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terça-feira, janeiro 07, 2014

Acerca da acções da Nobre

Ontem, neste postal, o Bruno lançou-me um desafio, comentar este artigo "Crise leva Nobre a acabar com 30% dos produtos".
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Cá vai a minha opinião:
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A Nobre canaliza cerca de 80% da sua produção para o mercado interno, como o mercado interno perdeu poder de compra, faz todo o sentido repensar a oferta para esse mercado:
"Se com a crise os portugueses não compram certos produtos, alguns mais caros, então não vale a pena tê-los à venda.
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Assim, mantendo o foco dos produtos na tradição, através do fiambre da perna extra ou das salsichas tipo Frankfurt, a Nobre descontinuou produtos que não tinham saída."
Primeiro passo, reduzir as perdas da empresa.
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Segundo passo, apostar naquilo que vende, naquilo que faz o dinheiro entrar nos cofres:
"E apostou em produtos com preços mais em conta, alargando a gama de um euro, lançada em 2011. "Inicialmente, havia dúvidas da parte do cliente [super e hipermercados], porque já existiam as gamas de marca própria que cobriam a necessidade de preço baixo", explica Rui Silva. Mas foi um sucesso enorme." 
Ao ler este trecho lembrei-me disto "Low-end and high-end consumers"... os verdadeiros pobres não compram os bens com o preço unitário mais baixo. Comprar o preço unitário mais baixo obriga a comprar grandes quantidades, algo que não está ao alcance deles. Assim, a gama de um euro, parece ser uma boa opção para um mercado com menor poder de compra. Por outro lado, a tradição da marca Nobre pode ser um sinal de segurança para quem quer comprar barato. E pode ser que, no final, o preço unitário não tenha descido grande coisa em relação ao passado... é uma acção de pricing interessante, a nível de percepção do preço, as pessoas concentram-se no que vão pagar e não na quantidade que vão levar.
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Por isso, gostaria de perceber qual o impacto nas contas da empresa destas medidas, arrisco que tenham sido positivos, mesmo a nível de margens.
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Recordar a grande lição da ALL e das suas 4 regras fundamentais em "Switch - acerca da mudança (parte VII)"