De ontem, no JN, "Mês de agosto foi o mais chuvoso dos últimos 22 anos":
"O passado mês de agosto foi o mais chuvoso dos últimos 22 anos e o quinto com mais precipitação desde 1931, tendo-se verificado um aumento generalizado em praticamente todo o território, de acordo com o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA). Nas estações meteorológicas de Lisboa, os valores registados foram sete vezes acima do normal para este mês. Só o interior do distrito de Beja e o sotavento algarvio não ficaram acima dos registos habituais.
"Os valores de precipitação registados este ano fazem com que este tenha sido o quinto mês de agosto mais chuvoso desde 1931, apenas superado por 1976, 2004, 2000 e 1956", adiantou ao JN a meteorologista Vanda Pires, do IPMA, salientando que há 22 anos que não chovia tanto em agosto."
E voltemos a 2008 e a um outro recorte de jornal "Sem água potável já em 2025":
"Portugal e Espanha serão os dois países europeus mais afectados pelo aquecimento global em 2025, ano em que não haverá água potável na Península Ibérica, segundo previsões das Nações Unidas. A escassez dos recursos hídricos, provocada pelo aumento da temperatura, resultado do aquecimento, afectará milhões."
E volto a algo que já escrevi aqui: Quando escrevo um relatório de auditoria, incluo sempre a nota de que as conclusões se baseiam numa amostragem da realidade e, por isso, implicam inevitavelmente um grau de incerteza. Chamo-lhe o "discleimer americano" (escrevi mesmo um e em vez de a). Não o faço para me proteger; faço-o para honrar a realidade. A ciência, que vive (ou devia viver) precisamente dessa relação honesta com a incerteza, deveria sempre explicitar o seu discleimer nas suas próprias conclusões?
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