quarta-feira, agosto 20, 2014

Qual é o verdadeiro produto que a nossa agricultura pode oferecer? (parte III)

Parte I, parte II.
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Eis um excelente exemplo de como David actua "Content Marketing: How a farm justifies premium pricing":
"The egg market is a perfect example of how value, and marketing’s role in the communication of that value, can be added to what was previously a commodity in order to produce higher margins.
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Take a look at the market for eggs. There’s white. Brown. Hormone free. Antibiotic fee. Vegetarian fed. Grass fed. USDA organic. Free range. The list goes on.
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Of course, there is a range of prices for these different attributes, ranging from $2.78 per dozen to $5.49 per dozen in a recent Consumer Reports article, for example.
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This creates a dilemma for the consumer and a challenge (and opportunity) for the marketer."
 O artigo inclui um exemplo concreto de como um pequeno produtor, como uma produção pouco ou nada escalável pode subir na escala de valor apostando na decomoditização e no relacionamento.
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Vale a pena ler.

terça-feira, agosto 19, 2014

Curiosidade do dia

Durante caminhada no Circuito de Salreu apanhei isto com o telefone:
Pareceu-me um exemplar juvenil de Oriolus oriolus (papa-figos):

Certamente culpa do governo ou da oposição

Esta manhã, num caminho que acompanha o rio Antuã depois de Estarreja e em direcção à ria de Aveiro:

Depois, ... estão já a imaginar o resto da cena?

Raro é o dia em que um Golias não me dá sinais de como estão velhos, sem energia, gastos, impotentes. Há muito que perderam o Norte na sua relação com os clientes, em vez de serviço pensam primeiro em custo.
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Segunda-feira (11 de Agosto), depois de ver em família os Guardiões da Galáxia no 8ª Avenida em São João da Madeira, fui ao Continente para comprar um frango de churrasco para o jantar.
18h52 tiro a senha nº 5 do Take Away.
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Os minutos passam e passam e passam, percebo que a única funcionária presente só está a servir os clientes da Charcutaria. Impressionante, apreciei o ritmo de trabalho da moça, sempre a trabalhar e sem engonhar. Depois, lá pelas 19h10 chega outra funcionária que assume o serviço na Charcutaria, passando a outra para o Take Away. Como era o primeiro lá fui servido, não me contive e dei os parabéns à moça pela sua pedalada, apesar de, por dentro, estar a dizer mal da SONAE.
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Domingo passado, foi numa fila para pagar na Decathlon de Matosinhos, os clientes à minha frente queriam não sei o quê e a moça da caixa estava a tentar ajudá-los. Estive cerca de 15 minutos à espera e desisti, deixando as compras na fila. A certa altura a moça da caixa estava a falar para dois telefones em simultâneo. Entretanto, chega um colega, toma nota da referência e... nunca mais apareceu. A Decathlon, que tanto fala de inovação e, ainda não arranjou um app qualquer para facilitar a vida aos seus funcionários... 
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Escrevi isto há dias e já estive para apagar este texto umas duas vezes. No entanto, hoje, ao ler "Just a little bit better doesn’t delight customers, it puts them to sleep", concluí que eram uma boa ilustração para esta frase:
"A safe bet in most industries is this: 99.99% of the things we do in business are being done the way they have always been done. No one has re imagined how things should be done."
Fico sempre a pensar que alguém, bem mais empreendedor do que eu, um dia há-de olhar para o desempenho destes gigantes junto dos seus clientes e...
... há-de ajoelhar-se e seleccionar cinco seixos.
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Depois, ... estão já a imaginar o resto da cena?

Niven e a perspectiva dos clientes (parte I)

"Developing Objectives for the Customer Perspective
The customer perspective must provide answers to three questions:
1. Who are our target customers?
2. What do they expect or demand of us as an organization—what needs are we serving?
3. What is our value proposition in serving them?"
Paul Niven escreveu isto em "Balanced Scorecard Evolution - A Dynamic Approach to Strategy Execution".
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Quando olho para a perspectiva dos clientes no mapa da estratégia de uma organização, onde facilitei o seu desenvolvimento, vejo, não a resposta a estas perguntas mas resultados:

Resultados que respondem a outras três perguntas:

  • quantos clientes novos conquistamos?
  • conseguimos satisfazer os nossos clientes?
  • conseguimos fidelizar os nossos clientes?
E então, onde estão as perguntas de Niven?
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Continua


Erros e inovação (parte II)

Na sequência de "Erros e inovação" este texto de Harold Jarche, "Error reduction interferes with gaining insights":
"Fifty-eight of the top Fortune 200 companies bought into Six Sigma, attesting to the appeal of eliminating errors. The results of this “experiment” were striking: 91 per cent of the Six Sigma companies failed to keep up with the S&P 500 because Six Sigma got in the way of innovation. It interfered with insights."
Depois, com base na Cynefin Framework, Jarche mostra o porquê do problema, complexo é diferente de complicado.

segunda-feira, agosto 18, 2014

Qual é o verdadeiro produto que a nossa agricultura pode oferecer? (parte II)

Parte I.
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Tenho idade suficiente para me recordar de um tempo em que não havia legumes congelados à venda. Só se comiam ervilhas e favas por altura da Páscoa (ainda hoje, tento comprar ervilhas frescas na altura da Páscoa porque têm um sabor diferente e muito mais saboroso).
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Sou do tempo em que só se comiam maçãs no tempo das maçãs e uvas no tempo das uvas, só se comiam frutos tropicais (manga e papaia) quando os meus avós de Angola vinham à Metrópole. Sou do tempo em que um texto sobre uma criança em estado terminal num hospital, ter desejado comer morangos (?) fora da época, e a cooperação que isso gerou para que o desejo fosse satisfeito; descobrir um país onde fosse época de morangos e transportá-los numa espécie de estafeta aérea até ao hospital, fazia parte do livro da disciplina de Português em 1977 ou 78.
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Hoje, temos fruta todo o ano, se agora não é a época das uvas na Europa, podem vir do Chile. E se não podem vir do Chile, talvez seja altura delas na Austrália ou na África do Sul.
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Li recentemente um artigo de Tim Worstall que no jornal encontra este relato, digno de um Portas da lavoura:
"A shopper was dismayed to discover his local Tesco selling 22 different varieties of apples but not one of them was British.
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Leo Deen checked 22 different varieties of the fruit at Tesco on Hibel Road in Macclesfield for a native apple – before walking away empty handed.
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Instead he found fruit which had been transported thousands of miles from Chile, the U.S., New Zealand and South Africa.
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‘Supermarkets should be buying local or at least from the same country and supporting British farmers, not flying in apples from the other side of the world during peak apple season in this country.’"
No jornal, correndo o risco de passar despercebido, este pequeno pormenor relatado pela Tesco:
"The traditional British apple season runs from September to July and our first new season British apple was in store this weekend.'"
Qual é o mês em que estamos?
Qual é o mês em que não há produção de maçãs em Inglaterra?
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Tim, no seu blogue, refere este calendário.
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Escrevo isto motivado por este artigo "Fruta exportada é mais cara do que a importada".
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Porque nos habituámos a comer fruta fresca durante todo o ano, independentemente da época de produção em Portugal, haverá sempre necessidade de importar fruta. Agora o que realmente me interessa salientar é:
"Tendo em conta os primeiros cinco meses deste ano, e de acordo com os dados do Eurostat, Portugal exportou pêras, laranjas, maçãs e kiwis, em valor por tonelada muito superior às importações."
Alguém está a fazer um bom trabalho de valorização e diferenciação.
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Apetece recordar aquela citação acerca do spa que venda tratamentos de pele feitos por lesmas, ver parte I desta série:
"So before you copy the spa’s method and do something that doesn’t scale, (Moi ici: No artigo pode ler-se "No entanto, salienta, tem algumas fragilidades, como a falta de organização e o baixo nível de concentração da oferta"understand what is the real product and what is just there to sell the real product." 
Se calhar são essas fragilidades que também contribuem para a marca Portugal e permitem a diferença de preço... autenticidade, menos associação a vómito agro-industrial.

