sexta-feira, janeiro 02, 2026

Curiosidade do dia

Esta manhã na rádio Observador, no final do programa "E o vencedor é", discutia-se o ambiente que leva a que só funcionários públicos ou autárquicos queiram ir para a política e o horror ao lucro das empresas.

Não pensem que isto é uma doença portuguesa, o The Times de ontem publicou "MPs' ignorance of business is hurting Britain, says Iceland boss".

O artigo dá voz a Richard Walker, CEO da Iceland, que acusa o sistema político britânico de uma profunda iliteracia empresarial. Segundo Walker, muitos MPs não compreendem como funcionam os negócios reais: margens apertadas, decisões de investimento, criação de emprego e impacte prático da regulação. Essa desconexão traduz-se em políticas contraditórias, discursos moralistas sobre o lucro e uma obsessão com "grandes projectos" simbólicos, em detrimento de melhorias concretas no quotidiano das empresas e das comunidades.

"A lack of commercial literacy inside government is making it harder for companies to do business and is stunting growth in Britain, the boss of Iceland has warned.

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There is a "lack of understanding and knowledge of business generally within the government that they need more help with, he said, adding: "Some of them think profit is a dirty word, when actually profit is what lets you invest, employ people and pay tax."

A crítica não é ideológica, mas operacional: o governo fala de crescimento, mas age de modo que o dificulta. Walker defende que o foco deveria estar menos em megaprojectos como o HS2 e mais em condições básicas de funcionamento - segurança, limpeza urbana, infra-estrutura local, estabilidade regulatória - que afectam directamente trabalhadores, clientes e empresas. A política, diz ele, afastou-se da realidade económica do país.

"He said the government should be focusing on "real life" changes, instead of "ridiculous" projects such as HS2 and the third runway at Heathrow "that will probably never happen, certainly in my lifetime".

It should be more about the cancelled bus route, the local crime on the high street, the loss of civic pride, the littering, the crumbling town hall. It's more about the politics of the everyday and the politics of the ordinary.""

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