sexta-feira, novembro 27, 2009

Acetatos BSC e Scorecard Capital Humano (sessões 3 e 4)

Os acetatos podem ser obtidos aqui.

Espanha, Espanha, Espanha

É deprimente ler notícias de Espanha e perceber a embrulhada em que estão metidos ... com um governo que ... sem comentários.
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Este artigo da Bloomberg é de fazer chorar "Bullrings, Theme Park Can’t Stop 20% Spanish Jobless" até apetece perguntar se Zapatero e Bettencourt Resendes não são uma e a mesma pessoa dado o prafrentismos com que abordam as questões económicas. Não selecciono nenhum trecho em particular porque todo o artigo é um must, um hino ao deboche despesista, à orgia de dívida, à loucura irracional de pensar que esta crise era um episódio curto e que dentro em breve tudo voltaria ao normal.
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Outro artigo a reler para ficar aparvallhado com o nível a que a coisa chegou em Espanha é este do The Economist "Unsustainable". A ministra das finanças espanhola também saiu um cromo de caderneta (tipo: bacalhau, cabrito e cobaia do meu tempo de criança):
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"As Elena Salgado, the finance minister, claims, this gives the system a certain flexibility. But it is bad for productivity. Inefficient workers on permanent contracts are protected. There is no incentive to train the young and the temporary."
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Assim, segundo a ministra: A baixa produtividade espanhola deve-se a uma legislação laboral que protege os trabalhadores ineficientes...
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Existem trabalhadores ineficientes que são protegidos pela legislação laboral? Sim existem! Está aí a causa da baixa produtividade espanhola? Não!!!!!!!
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Tal como Vanzeller e Ferraz da Costa, a ministra concentra-se no "como produzir", foca-se nos custos, olha para o denominador da equação da produtividade. Quando, IMHO, o problema está na decisão sobre o que produzir (decisão que não cabe aos trabalhadores), quando a solução está na criação de valor, quando há que olhar para o numerador.
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Gente básica e ignorante

Enquanto os políticos se entretêm a discutir o sexo dos anjos, o segredo de justiça, a gripe A, o aquecimento global, a catequese jacobina, o bug do ano 2000, a gente não entra em batalhas de retórica e oratória em que o objectivo não é chegar a uma conclusão mas ocupar tempo de antena.
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Faz-me lembrar as empresas em que na reunião mensal para análise do desempenho e tomada de decisões, há sempre uns directores de departamento que não estão na reunião para resolver um problema, ou melhorar uma situação, estão lá só para tentar iludir o escrutínio naqueles 15 minutos onde têm de justificar o desempenho, e quando saem da ribalta sentem um alívio... todas as vezes que oiço os debates quinzenais na Assembleia da República recordo esta cena.
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Por vezes, os políticos baixam a guarda e falam de coisas onde a retórica e a oratória (o que é a guerra da designação do orçamento agora revisto?) não os podem salvar, e aí munidos de factos percebemos como esta gente é básica e ignorante.
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No Jornal de Negócios "José Sócrates: "Estou preocupado com subida do euro face ao dólar""
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Onde se pode ler esta pérola:
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"“Nós não somos um país de serviços”, sublinhou o primeiro-ministro português à Bloomberg. “Estamos a ter um bom desempenho no sector industrial e queremos competir nesse campo em todas as áreas e exportar com valor acrescentado, ou seja, com produtos de qualidade nos mercados mais sofisticados”, acrescentou."
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Há dias ouvi na SIC Medina Carreira, o homem dos números, dizer que a contribuição da agricultura e indústria para o PIB rondava os 28%... pois, não somos um país de serviços.
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Ah! Mas isso não é argumento, você sabe o Medina Carreira... o tipo não regula bem.
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E o INE regula bem?
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"Na estrutura empresarial predomina a área dos serviços, quer se tenha em consideração o número de empresas, o número de pessoas ao serviço ou o volume de negócios. Segundo dados referentes a 2005, 78,0% das empresas pertenciam a este sector, representando 61,9% do número de pessoas ao serviço e 62,7% do volume de negócios."

Surreal

A revista Harvard Business Review deste mês é dedicada ao homem que mudou a minha vida, Peter Drucker.
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Várias páginas da revista incluem reflexões sobre um título comum "What I Learned From Peter Drucker". Peter Paschek no artigo "The Responsibility of Management Consultants" escreve:
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"... many business leaders... Their predominant concern remains maximizing short-term shareholder value - a narrow focus that Drucker decried.... Management consultants - being "central to the development of the teory, the discipline, and the profession of management" - as a whole are no better. They focus almost entirely on the economic side of management. All too often cost-cutting and layoffs are their prescriptions."
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O texto é muito bom e tenho de voltar a ele brevemente, para reflectir sobre mais sumo que encontrei. No entanto, fico por aqui, por agora, acho que este trecho é bom para enquadrar o sentimento que me percorreu quando li este artigo no semanário Vida Económica "Barcelos cria pólo industrial na Roménia para deslocalizar o sector têxtil"
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O texto é um hino ao curto-prazismo... só espero que não estejam a ser apoiados por fundos públicos portugueses.
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Só sabem competir no preço e acreditam que podem fazer a diferença na Roménia... Uauuu tanta ingenuidade... tanta que se calhar têm mesmo apoio de fundos públicos portugueses.
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Aconselho a ler o livro How we Compete de Suzanne Berger, já existe uma versão portuguesa. A leitura pode ter duas funções: perceber como é possível ter empresas têxteis rentáveis em LA ou Nova Iorque; e perceber o encravanço em que se meteram empresas italianas que se deslocalizaram para a Roménia e logo a seguir recuaram.
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Se ainda não levantaram os olhos do chão e só conseguem ver o denominador da equação da produtividade... talvez não percebam o que aconteceu ao exemplo da têxtil americana que se deslocalizou para a Mongólia... para depois perceber que o seu problema não era custos, era ter um produto envelhecido.

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«temos de assumir que um país como o nosso já está encostado a uma certa fasquia nos custos de produção que faz com que certos produtos já não possam ser feitos cá». E, nesta lógica, «quanto mais condições dermos a um empresário para que se deslocalize, mais lhe estamos a dar competências para se manter no mercado, fazendo com que o benefício obtido lá fora se reverta em melhores empresas cá dentro». Ou seja, há qualquer coisa de surreal nisto... quanto é que ganha a ACIB com isto... são eles que estão a promover a deslocalização.

As famosas...

As famosas opções de futuro!!!
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Produzir bens transaccionáveis!!!
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Qual a percentagem da mão de obra activa que trabalhava na agricultura quando Portugal aderiu à CEE? O que a diferenciava da média europeia?
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Qual a percentagem da mão de obra activa que trabalha na construção civil em Portugal? O que a diferencia da média europeia?

quinta-feira, novembro 26, 2009

O deboche despesista (parte II)

Talvez estas vozes e o destino dos grandes dominós grego e espanhol venham impor o fim do deboche despesista em que os governos se têm envolvido.
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Talvez o Dubai também ajude à festa.
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A espiral despesista e irracional em que se envolveram os governos talvez desemboque na necessidade de uma guerra para desviar as atenções... este postal dá muito que pensar "Marc Faber Sees War Against an Invented Enemy and a Big Financial Bust":
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""I think eventually there will be a big bust and then the whole credit expansion will come to an end," Faber added.
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"Before that happens, governments will continue printing money which in time will lead to a very high inflation rate, and the economy will not respond to stimulus".
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In one of his Gloomiest predictions, Faber, referred to as Dr Doom, said "the average family will be hurt by that, and then in order to distract the attention of the people, the governments will go to war".
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"People ask me against whom? Well, they will invent an enemy," Faber said."
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"Faber: The years 2006 and 2007 were "the peak of prosperity" and the world economy is not likely to return soon to that level.
Mish: Agreed. I had quite some time ago proposed Peak Credit and her twin sister Peak Earnings have arrived. Here is a snip from the former. ... That final wave of consumer recklessness created the exact conditions required for its own destruction. The housing bubble orgy was the last hurrah. It is not coming back and there will be no bigger bubble to replace it. Consumers and banks have both been burnt, and attitudes have changed."
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BTW, aquelas palavras da Moody's: "A agência destaca que a situação orçamental portuguesa "estava já a deteriorar-se há algum tempo, ainda antes de a crise financeira começar". Além disso, a economia portuguesa "está presa numa dinâmica de baixo crescimento devido à fraca competitividade", o que faz com o Governo tenha de "tomar decisões difíceis se quiser reduzir a dívida""

Para reflexão

"So, people and some central banks are seeking refuge in a stable currency that is beyond the control of the financial engineers.

