sexta-feira, abril 06, 2007

Também estava escrito nas estrelas

Já tinhamos chamado a atenção para o artigo aqui e aqui.

E na verdade:

"The 48th Annual McKinsey Awards, recognizing excellence in management thinking" atribuíu o primeiro lugar ao artigo:

"Strategy and Society: The Link Between Competitive Advantage and Corporate Social Responsibility" de Michael Porter e Mark Kramer, publicado em Dezembro de 2006 na Harvard Business Review.

(O prémio pretende realçar "outstanding works that are likely to have a major influence on executives worldwide")

"Michael Porter and Mark Kramer propose a new way to view the relationship between business and society that allows companies to make valuable contributions to social welfare without sacrificing corporate success. They introduce a framework that companies can use to identify the social consequences of their actions, determine which problems to address, and find the most effective ways to do so while simultaneously strengthening the competitive context in which they operate. By analyzing their opportunities for CSR (corporate social responsibility) using the same guidelines that direct their core business decisions, companies will discover that CSR can be much more than a cost or constraint—it can be a potent source of innovation and competitive advantage."

3 comentários:

spider... :) disse...

1) "O prémio pretende realçar "outstanding works that are likely to have a major influence on executives worldwide".
2) "companies will discover that CSR can be much more than a cost or constraint—it can be a potent source of innovation and competitive advantage."

Creio que será assim, vai haver uma influência, mas uma dum tipo que na maioria dos casos se fará sentir através dum efeito perverso - o da mera adopção com fins mediáticos duma nova moda, duma buzz word.
Quer-me parecer que é disso que muitas empresas andam à procura: de factos sonoros amigos de campanhas publicitárias, de pioneirismo no falar de algo inédito.
É o fenómeno ilustrado pelas ISO 9000 e pelo puro interesse promocional que estas tiveram para muitas empresas (ainda há dias, demonstração macabra, pelas palavras dum Presidente de Câmara; adm. pública = o novo filão, os novos descobridores das ISO...)
Claro, algumas empresas de maior dimensão, que estão "mais à frente", farão o uso à letra, mas acho que as outras, a maioria, vão mesmo ficar-se pelo show off... Desamparado, gritado a plenos pulmões, e passageiro...
Estou a ser pessimista?...

CCz disse...

Caro spider,

Antes de mais obrigado por aquela pista para o artigo do Expresso!

A ISO pode ser uma treta, e é-o muitas vezes.
a ISO pode ser muito útil, e é-o poucas vezes.

Creio que os grandes responsáveis não são as empresas, não são os organismos da administração pública, não é esse presidente de câmara que fala...

Acredito que a grande responsabilidade recai sobre os consultores e as suas empresas. A grande maioria das empresas de consultoria está no mercado pelo preço.
Como competem pelo preço, não podem perder tempo a individualizarem o trabalho que fazem à medida do cliente, ou seja: chapa 7 em vez de artesanato.
Como competem pelo preço, têm de ter mão-de-obra barata (consultores criança - ver 2ª Carta de S. Paulo aos Coríntios) sem experiência de trabalho numa empresa e que são ensinados em madraças, a vomitar templates, a despejar fórmulas e a repetir chavões.

Como as entidades certificadoras não querem perder negócio, fecham os olhos a demasiadas coisas.

Mas, bonito, bonito são as brincadeiras que se andam a fazer por aí com o SIADAP. Ainda ontem ouvi o sindicalista Picanço a contar uma cena sintomática. Num organismo ligado ao Ministério da Agricultura, os funcionários foram informados dos objectivos para o ano de 2006 em... Dezembro de 2006. ehehehe

aranha disse...

...
Totalmente de acordo! Aliás, no meu comentário anterior havia uma análise parecida, só que estava muitissimo disfarçada (condensada na palavra "filão")! :D

SIADAP - não sei se já lhe tinha dito que estou num desses projectos, e já numa fase adiantada (e vou estar noutro no 2º semestre deste ano). Um dia destes trocamos impressões acerca disto. É um mundo complexo...

(extra: prioridade à marcação do meeting com "JOPIN, o artista"... vou definir e facultar-vos datas para ver se a coisa se consuma...)

Até lá,
Uma boa vida!