sábado, maio 23, 2026

Curiosidade do dia

Para reflexão:

A China é tão, mas tão grande que ...

O problema não é a China exportar. O problema é a dimensão do desequilíbrio.

Durante décadas, a Europa beneficiou de um mundo relativamente aberto: importava barato, exportava produtos de alto valor e acreditava que a integração económica produziria convergência. Mas essa lógica começa a falhar quando um competidor sistémico usa o mercado mundial como válvula de escape para a sua sobrecapacidade industrial.

A não reacção europeia torna-se, por isso, insustentável.

A resposta não deve ser proteccionismo cego. Mas também não pode ser ingenuidade elegante.

A Europa precisa de defender reciprocidade, usar instrumentos comerciais quando há dumping ou subsídios distorcivos, proteger sectores críticos, acelerar investimento industrial, reduzir custos de contexto e reconstruir capacidade produtiva onde isso é estratégico.

O mercantilismo de grande escala provoca sempre reacção. A questão é saber se a Europa vai reagir de forma inteligente e coordenada — ou se vai esperar até a reacção ser desordenada, defensiva e politicamente explosiva. 

Sem comentários: