sábado, setembro 26, 2026

Curiosidade do dia

Há dias escrevi sobre o impacte que uma professora teve na minha vida porque teve o trabalho de se importar comigo e, por isso, foi severa.

Hoje, ao ler na revista The Economist o artigo "Schools for the poor are not poor schools" descobri a estória de Nikole Hannah-Jones e da sua filha. Nikole Hannah-Jones escolheu para a filha uma escola pública frequentada sobretudo por crianças negras e de famílias pobres, coerente com a sua luta contra a segregação escolar. Anos mais tarde, a filha disse-lhe que a escola não a tinha preparado para o liceu e perguntou-lhe se sabia disso quando a matriculou. Hannah-Jones passou então a interrogar-se sobre o preço que a filha pagou por uma decisão tomada também em nome de um ideal.

Cuidar de uma criança também exige ouvir o que a sua aprendizagem nos diz, mesmo quando isso contraria a ideia que tínhamos sobre a melhor maneira de a ajudar. A professora Amelinha mudou o meu rumo ao confrontar-me a tempo; Nikole confronta-se, mais tarde, com a possibilidade de ter pedido à filha que suportasse um custo que não soube avaliar suficientemente.




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