Ontem a fazer uma pesquisa no blogue, encontrei este postal de 2018, "só os parvos é que não têm medo"..
Em Novembro de 2018 escrevi aqui sobre uma pequena empresa que acabava de receber uma máquina nova. Na altura tinha oito trabalhadores. A máquina representava um investimento muito avultado, sem apoios, e ninguém sabia se os novos mercados e os novos serviços imaginados se transformariam realmente em encomendas.
Oito anos depois, a empresa tem onze trabalhadores, não uma, mas duas máquinas, e julgo que factura três vezes e meia mais do que facturava em 2018.
Hoje é fácil olhar para estes números e construir uma história em que o sucesso parecia inevitável. Não era. Em 2018 havia contas, havia convicção e havia uma oportunidade, mas também havia incerteza, dívida e medo. A segunda máquina não apaga o risco da primeira; mostra apenas o que foi possível construir depois de o assumir.
Arriscar não é fechar os olhos e saltar. É fazer as contas, perceber onde se quer chegar e avançar sabendo que o chão pode faltar durante algum tempo. Depois, é trabalhar para fazer a decisão resultar: conquistar clientes, desenvolver capacidades, aprender e voltar a investir.
Só os parvos não têm medo. A coragem começa quando, apesar dele, se dá um passo em frente.


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