sexta-feira, março 22, 2013
Curiosidade do dia
Mais um exemplo da maldita espiral recessiva em que estamos mergulhados:
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"Actividade económica em Fevereiro com menor quebra em 20 meses"
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"Actividade económica em Fevereiro com menor quebra em 20 meses"
Por isso, ocorrem as falências e as re-estruturações
"“It’s not about the technology, it’s about the neurology.” We don’t see the rules of our culture until something startling makes an impression on us and forces us to reconsider. In immersive environments, it is easy to create the surprising, unforgettable moment that re-forms our ideas of what’s right and what’s wrong and helps prepare us to see differently the next time.Given all we know from the science of attention, what O’Driscoll says about immersion makes perfect sense. Seeing our own blind spots in real life often requires disruption. “Sometimes failure is necessary before people or businesses change,” O’Driscoll notes. The bottom line, he says, is that how we work and who we work with is changing fast, maybe too fast for us to comprehend the deep nature of the change."Por isso é que estes tempos de crise são inevitáveis, os modelos mentais que carregamos às costas são mais resistentes e duradouros que a realidade que os ajudou a construir.
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Entretanto, a realidade muda mas os modelos mentais não.
Por isso, ocorrem as falências e as re-estruturações.
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Trecho retirado de "Now You See It - how the brain science of attention will transform the way we live, work and learn" de Cathy N. Davidson.
A revolução mental
A propósito da situação actual que se vive em Espanha, chamo a atenção para esta reflexão sobre o tema do modelo de negócio das marcas de retalho associadas ao low-cost em "La reinvención del modelo low cost":
"El problema lo encontramos cuando al bajar tanto los precios, la fórmula (beneficio = margen x rotación) ya no se cumple. Sencillamente, la fórmula se rompe. Porque si estás ganando unos céntimos a una camiseta, tienes que rotarla tanto para ganar el beneficio que necesitas para pagar el alquiler y el personal, que se hace prácticamente imposible. Y se hace imposible no porque las matemáticas fallen, sino porque es muy difícil vender las unidades que requiere la fórmula. (Moi ici: Recordar os gráficos do Evangelho do Valor)Se isto é parte do diagnóstico, a parte da solução tem de partir do pressuposto que o crédito fácil não vai voltar, que as quantidades vão ser menores e ponto.
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Existe un mínimo por el cuál no se pueden bajar más los precios. Romper estos límites es lo que provoca que empresas del sector operando con esta estrategia estén pasándolo realmente mal. Algunas de ellas, como hemos leído en la prensa en las últimas semanas, están sufriendo grandes problemas de liquidez. Otras, simplemente repliegan y se marchan de España."
"En mi opinión, el low cost sufrirá en breve una concentración y por lo tanto quedarán menos enseñas. Sólo sobrevivirán los modelos con tiendas muy grandes en localizaciones premium que tengan una cadena logística sobresaliente y un modelo de distribución muy rápido, con pocas personas involucradas en la toma de decisiones que permitan un ahorro real en costes. (Moi ici: E aqui o autor nem está a equacionar o impacte do retalho online)Como costumo dizer, o tempo é o recurso crítico, o que é que as associações do sector andam a fazer para despertar os seus associados para esta revolução mental?
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El low cost necesita una reinvención, sin dejar de ser estrategia a bajo coste. Creo que la solución no va por bajar más los precios, sino competir haciendo mejores productos y mejores tiendas a precios razonables pero no ridículos, para poder ofrecer una experiencia al consumidor. Creo que el low cost sostenible es sumergir al consumidor en una gran tienda con un concepto muy fuerte y claro. Que se sienta atraído por el merchandising, música y por colecciones de moda de calidad. Que lo atiendan profesionales, y cuando levante la etiqueta de su camiseta favorita, que vaya corriendo a la caja a pagarlo porque no se pueda creer que ése sea el precio. Para vender prendas básicas a precios insignificantes, el consumidor siempre podrá acudir a hipermercados, mercados tradicionales o outlets."
Vantagens da focalização
Onde podemos fazer a diferença?
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Com quem podemos fazer a diferença?
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Concentração, concentração, concentração.
Não confundir o retalho de móveis com o sector português do mobiliário
Em "Vendas de retalhistas de móveis diminuem 45% desde 2007" pode ler-se:
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O retalho vivia e, vive, em grande medida de móveis importados da Ásia.
