Ontem, vários jornais ingleses publicaram esta história.
Um agricultor britânico ficou perplexo depois de ser contactado pela RSPCA (a Royal Society for the Prevention of Cruelty to Animals) porque o seu cão-pastor, Tilly, foi visto a “preocupar” ovelhas. O inconveniente pormenor é que Tilly não estava a atacar o rebanho: estava a fazer aquilo que os cães-pastores fazem há séculos - reunir ovelhas que tinham escapado de um campo e ajudá-las a voltar para casa.
Alguém viu a cena, não percebeu o contexto, assumiu que era abuso animal e fez queixa. A RSPCA, cumprindo o ritual moderno da suspeita burocratizada, contactou o agricultor e enviou-lhe folhetos sobre o que um cão deve ou não deve fazer.
O episódio fala-nos menos sobre cães e ovelhas, e mais sobre uma cultura de fragilidade nervosa: uma sociedade de "amélias" administrativas, sempre pronta a comover-se, a escandalizar-se e a preencher uma queixa, mas cada vez menos capaz de olhar, perguntar, esperar e perceber.
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