Solidariedade intergeracional

Deve ser a isto que se chama solidariedade intergeracional:
"The older generation benefited from decades of rock-solid job protection, union-guaranteed salary increases and the promise of a comfortable retirement. All this has allowed them to weather Europe's longest postwar crisis reasonably well.
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By contrast, many younger Europeans can hope for little more than poorly paid, short-term contracts that often open a lifelong earnings gap they may never close. Employers in many countries are reluctant to hire on permanent contracts because of rigid labor rules and sky-high payroll taxes that go to funding the huge pension bill of their parents.
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The breach is widening: Median income for people over 60 rose between 2008 and 2012 in nearly every European Union country, according to Eurostat; it declined for people under 25 in almost half the EU countries, including in Spain, Portugal, the U.K. and Holland."
Trecho retirado de "In Europe, Job Protections for Older Generation Are Barriers for Younger Workers"

Em "Italian Prime Minister Renzi Struggles to Find Funds for Economic Plan", pode ler-se:
"If you exclude health care and pensions, reaching the savings targets becomes almost impossible,"

BTW, "Desigualdade entre novos e velhos é cada vez maior"

Esse número não é o preço

"Value in B2B markets is a number.
You save them money, you make them money, or you create an emotional connection with them."
Esta frase de Stephan Liozu merece reflexão.
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O que é que uma PME faz para calcular esse número?
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Esse número não é o preço.

Qual é o verdadeiro produto que a nossa agricultura pode oferecer?

Li "Authenticity, Repurposed, in a Mason Jar" e ao reflectir sobre:
"an aversion to processed food was intensifying. More people became focused on self-sufficiency and eking out as much value as they could from what they bought — and at a reasonable cost.
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“Everywhere I look as I study consumers, I see this growing quest for more and more control,” Ms. Koehn says. “Control not only over where stuff comes from and what it’s made of, but how it’s made.”
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The personalized food movement, as Mr. Scherzinger calls it, began to emerge. According to him, 82 percent of Jarden Home Brands’ customers have their own gardens, and many patronize farmers’ markets."
Recuei até Janeiro deste ano e a "Se a tribo dos Qimondos imaginasse..." e a Junho último com "A marca Portugal"...
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Por fim, relacionei tudo isto com um excelente texto que li durante a minha caminhada matinal no último Domingo "Snail Slime Pricing – Why do the unscalable thing?".
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O primeiro artigo, o dos trechos acima, aponta para consumidores que querem autenticidade e querem controlar o que comem. O segundo artigo aborda a economia agro-alimentar de um país como a Dinamarca, muito bem sucedida mas por ter apontado no caminho da industrialização maciça e na tecnologia de ponta. O terceiro artigo refere como a agricultura portuguesa é conhecida, por contraponto com a espanhola.
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Por fim, o quarto artigo termina desta forma magistral:
"So before you copy the spa’s method and do something that doesn’t scale, understand what is the real product and what is just there to sell the real product." 
Porque o país é pequeno e muito montanhoso não podemos ter a escala espanhola, porque não temos capital para investigação e tecnologia não podemos ter "dinamarquices", mas temos a autenticidade e o clima.
Qual é o verdadeiro produto que a nossa agricultura pode oferecer?

domingo, agosto 17, 2014

Acerca da narrativa das pescas e da CEE

Algo que não encaixa na narrativa dominante sobre as pescas portuguesas:
"The overall supply of fish (in tonnage) into Portugal, with a crude net volume measured as domestic landings + exports – imports was around 500,000 t annually in the early 1960s, reaching a peak of 627,000 t in 1967. For reasons explained above, it subsequently fell to a bottom level of 246,000 t in 1979. By the mid 1980s, supply started increasing. In 2007, total supply was estimated at 655,000 t, the highest level ever recorded."
Algo que nunca ouvi nas narrativas dos políticos, a propósito da "maldade" da CEE em relação à pesca portuguesa:
"In addition to these macroeconomic perturbations, the fisheries sector was exposed to a major shock of its own: the introduction of 200 mile Exclusive Economic Zones in 1977, as a consequence of Extended Fisheries Jurisdiction (EFJ).
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Portugal was traditionally a DWFS. The Portuguese long distance fleet operated mainly in the North and Southeast Atlantic, targeting mainly cod (G. morhua) and hake (Merluccius spp.), respectively.
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However, with the advent of the 200 mile EEZs by coastal states in the latter part of the 1970s, countries with distant water fleets such as Portugal suffered from this change. Due to the combined effects of Extended Fisheries Jurisdiction and the end of international open access fisheries, the oil shock and the aftermath of the Revolution, the fishing sector faced tremendous difficulties."