"Graças à contracção do mercado da edificação residencial e à diminuição do poder de compra das famílias, as vendas de retalhistas de móveis em Portugal tem-se reduzido.Não confundir o retalho de móveis com o sector português do mobiliário.
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De acordo com um estudo da DBK, em 2012, o volume de vendas de móveis correspondeu a 630 milhões de euros, cerca de 14,9% menos que em 2011 e 45% menos que em 2007. Prevê-se uma queda adicional de entre 5 e 6% este ano.
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A deterioração do volume de negócio tem levado a uma diminuição do número de empresas no sector. Em 2010 operavam cerca de 4500 sociedades retalhistas de móveis, ou seja, menos 1000 que no ano 2004. O volume de emprego do ramo tem notado tendências semelhantes, registando uma redução de 2000 trabalhadores entre 2004 e 2010."
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O retalho vivia e, vive, em grande medida de móveis importados da Ásia.
quinta-feira, março 21, 2013
Curiosidade do dia
"Segundo o boletim estatístico do Banco de Portugal, o défice da balança corrente atingiu 14 milhões de euros em Janeiro, valor que compara com os mais de mil milhões de euros registados um ano antes.
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Portugal também registou, em Janeiro, um excedente de 113 milhões de euros no saldo conjunto do comércio de bens e serviços, que superou o superávit do ano passado, de 111 milhões de euros, o primeiro em décadas."
Trecho retirado de "Défice da balança corrente perto de zero"
Perigosa propaganda liberal que quer promover a precariedade
"He’s excited by IBM’s practice of “endeavor-based work.” This is yet another new concept that we haven’t learned how to train people for. It means that you do not perform a single, specialized task and are not called upon over and over to perform one specialized kind of function. More and more people at IBM don’t even have job descriptions in the conventional sense anymore. Instead, they contribute certain kinds of talents or even dispositions as needed to a project and stay on that team as long as they contribute to its success. He’s confident that people know when the time comes to move on to the next project.Claro que isto é perigosa propaganda liberal que quer promover a precariedade do trabalho. Bom, bom, é trabalhar num cubículo ao lado do Dilbert ou emular o trabalho das máquinas repetitivas, dia após dia, ano após ano, mesmo que os consumidores já não queiram aquilo que produzimos.
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endeavor-based organization doesn’t depend on the amount of time you spend in the office or on the project, but on how you contribute to the success of the team, how do the usual statistical ways of measuring individual performance pertain? It’s actually quite simple. Hamilton notes that “we are measured against business results, against each other’s contribution, one’s team contribution, one’s credibility, and the deliverables (performed work).”
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“Endeavor-based organization is a little like the movie industry,” Hamilton says. You work hard together to make the movie, each contributing some aspect—whether it is acting or doing stunts or creating special effects or getting the financing together. When the film’s in the can, you then go on to the next job. But you don’t all go on to the same next job. The team disassembles, but everyone has learned who performed best at what, so for a future task, you know whom to call. Endeavor-based organization is structurally different from forms of work ultimately grounded in an assembly-line organizational model, with each person always contributing in the same specialized way to the same team to make the same product. In endeavor-based organization, hierarchy must be lax and shifting. In one endeavor, someone who has official company experience or status might be the most expert and therefore be appointed the team leader. An hour later, as the workflow changes, that same person may sink back into the position of being a learner. Hierarchy isn’t the guiding principle so much as trust is: depending on one another’s capacities to work together."
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Trecho retirado de "Now You See It - how the brain science of attention will transform the way we live, work and learn" de Cathy N. Davidson.
Coisas que me fazem espécie
"só lamenta que não possa enfrentar os concorrentes polacos com as mesmas armas, já que têm moeda própria que podem desvalorizar.Ou ainda,
"Eles têm metralhadoras e eu tenho pistolas. Mas mesmo assim eles não conseguem [ganhar]. Ainda bem", concluiu."
"“Como o mercado [imobiliário] não está famoso, obviamente que estas situações [despejos] não acontecem em qualquer local. O senhorio pode não ter facilidade em arrendar o espaço, mas os sítios que são, de facto, significativos, as zonas históricas e os estabelecimentos com nome estão a tornar-se muito apelativos”, concluiu."Sinto em ambos os textos contradições latentes que não se exploraram.
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Primeiro trecho retirado de "Líder mundial de fio agrícola vai enfardar palha e erva em russo"
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Segundo trecho retirado de "Hotéis e restaurantes estão a fechar por causa da lei das rendas"
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BTW, aproveitem para reflectir no exemplo do que a indústria de bens transaccionáveis andou a fazer durante a primeira década deste século, longe das capas dos media e das preocupações dos opinion-makers, não foi brincadeira. Enquanto Lesboa sonhava com amanhãs assentes em dívida:
"Mais sério foi o processo de “turn around” iniciado em 2003 devido aos resultados operacionais negativos. Foi feita uma reestruturação para redefenir o ‘core business’ da empresa e foram despedidos perto de mil trabalhadores num “processo complicado”. Os resultados tornaram-se positivos e a empresa tornou-se líder na produção de fios de sisal e fios sintéticos para enfardar palha e erva."
Adeus segunda metade do século XX, adeus Metropolis, adeus Magnitograd
"What many Americans might not know is that most domestic beer, 90 percent in fact, is dominated by just two companies: Anheuser-Busch InBev and MillerCoors.Foi ao olhar para um diapositivo de Chris Anderson que comparava uma prateleira de supermercado com garrafas de cerveja há 30 anos e agora, que comecei a escrever sobre Mongo.
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Innovators, however, are challenging that dominance in the form of craft beer breweries. Small "mom and pop"-style breweries — or regional breweries — now account for about 6 percent of domestic beer sales. That may seem like a small number, but it's been growing every year since the early 1990s, while big brewers' share is declining.
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There are now more small breweries than there were before Prohibition, when beer was largely a regional business."
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O negócio das cervejeiras grandes assente no eficientismo, um modelo respeitável e honesto. Por isso, a melhor forma de entrar nesse mercado saturado é entrar com um modelo de negócio onde os eficientistas não tenham hipótese de copiar. Recordar:
- Agora vou especular
- Não é preciso ser mágico, basta somar um mais um igual a...
- Eu prefiro esta onda
Trecho inicial retirado de "Craft Brews Slowly Chipping Away At Big Beer's Dominance"
Cada empresa é um caso
Na mesma semana em que se soube que talvez 2013 seja "Um ano promissor":
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E mais, um exemplo de que os tempos na Europa, estão melhores para as pequenas empresas do que para as grandes: flexibilidade; rapidez; diversidade; pequenas séries.
"Se janeiro for um indicador para os restantes 11 meses, 2013 pode marcar um ano de crescimento para as exportações portuguesas de têxteis e vestuário. Nos primeiros 31 dias, as empresas do sector exportaram mais 1,2%, o equivalente a mais 4 milhões de euros, do que no mesmo mês de 2012"Aparece "TMG despede 50, fecha fábricas e junta os trapos com a concorrente Somelos":
"A Têxtil Manuel Gonçalves (TMG), um dos principais grupos económicos do País, vai encerrar duas unidades de produção nas instalações de Vale São Cosme, em Vila Nova de Famalicão."Mais uma vez o exemplo da diversidade intersectorial, no mesmo país, com as mesmas leis, no mesmo sector industrial, ou seja, cada empresa é um caso e generalizar é perigoso.
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E mais, um exemplo de que os tempos na Europa, estão melhores para as pequenas empresas do que para as grandes: flexibilidade; rapidez; diversidade; pequenas séries.
quarta-feira, março 20, 2013
Curiosidade do dia
A propósito de "João Ferreira do Amaral defende saída do euro" era interessante que os jornais fizessem algum serviço público.
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Podiam mostrar aos seus leitores as consequências da saída do euro com exemplos palpáveis.
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Na sexta-feira dia x o governo anunciava que todos os depósitos em euros eram convertidos numa nova moeda, o tótó, com a seguinte cotação:
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Podiam mostrar aos seus leitores as consequências da saída do euro com exemplos palpáveis.
