Ontem encontrei isto:
Depois, à noite, enquanto preparava o jantar ouvi isto:terça-feira, julho 21, 2026
Curiosidade do dia
A maioria dos portugueses apoia a descida da idade da reforma, mas rejeita que isso implique pensões mais baixas ou contribuições obrigatórias para um sistema complementar. Quer, portanto, receber mais cedo, sem receber menos nem pagar mais. É esta combinação, e não o desejo legítimo de trabalhar menos anos, que revela o problema.
As palavras de Jordan Peterson sobre Moisés lembram-nos que uma sociedade livre não se sustenta apenas em direitos, mas em cidadãos capazes de aceitar responsabilidades e sacrificar vantagens imediatas para proteger o futuro. Numa população envelhecida, reduzir a idade da reforma sem diminuir pensões nem aumentar contribuições significa transferir o custo para os mais novos, para outros serviços públicos, para as gerações futuras, ou para um qualquer PRR que os tansos europeus criem.
O comportamento colectivo aproxima-se, assim, do comportamento da criança que exige a satisfação imediata sem querer saber quem paga. Os cidadãos pedem ao Estado que resolva a contradição e os políticos respondem com promessas sem custos visíveis. Mas quanto menos uma sociedade se governa pela responsabilidade, mais dependente fica de quem a governa. Queremos exercer os nossos direitos como adultos, mas discutir os respectivos custos como crianças.
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