sábado, outubro 03, 2009
BSC - Troubleshooting
Neste interessante artigo que julgo já ter citado em tempos "DOES THE BALANCED SCORECARD WORK: AN EMPIRICAL INVESTIGATION" de Andy Neely, Mike Kennerley e Veronica Martinez pode ler-se:
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"Evidence suggests, for example, that by 2001 the balanced scorecard had been adopted by 44% of organisations worldwide (57% in the UK, 46% in the US and 26% in Germany and Austria). And more recent data suggests that 85% of organisations will have performance measurement system initiatives underway by the end of 2004."
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Por vezes, algumas empresas com um BSC implementado contactam-me e queixam-se de que não funciona. Não há "click!". Não há resultados!!!!!!!!!
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Se não há resultados, então é treta!
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Se desenharmos um daqueles esquemas para fazer o troubleshooting dos balanced scorecards que não funcionam, à cabeça devemos colocar como primeira questão de diagnóstico a situação mais comum, para rapidamente encontrar a causa-raiz.
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A primeira questão que colocaria seria: O seu balanced scorecard tem associado um mapa da estratégia?
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A verdade é que mais de 9 em cada dez empresas que me contactam têm um BSC da 1ª geração, um BSC sem um mapa da estratégia previamente desenhado e que suporte o racional para os indicadores escolhidos.
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E, como concluíram Ittner & Larcker no artigo "Coming up short on nonfinancial performance measurement" da HBR (Novembro de 2003), quando as empresas usam um BSC da 1ª geração a taxa sucesso é residual. No artigo, os autores relatam que de um conjunto de empresas com BSC que foram estudadas só 23% é que tinham resultados positivos. Porquê? O que as diferenciava? Tinham baseado a escolha dos indicadores na estratégia, e não numa escolha estanque resultante de um brainstorming bem intencionado.
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"Evidence suggests, for example, that by 2001 the balanced scorecard had been adopted by 44% of organisations worldwide (57% in the UK, 46% in the US and 26% in Germany and Austria). And more recent data suggests that 85% of organisations will have performance measurement system initiatives underway by the end of 2004."
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Por vezes, algumas empresas com um BSC implementado contactam-me e queixam-se de que não funciona. Não há "click!". Não há resultados!!!!!!!!!
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Se não há resultados, então é treta!
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Se desenharmos um daqueles esquemas para fazer o troubleshooting dos balanced scorecards que não funcionam, à cabeça devemos colocar como primeira questão de diagnóstico a situação mais comum, para rapidamente encontrar a causa-raiz.
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A primeira questão que colocaria seria: O seu balanced scorecard tem associado um mapa da estratégia?
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A verdade é que mais de 9 em cada dez empresas que me contactam têm um BSC da 1ª geração, um BSC sem um mapa da estratégia previamente desenhado e que suporte o racional para os indicadores escolhidos.
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E, como concluíram Ittner & Larcker no artigo "Coming up short on nonfinancial performance measurement" da HBR (Novembro de 2003), quando as empresas usam um BSC da 1ª geração a taxa sucesso é residual. No artigo, os autores relatam que de um conjunto de empresas com BSC que foram estudadas só 23% é que tinham resultados positivos. Porquê? O que as diferenciava? Tinham baseado a escolha dos indicadores na estratégia, e não numa escolha estanque resultante de um brainstorming bem intencionado.
Conversa da treta
Este título "É preciso garantir que a formação seja desenvolvida por entidades acreditadas" associado ao que eu vejo nas empresas em termos de formação, desperta o meu lado cínico e faz-me recordar este escândalo das entidades certificadas.
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Só pergunto uma coisa, a formação profissional é feita à medida das empresas (dos seus desafios e trabalhadores) ou é desenhada à priori? As empresas escolhem o prato ou escolhem de um menu que lhes é apresentado? Quantas vezes é que os formadores visitam a empresa antes de se iniciar a formação para desenharem e conceberem a formação em função da realidade da empresa e dos seus trabalhadores?
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Eheheheh, se eu aparecesse nestes congressos e conferências para ilustrar como o rei vai nu, não só era expulso, como corria o risco de sofrer uma qualquer represália física.
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Disclaimer: Não realizo acções de formação profissional.
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Só pergunto uma coisa, a formação profissional é feita à medida das empresas (dos seus desafios e trabalhadores) ou é desenhada à priori? As empresas escolhem o prato ou escolhem de um menu que lhes é apresentado? Quantas vezes é que os formadores visitam a empresa antes de se iniciar a formação para desenharem e conceberem a formação em função da realidade da empresa e dos seus trabalhadores?
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Eheheheh, se eu aparecesse nestes congressos e conferências para ilustrar como o rei vai nu, não só era expulso, como corria o risco de sofrer uma qualquer represália física.
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Disclaimer: Não realizo acções de formação profissional.
Sempre o locus de controlo no exterior
Mira Amaral no semanário Vida Económica:
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"A Justiça, a Educação, a burocracia e a rigidez do mercado laboral são aspectos negativos que dificultam a vida das empresas."
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Serão estes os principais aspectos negativos?
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Por que é que há empresas portuguesas com empresários portugueses que vão ultrapassar e até crescer em plena crise mundial?
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Não defendo que aqueles aspectos não sejam importantes, mas serão os mais importantes?
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Se não forem os mais importantes, a sua repetição constante só desculpabiliza uns, proporciona álibis a outros e desencoraja outros ainda.
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Receio que o discurso de Mira Amaral e muitos outros, só reforce o espírito de Calimero, a mentalidade do coitadinho... que tem de ser apoiado. E atrofie as mentes independentes que do poder político só pedem. - Desamparem-me a loja, não venham para aqui complicar!
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Por que não se promovem, mostram, explicam os exemplos positivos de muitas PME's?
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Trecho retirado de "Economia portuguesa não vai recuperar com o fim da crise," este título faz recordar a estória de encarar as retomas como as marés...
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As marés quando sobem, levantam todos os barcos, eles não precisam de fazer nada. A um marinheiro num iate encalhado num canal da Ria basta-lhe esperar que a maré suba. Algumas empresas também ficam à espera que a maré, a retoma, as faça subir... fiem-se na Virgem e não corram não!
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Há um ditado francês do género "É bom que o marinheiro reze a pedir ajuda, mas também convém que reme!"
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Falta um discurso calvinista, algo do género:
Amanhem-se!
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Emancipem-se!
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Dêem o Grito do Ipiranga!
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Façam pela vida! Work smater, not harder! Lembrem-se de David versus Golias!
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"A Justiça, a Educação, a burocracia e a rigidez do mercado laboral são aspectos negativos que dificultam a vida das empresas."
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Serão estes os principais aspectos negativos?
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Por que é que há empresas portuguesas com empresários portugueses que vão ultrapassar e até crescer em plena crise mundial?
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Não defendo que aqueles aspectos não sejam importantes, mas serão os mais importantes?
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Se não forem os mais importantes, a sua repetição constante só desculpabiliza uns, proporciona álibis a outros e desencoraja outros ainda.
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Receio que o discurso de Mira Amaral e muitos outros, só reforce o espírito de Calimero, a mentalidade do coitadinho... que tem de ser apoiado. E atrofie as mentes independentes que do poder político só pedem. - Desamparem-me a loja, não venham para aqui complicar!
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Por que não se promovem, mostram, explicam os exemplos positivos de muitas PME's?
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Trecho retirado de "Economia portuguesa não vai recuperar com o fim da crise," este título faz recordar a estória de encarar as retomas como as marés...
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As marés quando sobem, levantam todos os barcos, eles não precisam de fazer nada. A um marinheiro num iate encalhado num canal da Ria basta-lhe esperar que a maré suba. Algumas empresas também ficam à espera que a maré, a retoma, as faça subir... fiem-se na Virgem e não corram não!
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Há um ditado francês do género "É bom que o marinheiro reze a pedir ajuda, mas também convém que reme!"
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Falta um discurso calvinista, algo do género:
Amanhem-se!.
Emancipem-se!
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Dêem o Grito do Ipiranga!
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Façam pela vida! Work smater, not harder! Lembrem-se de David versus Golias!
My pet project
Há quarenta anos poderíamos chamar aos agricultores portugueses uma espécie de reserva moral da nação.
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Hoje, infelizmente, a maioria não passa de mais um grupo de funcionários públicos encapotados.
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Por que é que a indústria não competitiva tem de fechar e a agricultura não competitiva e, muitas vezes, ecologicamente predadora do solo, não?
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No semanário Vida Económica "Receitas e ajudas comunitárias não pagam custos de produção agrícola"
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Onde se pode ler:
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"O ministro Jaime Silva trouxe o 'paradigma' das falências e do abandono da produção ao sector agrícola nacional» - afirma João Machado, presidente da Confederação dos Agricultores de Portugal.
Segundo o mesmo responsável, "ao longo dos últimos três anos, cerca de três mil produtores de leite abandonaram a actividade".
Com o aumento dos custos de produção e a falta de apoios ao sector, "os produtos agrícolas tendem a tornar-se mais caros, afectando a economia e a população, em geral"."
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O último parágrafo não joga certo com a realidade. Os custos de produção aumentam, mas os produtos agrícolas tendem a tornar-se mais baratos ou a subir menos do que os custos de produção.
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O sector precisa de uma injecção de neo-zelandismo. Um dia, quando conceitos como estratégia, proposta de valor, modelo de negócio, entrarem no sector, deixaremos de ver culturas intensivas para as quais não somos talhados e veremos culturas exóticas, veremos boutiques de haute-couture agricola, veremos novamente gente independente de Bruxelas e do pipe-line de subsídios. Até lá ...
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Se fôssemos um enclave na Europa Central ainda se compreendia a dificuldade em mudar a agulha, mas estando nós no extremo ocidental da Europa, com as condições climáticas que temos...
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Hoje, infelizmente, a maioria não passa de mais um grupo de funcionários públicos encapotados.
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Por que é que a indústria não competitiva tem de fechar e a agricultura não competitiva e, muitas vezes, ecologicamente predadora do solo, não?
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No semanário Vida Económica "Receitas e ajudas comunitárias não pagam custos de produção agrícola"
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Onde se pode ler:
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"O ministro Jaime Silva trouxe o 'paradigma' das falências e do abandono da produção ao sector agrícola nacional» - afirma João Machado, presidente da Confederação dos Agricultores de Portugal.
Segundo o mesmo responsável, "ao longo dos últimos três anos, cerca de três mil produtores de leite abandonaram a actividade".
Com o aumento dos custos de produção e a falta de apoios ao sector, "os produtos agrícolas tendem a tornar-se mais caros, afectando a economia e a população, em geral"."
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O último parágrafo não joga certo com a realidade. Os custos de produção aumentam, mas os produtos agrícolas tendem a tornar-se mais baratos ou a subir menos do que os custos de produção.
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O sector precisa de uma injecção de neo-zelandismo. Um dia, quando conceitos como estratégia, proposta de valor, modelo de negócio, entrarem no sector, deixaremos de ver culturas intensivas para as quais não somos talhados e veremos culturas exóticas, veremos boutiques de haute-couture agricola, veremos novamente gente independente de Bruxelas e do pipe-line de subsídios. Até lá ...
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Se fôssemos um enclave na Europa Central ainda se compreendia a dificuldade em mudar a agulha, mas estando nós no extremo ocidental da Europa, com as condições climáticas que temos...
sexta-feira, outubro 02, 2009
O canário hungaro
Segundo Edward Hugh (no Facebook) a Hungria, à custa do colapso monumental da procura passou de um défice nas contas externas para um speravit:
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"The current account posted a quarterly surplus of 476 million euros versus a deficit of 1.55 billion euros a year earlier and analysts' median forecast for a deficit of 580 million euros."
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A alteração radical resultou do abatimento da procura não do aumento das exportações.
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Mais tarde ou mais cedo vai ser este o nosso destino também.
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"The current account posted a quarterly surplus of 476 million euros versus a deficit of 1.55 billion euros a year earlier and analysts' median forecast for a deficit of 580 million euros."
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A alteração radical resultou do abatimento da procura não do aumento das exportações.
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Mais tarde ou mais cedo vai ser este o nosso destino também.
É mais forte do que eu. Afinal sou português, não sou japonês!
No século passado, durante o final da década de oitenta e a primeira metade da década de noventa, trabalhei diariamente com japoneses.
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Deu para perceber muitas das diferenças que existem entre a nossa cultura e a deles. Uma das diferenças que uso, para ilustrar a disparidade entre os mapas mentais de cada povo, é esta: quando um português ao conduzir um automóvel passa por um acidente (chapa batida), reduz a velocidade e transforma-se num orçamentista. Rapidamente começa a fazer contas e "Hum! A reparação não vai ficar por menos de ... X euros" este pensamento é demasiadas vezes suspenso de forma abrupta com o choque na traseira de alguém que também se distraiu com a orçamentação.
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No Japão, ter um acidente é algo que envergonha os intervenientes. Assim, para evitar embaraçar ainda mais os sinistrados, os transeuntes viram, momentaneamente, a cara para o lado oposto em sinal de respeito.
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Lembro-me muitas vezes desta situação... sobretudo quando leio ou oiço coisas que, IMHO, envergonham quem as escreveu ou falou, porque assentam em castelos de cartas e não têm a mínima lógica que as suporte. Essas afirmações apenas servem para despir o autor e mostrar a sua ignorância ou candura, ou ingenuidade, ou permanência no estado de crente em mitos.
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Se eu fosse japonês virava a cara para o lado... mas como sou português:
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Perante este artigo "Combustíveis nos supermercados são "mais simples"" onde encontro a argumentação do presidente da Autoridade da Concorrência (AdC), Manuel Sebastião, para explicar por que é que os combustíveis nos supermercados são muito mais baratos que nas estações de serviço dedicadas e... fico sem jeito!!!
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Como pode ocupar o lugar que ocupa, como pode ter ocupado os lugares que já ocupou antes de chegar aqui e não saber o que é um modelo de negócio?!?!?!?!
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Como pode ocupar o lugar que ocupa, como pode ter ocupado os lugares que já ocupou antes de chegar aqui e não saber o que é uma proposta de valor?!?!?!?!
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Será que alguém que o conheça lhe pode recomendar este livro?
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Será que alguém que o conheça lhe pode desenhar um business model canvas para cada um dos grupos de vendedores de combustíveis?
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Deu para perceber muitas das diferenças que existem entre a nossa cultura e a deles. Uma das diferenças que uso, para ilustrar a disparidade entre os mapas mentais de cada povo, é esta: quando um português ao conduzir um automóvel passa por um acidente (chapa batida), reduz a velocidade e transforma-se num orçamentista. Rapidamente começa a fazer contas e "Hum! A reparação não vai ficar por menos de ... X euros" este pensamento é demasiadas vezes suspenso de forma abrupta com o choque na traseira de alguém que também se distraiu com a orçamentação.
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No Japão, ter um acidente é algo que envergonha os intervenientes. Assim, para evitar embaraçar ainda mais os sinistrados, os transeuntes viram, momentaneamente, a cara para o lado oposto em sinal de respeito.
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Lembro-me muitas vezes desta situação... sobretudo quando leio ou oiço coisas que, IMHO, envergonham quem as escreveu ou falou, porque assentam em castelos de cartas e não têm a mínima lógica que as suporte. Essas afirmações apenas servem para despir o autor e mostrar a sua ignorância ou candura, ou ingenuidade, ou permanência no estado de crente em mitos.
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Se eu fosse japonês virava a cara para o lado... mas como sou português:
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Perante este artigo "Combustíveis nos supermercados são "mais simples"" onde encontro a argumentação do presidente da Autoridade da Concorrência (AdC), Manuel Sebastião, para explicar por que é que os combustíveis nos supermercados são muito mais baratos que nas estações de serviço dedicadas e... fico sem jeito!!!
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Como pode ocupar o lugar que ocupa, como pode ter ocupado os lugares que já ocupou antes de chegar aqui e não saber o que é um modelo de negócio?!?!?!?!
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Como pode ocupar o lugar que ocupa, como pode ter ocupado os lugares que já ocupou antes de chegar aqui e não saber o que é uma proposta de valor?!?!?!?!
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Será que alguém que o conheça lhe pode recomendar este livro?
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Será que alguém que o conheça lhe pode desenhar um business model canvas para cada um dos grupos de vendedores de combustíveis?
Desmascarar mitos (parte I)

Nem sempre as duas situações estão presentes. Uns estão preocupados com o presente, com o hoje, outros estão concentrados com o futuro e outros ainda conseguem manter uma perspectiva sobre as duas situações em simultâneo.
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Já é mais difícil passar para a etapa seguinte, enquadrar, objectivar, determinar, deixar os sentimentos e emoções e avançar para factos, fotografias, números, coisas concretas.
Muitas vezes, naquilo a que costumo chamar a conversa da treta só se identifica o ponto de partida e nunca há o compromisso desmascarador com o ponto de chegada (por que é que os políticos falam do aquecimento global? Para mim ninguém me consegue convencer que não é por causa de se tratar de algo em que o ponto de chegada está muito distante no tempo e não pode ser objectivado de forma clara.).
Quando existe um ponto de chegada claro, podemos ir para a meta e esperar para confirmar se lá chegamos ou não. Com um ponto de chegada claro... não há oratória nem retórica, os factos falam por si.
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Muitas vezes, demasiadas vezes deparamos com este cenário:
Há um ponto de partida, há um emaranhado de acções bem intencionadas e ... mais nada. Qual o ponto de chegada? Qual o critério de sucesso? Pois! Confunde-se actividade com resultados. ESte blogue está recheado de exemplos desta prática: combate à sida, combate à violência doméstica, estratégia do mar, ....
Mesmo acrescentando o ponto de chegada... e como ele dói, ou como ele é eloquente para avaliar a eficácia do que foi feito. Dói porque é como pôr o pescoço no cepo ao começar um projecto, por melhor que actuemos o que conta são os resultados e ponto.
Aquilo a que chamo mito é o novelo que separa o Hoje do Futuro desejado. Começando do Hoje e se seguirmos a linha perdêmo-nos na confusão..
Mas existe um, ou mais, caminho linear...
... no meio do novelo, no meio daquele ruído e desperdício, pode não existir qualquer relação causal que nos leve ao Futuro desejado..
Os planos, os grandes projectos que nos pretendem conduzir ao futuro desejado (e atenção, por vezes, demasiadas vezes, não está definido o ponto de chegada, o futuro desejado) são, muitas resultado de um brainstorming bem intencionado mas irrelevante.
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O que proponho é desenhar as actividades a desenvolver em função de uma relação causal que teoricamente parece que tem potencial para nos levar do hoje para os resultados associados ao futuro desejado.
Ao equacionar as coisas desta forma chegamos facilmente ao conceito de estratégia como escolha, chegamos à necessidade de optar entre escolhas contraditórias..
Continua
A caminho da Sildávia do Ocidente (parte II) ou Ruidosamente a caminho do topo da tabela... (parte II)
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Resposta dos políticos?
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quinta-feira, outubro 01, 2009
only by stealing from the future
No Público podemos ler "Autoeuropa cancela todos os dias de lay-off"
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Ontem de manhã, ao conduzir ouvi na rádio as palavras de António Chora. Segundo ele, o sucesso das vendas da Sharan eram responsáveis por esta alteração. O jornal confirma "No total, a unidade portuguesa da Volkswagen vai produzir mais quatro mil unidades, destinadas a países europeus que viram aumentar as vendas automóveis graças aos programas de incentivo ao abate lançados pelos governos, adiantou ao PÚBLICO fonte oficial da Autoeuropa."
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Ao ouvir as palavras de Chora na rádio não pude deixar de pensar nestas palavras do jornal inglês:
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"Whoever wins today's elections in Germany will face the reckoning so deftly dodged before. Kurzarbeit, that subsidises firms not to fire workers, is running out. The cash-for-clunkers scheme ended this month. It certainly "worked"."
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Car sales were up 28pc in August, but only by stealing from the future. The Center for Automotive Research says sales will fall by a million next year: "It will be the largest downturn ever suffered by the German car industry."
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Jogadores de bilhar profissionais já estariam a encarar de frente esta possibilidade e a preparar várias alternativas de actuação em função de diferentes cenários.
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Ontem de manhã, ao conduzir ouvi na rádio as palavras de António Chora. Segundo ele, o sucesso das vendas da Sharan eram responsáveis por esta alteração. O jornal confirma "No total, a unidade portuguesa da Volkswagen vai produzir mais quatro mil unidades, destinadas a países europeus que viram aumentar as vendas automóveis graças aos programas de incentivo ao abate lançados pelos governos, adiantou ao PÚBLICO fonte oficial da Autoeuropa."
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Ao ouvir as palavras de Chora na rádio não pude deixar de pensar nestas palavras do jornal inglês:
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"Whoever wins today's elections in Germany will face the reckoning so deftly dodged before. Kurzarbeit, that subsidises firms not to fire workers, is running out. The cash-for-clunkers scheme ended this month. It certainly "worked"."
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Car sales were up 28pc in August, but only by stealing from the future. The Center for Automotive Research says sales will fall by a million next year: "It will be the largest downturn ever suffered by the German car industry."
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Jogadores de bilhar profissionais já estariam a encarar de frente esta possibilidade e a preparar várias alternativas de actuação em função de diferentes cenários.
Um país de Pigarros! (parte II)
“Por vezes agimos como o … Pigarro que recusa e resiste à mudança, e como a receia, esta conduzi-lo-á a algo pior,”
…
“- O quê?! Não há Queijo? – bradou Pigarro. E continuou a vociferar: - Não há Queijo? Não há Queijo? – como se o facto de gritar assim tão alto pudesse alterar a situação.
- Quem mexeu no meu Queijo? – gritou furioso.
Por fim, pôs as mãos na cintura, fez-se muito vermelho, e gritou em plenos pulmões: - Isto não é justo!”
…
“- Por que é que temos de mudar? – perguntou Pigarro. – Somos pequenos humanos. Somos especiais. Este tipo de coisas não nos devia acontecer. Ou melhor, se nos acontecesse, deveríamos pelo menos tirar daí alguns benefícios.
- Por que deveríamos nós ter benefícios? Inquiriu Gaguinho.
- Porque nós temos direito – reclamou Pigarro.
- Direito a quê? Quis saber Gaguinho.
- Temos direito ao nosso Queijo – afirmou Pigarro.
- Porque não fomos nós os causadores deste problema – respondeu Pigarro. – Alguém o criou, e nós temos de descobrir o que provocou esta situação.
