domingo, julho 17, 2016

"We find our way by getting lost."

Isto é tão poderoso:
"We find our way by getting lost."
 Fuçar é isto, fuçar é procurar o caminho. Ouvir os académicos, quando é preciso mudar de vida, é perigoso porque eles só sabem ler mapas:
"We find our way by getting lost. Anything other than that is called reading a map."
 Esta semana conversava com antigo jornalista, obrigado a mudar de vida, acerca dos erros, IMHO, que os jornais cometem. Como este:

Outro dos erros é passar a vida a vomitar indutores de produção de cortisol: más notícias!
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Segundo os jornais vivemos anos perdidos, décadas perdidas, tudo é mau e tudo corre mal.
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Não sou adepto das estórias cor-de-rosa mas todos os dias vejo gente que se levanta à procura de uma alternativa, gente que fuça, gente sem mapa, gente que não está à espera de um qualquer queijo.
"The art of the breakthrough is the practice of figuring out all the ways to not do it on your way to an insight.
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Don't curse the dead ends and the failures. They're the key element of the work you're doing."
Por isso é que os ingleses chamam-lhe exploration por oposição a exploitation.
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Como não recordar a poesia de Laurence Gonzales acerca dos perdidos que se acham a si próprios quando deixam de querer voltar a um passado impossível de reconstituir, "Qual deve ser o papel de uma associação patronal?" e "Survivors don’t expect or even hope to be rescued"

Trechos retirados de "The second time you create that breakthrough"

Acerca do turismo

"A actividade turística registou nos cinco primeiros meses do ano um crescimento de 10,4% no número de hóspedes.
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Ao todo, registaram-se 17,5 milhões de dormidas ao longo deste período. O aumento em relação aos cinco primeiros meses do ano passado é de 11% e é mais expressivo entre os estrangeiros do que entre os residentes em Portugal. Houve uma subida homóloga de 12,7% dos turistas internacionais que compara com uma subida de 7,8% nos turistas internos."
Trechos retirados de "Turismo com crescimento de 10% no número de hóspedes até Maio"

Mas mais importante do que a quantidade temos a rentabilidade: o RevPar global a crescer 13,4% em termos homólogos.
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E para os hoteleiros, tão rápidos a criticar o alojamento local:

BTW, a água que correu depois disto. Imaginem se à frente da AHP tivesse estado alguém com locus de controlo interno e com um discurso associativa como o da APICCAPS.

sábado, julho 16, 2016

Curiosidade do dia

"O risco que estamos a correr é o défice ficar acima dos 3%”, declara. “E quando ouço o ministro das Finanças e o primeiro-ministro dizerem que não, parece conversa de pura demagogia política de quem está à espera de eleiçõezinhas daqui a uns meses e quer chegar lá em boas condições.”
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Nós temos um caso difícil no país e de probabilidade de sucesso modesta. Mas valia a pena lutar por ela. Este Governo está a transformar um caso de probabilidade de sucesso difícil numa probabilidade de fracasso elevada.” E isso, segundo garante, causa-lhe desgosto e revolta, “por saber que este processo está a decorrer de forma consciente por parte das autoridades.”"

Trechos retirados de "Passos sente “revolta” pela forma como Costa conduz o país"

Hangout NPE 2016.07.16

Acerca das exportações em 2016.





