sábado, outubro 10, 2026

Curiosidade do dia


Um artigo, "Families of Dead Prospectors Sue Authority That Certifies Gold as Ethically Produced" que dá que pensar:
"Families of two independent gold prospectors allegedly killed by security forces at a Tanzanian mine are taking their grievances directly to global markets, suing the London-based authority that certified metal from the leposit as ethically produced.
...
"It raises bigger questions of how much trust you can put into certifications," said Dorothée Baumann-Pauly, director of the Geneva Center for Business and Human Rights.""

O processo contra o organismo de certificação (a LBMA) levanta uma pergunta que ultrapassa o mercado do ouro: quando surgem tragédias ou denúncias graves numa actividade abrangida por uma certificação, quem examina o trabalho de quem lhe conferiu credibilidade?

Uma certificação não garante a ausência de acidentes, nem uma tragédia demonstra automaticamente uma auditoria deficiente. Mas deve haver escrutínio: que sinais existiam, o que foi verificado e por que razão se manteve a certificação? Quem participa na construção da confiança deve também prestar contas sobre a qualidade do trabalho que a sustentou. 

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