Trechos retirados de "An economic analysis of the Portuguese fisheries sector 1960–2011" de Trond Bjørndal, Alena Lappo e Jorge Ramos.

Mongo passa por isto (parte II)

Parte I.
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A revista Inc de Maio passado no artigo referido na parte I, trazia esta figura muito interessante e instrutiva:

BSC numa IPSS (parte VIII)

Parte I, parte II, parte IIIparte IVparte Vparte VI e parte VII.

Na sequência da parte IV.
"Measures, Not Strategic Initiatives.
It’s not uncommon for Scorecard developers to include at least a measure or two to the effect, “Complete project X by September 30.” This reflects an initiative - an action taken to assure success on the measure - not a measure itself. Should they be fortunate enough to complete the project, does the measure simply vanish from the Scorecard?
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In this case, the Scorecard creators should ask, “What happens on September 30? How are we better off as an organization? How are prospects improved for our customers or clients?” In other words, “Why are we embarking on this initiative?” Answering these questions may lead to the development of a more appropriate performance measure. If, however, the initiative is vital to the organization’s strategy, you may include a variant of it on the Scorecard by tracking milestone completions on the path to completing the initiative. Once the project is finished, you can transition to a measure that reflects why the organization invested in the initiative."

Trecho retirado de "Balanced Scorecard Evolution - A Dynamic Approach to Strategy Execution", de Paul Niven.

E no seu caso?

Algo que acontece com alguma frequência nas empresas, iludidas pelos números das vendas:
"Our largest customer was among our least profitable. Indeed, customers in the middle of the pack, which didn’t demand substantial resources, were more profitable than the giant we fawned over.
What happened? We made a mistake that’s exceedingly common in business: We measured the wrong thing. The statistic we relied on to assess our performance—revenues—was disconnected from our overall objective of profitability. As a result, our strategic and resource allocation decisions didn’t support that goal.
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The authors’ survey of 157 companies showed that only 23% had done extensive modeling to determine the causes of the effects they were measuring. The researchers suggest that at least 70% of the companies they surveyed didn’t consider a nonfinancial measure’s persistence or its predictive value. Nearly a decade later, most companies still fail to link cause and effect in their choice of nonfinancial statistics.
But the news is not all bad. Ittner and Larcker did find that companies that bothered to measure a nonfinancial factor—and to verify that it had some real effect—earned returns on equity that were about 1.5 times greater than those of companies that didn’t take those steps.
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companies that make proper links between nonfinancial measures and value creation stand a better chance of improving results."
E a sua empresa, tem um mapa da estratégia?
Relaciona indicadores financeiros e não-financeiros através de um conjunto de relações de causa efeito que traduz a estratégia?

"companies that make proper links between nonfinancial measures and value creation stand a better chance of improving results"

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Trechos retirados de "The True Measures of Success"

sábado, agosto 16, 2014

Acerca da incapacidade de execução da estratégia

Acerca da incapacidade de execução da estratégia:
"Only 20%-30% of corporate and business unit strategies successfully deliver expected results.
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Despite awareness of the problem, the statistic itself has not really changed much in the last 20 years. What never ceases to amaze me is why people continue doing something that failed to work 80% of the time. Why is this myopia, this herd mentality, and this rationalization of mediocrity so prevalent? Our observations and experience indicate that:
  • Less than half of all current strategic initiatives are aligned with company strategy
  • Only 1 in 7 strategic initiatives add value beyond “break even”
  • The ROI on Strategy delivers 80% less than plan
  • Companies invest billions every year on strategies that don’t improve business results or increase the value of the company
  • Average CEO tenure is less than 4 years"
Trecho retirado de "Strategy – Why It’s Broken And How To Fix It"

Mais um habitante de Mongo

Um artigo que simboliza Mongo em vários aspectos, "As facas do melhor restaurante do mundo saíram das mãos de Paulo, the bladesmith".
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Artesão, artista, autenticidade, peças únicas, paixão, amor pelo produto, ...
"Abre gavetas onde guarda uma mistura de facas, algumas terminadas, outras que são ainda projectos em curso. Num pequeno caderno, vai fazendo desenhos, estudos. Algumas têm uma forma mais próxima da adaga, outra (já feita) é um estilete de cabo retorcido, outras são facas de trabalho, com a guarda em bronze batido, ou em corno de búfalo, as lâminas afiadas, a parte de cima tosca, martelada. “Não faço facas perfeitas; para isso, existem as fábricas.”"

