quarta-feira, junho 25, 2008

Para que servem os apoios e subsídios?

Ainda ontem ouvi o ministro da Agricultura a falar sobre subsídios.
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Para que servem, para que são usados os subsídios e apoios?
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Durante a greve dos pescadores percebi que os pescadores portugueses estão quase só reduzidos à pesca de carapau e sardinha... é o equivalente das empresas têxteis e de calçado que se especializaram nos artigos de preço-baixo e não souberam dar a volta, acabando por fechar.
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Os subsídios são para atacar as causas-raiz do desempenho actual, ou para adiar o inevitável, para a aliviar a pressão?
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A situação é de:

  • "Extreme" competition
  • Excess capacity
  • Mature and saturated markets
  • Thinning margins
  • Less customer loyalty
  • Customers increasingly making buying decisions primarily by price
  • Customers raising the bar on their minimal expectations regarding price, quality, and performance
  • Analysts and investors growing pessimistic about corporate prospects
  • For many companies, the real possibility of outright bankruptcy or liquidation"
Em que é que os apoios e subsídios servem para gerar:

  • "A clear differentiation from competitors
  • Rapid, sustained, and real growth (not the shaky kind that often results from megamergers)
  • Higher margins
  • Higher stock prices and market caps
  • Boosts in market buzz
  • Reputation as the employer and partner of choice
  • More customer loyalty
  • An optimistic and creative work environment
  • A far easier sales and marketing effort
  • An agile, aggressive infrastructure that is positioned for next-generation growth"
O esbracejar de alguém em risco de afogamento é perigoso, o desespero cega...
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Quem acena com subsídios e dinheiros de Bruxelas só adia o inevitável e distorce a economia, porque não obriga as organizações a encararem a realidade de frente.
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A não perder este texto "Welcome to Commodity Hell: The Perils of the Copycat Economy" de Oren Harari.

2 comentários:

Grifo disse...

“Durante a greve dos pescadores percebi que os pescadores portugueses estão quase só reduzidos à pesca de carapau e sardinha... é o equivalente das empresas têxteis e de calçado que se especializaram nos artigos de preço-baixo e não souberam dar a volta, acabando por fechar.”

Eis um bom exemplo de uma generalização mal aplicada.

Acontece que os “mercados “ em comparação, não são comparaveis.

Enquanto que os produtores texteis ou de calçado podem decidir o que e quanto produzir, e qual o preço a que querem vender o resultado da sua produção, os pescadores não podem controlar nem uma coisa, nem outra, porque a organização do mercado não o permite.

Os pescadores não podem sair para a faina e dizer “Hoje vamos pescar x toneladas de robalos e y toneladas de douradas, cujo preço em lota nos é mais favorável”.

Ademais, o mecanismo de formação de preços, em lota, sai completamente do controle dos pescadores, sendo depositado, integralmente, nas mãos dos comerciantes de pescado.

Os pescadores não têm mecanismos que lhes permitam fazer depender o preço de venda dos custos de produção envolvidos na actividade

Comparar o mercado têxtil e do calçado com o da pesca, parece-me totalmente inadequado, o mesmo sucedendo, por conseguinte, às respectivas conclusões.

Anónimo disse...

Pois, vê-se que o caro grifo não vai ao mercado comprar peixe.
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Se fosse podia reparar que há à venda mais espécies, para além do carapau e da sardinha.
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Só que vêm de outros países, com outros barcos, com outras zonas de faina.
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ccz