"It's not that we don't want to employ British people any longer, far from it. It's not just a skills gap. There's also a serious attitude gap. We have employed numerous Irish youngsters over the years and it is noticeable that they are not just better educated but also better motivated than their British counterparts, who lack basic skills like turning up on time."
Como não ficar surpreendido quando alguém inclui "chegar a horas" entre as competências básicas que faltam a uma parte dos jovens candidatos a emprego. Não estamos a falar de programação, de línguas estrangeiras ou de conhecimentos técnicos especializados. Estamos só a falar de pontualidade... uma regra elementar da vida em sociedade e uma das formas mais simples de respeito pelo tempo dos outros.
É algo inquietante; muitas vezes explicamos as dificuldades de recrutamento com a falta de qualificações, com o desajustamento entre a escola e o trabalho ou com os salários oferecidos. Tudo isso pode ser verdade, mas, neste caso, o empregador distingue claramente um skills gap de um attitude gap: o problema não é apenas não saber fazer; é não demonstrar a disciplina mínima necessária para que seja possível aprender, colaborar e assumir responsabilidades.
Chegar a horas dificilmente poderá ser considerado uma competência rara. No entanto, quando deixa de ser um comportamento normal, transforma-se numa vantagem competitiva. E talvez esta seja a conclusão mais surpreendente: num mercado de trabalho cada vez mais obcecado com competências avançadas, alguém pode começar por se distinguir fazendo uma coisa extraordinariamente simples, aparecer quando disse que apareceria... olha, isto fez-me lembrar a Construbarcelos e um comentário de Camilo Lourenço, supostamente para "enterrar" Luís Neves, mas que na verdade faz o contrário: quando se descobre uma empresa de construção que cumpre, não se deixa fugir.
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