"Researchers for the annual Post Office Travel Money Family Holiday report, which ranked 22 of the most popular European holiday destinations using on-the-ground price research conducted by Tui, found prices in the Algarve this month were 2.7 per cent lower than at this time last year. Those in most other destinations went up. The report compared prices for items including a cup of coffee, a glass of wine, sunscreen and a three-course family meal with drinks. It did not include the cost of getting to the destination or staying there. The report found it was cheaper to eat out in the Algarve this year, the average cost of a three-course meal coming in at £77.76, down from £83.67 last year."
domingo, julho 19, 2026
Curiosidade do dia
Ontem, o jornal The Times publicou um artigo deprimente, "Algarve is cheapest for European holidays".
Primeiro, para sermos correctos vejamos que indicador é utilizado:
Segundo este indicador o Algarve é ainda mais barato que Sunny Beach na… Bulgária!
Ainda sou do tempo de se criticar e defender que Portugal não podia ser um país de "turistas de pé descalço".
Somos "informados" pelos media de que o custo de vida, os combustíveis, a energia, a alimentação sobem e sobem e sobem, mas no Algarve há magia e descem.
Perante custos crescentes, a restauração algarvia parece estar impedida de subir os preços por competir num mercado saturado, indiferenciado e orientado para turistas sensíveis ao preço. Nesse caso, a "vantagem" para o turista será precisamente um sintoma do problema estratégico do turismo algarvio: não se consegue criar uma diferenciação suficiente para transferir custos e aumentar o valor capturado.
Previsão fácil do anónimo da província: As associações do sector começarão provavelmente por invocar a subida dos custos, a falta de trabalhadores e a importância estratégica do turismo. Seguir-se-ão pedidos de redução do IVA, apoios à energia, incentivos à contratação, alívio fiscal, promoção pública do destino e facilitação da imigração para manter baixos os custos do trabalho. Se surgirem dificuldades financeiras, pedir-se-ão linhas de crédito bonificadas, moratórias e programas de apoio à “modernização” e à “sustentabilidade”.
O paradoxo é que os apoios poderão preservar precisamente aquilo que deveria mudar. Em vez de menos estabelecimentos, mais diferenciados, produtivos e capazes de pagar melhores salários, tentar-se-á manter toda a capacidade existente e atrair ainda mais turistas para compensar margens cada vez menores. Cada restaurante ganha pouco por cliente e, por isso, o Estado financiará campanhas para atrair mais clientes; chegam mais clientes sensíveis ao preço, o que aumenta a saturação e a necessidade de continuar barato.
Tudo será apresentado como uma defesa do emprego e da economia regional. Na realidade, os contribuintes serão chamados a subsidiar indirectamente refeições baratas para turistas estrangeiros, enquanto se adia a pergunta incómoda: se um negócio só sobrevive com salários baixos, imigração contínua, impostos reduzidos e apoios públicos, quanto valor está verdadeiramente a criar para Portugal?
Subscrever:
Enviar feedback (Atom)
%2016.55.jpeg)


Sem comentários:
Enviar um comentário