O fecho de um ciclo

Há cerca de um mês coloquei a seguinte questão aos gerentes de uma fábrica de calçado.
- Não receiam que um dia um par de sapatos possa ser feito e vendido por um trabalhador a partir de casa? 
A resposta foi não porque serão precisas máquinas que eles não poderão comprar.
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Não forcei o diálogo sobre o tema mas fiquei a pensar se não há alternativas para quem só faz uma dúzia de pares por mês. Até que ponto um dia teremos makerspaces com essas máquinas e que possam ser alugadas ao dia ou hora. Ou até compradas em regime de crowdfunding.
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Voltei a lembrar-me da pergunta por causa de:
"A hundred years ago, though, customized clothing was the norm. Manhattan was sprinkled with little shops where middle-class families could have trousers sewn from scratch or bags hand-stitched by expert artisans. It wasn't until clothing companies moved toward more efficient and less expensive mass-manufacturing models that these workshops began to disappear.[Moi ici: A mass production não é uma resposta a uma necessidade humana, a mass production foi algo que foi imposto à natureza humana]
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And now, a Manhattan-based startup called 1Atelier is redefining bespoke fashion for the digital age, combining old-fashioned craftsmanship and modern technology in ways that could signal the future of customization."
E por causa de adulto de cidade do interior que calça 35 me ter dito, esta semana, que várias sapatarias já se ofereceram para lhe fazer sapatos à medida.
"In the past, a client would need to visit a workshop to order a customized bag, but at 1Atelier, she can do everything online. The company's website allows customers to pick a style, then play with different colors and textures until they've dreamed up their perfect sack. The end product costs between $295 and $8,400, which puts the brand at the lower end of the luxury bag spectrum. But unlike Chanel or Céline, which requires six months or longer to ship a bespoke order, 1Atelier products are delivered to the customer in 21 days."
Assim como a disrupção clássica começa pelos overserved, julgo que podemos ver a produção do futuro, a produção de Mongo, a começar a disrupção da herança da Revolução Industrial, a herança de Magnitograd, pelos underserved.
"Offering a more complete customization experience, where the customer has a hand in the entire design process, presents a logistical challenge for big brands, whose supply chain and manufacturing networks usually span multiple countries. In 2011, for instance, Burberry offered a bespoke service that allowed customers to alter every aspect of its iconic trench coat, from the cut to the fabric to the color, for between $1,800 and $8,800. But when the service failed to be profitable, Burberry quietly shut it down in 2015 and launched a simpler alternative, the Scarf Bar, where shoppers can monogram their initials onto scarves for $475 to $995." 

Trechos retirados de "The Luxury Bag Brand That's Reinventing Made-To-Order"

Acerca da ligeireza com que se escreve nos jornais

Depois de ler "O que aconteceria se Portugal saísse da União Europeia?".
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Começam por confundir a pertença à União Europeia e ter o euro como moeda. Julgo que é o Montenegro, país que emergiu do fim da Jugoslávia, que tem como moeda o euro apesar de não ser membro da União Europeia.
"com um novo escudo mais competitivo que torna o país uma máquina de exportações e um paraíso de férias que os europeus adoram devido aos preços baratos?"
Ao menos podiam estudar as estatísticas...
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Recordo esta série "Aprenda a duvidar dos media" e esta imagem que usei:

Esta estatística ilustra claramente como ninguém estuda os números, ninguém analisa os factos. Leis, políticas e opiniões são defendidas e atacadas sem qualquer estudo.
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Quanto aumentaram as exportações alemãs de bens e serviços entre 2004 e 2013?
54%
E quanto aumentaram as exportações portuguesas de bens e serviços entre 2004 e 2013?
63%

Confirmem.

Quanto ao turismo batemos recordes atrás de recordes. No último ano os hotéis de 5 estrelas aumentaram os preços em cerca de 30%, por exemplo. Aposto que o mesmo jornalista já escreveu, ou vai escrever para a semana, como já o fizeram no Público, que há turismo a mais e que é preciso pôr um travão ao seu crescimento. Go figure!

Voltar ao escudo é, como se prova, uma artimanha para esconder a incompetência de políticos que pretendem culpar a moeda por fenómenos que só eles geraram por não estudarem e porem a ideologia à frente da simples aritmética. Querem é voltar a poder prometer o céu e a terra e, depois enganar o povo tolo com a ilusão monetária.

Apostar no pricing

Interessante como o conselho que tantas vezes sugiro às PME aparece neste texto, "The Pricing Opportunity That Chemical Companies Are Missing", dirigido a empresas grandes com muitos administradores e carregados de MBA.
"Chemical companies that dedicate enormous resources to reducing costs or selling greater volumes often overlook one of the most effective ways to boost margins: improving pricing capabilities.[Moi ici: Quem conhece o Evangelho do Valor sabe da relação entre o preço e a margem, muito mais interessante que a relação entre o custo e a margem.]
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fixing pricing requires a fresh approach and a new mindset. Customers, even when buying commodities, take other things into account: their relationship with the supplier, reliability and value-added services. Sometimes they buy from a particular company just so they can work with technical experts who can teach them ways to improve their business.
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Pricing is more critical today than ever before, as purchasing departments have become more sophisticated—and more aggressive.
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Understandably, many chemical companies are focused on other priorities: improving their products, increasing operational efficiency or selling out their production inventory. Some think of pricing as a one-time fix, a box to be checked."

