nos últimos dez anos,"Cresceu 176%!!!
Dá que pensar não dá?
A leviandade com que os governos normandos torram dinheiro que será futura impostagem aos saxões do costume.
1 + 1 = 3 ?
Daqui "Indústria 4 ponto o quê?": perspectivas de crescimento das empresas e a falta de trabalhadores a acentuar-se.
Daqui "Norte - Estrutura, Ano I nº 2": a evolução demográfica a Norte (uma década de declínio demográfico).
Como relacionar com "Metade das empresas vai contratar mais pessoas mas nem uma quer aumentar salários"?
Se a procura por trabalhadores vai aumentar e se a chegada dos mesmos ao mercado de trabalho vai continuar a baixar... é preciso tirar o cavalinho da chuva e acreditar que isso vai ser obtido sem ser à custa de salários mais altos.
Salários mais altos implica continuar a subir na escala de valor.
Daqui "Norte - Estrutura, Ano I nº 2": a evolução demográfica a Norte (uma década de declínio demográfico).
Como relacionar com "Metade das empresas vai contratar mais pessoas mas nem uma quer aumentar salários"?
Se a procura por trabalhadores vai aumentar e se a chegada dos mesmos ao mercado de trabalho vai continuar a baixar... é preciso tirar o cavalinho da chuva e acreditar que isso vai ser obtido sem ser à custa de salários mais altos.
Salários mais altos implica continuar a subir na escala de valor.
Seru (parte IV)
Parte I, parte II e parte III.
"seru highlights the need to define productivity more specifically in terms of value creation, rather than output. Elaborating the definition of produc- tivity and the TSEF in this way provides insight into why and how production operations deploying seru have been competitive in spite of high labor and other costs."Posso ser um anónimo da província mas ando muito, muito à frente. Perdoem-me a falta de modéstia.
One more time, it is not about cost!
"In 1969, manufacturing strategy pioneer Wickham Skinner wrote about the missing link between an organization's strategy and its operations. In this provocative Forum essay, Richard Schon- berger and Karen Brown argue that this gap is still very much a reality in that both academics and practitioners tend to subscribe to an overly narrow view of operations. [Moi ici: Aquilo a que este anónimo da província chama de mentalidade da tríade, demasiada concentração na eficiência] In a nutshell, there is still too much focus on efficiency.Antes de me sentar a citar este texto dei uma caminhada de 5km por ruas secundárias de Mafamude que não visitava desde 1973. A certa altura olho para uma série de "lojas": uma de imobiliário, uma híbrida entre a mercearia e a chinesa, uma como ginásio de educação, outra de ... e veio-me à mente o pensamento de que reconheceremos Mongo quando começarem a aparecer nos espaços de loja: unidades de fabricação com 2 ou 3 trabalhadores e tecnologia.
...
an excessive focus on costs effectively transforms cost into the default competitive priority. A case in point: why do we speak and write about “low-cost environments”? Why is one particular performance dimension privileged like this in our conversations about the geography of manufacturing? Has anyone ever written about “high-responsiveness environments”? Why not?
The task of the operations function is often taken as a given and unchanging. But, in uncertain environments, both task and its boundary conditions change over time e static and dynamic efficiency are very different things. Like Skinner wrote on multiple occasions throughout his career, we must not conceive of operations as a perfunctory task e an immediate candidate for outsourcing and offshoring. Rather, it often belongs to the organizational and strategic core of the firm, and as such must remain strategically relevant over time. If the objective is to remain in sync with changing markets, outsourcing and offshoring may well be the worst decision imaginable."
Trechos retirados de "One more time, it is not about cost!"
Preocupação séria
Há dois anos escrevi:
Agora, "Doença "fastidiosa" do olival em Espanha está a assustar o Alentejo". Espero que alguma coisa tenha sido feita em termos de preparação. Infelizmente não acredito muito nesta hipótese.
"Espero que isto não chegue cá, espero que alguém ande a preparar os alarmes e as trancas antes de chegarem os ladrões, "European Commission Publishes Xylella Fastidiosa Factsheet"."
Agora, "Doença "fastidiosa" do olival em Espanha está a assustar o Alentejo". Espero que alguma coisa tenha sido feita em termos de preparação. Infelizmente não acredito muito nesta hipótese.
quinta-feira, julho 27, 2017
"It begins when the customer becomes aware of the possibility to evolve"
"a JTBD describes how a customer changes or wishes to change. With this in mind, we define a JTBD as follows:
A Job to be Done is the process a consumer goes through whenever she evolves herself through searching for, buying, and using a product.
It begins when the customer becomes aware of the possibility to evolve.
It continues as along as the desired progress is sought.
It ends when the consumer realizes new capabilities and behaves differently, or abandons the idea of evolving.
