sexta-feira, maio 22, 2026

Curiosidade do dia

Daqui (BTW, ver o ponto 3):

"Europe has to move on from discussing inputs (money) to increasing outputs (military capabilities). In short, Europe has to focus on maximising military output per euro spent."


Entretanto, as donas de casa ucranianas inventam:

Recordo desta outra "Curiosidade do dia":

"Na foto deste artigo "Indústria da defesa nacional tem de "perceber o que pode dar à Europa"" vemos casacos e a minha mente cínica imaginou logo grandes narrativas."

Recordo de Março passado esta outra "Curiosidade do dia": 

"O artigo começa por mostrar um forte contraste entre o que a guerra na Ucrânia revelou e o que a  indústria grande de defesa continua a fazer. Simon Shuster visita a Rheinmetall, à espera de encontrar uma empresa profundamente abalada pela ascensão da guerra por drones, mas encontra, antes, uma liderança que a desvaloriza."

Também de Março passado esta outra "Como é que os decisores se adaptarão a esta vertigem evolutiva?":

"A guerra na Ucrânia mostra que pequenos drones baratos podem neutralizar sistemas muito mais caros. A vantagem está na adaptação rápida, não no stock."

 Por fim, de Junho passado esta outra "Curiosidade do dia":

"Tanta discussão em torno do aumento da despesa militar dos membros da NATO e penso que será despesa para combater a guerra anterior"

Recordar de Setembro passado esta "Curiosidade do dia":
"Faz-me uma espécie ver políticos e militares tão entretidos em investir nas armas para combater a guerra anterior, enquanto a Ucrânia mostra como essas ideias estão obsoletas."
Começar por uma meta de despesa é pôr o carro à frente dos bois. Primeiro, deviam vir as capacidades: que ameaças queremos enfrentar, que tipo de guerra estamos a preparar, que velocidade de adaptação precisamos, que tecnologias mudaram o campo de batalha, que combinação de meios caros e baratos aumenta realmente a eficácia?

Só depois deveria vir o orçamento.

Caso contrário, há um risco enorme de transformar a urgência estratégica numa gigantesca transferência de dinheiro para estruturas industriais preparadas para fornecer a guerra anterior. Muito aço, muitos contratos, muitas cerimónias, muitas narrativas nacionais, muitos casacos e engravatados — e talvez pouca capacidade real para a guerra que está a nascer.

A Ucrânia está a mostrar que a vantagem já não está apenas no tamanho do orçamento. Está na aprendizagem rápida, na experimentação, na adaptação e na capacidade de converter euros em efeito militar concreto.

Na defesa, como nas empresas, o volume é vaidade; a eficácia é sanidade estratégica. 

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