Gaguinho sugeriu:
- Talvez devêssemos parar de analisar esta situação e concentrarmo-nos na busca de um Novo Queijo.
- Nem pensar! – contra-argumentou Pigarro. – Eu quero ir até ao âmago da questão.”
.
Trechos destacados do livro "Quem Mexeu no Meu Queijo? de Spencer Johnson.
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Em tempos li uma frase que me ficou na memória e que retrata esta atitude do Pigarro:
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"Portugal é um país de incumbentes"
.
Estamos cheios de direitos adquiridos, e se existe mudança ela resulta de uma qualquer conspiração. Estão contra nós.
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Nós não precisamos de mudar, o mundo é que tem de nos apajar. Go figure...
…
“- O quê?! Não há Queijo? – bradou Pigarro. E continuou a vociferar: - Não há Queijo? Não há Queijo? – como se o facto de gritar assim tão alto pudesse alterar a situação.
- Quem mexeu no meu Queijo? – gritou furioso.
Por fim, pôs as mãos na cintura, fez-se muito vermelho, e gritou em plenos pulmões: - Isto não é justo!”
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“- Por que é que temos de mudar? – perguntou Pigarro. – Somos pequenos humanos. Somos especiais. Este tipo de coisas não nos devia acontecer. Ou melhor, se nos acontecesse, deveríamos pelo menos tirar daí alguns benefícios.
- Por que deveríamos nós ter benefícios? Inquiriu Gaguinho.
- Porque nós temos direito – reclamou Pigarro.
- Direito a quê? Quis saber Gaguinho.
- Temos direito ao nosso Queijo – afirmou Pigarro.
- Porque não fomos nós os causadores deste problema – respondeu Pigarro. – Alguém o criou, e nós temos de descobrir o que provocou esta situação.
Gaguinho sugeriu:
- Talvez devêssemos parar de analisar esta situação e concentrarmo-nos na busca de um Novo Queijo.
- Nem pensar! – contra-argumentou Pigarro. – Eu quero ir até ao âmago da questão.”
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Trechos destacados do livro "Quem Mexeu no Meu Queijo? de Spencer Johnson.
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Em tempos li uma frase que me ficou na memória e que retrata esta atitude do Pigarro:
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"Portugal é um país de incumbentes"
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Estamos cheios de direitos adquiridos, e se existe mudança ela resulta de uma qualquer conspiração. Estão contra nós.
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Nós não precisamos de mudar, o mundo é que tem de nos apajar. Go figure...
quarta-feira, setembro 30, 2009
Um país de Pigarros!
Por causa de um comentário feito a um postal deste blogue, senti curiosidade para folhear um livro que há uns anos andava nas bocas do mundo e era muito bajulado e, por isso, como contrário que sou, nunca tive vontade de o comprar, desconfiado com a promoção: “Quem mexeu no meu queijo”. Assim, na passada sexta-feira, no intervalo do almoço, entre a deslocação de uma empresa para outra, comprei e li praticamente o livro todo.
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Neste caso, as minhas suspeitas não tinham fundamento, o livro é realmente muito interessante, muito elucidativo, muito andragógico…
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Desde sexta-feira última que não consigo deixar de relacionar os exemplos da série “Agarrem-me senão eu mato-me!!!” com os dois humanos retratados no livro, sobretudo o Pigarro.
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O nosso queijo desapareceu, nós que tínhamos direito ao queijo ficamos sem ele. Como é possível!?!
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Ontem, a meio da manhã, a caminho de uma empresa, ao contornar uma rotunda próximo do centro da cidade de São João da Madeira, dou de caras ali, bem à minha frente, com um cartaz gigante para a campanha das eleições autárquicas. A mensagem principal do cartaz era:
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Não interessa o partido, esse assunto é secundário, por que qualquer um dos cinco partidos mais votados secundaria este slogan.
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O que me preocupa é a relação com o livro “Quem mexeu no meu queijo!”
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Só se fala em distribuir, distribuir, distribuir e ninguém fala em criar riqueza!
É como no livro, os humanos que continuam à espera que chegue o queijo à estação Q… por que sempre foi assim, por que são humanos, por que são especiais, por que são “entitled”
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E criar riqueza? E procurar o queijo? E fazer pela vida à procura de novas fontes de queijo?
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Vou procurar destacar alguns exemplos do livro e relacionar com o peditório a que todos os dias somos sujeitos para apoiar… por exemplo, este caso.
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Continua.
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Neste caso, as minhas suspeitas não tinham fundamento, o livro é realmente muito interessante, muito elucidativo, muito andragógico…
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Desde sexta-feira última que não consigo deixar de relacionar os exemplos da série “Agarrem-me senão eu mato-me!!!” com os dois humanos retratados no livro, sobretudo o Pigarro.
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O nosso queijo desapareceu, nós que tínhamos direito ao queijo ficamos sem ele. Como é possível!?!
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Ontem, a meio da manhã, a caminho de uma empresa, ao contornar uma rotunda próximo do centro da cidade de São João da Madeira, dou de caras ali, bem à minha frente, com um cartaz gigante para a campanha das eleições autárquicas. A mensagem principal do cartaz era:
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Mais Acção Social por todos nós!
.Não interessa o partido, esse assunto é secundário, por que qualquer um dos cinco partidos mais votados secundaria este slogan.
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O que me preocupa é a relação com o livro “Quem mexeu no meu queijo!”
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Só se fala em distribuir, distribuir, distribuir e ninguém fala em criar riqueza!
É como no livro, os humanos que continuam à espera que chegue o queijo à estação Q… por que sempre foi assim, por que são humanos, por que são especiais, por que são “entitled”
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E criar riqueza? E procurar o queijo? E fazer pela vida à procura de novas fontes de queijo?
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Vou procurar destacar alguns exemplos do livro e relacionar com o peditório a que todos os dias somos sujeitos para apoiar… por exemplo, este caso.