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Na sexta-feira dia x o governo anunciava que todos os depósitos em euros eram convertidos numa nova moeda, o tótó, com a seguinte cotação:
- 1 euro = 1 tótó
Qual seria o preço em tótós dos seguintes bens 1 mês depois da conversão:
- 1 litro de gasolina antes do dia x versus o preço de 1 litro de gasolina 1 mês após a data da conversão;
- 1 kg de farinha antes do dia x versus o preço de 1 kg de farinha 1 mês após a data da conversão;
- 1 kg de carne de vaca ou de porco antes do dia x versus o preço de 1 kg de carne de vaca ou de porco 1 mês após a data da conversão;
- 1 embalagem do medicamento y antes do dia x versus o preço de 1 embalagem do medicamento y 1 mês após a data da conversão;
- 1 Fiat Panda antes do dia x versus o preço de 1 Fiat Panda 1 mês após a data da conversão;
- Quantos BigMacs um português compraria com o salário mínimo nacional antes do dia x versus quantos BigMacs um português compraria com o salário mínimo nacional 1 mês após a data da conversão;
Podiam fazer as coisas com 3 cenários: o mais desfavorável, o menos mais desfavorável e o menos menos mais desfavorável
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Eheheh ainda ouviríamos... "o Gaspar até que era um gajo porreiro"
A evolução mundial do retalho, a demografia e Gaspar
Doug Stephens em "The Retail Revival: Reimagining Business for the New Age of Consumerism" faz uma revelação interessante a Wal-Mart, a Target, a Kmart e ainda a Koll's foram todas criadas no mesmo ano: 1962. Depois, explica como o boom demográfico do pós-guerra estava maduro para a experiência de homogeneização e baixo-preço que começaria a dominar o retalho, uma espécie de massificação eficientista da experiência de compra e de venda.
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Para já interessa-me salientar o que o autor pensa que será o futuro do retalho:
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Para já interessa-me salientar o que o autor pensa que será o futuro do retalho:
"Today, 50 years after the wave of 1960s consumption began, the very youngest baby boomers are 49 years old. According to the U.S. Bureau of Labor Statistics, it is a statistical certainty that spending among Americans begins to decline after the age of 50. (Moi ici: E na Europa não será diferente. E, na Europa o avanço demográfico está muito mais avançado) We simply need less stuff once we reach 50 and beyond. In fact, most of us by that age are trying to pawn our junk off on our kids! This natural decline in spending typically conies gradually as a generation ages. What's happened, however, has been a more abrupt shutting off of the tap as boomers, many of whom lost ground in the stock and real estate markets, begin to reevaluate their situations. Many have found themselves standing at the edge of the precipice of retirement without a parachute. Statistics aside, some would argue that boomers are still the wealthiest generation in history, and that their spending won't simply dry up, but will merely shift away from certain categories like electronics and housewares and toward others like travel and health services. And while this shift is already taking place, there are other issues that are only now beginning to surface. One is that baby boomers are carrying record debt loads. (Moi ici: Recordar estes números no caso nacional)
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So, the unfortunate news for retailers is that this is by no means a mere recession. There is no neat and tidy recovery around the corner. There is no natural heir apparent to the baby boomer consumer. There is no one easily targetable group like the baby boomers out there to sell to. And unlike during the 196os, there's no big fat homogenous segment in today's market. It just doesn't exist. (Moi ici: Segue-se uma descrição de Mongo) The prototypical household that represented the big bull's-eye in the market is an increasing minority. In fact, today's consumer market comprises a myriad of lifestyles, family compositions, ethnic backgrounds and economic standings, and all of it seems to amount to less direct influence on who buys what. Identifying your "ideal target consumer" in this landscape is, as one of my most loved bosses used to say, like trying to "pick fly shit out of pepper." In other words, it's really hard!
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he sees as a hopeful horizon where consumers actually take back control of their behavior, holding themselves and the companies they do business with to higher business and social standards. It will be a time when responsible purchasing can mitigate the rampant consumerism that marked the boomer decades. His research pointed to a consumer who had become infinitely more mindful and considered in his or her purchasing behavior, and who had begun to anchor his or her brand choices to starkly different values than in years past. The more traditionally sought-after brand attributes of convenience, selection and price had begun, he found, to give way to new and deeper qualities like kindness, empathy and lasting quality. Consumers, it seemed, longed to return to a time when they could actually like the places they shopped and feel good about spending their money there. There was one thing in particular from our conversation, though, that really stuck with me. John stated that while many were calling this post-crisis economic climate the new normal, he actually saw it as being the old normal. In John's mind, it was the last 50 years that were really more of an anomaly, relative to consumer behavior throughout the rest of history. (Moi ici: Quantos pensam nisto? Quantos admitem estudar esta hipótese? O que dirá Vieira Lopes, líder da CCP, sobre isto? Tem opinião, ou pensa que é tudo culpa de Gaspar?) This recession, in other words, wasn't causing a hiatus from consumerism: rather, it was reforming consumerism back to how it was intended to be: thoughtful, responsible and values based."