sexta-feira, julho 15, 2016

Curiosidade do dia

"os responsáveis políticos portugueses sabem muito bem que escolheram voluntariamente a via do incumprimento, esperando continuar a beneficiar do endividamento garantido pela integração na Zona Euro.
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Não, os portugueses não são vítimas das pressões externas, os portugueses são atraiçoados pelas incompetências internas.
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Os que destruíram os centros de acumulação de capital impuseram os monopólios do Estado ao serviço dos seus funcionários, mergulharam o sistema bancário nos esgotos das imparidades e impõem as políticas distributivas em oposição ao que deviam ser as políticas de promoção da competitividade estão agora no poder."
Trechos retirados de "A política da ocultação"

"embracing self-cannibalization"

O meu primeiro superior hierárquico no meu primeiro emprego a sério, tinha pânico de fazer experiências em produtos que funcionavam.
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A empresa fabricava um produto para uma marca de automóveis da gama média-alta há mais de 20 anos e nunca tinha mexido na receita. Em 20 anos muitos ingredientes novo tinham aparecido, com um desempenho técnico muito superior, mas ninguém estava autorizado a fazer mudanças.
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Até que um concorrente alemão apresenta ao cliente uma versão muito melhorada do produto.
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Pânico!!!
"What is the secret that allows these incumbents to fend off the startups aiming to displace them?
The answer is deceptively simple: embracing self-cannibalization. Self-cannibalization occurs when a company chooses to proactively replace one product or process with another that is potentially worth less. Forward-looking incumbents recognize the need to cannibalize their own products, rather than leaving it to other startups, who are more than happy to take on the challenge.
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Embracing this approach isn’t easy – it doesn’t always seem natural to talk about how to replace profitable businesses. But there are four rules which can help managers of all walks of an organization instill the principle in their day-to-day work, in order to make self-cannibalization successful in the long run.
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Rule #1: Get into the habit of setting up new business units that compete with the old
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Rule #2: Find a balance between derivative products, platform upgrades, and breakthrough innovation
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Rule #3: Create a bypass mechanism to pitch ideas to the top
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Rule #4: Create a corporate goal with a percent of revenue earmarked to new products"
Trechos retirados de "The Best Companies Aren’t Afraid to Replace Their Most Profitable Products"

Acerca do "pricing power"

Qual a empresa-paradigma do que é uma empresa com "pricing power"?
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A Apple de Steve Jobs!
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"Traditional cost optimization approaches like cost cutting and downsizing are not sufficient anymore.[Moi ici: De acordoCFOs also have to extract more value from markets and better leverage strategic investment.[Moi ici: O CFO? Tem a certeza?]
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Since 2012, pricing power has gained traction as one of the most powerful tactics to realize profit amidst fluctuating market conditions.
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So, how exactly do enterprises become pricing power masters? In other words, what are the best ways to increase overall pricing levels while maintaining business levels — all without losing demand?
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The combination of strategies must be customized for each business, but for pricing power to materialize and result in sustainable profit growth an enterprise must defend price premiums against the competition, set the price standard first in the marketplace, and capture a large share of the value delivered [Moi ici: Linguagem datada, o fornecedor não cria valor, valor é percepcionado pelo cliente] to customers."
Pricing power é precioso e é fundamental. É sinónimo de subida na escala de valor, é sinónimo de prática do Evangelho do Valor, é sinónimo de aumento de preços sem pôr em causa a procura.
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Só que o pricing power não é a cereja no topo do bolo, o pricing power não é um afterthought. Pricing power começa quando se escolhem os clientes-alvo, quando se desenham ofertas que eles valorizam, quando se comunica e quando se interage com o ecossistema. Esperar que um financeiro bem intencionado consiga adicionar power pricing a partir do ar é pouco sensato.

Trechos retirados de "The Most Crucial KPI: Pricing Power"


BTW, o que é que Steve Jobs dizia sobre empresas comandadas por financeiros?

O dedo na ferida

"Na entrevista ao semanário Expresso de 2 de Julho, o chefe de missão do FMI, Subir Lall, teve uma frase espantosa, muito reveladora dos nossos problemas. "Os bancos, de forma geral, não se focam no lucro. Parecem estar muito mais concentrados numa actividade bancária assente nas relações."
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De forma arguta, Lall identifica uma das causas decisivas: os bancos não se focam na rentabilidade. E explica: "Centram-se nos clientes prime, que em muitos casos não querem os fundos (...) a banca portuguesa parece assentar muito nas garantias pessoais."
Uma breve inspecção às recentes catástrofes financeiras mostra essa verdade. O caso BES é um exemplo extremo de "clientes prime", em particular familiares, sem rentabilidade. A obscena luta pelo poder no BCP, em 2007, foi um embate de relações e compadres. Os problemas que assombram o Banif, o Montepio e a CGD, entre outros, resultam sobretudo da prioridade dada às influências, sacrificando a rentabilidade. Em todos estes casos foi um conjunto de poderosos (clientes e accionistas de referência, partidos, ministérios, interesses ou sectores) que recebeu empréstimos com base em garantias pessoais e pouca atenção ao lucro. Enquanto a bolha enchia, tudo parecia fácil; assim que o inchaço parou, desabou como um castelo de cartas.
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Os recentes temores quanto à chamada "espanholização da banca" nascem do mesmo. Diz-se temer que a liderança castelhana não atenda às especificidades das nossas empresas. Mas quando a banca funciona com base no lucro a nacionalidade dos donos das entidades financeiras é irrelevante: quem tiver bons projectos sempre conseguirá financiamento. Só que não é assim que o sistema funciona entre nós. Somos um país de compadres e "quem não tem padrinhos morre mouro". Os padrinhos mais valiosos são dos bancos. É precisamente por isso que a inevitável mudança da nossa elite financeira alarma tanta gente: precisamos de uma banca portuguesa para atender às tais particularidades das nossas empresas.
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A montanha de crédito malparado que se vem revelando na banca, e tem servido de matéria para o jogo de acusações mútuas das nossas elites, nasceu precisamente da influência exagerada dessas elites sobre as instituições de crédito. Agora outras elites estrangeiras irão comprar a banca lusitana, porque as nossas não têm capital para a sustentar. Esperemos que, finalmente, venhamos a ter um sector financeiro que cumpra a sua função, atendendo apenas ao que lhe compete: o lucro."


Trechos retirados de "Uma banca bancária"

E subir na escala de valor para parar com o crescimento canceroso?

A propósito de "Floresta volta aos anos 80 e cria mais riqueza":
"A silvicultura está a crescer desde 2008. No entanto, em 2014 tinha um peso de menos de 0,6% na economia nacional. O papel e o cartão são, de longe, a maior exportação da floresta nacional."
Sim, pode ser verdade. No entanto, este ano tive oportunidade de trabalhar com empresa que usa cartão como matéria-prima e percebi que quem quer cartão de qualidade tem de o importar. O que reforçou a minha opinião de que somos uma espécie de chineses da pasta de papel, produzimos muita quantidade mas com baixo valor acrescentado. Por isso é que o sector para continuar a crescer nas vendas tem de continuar com um crescimento canceroso da área de eucalipto plantado. Em vez de subir na escala de valor continua a predar.
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Faz-me espécie ninguém se interrogar como é que um país tão pequeno como Portugal pode produzir tanta pasta de papel. Por que é que os espanhóis, muito maiores, não aumentam a sua área?

BTW, duvido que isto seja verdade, para não variar acerca do que escreve Nuno Aguiar:
"Embora muito se fale sobre o aumento do eucaliptal no país, os hectares ocupados pela espécie em Portugal continental não aumentaram muito entre 1995 e 2010. Nesse período, passaram de 675 para 760 mil hectares."
Basta olhar para esta figura:

E ler este texto:
"O certo é que segundo os últimos resultados preliminares do Inventário Florestal Nacional, os eucaliptos tiveram um crescimento de 13 por cento entre 1995 e 2010 e são hoje a espécie dominante na floresta portuguesa, com 812 mil hectares plantados." 
O Jornal de Negócios contar a verdade sobre o eucalipto é como esperar que um jornal português, propriedade de general angolano, diga mal de Angola.

