sábado, janeiro 03, 2026

Curiosidade do dia


A fiscalidade pode levar a manifestações de amor (sem ironia). Mais do que a palavra amor, talvez a palavra inglesa "care".

O The Times do passado dia 29 publicou "Deathbed marriages on rise to avoid tax bills and pension pain".

O artigo descreve o aumento dos chamados "deathbed marriages" no Reino Unido: casamentos realizados pouco antes da morte, sobretudo para reduzir impostos sucessórios e proteger pensões. 
"Regarded by some as the ultimate romantic gesture for a dying partner, deathbed marriage is simply a sensible financial move.
Either way, there has been a significant rise in the number of people deciding to say 'I do' on their deathbeds, according to official figures."
Com o envelhecimento da população e mais casais a optarem pela coabitação sem casar, muitos só se apercebem das penalizações fiscais e legais demasiado tarde. 
"The proportion of couples cohabiting in England and Wales has jumped from 1.7 per cent in 1979 to 22.7 per cent in 2021.
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Under the current inheritance tax regime, married couples and civil partners can pass on any amount of assets to each other tax-free.
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Unmarried couples are charged inheritance tax at 40 per cent on any assets over £325,000.
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Certain pensions, mainly occupational pensions, will not pay out a widow's pension to a cohabiting spouse.
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It's not until they realise that there's going to be inheritance tax to pay if they leave anything to their partner and they're unmarried."
Advogados e fundações alertam que casar continua a oferecer vantagens financeiras claras face à coabitação, apesar de persistir a ideia errada de que existe um "casamento de facto" com direitos equivalentes.

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