As forças que nos afastam do século XX (parte III)
Parte I e parte II.
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Mais 3 forças que Krippendorff lista em "Outthink the competition"
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Mais 3 forças que Krippendorff lista em "Outthink the competition"
"2. AccelerationTudo a convergir para o desenvolvimento da metáfora de Mongo.
As economies of scale slip away, they are making room for a historic acceleration in the pace of business competition. Cycle times are shortening and the pace of competition is accelerating. Not only can entrepreneurs start companies at a radically lower cost, they can do so at a fraction of the time once required.
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Today conventional wisdom about the time needed for a product launch is being shattered.
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This trend is hitting industry after industry.
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3. Disaggregation
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the era of economies of scale is giving way to what she calls distributed capitalism. (Moi ici: o que já aqui se chamou, democratização da produção, ou indy capitalismo, ou Mongo) In her view, the "myriad ways in which production and consumption increasingly depend on distributed assets, distributed information, and distributed social and management systems" is transforming the nature of business competition. Where factories, distribution channels, and marketing were once concentrated in a few places by a few companies, all of these are now fragmenting into distributed constellations. (Moi ici: os tais milhões de girassóis)
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4. Free Flow of Information
Information, once controlled by the powerful as a way to maintain their power, is now slipping between their fingers." (Moi ici: o fim da assimetria da informação)
Mongo é pós-geografia
Há um ano, em "Acerca da proposta de valor" escrevi:
"a democratização da produção, da divulgação e do conhecimento, está a recriar essa variedade regional, já não com base na geografia, mas com base em tribos comportamentais, mas essa corrente ainda não foi interiorizada pelo mainstream e pelos "fazedores de opinião"."Seth Godin reforça essa ideia em "Understanding local media"
"And finally, we're discovering that when given the chance, people are a lot more interested in what they're interested in, as opposed to what their physical neighbors are doing.
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Going forward, then, the real kings of media will be local in a totally different sense. They will be the narrators and arbiters of interest for groups that actually have aligned interests. The daily newspaper for families wrestling with juvenile diabetes, or bi-weekly email op ed for the pop music industry. If one of those categories happens to be, "lives in zip code 10706," that's just fine, but it's an exception, not the default."
Patrões e salários
Vítor Bento coloca uma pergunta que tanto tenho feito a mim mesmo:
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"O interessante não é que patrões defendam aumentos de salários. Isso faz parte, não só da legítima diversidade de opiniões que, devidamente fundamentadas, enriquecem o debate público, mas da própria diversidade das condições de funcionamento das várias actividades ou empresas. Também não é intenção deste artigo produzir qualquer juízo sobre o valor, justo ou exequível, do salário mínimo. (Moi ici: Sublinho o mesmo aqui)Um dos principais defensores do aumento do salário mínimo nacional é o líder da CCP. Entretanto, o que se passa no sector do comércio?
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O que acho verdadeiramente interessante e revelador é que patrões precisem que o Estado os mande aumentar os salários! Pois se acham que se devem pagar salários mais elevados, porque é que não os aumentam? Porque é que precisam de uma ordem do Estado?
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Julgo que a explicação é simples. É que, por um lado, se não for o Estado a dar a ordem, são eles que têm que assumir a responsabilidade pela decisão e pelas suas consequências. Se a coisa correr mal não têm para quem passar as culpas. E, por outro lado, preferem evitar os riscos da concorrência, preferindo impor, por via administrativa, a uniformidade de comportamentos, assegurando que todos fazem o mesmo, ao mesmo tempo. (Moi ici: Um ponto de vista interessante)"
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Em "Lojas fecham portas por não conseguirem baixar rendas" pode ler-se:
"Só na Guerra Junqueiro, em Lisboa, 90% do comércio está em vias de fechar, denuncia União de Comércio.Trecho inicial retirado de "Patrões e salários"
Por um lado, rendas demasiado elevadas, que os senhorios se recusam a renegociar e que os comerciantes já não conseguem suportar. Por outro, rendas antigas que estão a ser actualizadas para valores incomportáveis"
terça-feira, março 19, 2013
Vão ter azar
Esta tarde, ao sair da estação de caminho de ferro de Estarreja, reparei num casal de cegonhas que está a começar a construir o seu ninho... não me parece um sítio que a Refer autorize.