"With the exception only of the period of the gold standard, practically all governments of history have used their exclusive power to issue money to defraud and plunder the people." Fredrich August von Hayek
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"The gold standard has one tremendous virtue: the quantity of the money supply, under the gold standard, is independent of the policies of governments and political parties. This is its advantage. It is a form of protection against spendthrift governments." Ludwig von Mises
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Alan Greenspan himself states the case most eloquently in his famous essay from 1966 Gold and Economic Freedom.
"This is the shabby secret of the welfare statists' tirades against gold. Deficit spending is simply a scheme for the confiscation of wealth. Gold stands in the way of this insidious process. It stands as a protector of property rights. If one grasps this, one has no difficulty in understanding the statists' antagonism toward the gold standard.""
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Por que sobe a cotação do ouro...
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E ainda:
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Folhas na corrente (parte VII)

Quando frequentava a faculdade aproveitava todo o tempo de férias para, de mochila às costas, peregrinar por Trás-os-montes e Alto Douro e Beira Alta.
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A primeira vez que percorri a pé a descida de Figueira de Castelo Rodrigo para Barca d'Alva fui surpreendido por um (ou dois?) fóssil industrial. Podia ver-se junto a um ribeiro, que certamente no Inverno proporcionaria a energia, as paredes calcinadas de uma antiga fábrica.
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Foi desse fóssil que me recordei ontem à noite ao ouvir a entrevista ao puppet-master da construtora Mota. Um efeito secundário da construção de auto-estradas foi, é e será o desaparecimento de pequenas indústrias que não se desenvolveram e que tinham como vantagem competitiva a distância, a proximidade.
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Há anos, fiz uns trabalhos para empresas produtoras de materiais para a construção situadas no centro do país. Assim que abriu a A24 abriu-se, naturalmente um novo campo de combate, um novo mercado... Vila real e Chaves. Como os produtos de que estamos a falar eram/são commodities o efeito da escala tornava as pequenas fábricas dessa zona presas fáceis para os predadores habituados a mercados mais competitivos e com uma dimensão várias vezes superior.
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Portanto, os autarcas que se regozijam com a abertura de auto-estradas em Trás-os-montes e Alto Douro são como os jogadores de bilhar amador, só vêem a próxima jogada, não vêem as consequências das jogadas seguintes... mais desemprego na indústria local e mais desertificação...
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Ao ouvir Jorge Pelicano numa entrevista recente na TSF não pude deixar de recordar... em Agosto de 1988 fiz a viagem Porto-Bragança de comboio. Primeiro a linha do Douro até ao Pocinho (não quero estar a mentir mas julgo que na altura a linha era internacional) e depois, a linha do Sabor até Bragança. No meu livro de apontamentos dessa viagem registei cenas que hoje ninguém acredita, devia haver uma festa próximo do Cachão, o comboio estava tão cheio, tão cheio, havia gente vestida a rigor para uma cerimónia, com os meus colegas de viagem até especulámos que, à semelhança da Índia, havia passageiros no tejadilho das carruagens.
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Passaram apenas 20 anos e a desertificação avançou como faca na manteiga numa tarde de Verão.
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Assistimos ao triunfo imparável da mass production que levou na enxurrada quem não resistiu à competição pelo preço. Só resistiram as empresas que se conseguiram defender com o efeito da proximidade.
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Portanto, convém preparar mais alguns funerais ... essas indústrias serão substituídas por "indústrias culturais", por centros de terceira idade e...

Benchmarking (parte II)

Ontem, numa pesquisa no PC encontrei estes esquemas feitos em 2003 sobre a arquitectura de um sistema de gestão dedicado a obter resultados em sintonia com uma estratégia.
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Prioridades estratégicas traduzidas num mapa da estratégia, num conjunto de indicadores e em iniciativas estratégicas:Prioridades estratégicas incluídas num manual do sistema:
Sistema modelado num conjunto de processos com cada processo descrito em fichas de processo:
Juntando tudo:
Medir e monitorizar os indicadores estratégicos e os indicadores processuais:


Folhas na corrente (parte VI)