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Continua.
terça-feira, setembro 29, 2009
Oh!!! Nunca verei esse dia!
Num dos intervalos do último conselho europeu Deus apareceu numa sala onde se encontravam os governadores dos bancos da Alemanha, da Espanha e de Portugal.
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Após as apresentações, Deus colocou a cada um a possibilidade de colocarem uma pergunta acerca do futuro.
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O governador do banco de Espanha perguntou:
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- Quando é que o governo espanhol deverá começar a fazer consolidação orçamental?
.
E Deus respondeu:
.
- Já devia ter começado!
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E o governador começou a chorar.
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O governador do banco da Alemanha perguntou:
.
- Quando é que o governo alemão deverá começar a fazer consolidação orçamental?
.
E Deus respondeu:
.
- Depois das próximas eleições de 27 de Setembro!
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E o governador começou a chorar.
.
Por fim, chegou a vez do governador do banco de Portugal que perguntou:
.
- Quando é que o governo português deverá começar a fazer consolidação orçamental?
.
Aí Deus, perturbou-se, deixou cair a cabeça em direcção ao peito e aproximou as mãos em forma de concha à sua face, para esconder as lágrimas que começavam a brotar e disse:
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- Oh!!! Nunca verei esse dia!
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O que pensar depois de ler isto "Constâncio defende consolidação orçamental só a partir de 2011"?
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Após as apresentações, Deus colocou a cada um a possibilidade de colocarem uma pergunta acerca do futuro.
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O governador do banco de Espanha perguntou:
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- Quando é que o governo espanhol deverá começar a fazer consolidação orçamental?
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E Deus respondeu:
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- Já devia ter começado!
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E o governador começou a chorar.
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O governador do banco da Alemanha perguntou:
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- Quando é que o governo alemão deverá começar a fazer consolidação orçamental?
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E Deus respondeu:
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- Depois das próximas eleições de 27 de Setembro!
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E o governador começou a chorar.
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Por fim, chegou a vez do governador do banco de Portugal que perguntou:
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- Quando é que o governo português deverá começar a fazer consolidação orçamental?
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Aí Deus, perturbou-se, deixou cair a cabeça em direcção ao peito e aproximou as mãos em forma de concha à sua face, para esconder as lágrimas que começavam a brotar e disse:
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- Oh!!! Nunca verei esse dia!
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O que pensar depois de ler isto "Constâncio defende consolidação orçamental só a partir de 2011"?
O mundo das auditorias da qualidade está louco (parte III)
Eheheheh
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Lembrei-me há bocado de comparar as interpretações da APCER e da SGS nos seus guias sobre a ISO 9001:2000 com as alterações da ISO 9001:2008.
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Só tenho tempo para um tiro e foi logo na "mouche".
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Cláusula 6.4, texto retirado do guia interpretativo "A satisfação dos colaboradores e o ambiente psicológico no espaço de trabalho podem também ter um papel importante, em especial para organizações prestadoras de serviços. Outras orientações podem ser encontradas na ISO 9004:2000."
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O que é que mudou da versão de 2000 para a versão de 2008 nesta clásula?
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O acrescento desta nota "O termo "ambiente de trabalho" diz respeito às condições sob as quais o trabalho é realizado incluindo físicas, ambientais, e outros factores (tais como ruído, temperatura, humidade, luminosiddae, ou condições atmosféricas)" diz muito sobre os abusos... satisfação dos colaboradores? Ambiente psicológico? Ahahah LOLOLOLOLOL
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Que mais nos revelará este exercício?
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Continua.
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Lembrei-me há bocado de comparar as interpretações da APCER e da SGS nos seus guias sobre a ISO 9001:2000 com as alterações da ISO 9001:2008.
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Só tenho tempo para um tiro e foi logo na "mouche".
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Cláusula 6.4, texto retirado do guia interpretativo "A satisfação dos colaboradores e o ambiente psicológico no espaço de trabalho podem também ter um papel importante, em especial para organizações prestadoras de serviços. Outras orientações podem ser encontradas na ISO 9004:2000."
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O que é que mudou da versão de 2000 para a versão de 2008 nesta clásula?
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O acrescento desta nota "O termo "ambiente de trabalho" diz respeito às condições sob as quais o trabalho é realizado incluindo físicas, ambientais, e outros factores (tais como ruído, temperatura, humidade, luminosiddae, ou condições atmosféricas)" diz muito sobre os abusos... satisfação dos colaboradores? Ambiente psicológico? Ahahah LOLOLOLOLOL
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Que mais nos revelará este exercício?
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Continua.
O marxianismo entranhado (parte I)
Ontem de manhã, sentado no carro a fazer horas, à porta de uma empresa em Felgueiras, rabisquei no meu caderno de apontamentos um lembrete para uma reflexão futura, algo do género:
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"O marxismo pode não dominar, mas o marxianismo está-nos entranhado no senso comum e quando baixo a guarda, até eu,... me surpreendo como..."
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Ao final do dia, numa empresa no Porto, quando me descreveram como se fazia um preço, dei comigo a ir buscar o caderno e a ler a nota.
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Continua
O Balanced Scorecard em Hospitais (parte I)
Comprei ontem um livro que me espantou pelo seu conteúdo, “O Balanced Scorecard em Hospitais” de Luis Matos e Isabe Ramos.
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O livro leva-me a colocar uma série de questões, por exemplo:
O livro leva-me a colocar uma série de questões, por exemplo:
- Como é que um livro sobre o Balanced Scorecard, publicado em 2009, não apresenta nem um mapa da estratégia? Não é concebível, nos tempos que correm, construir um Balanced Scorecard sem o desenho prévio de um mapa da estratégia!!! (O boneco da figura 116 não é um mapa da estratégia… até por que numa organização sem fins lucrativos, financiada pelo orçamento de Estado, a perspectiva financeira não decorre da perspectiva clientes. Tendo em conta os exemplos de indicadores financeiros apresentados, a relação é com a perspectiva interna, pois apenas medem a eficiência.)
