segunda-feira, agosto 11, 2014

"the concept of productivity became interpreted as long production runs with the same product"

"The general business model that became dominant from the 1960s through the 1990s emphasized the importance of competing via low prices, which could be obtained by cutting costs.
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The widespread influence of the cost-cutting model occurred because of two processes that unfolded over the four decades from the 1960s to the present. First, decision making in many organizations became captured by particular occupations, and they were able to impose the performances over which they had control as the basis of the reward system, thus benefiting their salaries as well as their power position. The first occupation to rise to power in the 1960s was the accounting profession, who were later replaced by the finance experts. The former occupation placed emphasis on profits being achieved by cutting costs, and the second substituted the idea of stock prices. Second, in the business schools, emphasis was placed on these measures of success rather than on the importance of innovation. And even in the engineering schools, the concept of productivity became interpreted as long production runs with the same product rather than being able to adjust quickly to changing market demands."
Com um texto destes tenho de encomendar o livro, "Restoring the Innovative Edge - Driving the Evolution of Science and Technology" de Jerald Hage.
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BTW, dá para fazer a ponte para este gráfico super-interessante:

"Not feeling sorry for yourself is an essential card to have"

"I've learned that the most important trait you need as an entrepreneur is, when you take a hit, to not feel sorry for yourself. That separated the men from the boys and the women from the girls. I find that with all the entrepreneurs I invest in on "Shark Tank," the best ones have that trait. When they take a hit, they bounce back and say, "hit me again." Not feeling sorry for yourself is an essential card to have and I don't see people succeed without it."
Ao ler isto, fiz logo a ligação a "Pequenos accionistas do BES recorrem ao parlamento para serem indemnizados".
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Trecho retirado de "The investor talks mistakes, her favorite entrepreneurs, and the challenges facing small business owners"

domingo, agosto 10, 2014

pensem na magia que os muggles não conseguem entender...

Li esta história a 28 de Julho "The two sisters running a bakery in a desert" e ainda não me saiu da cabeça. Consigo encontrar várias notas interessantes e paradigmáticas.
"the elder of the two, says she had no previous experience in agriculture."
Ainda ontem no Twitter favoritei a frase:
"In a situation when you know nothing, everything is a possibility."
Tudo começou com a recordação de uma experiência, algo não matematizável mas muito poderoso.
 "Their business idea grew out of something their uncle told them - that in times gone by, the bread in this part of Spain tasted different.
It was a flavour he missed."
Por que é que o pão tradicional tinha perdido o seu sabor característico?
Porque deixou-se de cultivar trigo na região, as variedades mais produtivas, mais eficientes, mais abençoadas por burocratas em escolas, laboratórios e gabinetes do poder, não conseguiam crescer no deserto de Aragão.
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O pão tradicional, com o seu sabor tradicional, era feito a partir de um trigo específico, adaptado à região:
"'For the seed we grow, the climate is perfect', two sisters explain why they started a bakery and are growing wheat in a Spanish desert.
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They discovered that a type of wheat seed, known as Aragon 03, had been the secret behind the region's distinctly flavoured bread.
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"Many people told us we were crazy for trying to run a business like ours in a [dry] place like this. But we found out that the seed we grow is perfect for this climate," says Laura."
 E resultados?
"In the first year, their business lost lots of money, but by the third year they had broken even.
Now, seven years after they first started farming and baking, they own two bakeries and sell their products in eight others."
E recordando a frase favoritada:
""As my uncle used to say, you have to bend your knees and look closely. For example, I see opportunities where others don't."" 
O tema da frase favoritada recorda-nos logo Gary Klein: "nós não vemos através dos nossos olhos mas através das nossas experiências", e "as nossas experiências produzem modelos mentais", modelos mentais que nos ajudam a perceber e a actuar sobre a realidade. A experiência é uma vantagem até... deixar de ser.
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E quando é que a experiência deixa de ser uma vantagem?
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Quando a realidade muda!
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Aqui recordo as histórias de Laurence Gonzales e, como uma criança com 8 anos tem mais hipóteses de sobreviver na selva amazónica do que uma com 12 anos.
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Quando a realidade muda, a experiência pode-nos fazer prisioneiros de um mundo que já não existe e impedir-nos de procurar novas respostas e a ver barreiras em todo o lado.
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Leio esta história e vejo a desfilar perante mim o filme do século XX, o filme que levou a Magnitogorsk e à emergência de Mongo. Vejo o advento da Revolução Industrial, depois a chegada de Taylor e a propagação da religião da eficiência e da escala que culminam em Metropolis e no pós II Guerra Mundial com a produção e o mercado de consumo de massas. Toda a história económica do século XX pode ser resumida nessa busca da eficiência e da procura da subida no pico único da paisagem competitiva. Por exemplo, nos Estados Unidos em 1890 existiam cerca de 300 fabricantes de bicicletas, em 1905 já só existiam 12. Em 1920 existiam cerca de 1000 fabricantes de automóveis, em 1929 já só existiam 44. Depois, vejo a reacção a tudo isto com o advento de Mongo, com o exemplo da cerveja:
A explosão da diversidade que nos está a fazer entranhar no Estranhistão.
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Como sabem, sou um adepto do paralelismo entre a biologia e a economia e, a biologia está cá no planeta há uns anos mais do que a economia, por isso, a biologia já passou por Magnitogorsk e há muito que vive em Mongo, recordar as árvores cladísticas. Assim, não me espanta que de um lado tenhamos os sacerdotes da eficiência a tentar uniformizar o mundo e a padronizar o gosto, quando na realidade o mundo criou a biodiversidade por alguma razão.
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Temas para reflexões nas empresas:

  • não é a competir de igual para igual, numa suposta arena perfeita, no mercado da concorrência perfeita, que está o futuro das PMEs. É a aproveitar o que é diferente, é a alavancar o particular, o distintivo, o típico... é a tornar, a fomentar a concorrência imperfeita.
  • quando ouvirem falar em teoria económica, em macroeconomia, em oferta e procura, pensem neste exemplo, pensem na magia que os muggles não conseguem entender...


sábado, agosto 09, 2014

Curiosidade do dia

De volta a casa é o reencontro com o brasão de Estarreja, terra e mar, milho e peixe.
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Espero retomar amanhã o trabalho que tanto gosto e que consiste em recolher sintomas da realidade e tentar enquadrá-los numa explicação, numa narrativa que permita tirar lições. Confúcio terá dito:
"Podemos aprender por um de três métodos: Primeiro, através da reflexão, o qual é o mais nobre; segundo, através da imitação, o qual é o mais fácil; e o terceiro, através da experiência, que é o mais amargo."
Por exemplo, amanhã espero escrever sobre um texto que li há mais de quinze dias e que não me sai da cabeça. Um texto sobre duas irmãs que apostaram num projecto no deserto espanhol. Como eu gosto destas histórias em que a partir dos factos, dos casos concretos, aplicando alguma reflexão, conjugada com a nossa experiência, se pode perceber o emergir de padrões e, ser capaz de os enquadrar numa abordagem sobre o mundo económico.

sexta-feira, agosto 08, 2014

Curiosidade do dia

De volta a casa...
Torreira, depois das 16h a praia fica por nossa conta... e destas também.

 


quinta-feira, agosto 07, 2014

Curiosidade do dia

Já perto da Guarda, na Ribeira das Cabras:

 Paraíso de rãs, cágados e Tachybaptus ruficollis (mergulhão pequeno)

quarta-feira, agosto 06, 2014

Curiosidade do dia

Voltar a Miranda do Douro, voltar a entrar num barco junto à barragem e subir o Douro...
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Em 1985, 86 e 87 a FEUP pagava-me para trabalhar neste ambiente... a minha caricatura até incluiu um episódio num barco insuflável que estava a esvaziar-se.
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Desta vez paguei eu e valeu a pena, voltar a sentir a altura imponente daquelas escarpas, voltar a sentir o cheiro do Douro Internacional, voltar a ver águias de Bonelli e grifos, voltar a ver zimbros.