Entram os aprendizes de feiticeiro

Cenário 1.
Excesso de produção agrícola?
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Preço baixa, consumidores beneficiam e acabam até por consumir um pouco mais. Abaixamento do preço funciona como um sinal que é analisado pelos produtores, alguns optarão por abandonar a produção, outros por diversificar a produção, outros por reforçar o esforço de comercialização, outros por diminuir a produção.
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E o mercado ajusta-se por iterações.
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Cenário 2.
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Excesso de produção agrícola?
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Entram os aprendizes de feiticeiro "Ministério da Agricultura retira 2.600 toneladas de hortofrutícolas do mercado".
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Que sinais para que os produtores se ajustem à realidade?
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Nenhum!
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Que sinais para que os produtores adoptem mentalidade de "free riders" e continuem a aumentar a produção, ainda que não haja procura, simplesmente porque os aprendizes de feiticeiro vão recompensar esse comportamento?

quinta-feira, julho 14, 2016

Curiosidade do dia

"Para além da decisão sobre quais as sanções que serão aplicadas a Portugal, o Conselho Europeu, sob recomendação da Comissão, deverá nas próximas semanas indicar quais as novas metas orçamentais para este ano e o próximo que gostaria de ver Portugal cumprir. Depois, no prazo de quatro meses, Bruxelas avaliará se os compromissos que o Governo apresenta são suficientes para chegar às metas pretendidas."
A geringonça já começou a preparar listas conjuntas para as autárquicas de 2017?
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LOL

Considerar ainda ""Será dramático se BCE deixar de comprar a dívida""

Trecho retirado de "Bruxelas define novas metas orçamentais para Portugal"

Barreiras que deixam os não-clientes à parte

"O mercado português de fitness cresceu 13% em 2015, somando assim 730 mil pessoas, o que equivale a 7,1% da população total e 8,3% com mais de 15 anos. Enquanto isso, o número de ginásios aumentou para 1.365, levando a uma média de 537 membros por clube no final de 2015. Este número relativamente baixo é explicado pelo facto de Portugal ter uma percentagem relativamente grande de pequenos clubes, com 11% com menos de 200 m² e 34% entre 200 e 500 m².
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Em Portugal, 28% dos entrevistados participam em atividades desportivas regulares ou outras atividades físicas. 17% deles frequentam um clube de fitness, 67% dos quais para melhorar a saúde, seguido de 32% para relaxar. Tempo e Preço foram mencionados por 52% como os principais obstáculos."
Já agora, a propósito dos principais obstáculos, ler "What are the barriers that prevent noncustomers from buying your product?" e pensar que ofertas simples são uma forma de seduzir os não-praticantes

Trechos iniciais retirados de "Mercado do Fitness - Barómetro 2015"

Ainda acerca do banhista gordo

Os combustíveis são uma espécie de banhista gordo numa banheira a transbordar. Assim que o banhista resolve sair da banheira esta fica muito mais vazia.
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Segundo os dados do INE, no acumulado dos primeiros 5 meses de 2016 as exportações para os Estados Unidos caíram 9.8%.
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No entanto:
"O incremento de quase 100 milhões de euros nas exportações das empresas portuguesas de vestuário face ao período homólogo de 2015 resultou de um crescimento (+9,4%) nos envios para os países da UE a 28, destaca, em comunicado, a ANIVEC.
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Fora da União Europeia, os EUA estão a aumentar as suas compras à indústria portuguesa de vestuário, com uma subida de 4,6%. Destaque ainda para o crescimento de 117,9% das exportações para a Arábia Saudita e de 87,1% para a República Checa."
Por que é que no agregado as exportações caem? Por causa dos combustíveis!
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No final do 1º trimestre deste ano o BPI escrevia:



Trechos retirados de "Exportações aceleram em maio"

Tendências

Tendências há muito pressentidas e divulgadas neste blogue:
"the Post Mass Production Paradigm (PMPP) as a system of economic activity, capable of encouraging and sustaining economic growth without depending on mass production and mass consumption of artefacts. PMPP may be seen as a way of decoupling economical growth from resource /energy consumption and waste creation thus pursuing global sustainability.
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The markets changed from mass production to a higher variety and diversity towards customisation. Shorter life time, shorter time-to-market and higher functionalities are consequences of the technical development of products and market requirements. Mass production followed the migration to regions with lower costs of manufacturing. The structural change of manufacturing industries – driven by competition and technical innovations – is still going on.
...
The manufacturing industries in Europe are fighting for competition because of high wages and costs of resources. Companies learned to concentrate operations towards customisation and niches of higher profitability. Taking into account the high skill of workers and engineers customisation changes the structure of manufacturing:
• increasing variants and customer specific products,
• lower batches and resulting costs for transformation,
• increasing complexity of products,
• increasing costs of product development.
The transformation from mass production to customised production is the new challenge of manufacturing
."
O que é que há de novo nos últimos dois anos?
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A par desta evolução que se mantém e acentua, cresce em paralelo o retorno de produções de preço da Ásia para a Europa.

