No The Times de hoje em "'The taxman makes more money from a £3.30 croissant than I do".
Uma pequena padaria ilustra a voracidade fiscal contemporânea: antes do empresário ganhar dinheiro, o Estado já passou pela caixa várias vezes. Passa pelo IVA cobrado ao cliente, pelos encargos sobre o trabalho, pelos impostos sobre lucros, pelas taxas sobre o imóvel, pela energia, pelas contribuições obrigatórias e pela máquina burocrática que transforma cada croissant numa pequena declaração fiscal com massa folhada.
Num croissant de £3,30, o fisco leva mais do que a própria margem do negócio. O Estado já não aparece como o parceiro silencioso da actividade económica, mas como o sócio privilegiado, sem risco, sem noites mal dormidas, sem salários para pagar, sem rendas em atraso e sem clientes a conquistar.

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