- Como é que um livro sobre o Balanced Scorecard, supostamente aplicável à realidade de um hospital público português, não contempla em nenhuma das perspectivas, indicadores que traduzam o cumprimento da missão de um hospital público, no âmbito do Serviço Nacional de Saúde português?
- Porque é que a “Perspectiva Clientes” apenas inclui os doentes? E a tutela? E a comunidade? Numa organização sem fins lucrativos há partes interessadas que devem ser consideradas
Continua.
Sei o que não me disseste na última campanha eleitoral (parte IV)
Isto agora é um fartote de Vestais:
segunda-feira, setembro 28, 2009
Sei o que não me disseste na última campanha eleitoral (parte III)
Ai está a retoma:
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Para mim, vulgar humano de Lineu isto é tão básico...
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Estavam à espera de quê?
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"Whoever wins today's elections in Germany will face the reckoning so deftly dodged before (Moi ici: Isto não se aplica ao nosso caso. Oh, nem por sombras, tudo corre bem. Já não estamos em recessão técnica e as contas estão controladas). Kurzarbeit, that subsidises firms not to fire workers, is running out. The cash-for-clunkers scheme ended this month. It certainly "worked"."
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Car sales were up 28pc in August, but only by stealing from the future (Moi ici: Se consumir hoje, com base em dívida, é roubar crescimento futuro... dá para tremer só de pensar no crescimento que se evaporou... e só de pensar no investimento não reprodutivo que se faz hoje à conta de endividamento, é roubo puro e duro das gerações actuais às futuras) The Center for Automotive Research says sales will fall by a million next year: "It will be the largest downturn ever suffered by the German car industry."
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Fiat's Sergio Marchionne warns of "disaster" for Italy unless Rome renews its car scrappage subsidies (Moi ici: so... wordless). Chrysler too will see some "harsh reality" following the expiry of America's scheme this month. Some expect US car sales to slump 40pc in September.
Weaker US data is starting to trickle in. Shipments of capital goods fell by 1.9pc in August. New house sales are stuck near 430,000 – down 70pc from their peak – despite an $8,000 tax credit for first-time buyers. It expires in November.
We are moving into a phase when most OECD states must retrench to head off debt-compound traps.
Britain faces the broad sword; Spain has told ministries to slash 8pc of discretionary spending; the IMF says Japan risks a funding crisis."
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Bem me parece que a destruição calvinista...
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Para mim, vulgar humano de Lineu isto é tão básico...
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Estavam à espera de quê?
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"Whoever wins today's elections in Germany will face the reckoning so deftly dodged before (Moi ici: Isto não se aplica ao nosso caso. Oh, nem por sombras, tudo corre bem. Já não estamos em recessão técnica e as contas estão controladas). Kurzarbeit, that subsidises firms not to fire workers, is running out. The cash-for-clunkers scheme ended this month. It certainly "worked"."
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Car sales were up 28pc in August, but only by stealing from the future (Moi ici: Se consumir hoje, com base em dívida, é roubar crescimento futuro... dá para tremer só de pensar no crescimento que se evaporou... e só de pensar no investimento não reprodutivo que se faz hoje à conta de endividamento, é roubo puro e duro das gerações actuais às futuras) The Center for Automotive Research says sales will fall by a million next year: "It will be the largest downturn ever suffered by the German car industry."
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Fiat's Sergio Marchionne warns of "disaster" for Italy unless Rome renews its car scrappage subsidies (Moi ici: so... wordless). Chrysler too will see some "harsh reality" following the expiry of America's scheme this month. Some expect US car sales to slump 40pc in September.
Weaker US data is starting to trickle in. Shipments of capital goods fell by 1.9pc in August. New house sales are stuck near 430,000 – down 70pc from their peak – despite an $8,000 tax credit for first-time buyers. It expires in November.
We are moving into a phase when most OECD states must retrench to head off debt-compound traps.
Britain faces the broad sword; Spain has told ministries to slash 8pc of discretionary spending; the IMF says Japan risks a funding crisis."
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Bem me parece que a destruição calvinista...
Sei o que não me disseste na última campanha eleitoral (parte II)
Aí está a retoma:
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"“Consumer spending in the U.S. is not improving and demand in Japan will not grow,” said Masatoshi Nishimoto, an analyst at auto consulting company CSM Worldwide in Tokyo. “Next year will continue to be difficult.”"
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"Toyota Motor Corp. and Honda Motor Co., Japan’s two-largest carmakers, led a drop in production among the nation’s automakers in August as they pared inventories following a slump in sales."
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"Last month, Toyota cut production in Japan by 23.8 percent to 199,084 vehicles, the worst level for August, the company said.
...
Honda also cut production in Japan by 37 percent, even as a government tax-incentive program helped boost nationwide auto sales 2.3 percent last month."
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Pois... fiemo-nos na Virgem e não corramos não.
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"“Consumer spending in the U.S. is not improving and demand in Japan will not grow,” said Masatoshi Nishimoto, an analyst at auto consulting company CSM Worldwide in Tokyo. “Next year will continue to be difficult.”"
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"Toyota Motor Corp. and Honda Motor Co., Japan’s two-largest carmakers, led a drop in production among the nation’s automakers in August as they pared inventories following a slump in sales."
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"Last month, Toyota cut production in Japan by 23.8 percent to 199,084 vehicles, the worst level for August, the company said.
...
Honda also cut production in Japan by 37 percent, even as a government tax-incentive program helped boost nationwide auto sales 2.3 percent last month."
