O exemplo da Bristol Myers Squibb é poderoso porque mostra uma coisa simples: a vantagem não está apenas em ter tecnologia. Está em saber onde a tecnologia pode melhorar uma decisão crítica.
No caso da Bristol Myers Squibb, o ponto crítico está nos biorreactores, onde células vivas produzem proteínas e pequenas variações podem comprometer o resultado. Mas cada fábrica tem o seu equivalente.
- Numa empresa de plásticos, pode ser a máquina de injecção.
- Numa empresa farmacêutica, pode ser a preparação, a filtração ou o enchimento.
- Numa cerâmica, pode ser o forno.
- Numa empresa de calçado, pode ser o corte, a montagem ou o planeamento das encomendas.
- Numa química, pode ser a reacção.
- Numa alimentar, pode ser a fermentação, a pasteurização ou a limpeza CIP.
- Numa metalomecânica, pode ser a maquinagem, o desgaste da ferramenta ou a estabilidade dimensional.
A pergunta estratégica é:
Qual é o processo da sua empresa onde pequenas variações escondidas hoje se transformam em grandes perdas amanhã?
Essa pergunta é muito mais útil do que perguntar, de forma genérica, "como podemos usar a IA?".
A inteligência artificial industrial não deve começar pela moda. Deve começar pela compreensão do processo. Pela dor operacional. Pela variação que ainda não sabemos explicar. Pela decisão que chega tarde demais.
Talvez o verdadeiro desafio para muitas empresas não seja adoptar a IA. Talvez seja descobrir, com humildade técnica, qual é o seu “biorreactor”.
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