Para reflexão:
At their peak, Germany (Eurozone) and Japan ran surpluses in manufactured goods amounting to just over 0.5% of world GDP. China's recent surplus has been more than three times higher. That's just too much not to provoke a global backlash. https://t.co/nS9jEXqNGb pic.twitter.com/h6VMJEHdT5
— Daniel Kral (@DanielKral1) May 17, 2026
A China é tão, mas tão grande que ...
O problema não é a China exportar. O problema é a dimensão do desequilíbrio.
Durante décadas, a Europa beneficiou de um mundo relativamente aberto: importava barato, exportava produtos de alto valor e acreditava que a integração económica produziria convergência. Mas essa lógica começa a falhar quando um competidor sistémico usa o mercado mundial como válvula de escape para a sua sobrecapacidade industrial.
A não reacção europeia torna-se, por isso, insustentável.
A resposta não deve ser proteccionismo cego. Mas também não pode ser ingenuidade elegante.
A Europa precisa de defender reciprocidade, usar instrumentos comerciais quando há dumping ou subsídios distorcivos, proteger sectores críticos, acelerar investimento industrial, reduzir custos de contexto e reconstruir capacidade produtiva onde isso é estratégico.
O mercantilismo de grande escala provoca sempre reacção. A questão é saber se a Europa vai reagir de forma inteligente e coordenada — ou se vai esperar até a reacção ser desordenada, defensiva e politicamente explosiva.
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