Um atributo mais a acrescentar a este modelo de negócio.

terça-feira, agosto 05, 2014

Curiosidade do dia

Picote... regressar a Abril de 1986 e recordar os dias em que se começou a perceber que algo tinha acontecido, algures na Ucránia.

quarta-feira, julho 30, 2014

Curiosidade do dia

Há muitos anos, a caminho de Pitões das Júnias a pé, de mochila às costas, paramos para tomar um banho num paradisíaco rio de montanha.
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O Zé Alberto proferiu uma frase que nunca mais esqueci:
"Um dos caminhos para a felicidade de um homem passa por dar uns mergulhos em sítios como este"
Hoje, recordei esse dia e essa frase:




sábado, julho 26, 2014

Curiosidade do dia


Finalmente, a primeira amora do ano.
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Amoras são sinónimo de Verão e de férias, por isso, este blogue interrompe-se aqui por uns tempos.

Aposto que isto na Europa é mais do que proibido!

"The Next Thing in Farm-to-Table? Mobile Slaughterhouses"
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Há tempos numa aldeia, Rio de Mel em Trancoso, de manhã bem cedo, no largo em frente à Junta de Freguesia, um jipe servia de farmácia, e um veterinário, presumo, e ajudante, falavam com os donos dos animais, um a um, enquanto lhes davam uma vacina qualquer, presumo outra vez, anual. Estavam ali cerca de 20 cães.
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Lembrei-me logo da resposta do meu tio padre à pergunta sobre o futuro da Igreja, havendo menos padres:
"- O Espírito Santo providenciará!"
A menos que as hipóteses de tentativa e erro sejam proibidas por uma qualquer ASAE.
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Os burocratas nunca teriam permitido a evolução que trouxe os mamíferos e os humanos, prefeririam a cristalização do que já se tinha conseguido, independentemente do mundo continuar a mudar.

Para os que se preocupam com a China

Recomendo a leitura de "Ethiopia Becomes China’s China in Global Search for Cheap Labor".
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Recordar "Parte 1 - "light their pants on fire""
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Como fixei esta semana:
"O problema não é o rato no meio do labirinto, o problema é o labirinto dentro do rato."

Quem quer aproveitar?

"Why do emerging markets need to develop global brands?  The point is that as it becomes more and more expensive for them to produce goods, they’re going to have to move forward from simply being the manufacturing capitals of the world. And related to this is the transformation that is taking place, where for almost 40 years, China has been a manufacturer for the world. In the next ten years, the world will manufacture for China. There is no doubt about it.
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You are already seeing it with respect to luxury goods, the wine market, and for a lot of the commodity markets like food and oil.  China and India are not going to simply be export machines, but also going the largest import machines in the world."
Trecho retirado de "Emerging brands go global"
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BTW, perguntei aqui se a indústria de lacticínios nacional estava a aproveitar a sede chinesa por leite. Depois, percebi que estavam proibidas de o fazer, sequelas das vacas loucas. Agora temos "31 empresas portuguesas de laticínios autorizadas a exportar para a China".

sexta-feira, julho 25, 2014

Entretanto, o país incumbente move-se...

De acordo com o que li no Jornal de Notícias de hoje, peixeiras do mercado da Nazaré estão contra a abertura de uma peixaria no mercado, porque lhes rouba clientes.
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Entretanto o jornal informa que enquanto as peixeiras vendem o kg de sardinha a 8€, a peixaria vende a 4,5€.
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Entretanto, o país incumbente move-se "Não ao concessionamento de Lojas no ramo da peixaria no Mercado Municipal da Nazaré".
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Por que será que a produtividade em Portugal é cerca de metade da média dos países da OCDE?

No tal país que definha (parte III)

Parte I e parte II.
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Enquanto as Cassandras "lesboetas" se entretêm a envenenar o ambiente, produzindo os resultados esperados, "Maioria dos portugueses receia que pior da crise ainda está para vir", há gente que não espera que aconteça e faz acontecer:

Até na Construção e no Imobiliário já nascem mais e desaparecem menos empresas que no ano passado.
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Fonte: Barómetro Informa DB de Julho de 2014.