Os PIN's, as Qimonda's, as Rhode's, as multinacionais, pertencem a um mundo que foi estilhaçado:
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"The proliferation of successful small companies dramatizes how the security of majority market share - seized by a large corporation and held unchallenged for decades - is now a dangerous anachronism."
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"Most large markets evolve from niche markets. That's because niche marketing teaches many important lessons about customers - in particular, to think of customers as individuals and to respond to their special needs. Niche marketing depends on word-of-mouth references and infrastructure development, a broadening of people in related industries whose opinions are crucial to the product's success." (Moi ici: olhar para os clientes-alvo como clientes concretos, olhar na menina-do-olho deles directamente, não como tratá-los como miudagem, ou abstracções estatísticas)
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"Customer focus derived from niche marketing helps companies respond faster to demand changes. That is the meaning of today's most critical requirement - that companies become market driven."
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"Competition from small companies in fractured markets has even produced dramatic changes in how companies define their products. The product is no longer just the thing itself; it includes service..."
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As multinacionais são como os Golias que, perante uma nova realidade exterior, são impotentes para fazer face aos Davids... pequenos, rápidos, flexíveis.
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Al-Qaeda, Hezbolah, Hamas, versus exércitos regulares... exércitos com tácticas escritas em livros e que confiam em... ministros. Ahahah
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Trechos retirados do artigo de Regis McKena "Marketing in an Age of Diversity" publicado na revista Harvard Business Review em Setembro-Outubro de 1988.
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quarta-feira, novembro 25, 2009

Afinal Medina Carreira sempre teve razão

"O tempo esgotou-se"
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Mas é nestes pormenores que se percebe o que é ser funcionário do jornal do Governo:
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"Agora que a pior crise económica global desde 1930 parece estar, finalmente, a ser debelada, é altura de os países pensarem em voltar a crescer acima dos 2,5% ou 3% para começarem a combater o flagelo do desemprego, o que em Portugal, de acordo com as últimas estimativas, não deverá acontecer antes de 2012."
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Que estimativas? De quem? Onde foram publicadas? As previsões da OCDE são negras.
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O próximo combate vai ser trocar Paulo Bento (aka Teixeira dos Santos) e contratar Carlos Carvalhal para nos convencer que sem mudar de paradigma vamos crescer entre 2,5 e 3% nos próximos anos (sem recurso a insuflação governamental, ou seja, construção de pirâmides, expos e estádios de futebol em Faro, Aveiro e Leiria). O que é preciso é confiança e auto-estima.

A velha guerra do "agarrem-me senão eu mato-me"

Uma continuação da série "Agarrem-me senão eu mato-me":
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""Quando compramos produtos da marca do distribuidor, optamos pelos mais básicos. Por exemplo, em vez de comprarmos a massa enriquecida com vitaminas, levamos a massa mais básica. São produtos de menos valor acrescentado e isso afecta as margens", disse ao PÚBLICO."
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Também é verdade, mas é simplista, basta ver o exemplo do arroz e comparar os preços na loja online do Continente:
Qual o arroz mais caro?
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Qual o segundo arroz mais caro?

Dúvida

Nos últimos tempos, volta e meia aparece na rádio um anúncio da Winthrop Genéricos, a marca do grupo Sanofi-Aventis para os genéricos (à semelhança da marca Sandoz para os genéricos da Novartis).
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Esse anúncio contém um texto absurdo, começa por dizer que somos 6 mil milhões de humanos no planeta e que a Winthrop Genéricos quer apresentar soluções customizadas à medida de cada humano para cada humano.
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Genéricos são escala, são mass production, por que é que o anúncio quer associar a marca a mass customization?

Folhas na corrente (parte V)

Regis McKena publicou o artigo "Marketing in an Age of Diversity" na revista Harvard Business Review em Setembro-Outubro de 1988.
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Defendo a tese de que o que aconteceu nessa altura nos EUA é equivalente ao que nos tem acontecido em Portugal na última década.
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Pois bem, McKenna apresenta esta figura:
Entre 1981 e 1987 o número médio de produtos apresentados nas prateleiras dos supermercados americanos subiu 60%.
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"manufacturers are making more and more high-quality products in smaller and smaller batches; today 75% of all machined parts are produced in batches of 50 or fewer.
Consumers demand - and get - more variety and options in all kinds of products, from cars to clothes.
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In trying to respond to the new demands of a diverse market, the problem ... is not fundamental change, not a total turnabout in what an entire nation of consumers wants. Rather, it is the fracturing of mass markets. To contend with diversity, managers must drastically alter how they design, manufacture, market, and sell their products."
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"Customization by users as flexible manufacturing makes niche production every bit as economic as mass production.
Changing leverage criteria as economies of scale give way to economies of knowledge - knowledge of the customer's business, of current and likely future technology trends, and of the competitive environment that allows the rapid development of new products and services.
Changing company structure as large corporations continue to downsize to compete with smaller niche players that nibble at their markets.
Smaller wins - fewer chances for gigantic wins in mass markets, but more opportunities for healthy profits in smaller markets."
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As multinacionais que já partiram e a Rhode, estavam concebidas para um paradigma que desapareceu e quanto mais pouparmos ou amortecermos o choque com a realidade... atrasamos a chegada do futuro e desviamos recursos para apoiar o passado... num esforço inglório que não evita o dia do julgamento final.