...
A consumer goes along his life as he’s come to know it. Then things change. He is presented with an opportunity for self-betterment — that is, make changes so he can grow. When or if he finds a product that helps him realize that growth opportunity, he can evolve to that better version of himself he had imagined."
Trechos retirados de "What is Customer Jobs? What is a Job to be Done (JTBD)?"
Uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa (parte V)
"That mismatch has engendered a kind of schizophrenia in the way computer companies view their supply chains. They cling to measures of physical efficiency such as plant capacity utilization and inventory turns because those measures are familiar from their mainframe days. Yet the marketplace keeps pulling them toward measures of responsiveness such as product availability.
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There is a kind of schizophrenia in the way computer companies view their supply chains.
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How does a company in the upper right-hand cell overcome its schizophrenia? Either by moving to the left on the matrix and making its products functional or by moving down the matrix and making its supply chain responsive. The correct direction depends on whether the product is sufficiently innovative to generate enough additional profit to cover the cost of making the supply chain responsive.
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A sure sign that a company needs to move to the left is if it has a product line characterized by frequent introductions of new offerings, great variety, and low profit margins. Toothpaste is a good example. A few years ago, I was to give a presentation to a food industry group. I decided that a good way to demonstrate the dysfunctional level of variety that exists in many grocery categories would be to buy one of each type of toothpaste made by a particular manufacturer and present the collection to my audience. When I went to my local supermarket to buy my samples, I found that 28 varieties were available. A few months later, when I mentioned this discovery to a senior vice president of a competing manufacturer, he acknowledged that his company also had 28 types of toothpaste—one to match each of the rival’s offerings.
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Does the world need 28 kinds of toothpaste from each manufacturer? Procter & Gamble, which has been simplifying many of its product lines and pricing, is coming to the conclusion that the answer is no. Toothpaste is a product category in which a move to the left—from innovative to functional—makes sense.[Moi ici: Um artigo escrito em 1997. Recordar a evolução para Mongo, cada vez mais gente fora da caixa. E para certas tribos isto é fundamental e não pactuam com a funcionalidade pura e simples]
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In other cases when a company has an unresponsive supply chain for innovative products, the right solution is to make some of the products functional and to create a responsive supply chain for the remaining innovative products."
Seru (parte III)
Parte I e parte II.
Continua.
"The typical seru implementation process can be summarized as follows:
1. As customer demands fluctuate, assembly line inefficiencies become apparent and a strategic choice to emphasize responsiveness is made.
2. Assembly lines are dismantled and replaced with divisional seru systems through resource collocation and removal/replacement, cross-training, and autonomy.
3. Expensive dedicated equipment is replaced by inexpensive general-purpose equipment that can be duplicated and redeployed as needed by serus.
4. As cross-training progresses, divisional serus evolve into rotating serus and yatais.
5. As the seru system matures, cell configurability is developed so that exactly the cells required to meet demand can be rapidly formed, then dismantled once demand is met.
...
In the years leading up to 1992, production of most high- volume, low-value-added Japanese products was being shifted to low-cost countries because of the Japanese yen's sharp rise. Sony's products did not lend themselves to such offshoring, however, because they were characterized by high variety, low volume, and high value added, with frequent design updates and generational changes. Sony first attempted to respond to its high demand volatility by applying the Toyota Production System mixed-product method to its conveyor lines, but the demand volatility for Sony products substantially exceeded that of Toyota. Rapid changes in product technologies and configurations called for lines to be reconfigurable, whereas the Toyota Production System emphasized investments in expensive, synchronized, integrated production lines. Thus, Sony chose to design its production system to respond to demand volatility, rather than eliminate it as occurs under the Toyota Production System.
...
Conveyers were replaced by workbenches, and simple equipment and manual tools were used, so that serus could be constructed, modified, dismantled, and reconstructed quickly and frequently. Although divisional serus were considerably more flexible than assembly lines with respect to product variation and volume changes, the demand for some products was volatile enough to require even more flexibility, so some of the divisional serus were converted into rotating serus.
...
As product variants proliferate and product life-cycles shorten, needs for changeovers and transitions rise. In this case, assembly lines with highly specialized workers and equipment (and resulting costly and lengthy change- overs) are likely to struggle more and more to maintain acceptable levels of utilization (uptime). Given the need to meet these highly varying demands, seru systems actually produce swifter and more even flows than assembly lines, because they handle transitions more quickly and efficiently. The emphasis under seru that all tasks are completed in a single cell, all required resources are made available in the cell, and that everything not required is eliminated, has as its objective to support the swift and even flow of products."
Trechos retirados de "Lessons from seru production on manufacturing competitively in a high cost environment" publicado pelo Journal of Operations Management, 49-51 (2017) 67-76.
Continua.
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