"And across the globe, consumers are using cleaner energy and bringing down their bills at a time when the cost of living is a constant concern, not least because of the Iran and Ukraine wars. But such a massive, ungovernable influx of energy carries risks. The world's grid infrastructure was not designed for self-generation and investment, pricing models and security of supply could be affected as a result.In some countries, the rise of such domestic capacity is starting to undermine the economics of power generation and distribution - just as utilities need to invest heavily in re-engineering grids to allow power to flow both to and from consumers.The UK and several US states have now approved the sale of the low-cost "plug and play" solar panels already widely available in other parts of Europe. Some fear such equipment will introduce yet more unpredictability to the already complicated task of forecasting and managing overall power demand."
A queda dos preços permite que famílias e empresas produzam eletricidade para reduzir custos e compensar falhas no abastecimento. A adopção já não depende apenas de motivações ambientais ou de grandes projectos. Quando os consumidores com capacidade financeira passam a produzir energia, compram menos à rede. Os custos desta permanecem e podem recair sobre uma base menor de clientes, incluindo os que não conseguem investir em painéis.
É fácil imaginar dois ciclos de reforço que se alimentam mutuamente:
Acerca de R1 - Quanto mais consumidores produzem a sua própria electricidade, menos compram à rede. Se os custos fixos desta não diminuírem proporcionalmente, aumenta o custo a recuperar por cada kWh vendido. A subida da tarifa torna o autoconsumo mais compensador, incentivando novas instalações e uma redução adicional das compras à rede. O ciclo tem duas ligações negativas, pelo que o resultado é um reforço da tendência inicial. A passagem dos custos para as tarifas e a decisão de instalar painéis ocorrem com atrasos.
Acerca de R2 - Se a redução das vendas não for compensada por outras receitas ou pela redução de custos, pode desenvolver-se um segundo ciclo R2. Menos compras à rede podem reduzir os recursos disponíveis para manutenção e renovação. Com o tempo, a fiabilidade pode degradar-se, tornando mais atractivo investir em solar com baterias ou outras soluções de autonomia. Isso reduz ainda mais as compras à rede. Este ciclo é condicional: depende do financiamento e da regulação da rede. Além disso, painéis solares, por si só, não garantem eletricidade durante uma falha de abastecimento.
No R1, o consumidor procura escapar a uma electricidade mais cara. No R2, procura escapar a um abastecimento menos fiável.
Vai ser interessante...
BTW, também é interessante ver políticos que veneravam a Greta agora transformados em apoiantes da subsidiação dos combustíveis fósseis.

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