Trechos retirados de "The ManuFuture Road Towards Competitive and Sustainable High-Adding-Value Manufacturing" de Francesco Jovane, Engelbert Westkämper e David Williams.

Trabalhadores, salários e produtividade

O que diria muito boa gente se ouvissem um empresário a afirmar:
"A produtividade da minha empresa não aumenta por causa dos meus trabalhadores porque não se esforçam"
No entanto, passamos a vida a ouvir afirmações deste tipo, pela mesma boa gente:
"“Paying workers better will lead to reduced turnover, better morale and higher productivity.”
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paying workers more will pay for itself through increased productivity."
Um absurdo!
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Os segundos, para suportar estas afirmações, recuam a Henry Ford:
"In 1914, Henry Ford famously announced that his company was doubling wages for most of its male factory workers, raising them to $5 a day. ... examined Ford’s decision in a 1987 paper, and found that the move reduced turnover, boosted productivity and profits, and attracted even more candidates to apply." 
O que estes segundos ignoram é que a economia não é física newtoniana!!! Aquilo que funcionava em 1914, aquilo que funcionava no tempo das linhas de montagem, aquilo que funcionava quando produtividade era produzir mais depressa, não é o que funciona hoje.
Há dias sublinhava a metáfora da economia como uma paisagem movediça. O que funcionava em 1914, quando reinava a produção em massa, quando Magnitogorsk (Metrópolis) estava a caminho do seu apogeu, era o aumento da produtividade com base no denominador da equação:
O numerador mantinha-se constante!
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Hoje, a caminho de Mongo (Estranhistão), aumentos a sério da produtividade são conseguidos só quando se olha e se actua sobre o numerador, e quem é que tem autoridade para o fazer? A gestão de topo, o empresário.
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Acreditar que o que funcionava em 1914 ainda funciona hoje faz-me lembrar o ir de carro para o interior do Porto e circular por ruas que conhecia como a palma da mão nos anos 80. Muros erguidos, sentidos proibidos, túneis criados, ruas novas ... a memória já não serve. Por exemplo, sair da igreja do Bonfim e seguir pela rua São Roque da Lameira até à estrada para Valongo...
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Trechos retirados de "Do CEOs Really Have the Power to Raise Wages?"






quarta-feira, julho 13, 2016

Curiosidade do dia

"Os economistas da Universidade Católica estão mais pessimistas sobre a evolução da economia nacional este ano. Segundo as previsões actualizadas do Núcleo de Estudos sobre a Conjuntura da Economia Portuguesa (NECEP), o produto interno bruto (PIB) deverá crescer apenas 0,9% em 2016, metade do valor inscrito pelo Governo no Orçamento do Estado. E mesmo esta estimativa apresenta riscos descendentes, conclui a Folha Trimestral de Conjuntura do NECEP."
Isto não vai acabar nada bem, mas também ninguém pode reclamar surpresa, estava escrito nas estrelas:
 Trecho retirado de "Católica vê Portugal crescer menos de 1% este ano"

Configurar como deve ser

Continuando a leitura de "Monetizing Innovation" de Ramanujam e Tacke, depois de "Segmentar como deve ser", os autores propõem: configurar como deve ser:
"But first, a clarification: Our definition of product configuration refers to the decision of which features and functionalities will be included in a product. In some industries, like software and tech, product configuration is also referred to by the term packaging. By bundling, we mean combining a product or service with other products and services.

Product Configuration Done Right.
Doing product configuration right means you design a product with the right features for a segment—that is, just the features customers are willing to pay for. This is a core tenet of designing new products that will succeed in the marketplace. Too many features lead to feature shock products, especially if your customers are not wild about those features. If they are wild about them and you didn't realize it, you design a minivation. Products with features that customers won't pay for wind up undead.

By having their feature sets tailored to each segment's needs, value, and WTP, each offering finally had a distinct value proposition. The design of these products also minimized the chances they would cannibalize one another, since customers clearly saw what they gave up at the lower price points. [Moi ici: Como não recordar a beleza da solução Dow vs Xiameter] The way we like to put it is that the company established clear "fences" between its products. Customers only get a low price if they go without extra product or logistics services; the company can offer a low price on this product because value and costs are lower."
E na sua empresa... que configuração faz?