Mão amiga mandou-me um recorte de um texto publicado no El Economista de 30 de Julho passado. O artigo intitula-se "La venganza del cruasán y la palmera de chocolate".
O artigo começa assim:
"Si uno hiciera caso a las redes sociales, los supermercados deberían estar llenos de semillas de chía, kéfir, bebidas de avena y panes elaborados con harinas ancestrales molidas por monjes tibetanos. Sin embargo, los datos cuentan otra historia. Mientras la alimentación saludable parece haberse convertido en una religión moderna, la bollería industrial sigue creciendo. Y no precisamente a escondidas. Las cifras hablan por sí solas. El sector español de panificación y pastelería industrial facturó 6.150 millones de euros en 2025, un 3,7% más que el año anterior. Solo el segmento de pastelería y bollería movió 1.160 millones de euros, con un crecimiento cercano al 3%. Todo ello en una época en la que casi cualquier nutricionista recomienda reducir el consumo de productos ultraprocesados. La pregunta es inevitable: ¿cómo consigue crecer un sector que, sobre el papel, parece tener a medio mundo en contra?"E fez-me pensar naquilo a que se chama a bolha. As páginas das redes sociais e as páginas da comunicação social clássica dizem uma coisa, valorizam uma coisa, endeusam uma coisa, perdem a cabeça e o juízo com uma coisa, e as pessoas anónimas fazem, valorizam, seguem outra.
Confundimos, demasiadas vezes, a intensidade do ruído com a dimensão da realidade. Jornalistas, comentadores, influenciadores e respectivas audiências passam o dia a falar uns com os outros e acabam por imaginar que o país, ou o mundo, cabe naquele círculo iluminado. Depois, chegam os dados das vendas e cometem a indelicadeza de revelar que, enquanto a bolha discutia as virtudes das farinhas ancestrais moídas por monges tibetanos, milhões de pessoas continuavam tranquilamente a comprar croissants e palmeiras de chocolate. A realidade tem este péssimo hábito: não seguir quem tem mais tempo de antena.


Sem comentários:
Enviar um comentário