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Pois... fiemo-nos na Virgem e não corramos não.
Virei Chefe e agora?
Ontem, ao pesquisar uma estante de livros de gestão numa livraria Bertrand encontrei um título que considero absurdo "Virei Chefe e agora?" de Thomas Neft e James Citrin.
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Nem abri o livro, não sei qual o seu conteúdo, só estou a reflectir sobre o título.
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Uma série de livros que muito apreciei por que me ajudou a perceber o quanto as sociedades humanas pouco ou nada mudam ao longo dos milénios foi a colecção "O Primeiro Homem de Roma" escrita por Colleen McCulough.
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Ao deparar com aquele título "Virei Chefe e agora?" imediatamente o meu pensamento viajou para o universo relatado por Colleen McCulough. Na série, a autora descreve o estertor da Republica Romana, desde a chegada de Caio Mario ao seu primeiro consulado, até à morte de Pompeu no Egipto. No primeiro livro descreve-se a evolução política que levou Caio Mário ao lugar de cônsul de Roma. Um romano em princípio só podia ser cônsul uma vez na vida por que a lei só autorizava uma segunda eleição após cerca de sete ou doze anos (não me recordo). Pois bem, Caio Mário foi eleito cônsul sete vezes, se bem me lembro pelo menos seis delas seguidas.
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O primeiro livro começa com uma descrição da cerimónia do novo ano cônsular, em que o cônsul sénior oferecia um boi branco para que fosse sacrificado. Os augúres, depois, procurariam prever o consulado, através do padrão do percurso do sangue do boi ao longo do chão do templo.
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A autora relata, romanceia, o pensamento de Caio Mário durante essa cena. Caio Mário era muito mas muito rico, no entanto, como era natural de uma povoação que só tinha sido integrada em Roma há cerca de 40/50 anos, era considerado um rural provinciano e, por isso, nunca poderia aspirar a conquistar os votos das famílias patrícias.
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Ao olhar de uma posição secundária para a cena que decorria, Caio Mário era possuído por um sentimento de inveja. Ali estava ele, alguém que aspirava a ser cônsul, que se sentia capaz, que estava recheado de ideias e que, no entanto, não as podia pôr em prática por que não tinha os ascendentes certos.
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"Virei Chefe e agora?" na minha mente retrata a situação oposta à de Caio Mário. Quem vira chefe, ao chegar à posição de chefe já devia ter o seu programa de acção pensado, alinhado e pronto a implementar. "Virei Chefe e agora?", para mim, retrata a chefia que vê o poder cair-lhe nas mãos... como por acaso (eu sei que não há acasos), e que não tem um programa, não tem um caminho, não tem, como Caio Mário tinha, a ambição de fazer coisas, a ambição de mudar.
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BTW, Caio Mário chegou ao poder quando o pater familias (o avô do futuro Júlio César) de uma das famílias patrícias mais antigas e conceituadas lhe propôs um casamento em troca de apoio monetário.
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Nem abri o livro, não sei qual o seu conteúdo, só estou a reflectir sobre o título.
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Uma série de livros que muito apreciei por que me ajudou a perceber o quanto as sociedades humanas pouco ou nada mudam ao longo dos milénios foi a colecção "O Primeiro Homem de Roma" escrita por Colleen McCulough.
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Ao deparar com aquele título "Virei Chefe e agora?" imediatamente o meu pensamento viajou para o universo relatado por Colleen McCulough. Na série, a autora descreve o estertor da Republica Romana, desde a chegada de Caio Mario ao seu primeiro consulado, até à morte de Pompeu no Egipto. No primeiro livro descreve-se a evolução política que levou Caio Mário ao lugar de cônsul de Roma. Um romano em princípio só podia ser cônsul uma vez na vida por que a lei só autorizava uma segunda eleição após cerca de sete ou doze anos (não me recordo). Pois bem, Caio Mário foi eleito cônsul sete vezes, se bem me lembro pelo menos seis delas seguidas.
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O primeiro livro começa com uma descrição da cerimónia do novo ano cônsular, em que o cônsul sénior oferecia um boi branco para que fosse sacrificado. Os augúres, depois, procurariam prever o consulado, através do padrão do percurso do sangue do boi ao longo do chão do templo.
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A autora relata, romanceia, o pensamento de Caio Mário durante essa cena. Caio Mário era muito mas muito rico, no entanto, como era natural de uma povoação que só tinha sido integrada em Roma há cerca de 40/50 anos, era considerado um rural provinciano e, por isso, nunca poderia aspirar a conquistar os votos das famílias patrícias.
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Ao olhar de uma posição secundária para a cena que decorria, Caio Mário era possuído por um sentimento de inveja. Ali estava ele, alguém que aspirava a ser cônsul, que se sentia capaz, que estava recheado de ideias e que, no entanto, não as podia pôr em prática por que não tinha os ascendentes certos.
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"Virei Chefe e agora?" na minha mente retrata a situação oposta à de Caio Mário. Quem vira chefe, ao chegar à posição de chefe já devia ter o seu programa de acção pensado, alinhado e pronto a implementar. "Virei Chefe e agora?", para mim, retrata a chefia que vê o poder cair-lhe nas mãos... como por acaso (eu sei que não há acasos), e que não tem um programa, não tem um caminho, não tem, como Caio Mário tinha, a ambição de fazer coisas, a ambição de mudar.
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BTW, Caio Mário chegou ao poder quando o pater familias (o avô do futuro Júlio César) de uma das famílias patrícias mais antigas e conceituadas lhe propôs um casamento em troca de apoio monetário.
Sei o que não me disseste na última campanha eleitoral
Primeira medida do novo governo chefiado por José Sócrates: pedir ao governador do Banco de Portugal que faça uma auditoria independente para avaliar o défice das contas públicas.
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