Weird!!!
Eu sou um consultor anónimo de província, numa região pobre e afastada dos centros de excelência europeus. Eu leio e ouço o chanceler Merz e sei que ele está errado ao dizer isto.
Quando se está no quadrante 1, não adianta correr mais depressa; é preciso mudar de jogo, mudar de quadrante.
Repito-me: Qual é a 1ª lei da teoria dos jogos? Do not play a strictly dominated strategy. Eu traduzo:
Recuo aos meus anos 90 para recordar a metáfora da floresta errada que aprendi com Henry Mintzberg. A imagem da "floresta errada" indica que não basta executar bem ou optimizar processos; é preciso garantir que estamos no contexto, no mercado e no posicionamento certos.
Quando uma organização um país está no quadrante 1 (competição por preço, margens comprimidas, substituibilidade elevada), pode tornar-se extremamente eficiente. Pode melhorar processos, reduzir desperdícios, optimizar fluxos, automatizar. Pode até ganhar prémios de excelência operacional.
Mas continua na floresta errada.
Eficiência ≠ estratégia.
Melhoria contínua ≠ mudança de posicionamento.
Conformidade ≠ criação de valor diferencial.
Muitas PME industriais países vivem esta armadilha. Investem enorme energia em optimização interna, e isso é necessário, mas não questionam o enquadramento competitivo. Não perguntam:
- Estamos a competir onde há margem?
- Temos vantagem competitiva?
A transição para o Quadrante 3 ou 4 não é uma melhoria incremental. É uma deslocação de floresta. A transição de quadrante para países é seguir a teoria dos
flying geese.
"Work harder" não faz os países evoluírem nas linhas horizontais da figura.
Mas quem sou eu ...
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