terça-feira, novembro 24, 2009

A moda das implosões

Esta manhã, no período antes do arranque de uma reunião, alguém contava a ideia de implodir o estado do Beira-Mar em Aveiro para poupar nos custos de manutenção. Foi então que alguém contou uma novidade para mim, parece que uma alma terá proposto na Assembleia Municipal (?) deitar abaixo o novo estádio e construir de raiz um novo, agora como deve ser!!!
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É claro que primeiro nos rimos da parvoíce... mas depois caímos em nós e percebemos que quem paga estas palhaçadas somos nós... pobre saxões.
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Daí que há bocado, com o Jornal de Negócios nas mãos, percebi logo o alcance do título de um artigo de opinião (à Medina Carreira, ou seja suportado em números e não em treta de jurista no Prós e Contras. A oratória e a retórica são capazes de nos fazer jurar que a água do mar é doce) "As contas do TGV: um comboio para implodir?"

Curiosidades

Interessante, a receita do IRC (-23,7%) caiu mais do que a receita do IVA (-21,4%).
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And yet a receita do IRS só caiu 4,6%

A morte anunciada de um hospedeiro

O surpreendido normando Constâncio pavlov-levianamente repete a receita do costume, aumentar impostos, impostar os saxões, já cheira a refrão de musical.
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Os normandos nos últimos anos sofreram uma mutação e tornaram-se em parasitas estúpidos, em vez de sangrarem (impostarem) com calma os saxões, levados pela ganância da matulagem das construtoras e pelas trapalhadas das governações (independentemente dos partidos) transformaram-se numa espécie que vai matar o hospedeiro.
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O canário grego (parte II)

"Bets rise on rich country bond defaults"
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"Could sovereign debt be the new subprime?"
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Vai ser uma festa bonita pá!

segunda-feira, novembro 23, 2009

O canário grego

Simplesmente adoro.
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Adoro a poesia incluída nos textos de Ambrose-Pritchard, por exemplo:
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"Euro membership blocks every plausible way out of the crisis, other than EU beggary. This is what happens when a facile political elite signs up to a currency union for reasons of prestige or to snatch windfall gains without understanding the terms of its Faustian contract."
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"The newly-elected Hellenic Socialists (PASOK) of George Papandreou confess that the budget deficit will be more than 12pc of GDP this year, four times the original claim of the last lot. After campaigning on extra spending, it will have to do the exact opposite. "We need to save the country from bankruptcy," he said. (Moi ici: onde é que eu já vi este filme? Eu não sabia!!!)
Good luck. Communist-led shipyard workers have already clashed violently with police. Some 200 anarchists were arrested in Athens last week after they torched streets of cars in a tear gas battle.
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Mr Papandreou has mooted a pay freeze for state workers earning more than €2,000 a month. (Moi ici: Picanço e Avoila contratariam snipers") This has already set off an internal party revolt. "There is enormous denial," said Lars Christensen, emerging markets chief at Danske Bank. "They don't seem to understand that very serious austerity measures are needed. It is a striking contrast with Ireland," he said."
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"Modern economies have reached such debt levels before, and survived, but never in the circumstances facing Greece. "They can't devalue: they can't print money," said Mr Christensen.
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Wages rose a staggering 12pc in the 2008-2009 pay-round alone (IMF data), suicidal in a Teutonic currency union. Greece has slipped to 71st in the competitiveness index of the World Economic Forum, behind Egypt and Botswana."
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E se o dominó grego cair, acreditam que não seremos afectados?
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Trechos retirado daqui.

Folhas na corrente (parte IV)

Continuado.
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"Vieira da Silva assume comando do plano para salvar a Aerosoles"
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Um título espectacular, um título que define uma economia, um título que define uma mentalidade...
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E prego eu a necessidade de ter casos amorosos com clientes, fornecedores e produtos... quando afinal basta sacar a nota aos saxões via um qualquer ministro.
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