quarta-feira, janeiro 12, 2011

O futuro não é, necessariamente, uma continuação linear do passado

Recomendo a leitura de "Seeing What Others Miss" de Steven Feinberg e Stephen Denny.
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A descrição da batalha de Leuctra é um bom exemplo da oportunidade criada por quem decide ver a realidade de uma forma diferente da massa, por quem decide fazer com que o futuro não seja uma continuação linear do passado.
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"By 2015, for the first time, the number of consumers in Asia's middle class will equal those in Europe and North America combined.
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Em 2010, as vendas a retalho na China subiram... 18,5%.
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Como é que estes factores vão influenciar o futuro da indústria na Europa?
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É a alteração destes factores abióticos que me faz desconfiar que estes números vão ser ultrapassados:
"Este perfil acompanha a evolução da procura externa, num quadro em que não se antecipam alterações significativas da competitividade externa da economia portuguesa", escreve o Banco de Portugal no Boletim hoje divulgado".
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A competitividade não é algo absoluto, é sempre relativa. A inflação chinesa está a trabalhar e a fazer mudanças na paisagem competitiva enrugada que a massa ainda não realizou... mas os vasos comunicantes já estão a funcionar.
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As exportações, por muito que cresçam, são uma emanação de menos de 30% da nossa economia. No grosso da economia o ano não vai ser fácil:
É preciso que aconteça uma re-alocação de recursos para sectores de actividade que remunerem melhor o dinheiro, e os fluxos já estão em marcha.

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