Curiosidade do dia
Deve ser isto a que chamam de espiral recessiva:
"Apesar de uma queda global na Europa de 9,5% nas vendas de automóveis ligeiros de passageiros no acumulado dos dois primeiros meses de 2013 comparando com o acumulado de 2012, Portugal apresenta uma subida de 4,7%.Trecho retirado de "Portugal deixa a cauda da Europa em carros vendidos"
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A queda de 9,5% nas vendas de carros na Europa até Fevereiro deve-se, sobretudo, à quebra generalizada nos países que mais contribuem para o mercado global, como a Alemanha (-9,6%), Itália (-17,3%), França (-13,5%) e Espanha (-9,7%). Dos grandes mercados, a única excepção é o Reino Unido, onde as vendas aumentaram 10,3%."
O bluff
Enquanto o século XX tem este desempenho "França e Alemanha intensificam marcha atrás na produção automóvel portuguesa" (lembrem-se disto os que pensam numa re-industrialização à base da massificação), as PMEs nos sectores tradicionais oferecem isto "Um ano promissor":
"Se janeiro for um indicador para os restantes 11 meses, 2013 pode marcar um ano de crescimento para as exportações portuguesas de têxteis e vestuário. Nos primeiros 31 dias, as empresas do sector exportaram mais 1,2%, o equivalente a mais 4 milhões de euros, do que no mesmo mês de 2012"
Estratégia não é quantidade, estratégia é escolher
Encontrei este artigo "Balanced Scorecard and Efficiency: Design and Empirical Validation of a Strategic Map in the University by Means of DEA" publicado já em 2013 pelo American Journal of Operations Research.
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Nele pode-se descobrir este mapa da estratégia para os departamentos (faculdades) da Universidade de Cádiz:
E questiono-me: Onde está a estratégia?
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Parece aquela doença já aqui diagnosticada: a estratégia é existir.
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Em que é que um departamento se vai concentrar, se vai distinguir? Um aluno será atraído à Universidade de Cádiz só por causa da geografia?
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Estratégia não é quantidade, estratégia é escolher.
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Nele pode-se descobrir este mapa da estratégia para os departamentos (faculdades) da Universidade de Cádiz:
E questiono-me: Onde está a estratégia?
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Parece aquela doença já aqui diagnosticada: a estratégia é existir.
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Em que é que um departamento se vai concentrar, se vai distinguir? Um aluno será atraído à Universidade de Cádiz só por causa da geografia?
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Estratégia não é quantidade, estratégia é escolher.
O ponto esquecido
O 2º vídeo deste postal "Como o Oeste se afundou?" esquece um ponto:
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Quanto mais a Ásia consumir, menos a Ásia produzirá para exportação para o Oeste. Quanto mais a produção asiática estiver dedicada a servir o consumo asiático, mais oportunidades surgirão para que a produção do Oeste possa servir o consumo do Oeste.
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BTW, e recordando as palavras de Belmiro de Azevedo, "El nuevo Gobierno chino insiste en la necesidad de abandonar el modelo productivo ‘low cost’":
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Quanto mais a Ásia consumir, menos a Ásia produzirá para exportação para o Oeste. Quanto mais a produção asiática estiver dedicada a servir o consumo asiático, mais oportunidades surgirão para que a produção do Oeste possa servir o consumo do Oeste.
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BTW, e recordando as palavras de Belmiro de Azevedo, "El nuevo Gobierno chino insiste en la necesidad de abandonar el modelo productivo ‘low cost’":
"Li explicó que el objetivo del país es mantener el crecimiento del 7,5% anual hasta 2020, un porcentaje que requiere un giro hacia una industria de valor añadido y un incremento de la demanda interna.A produção no Oeste para consumo no Oeste será sempre mais importante em volume e valor estratégico do que a produção para exportação para a Ásia.
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Li se ha comprometido también a eliminar de manera progresiva instalaciones productivas que hayan quedado obsoletas."
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