sábado, agosto 29, 2026

Curiosidade do dia

No FT de hoje encontrei "AI doubles push Chinese influencers and actors out of the picture": 

"AI video generation programmes are threatening the jobs of millions of Chinese actors and online influencers, hitting a once-vibrant part of the country's gig economy.

The software, such as technology group ByteDance's Seedance 2.0 model, has allowed digital actors to replace humans, enabling the production of higher-quality videos more quickly.
In the first quarter, about 128,000 short dramas were released in China, more than three times the entire previous year, and 95 percent of them were AI-generated, according to the China Netcasting Services Association.
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The economic consequence could be dramatic. China's short drama industry employs 690,000 people directly, according to a report this year from the National School of Development at Peking University.
About 15mn people cite live streaming as their primary profession, according to a 2024 report from the China Netcasting Services Association.

Whereas a three- to five-minute drama production would take five people three months to produce in 2024, today it takes a single employee one to two days, according to Professor Shen Yang, director of the metaverse laboratory at Tsinghua University and director of Al animation firm Zeelin.
The average price was Rmb 600-Rmb 800 ($90-$120) per minute, 10 per cent of the cost of using humans."

A China provavelmente antecipa-se ao Ocidente porque possui um mercado gigantesco de dramas curtos, plataformas muito poderosas, uma produção fortemente industrializada e menores obstáculos jurídicos e sindicais. O artigo refere actores que foram pressionados a darem/venderem os seus direitos de imagem. A primeira vaga deverá abranger publicidade de baixo custo, vídeos para redes sociais, comércio electrónico, formação empresarial, dobragem, localização, figurantes e produções audiovisuais genéricas.

A China mostra-nos, portanto, o que acontece quando a produção de conteúdos entra plenamente na lógica da commodity: a oferta explode, o custo aproxima-se de zero e o valor abandona a capacidade de produzir imagens. Passa para a propriedade intelectual, a notoriedade, a confiança, a autenticidade e, sobretudo, para a capacidade de captar a atenção. O recurso escasso já não será o actor nem a câmara. Será que alguém tem uma razão para continuar a olhar?

 

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