quinta-feira, setembro 18, 2025
Não são elas que precisam de Portugal, é Portugal que precisa delas (Parte VII)
O artigo descreve o investimento da Seagate em Londonderry, Irlanda do Norte, num projecto de I&D de 5 anos avaliado em £150 milhões, destinado a desenvolver discos rígidos com capacidade até 100 terabytes. Este investimento coloca a região no mapa global da inovação tecnológica, ao mesmo tempo que beneficia da posição única da Irlanda do Norte no pós-Brexit, com acesso tanto ao mercado britânico como ao europeu. O texto destaca ainda o papel do investimento directo estrangeiro (IDE), em particular de empresas norte-americanas, como motor de inovação e crescimento, e a oportunidade de reforçar sectores de alto valor acrescentado.
Não encontrei uma única referência no artigo à palavra "produtividade". No entanto, o texto, todo ele, é sobre o aumento da produtividade. E ainda por cima, da forma mais impactante, através da subida na escala de valor, ou seja, através do numerador da equação da produtividade.
O investimento em tecnologia de ponta, como discos de 100 terabytes, não se traduz apenas em mais produção, mas em produção com maior intensidade tecnológica e maior valor acrescentado por unidade de trabalho.
A Irlanda do Norte deixa de ser apenas fornecedora de componentes básicos para posicionar-se na fronteira tecnológica mundial (storage de última geração, cibersegurança, defesa, aeroespacial). Isto é precisamente o salto de escala de valor que costumo sublinhar — sair da competição pelo preço para competir pela sofisticação e pela inovação.
O artigo mostra como o IDE é decisivo para criar massa crítica tecnológica, atrair talento e integrar a região em cadeias globais de valor.
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