Parte I, parte II e parte III.
O WSJ de ontem publicou "Al Is Helping Main Street Keep Pace":
"AI is coming to small business, helping companies organize supply chains, plan production and execute other functions in ways that only multibillion-dollar enterprises were once able to afford.
...
For small businesses, "The bigger they get, the more important the data is," said Tanner De Jonge, chief technology officer at Streamliners."
O artigo mostra como empresas pequenas estão a usar IA para fazer trabalho que antes só estava ao alcance de organizações grandes. O exemplo central é a By the Way Bakery, uma pequena empresa de pastelaria sem glúten e sem lacticínios, que recebeu um grande aumento de encomendas grossistas depois de uma feira.
O problema era simples: a empresa tinha de transformar encomendas novas em planos de produção — ingredientes, pessoas, horários, quantidades, capacidade, entregas — e fazia isso com folhas de cálculo. Antes, essa adaptação podia levar muito tempo e exigir muita atenção.
Com uma aplicação baseada em IA, a empresa passou a apoiar o planeamento da produção, recalculando as necessidades e ajudando a responder mais depressa quando entram novas encomendas.
Segundo o artigo, a IA está a permitir que as pequenas empresas organizem, planeiem e escalem o trabalho operacional complexo sem terem de comprar sistemas empresariais caros e pesados.
No exemplo central do artigo, a empresa By the Way Bakery recebeu uma grande oportunidade comercial. Sem apoio ao planeamento, essa oportunidade podia tornar-se um problema: atrasos, falhas, desperdício, ruptura de capacidade, stress interno, má reputação. A IA ajudou a transformar o crescimento comercial em execução operacional controlada.
Recordo o postal "Qual é o “biorreactor” da sua fábrica? (parte I)". Onde a pergunta central não é "como podemos usar IA?", mas sim: onde estamos a perder dinheiro, tempo, qualidade ou capacidade porque percebemos o problema tarde demais?
No caso da Bristol Myers Squibb (BMS), o “biorreactor” era literalmente o biorreactor: pequenas variações em pH, oxigénio, temperatura ou tempo podiam afectar a produção de proteínas. A IA ajudava a detectar sinais fracos e a intervir antes do fim do lote.
Na By the Way Bakery, o “biorreactor” não é um equipamento sofisticado. É o sistema de planeamento da produção. O ponto crítico está na passagem de novas encomendas para quantidades, ingredientes, horários, capacidade e trabalho. Pequenas variações — mais uma encomenda, uma alteração de produto, uma restrição de capacidade, uma falta de ingrediente — podem transformar-se em perdas, atrasos ou incapacidade de responder ao cliente.
A diferença é interessante, na BMS, a IA apoia uma decisão técnico-industrial dentro do processo. Na padaria, a IA apoia uma decisão operacional de planeamento antes e durante o processo, mas ambas confirmam a mesma tese: cada empresa tem o seu biorreactor.
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