A propósito de "The Risks of Prioritizing Short-Term Revenue Over Customer Fit" publicado na Harvard Business Review.
"Most startups measure success through top-line revenue growth. But beneath vanity metrics often lurks a hidden threat: sales debt. Like technical debt in software development, sales debt accumulates when companies prioritize short-term revenue over ...
...
As the company pushed into new international markets, its engineering team scrambled to build features to meet local requirements. Budgets were fragmented, compromising efficiency. Pressure to chase aggressive revenue targets led sales teams to acquire lower-quality customers that were more likely to churn and less likely to deliver enough revenue to pay back their high acquisition costs. The company was drowning under the burden of expensive integrations, customizations, and consultants, while its core markets languished, creating a vicious cycle that eroded customer lifetime value.
What happened? The startup was struggling with a phenomenon we call sales debt.
...
Similarly, sales debt is what emerges when a company sells to customers that are not a perfect fit, boosting short-term revenue at a cost to its long-term growth, customer relationships, and reputation.
Just as technical debt isn't always a bad thing, sales debt can be used strategically to validate market demand, drive metrics that will help raise money, or gain key logos and testimonials to help future sales. But left unchecked, it can create festering problems with product quality, customer retention, employee morale, and more."
Este artigo trata de um tema-base deste blogue desde os seus primeiros anos: quem são os clientes-alvo?
Trabalhar para os clientes errados, mesmo quando pagam a tempo e horas e são honestos, é perigoso.
"the most important orders are the ones to which a company says 'no'"
"Volume is vanity; profit is sanity."
Trabalhar para os clientes errados é uma espécie de esquema Ponzi:
"Fazem negócio com um cliente apesar de perderem dinheiro. Depois, quando chega a hora de pagar as contas, é com o dinheiro recebido do cliente seguinte, e assim sucessivamente. Quando, por qualquer motivo, o próximo cliente ou o outro a seguir não aparecem… não há qualquer almofada que ampare o choque. O choque é brutal e mortal. O choque é tanto mais violento quanto mais longo o período anterior de bonança."
Recordar os números de Jonathan Byrnes:
"The truth is that some revenues are very profitable, and some are very unprofitable. If you use profit mapping to look carefully at the net profitability of virtually any company, 20 to 30 percent is profitable, 30-40 percent is unprofitable, and the remainder is marginal. Islands of profit in a sea of red ink."
E as curvas de Stobachoff.
Voltando ao artigo:
"One of the best ways to avoid sales debt is to filter out poor-fit customers as early as possible.
...
Saying no spared the team from being swept up in one of the biggest reputational disasters in recent memory."
Dizer "não" cedo é uma competência estratégica; recusar clientes pode ser uma decisão de sobrevivência.
"They fired all customers outside that segment and rewrote their KPIs and sales compensation plan."
O foco estratégico pode implicar despedir clientes, ou seja, crescer melhor pode exigir encolher primeiro.
"Most companies don't starve due to a lack of opportunities; they drown due to a lack of focus."
O verdadeiro risco não é perder oportunidades, é perder foco: a disciplina estratégica é um activo raro e decisivo.
Muitas pistas aqui sobre o que é preciso começar a fazer para fugir à zombificação e subir na escala de valor.
É precisamente nesse terreno que tenho trabalhado ao longo dos últimos 30 anos: ajudar organizações a sair da lógica do volume, da eficiência defensiva e da sobrevivência reactiva, e a construir trajectórias sustentáveis de criação de valor. Não através de slogans, mas com uma abordagem estruturada que liga estratégia, execução e aprendizagem, combinando Balanced Scorecard, Teoria das Restrições e abordagem por processos.
Se fizer sentido explorar como a sua organização pode libertar capacidade, clarificar o que realmente cria valor para os seus clientes e desenhar conscientemente o próximo quadrante, deixo aqui uma proposta concreta e os próximos passos.
Subir na escala de valor não é um acaso. É uma decisão — e um trabalho contínuo.
%2012.01.jpeg)

Sem comentários:
Enviar um comentário