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Quando um país pequeno como Portugal chega a esta situação:
"Portugal está hoje com uma produção de 1,2 milhões de toneladas (números finais da campanha de 2012), registando nos últimos anos "aumento de produtividade de 2% e 3% da cultura" de tomate. Os dados da AIT apontam para a venda para o exterior de quase 95% daprodução (que lhe confere a classificação de quarto maior exportador de tomate transformado, a seguir à China, EUA e Itália), gerando um volume de negócios anual de 250 milhões de euros."Se calhar, a indústria já não tem muito a crescer em quantidade, em toneladas, por falta de terra. Então, como é que se pode crescer nessas circunstâncias?
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Subindo na escala de valor, encontrando novas aplicações para o tomate, ou aumentando a produtividade dos terrenos, ou seja, inovando:
""A estratégia" passa então por fazermos aquilo que os outros não querem fazer", a saber, "formalizar um sistema de Investigação e Desenvolvimento" (I&D) que reúna "agricultores, produtores e universidades" para "criar algum 'expertise' em Portugal". "É espantoso como conseguimos ultrapassar as dificuldades" encontradas na cultura e na indústria, afirma, "quando, do ponto de vista humano Portugal não tem uma grande escola para o sector-'. A indústria, em que hoje quatro empresas controlam 90% da produção, acaba por "ir buscar gente muito nova e treiná-la dentro das própria companhias". Também neste aspecto, "era melhor não ter tanta dependência", neste caso, da "escola de Itália", onde o sector está enraizado também no currículo académico.Esta linguagem faz-me logo recordar o mindset positivo de Carol Dweck e um locus de controlo no interior.
Num cenário em que, reconhece, "algumas universidades [portuguesas] têm sofrido muito nos últimos dois anos por falta de verbas", Martin Stilwell defende que a indústria está determinada no seu investimento em excelência de I&D no país: 'Todos reconhecemos que temos de o fazer, já avançámos muito, agora só falta definir o modelo a adoptar - o que vamos fazer, quando, como e onde"."
