Depois de Portugal:
Depois da Alemanha:Agora é a vez da Inglaterra. O FT publicou ontem um artigo intitulado "Low-productivity companies make up record slice of economy".O artigo aborda um problema profundo na economia britânica. Hoje existem muito mais empresas com baixa produtividade do que há trinta anos, e elas representam uma parte maior da economia. É verdade que o número total de empresas aumentou bastante. Mas o crescimento foi mais forte entre as empresas menos eficientes do que entre as mais produtivas.
O resultado é simples: a produtividade média do país vem crescendo pouco, sobretudo desde a crise financeira de 2008-09. O relatório sugere que é preciso enfrentar esta "cauda longa" de empresas pouco produtivas e promover mais renovação no tecido empresarial (algo que faria o ministro Castro Almeida ter uma síncope), ou seja, deixar que as empresas menos eficientes deem lugar a outras mais dinâmicas. Actualmente, o crescimento depende demasiado de um pequeno grupo de empresas de alto desempenho, enquanto muitas outras puxam a média para baixo.
"In 2023, some 873,000 companies registered productivity below the 25th percentile, a measure of the least efficient, almost double the 444,500 recorded in 1997, according to research by the Boston Consulting Group.
The increase was above the 70 per cent rise to 2.4mn in the total number of businesses over the 26 years.
In the same period, the number of businesses with productivity above the 75th percentile rose just 62 per cent to 502,500, with mean output per worker for the bottom 6 per cent of firms below 1997 levels."
Percebem a enormidade daquela justificação do "hoarding de trabalhadores" para justificar a baixa da produtividade em Portugal?
%2011.28.jpeg)

Sem comentários:
Enviar um comentário