sábado, junho 13, 2026

Curiosidade do dia

Ontem, vários jornais ingleses publicaram esta história.

Um agricultor britânico ficou perplexo depois de ser contactado pela RSPCA (a Royal Society for the Prevention of Cruelty to Animals) porque o seu cão-pastor, Tilly, foi visto a “preocupar” ovelhas. O inconveniente pormenor é que Tilly não estava a atacar o rebanho: estava a fazer aquilo que os cães-pastores fazem há séculos - reunir ovelhas que tinham escapado de um campo e ajudá-las a voltar para casa.

Alguém viu a cena, não percebeu o contexto, assumiu que era abuso animal e fez queixa. A RSPCA, cumprindo o ritual moderno da suspeita burocratizada, contactou o agricultor e enviou-lhe folhetos sobre o que um cão deve ou não deve fazer.

O episódio fala-nos menos sobre cães e ovelhas, e mais sobre uma cultura de fragilidade nervosa: uma sociedade de "amélias" administrativas, sempre pronta a comover-se, a escandalizar-se e a preencher uma queixa, mas cada vez menos capaz de olhar, perguntar, esperar e perceber.

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