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segunda-feira, dezembro 29, 2025

Mais do que abstracções ou proclamações


Mão amiga apontou-me para o artigo "Certificações ambientais no têxtil crescem 13% e confirmam viragem estrutural do setor". 

A minha primeira reacção foi pensar em "greenwashing". No entanto, ao ler:
"Os resultados mostram ainda melhorias consistentes em vários domínios-chave, nomeadamente na eficiência energética, em que, apesar de um aumento de 6% no número de empresas que passaram a reportar o consumo total de combustíveis renováveis e não renováveis, registou-se uma redução global de cerca de 6% nesse consumo. Na incorporação de materiais, mais de 11% foram reciclados, refletindo um crescimento de três pontos percentuais, enquanto cerca de 25% tiveram origem orgânica ou biológica, mais quatro pontos do que no ano anterior. 

Em 2024, 68% das empresas reportaram ter reduzido o consumo de produtos químicos, mais quatro pontos percentuais do que em 2023, e o reporte deste indicador passou a abranger 90% das empresas. Em paralelo, 79% investiram na substituição de produtos químicos por alternativas menos nocivas, um aumento de seis pontos percentuais, com a taxa de reporte a subir para 88%. 

"A comparação com os relatórios anteriores, publicados em 2023 e 2024, permite concluir que o STV está a passar de forma consistente de um exercício de diagnóstico para um modelo de gestão estruturada da sustentabilidade enquanto fator de competitividade", conclui Braz Costa."

Mais do que selos ou intenções, os dados mostram mudanças operacionais mensuráveis: o sector reduziu efectivamente o consumo energético global, aumentou de forma consistente a incorporação de materiais reciclados e de origem biológica e diminuiu o uso de produtos químicos, substituindo-os por alternativas menos nocivas. A sustentabilidade deixa assim de ser um exercício de diagnóstico ou reporte e passa a traduzir-se em decisões técnicas, investimentos e ganhos reais de eficiência.

Tal como na frase de que, ao salvar um animal, não se salvam todos os animais do mundo, mas, para aquele animal, isso é tudo, também aqui a sustentabilidade não se mede por abstracções globais ou por grandes proclamações. Cada redução concreta de energia, cada químico substituído, cada material reciclado não "salva o planeta" por si só — mas muda tudo naquele processo, naquela fábrica, naquela cadeia de valor. 

É assim, por acumulação de melhorias reais e localizadas, que a sustentabilidade deixa de ser discurso e passa a ser prática transformadora.

Escrevi isto e passadas umas horas, num livrinho de orações, encontrei:

"Nunca deve ser motivo de desânimo o facto de nos parecer que é muito pouco o que está ao nosso alcance. Foi assim que os primeiros cristãos transformaram o mundo: com um esforço diário, concreto e aparentemente pequeno." [Moi ici: O sublinhado é meu]

terça-feira, outubro 12, 2010

segunda-feira, janeiro 04, 2010

Publicidade descarada!!!

Finalmente!!!
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Tenho na minha mão o último livro que escrevemos: "Gestão Ambiental - Sintonizar Ambiente e Estratégia para o Negócio"
Este livro nasce do propósito de transmitir uma série de ideias, e uma metodologia, sobre como se podem desenvolver sistemas de gestão ambiental de forma rápida, enxuta e alinhada com a estratégia para o negócio.
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Por demasiadas vezes, deparamo-nos com sistemas de gestão ambiental decalcados da norma internacional ISO 14001, sem um modelo, sem uma lógica, sem uma alma por detrás. Os rituais são cumpridos, asseguram a certificação, é certo. Contudo, ao fim de dois ou três anos, os sistemas param, emperram e não são capazes de evidenciar um retorno aceitável.
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Por demasiadas vezes, deparamo-nos com organizações que ao fim de seis ou setes meses de implementação de um sistema de gestão ambiental, ainda não sabem como interagem com o ambiente que as rodeia, no entanto, já sabem que têm de impor exigências aos fornecedores e de criar uns cartazes para comunicar com os colaboradores internos.
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Por demasiadas vezes, deparamo-nos com sistemas de gestão ambiental que estão a leste do negócio das organizações, que evidenciam as famosas políticas ambientais TT, “políticas todo o terreno”. Experimente fazer o teste, encontre uma política ambiental de uma organização certificada ISO 14001, com uma caneta-corrector, esconda a sua designação. Agora, leia o texto da política várias vezes, testando, em cada uma delas, um nome diferente para a organização, verifique como a política contínua aplicável, independentemente do nome escolhido ser o de uma multinacional de serviços, ou de uma PME industrial. Acontece quase sempre, apesar da alínea a) da cláusula 4.2 da ISO 14001:2004.
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Acreditamos que os sistemas de gestão ambiental podem ser diferentes, podem ter uma sinergia evidente com o negócio, com a estratégia para o negócio.
Acreditamos que os sistemas de gestão ambiental podem, e devem, ser máquinas, para atingir objectivos, para promover a mudança onde ela é necessária.
Acreditamos que os sistemas de gestão não são papéis e mais papeis, são portfolios de projectos que geram a mudança onde ela é necessária, mudança alinhada com a estratégia do negócio.

Este livro nasce do propósito de transmitir uma série de ideias, e uma metodologia, sobre como se podem desenvolver sistemas de gestão ambiental de forma rápida, enxuta e alinhada com a estratégia para o negócio.  Por demasiadas vezes, deparamo-nos com sistemas de gestão ambiental decalcados da norma internacional ISO 14001, sem um modelo, sem uma lógica, sem uma alma por detrás. Os rituais são cumpridos, asseguram a certificação, é certo. Contudo, ao fim de dois ou três anos, os sistemas param, emperram e não são capazes de evidenciar um retorno aceitável.  Por demasiadas vezes, deparamo-nos com organizações que ao fim de seis ou setes meses de implementação de um sistema de gestão ambiental, ainda não sabem como interagem com o ambiente que as rodeia, no entanto, já sabem que têm de impor exigências aos fornecedores e de criar uns cartazes para comunicar com os colaboradores internos.  Por demasiadas vezes, deparamo-nos com sistemas de gestão ambiental que estão a leste do negócio das organizações, que evidenciam as famosas políticas ambientais TT, “políticas todo o terreno”. Experimente fazer o teste, encontre uma política ambiental de uma organização certificada ISO 14001, com uma caneta-corrector, esconda a sua designação. Agora, leia o texto da política várias vezes, testando, em cada uma delas, um nome diferente para a organização, verifique como a política contínua aplicável, independentemente do nome escolhido ser o de uma multinacional de serviços, ou de uma PME industrial. Acontece quase sempre, apesar da alínea a) da cláusula 4.2 da ISO 14001:2004.  Acreditamos que os sistemas de gestão ambiental podem ser diferentes, podem ter uma sinergia evidente com o negócio, com a estratégia para o negócio. Acreditamos que os sistemas de gestão ambiental podem, e devem, ser máquinas, para atingir objectivos, para promover a mudança onde ela é necessária. Acreditamos que os sistemas de gestão não são papéis e mais papeis, são portfolios de projectos que geram a mudança onde ela é necessária, mudança alinhada com a estratégia do negócio. Esperamos, neste livro, conseguir demonstrar que é possível conceber e desenvolver sistemas de gestão ambiental que apoiam o negócio, para que deixemos de ver sistemas, que, à semelhança da Figura 0.1, atrapalham, dificultam o quotidiano das organizações. O dia a dia já é tão difícil, para quê acrescentar um sistema de gestão ambiental que só atrapalha, que só dificulta.