liderar o mercado

"O Bernardo quer liderar o mercado de fitness"
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E o que quer dizer com "liderar o mercado"?
"A Solinca Health & Fitness quer ser líder de mercado
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Queremos possibilitar que o exercício físico seja para todos, em qualquer lugar. A nossa aposta foca-se em democratizar e universalizar o acesso a estes serviços."
Quem não quiser enfrentar a Solinca de frente, recordar "How the Weak Win Wars", deve pensar naquilo que o modelo de negócio da Solinca não privilegia, recordar "Treat different people differently. Anything else is a compromise".
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Há muitas formas de ser líder de mercado:
  • pela quota de mercado;
  • num dado segmento;
  • numa dada geografia;
  • pela notoriedade;
  • ...
Não há uma forma única de abordar o mercado porque os clientes não são todos iguais e têm diferentes bolsas e motivações.


Porque não somos plankton... (parte III)

Parte I e parte II.
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Uma narrativa muito mais de acordo com o que penso que está a acontecer, em "Disrupting Procter & Gamble":
"P&G’s development process actually reminds me of how we used to develop on-premise enterprise software: long 18- to 24-month cycles, a handful of beta testers—almost like a focus group—and then a big launch to manufacturing and worldwide sales channels. The hit products were huge, but there were also many high-profile flops—for example, Groove Networks.
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That’s exactly what Quirky has figured out and why they have the potential to disrupt the entire P&G business model. Ben Kaufman, Quirky’s founder and CEO, had the vision to democratize product development. He assembled a team of professionals across design, merchandising, legal, manufacturing and marketing to work with a worldwide community of participants who collaborate on every aspect of product development. The community contributes ideas, names and slogans, pricing input, marketing tips, manufacturability suggestions and will soon be able to offer in-store merchandising help.
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Is it possible that the collective brainpower of thousands of people can be more successful than the experts at P&G?"

E não esquecer a última citação de "A crise tem as costas largas"

sexta-feira, agosto 15, 2014

A crise tem as costas largas

Há bocado no Twitter chamaram-me a atenção para uma mensagem de Henrique Monteiro no FB:
"Depois de ler (Expresso) que Proença de Carvalho quer contratar economistas para demonstrar a implicação da crise geral na crise do GES, ..."
Lembrei-me logo de um velho postal "KARSTADT: DEATH OF A LEGEND (BUSINESS MODEL)" onde se pode ler:
"The German retail and travel conglomerate Arcandor AG formerly known as KarstadtQuelle AG filed on June 9th 2009 for insolvency. It claims that the financial crisis is the reason. It had asked the German government in May for state aid but the government refused. But is the financial crisis the real reason for the dire situation? I do not think so. The business models of its retail activities (Karstadt and Quelle) are just dead. The management did not innovate on its business model and that is the reason for failure."
Segue-se um excelente texto com argumentos que tentamos divulgar ao longo dos tempos neste blogue.
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BTW, a propósito da decisão da P&G relatada em "Porque não somos plankton...":
"The next lesson is that all activities at corporate level like selling non-core assets do not solve your problems of an ailing business model. The solution must be found on the business level not on a corporate level. If you cannot fix it, than sell or close it early. Success in business is not defined on corporate level but by its business model!"

E, entretanto,

Gente que constrói um amanhã:
  • "Chocolates Imperial expandem-se e entram nas lojas Walmart no Brasil"
  • "Fábrica da Mitsubishi arranca com exportação para Marrocos"
  • "Porto de Faro exporta cimento para o Norte de África"
  • "Empresário investe três milhões em fábrica de atum no Faial"
  • "Bfruit já exporta 150 t para Holanda, Bélgica e Brasil"
  • "Porminho investe dois milhões para ganhar mercados"
Não são divagadores que sentados num café, ou em frente a um ecrã, lançam postas de pescada sobre como acham que o mundo deve funcionar, são gente com skin-in-the-game, gente que em Maio espalha bosta nos terrenos.
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Verdadeiros heróis anónimos...