quarta-feira, janeiro 21, 2026

Curiosidade do dia

Recordo:
"Segundo a Conta Satélite do Turismo de 2024, o consumo turístico no território económico já representa 16,6% do PIB, e o contributo total do turismo atinge 11,9% do PIB. Nunca o turismo teve tanto peso na economia portuguesa, ultrapassando largamente o período pré-pandemia, quando rondava os 8% a 9%."

"Eppure non si muove." Hoje leio:

"O Turismo de Portugal vai apoiar as empresas do setor turístico, incluindo a restauração, através do pagamento de dívida à banca e alargando os prazos de devolução do dinheiro ao organismo, anunciou esta quarta-feira o ministro da Economia e da Coesão Territorial.

"O Turismo de Portugal vai ajudar estas empresas. Vamos prolongar os prazos de pagamento, tornar as prestações mais fáceis. Aquelas que devem à banca, o Turismo de Portugal vai substituir-se e vai antecipar o dinheiro e pagar à banca, e as empresas ficam a pagar ao Turismo de Portugal num tempo mais dilatado", afirmou Manuel Castro Almeida na sua participação na conferência 10 Anos Conversa Capital, a decorrer em Lisboa.

Questionado sobre uma potencial crise no setor, Castro Almeida sublinhou que a restauração é "muito importante" e "emprega muita gente". "É um elemento integrador da promoção turística e essencial", afirmou, acrescentando que muitas empresas de restauração estão ainda a pagar os custos da pandemia"."

- Há mesmo qualquer coisa de pôdre neste reino:

Em termos simples, a destruição criativa, no sentido schumpeteriano, assenta numa sequência clara:

  • empresas pouco produtivas saem;
  • recursos libertam-se; e 
  • esses recursos encontram usos novos e mais produtivos. 
Se o primeiro passo não acontece. As empresas “zombie” continuam activas apesar de margens insuficientes, fraca produtividade e ausência de uma trajectória credível de criação de valor, porque são mantidas vivas por crédito dirigido, apoio estatal, tolerância regulatória e objectivos políticos ligados ao emprego e à estabilidade social. Na prática, o sistema impede a saída.

Quando a saída é bloqueada, o capital não é reatribuído, o talento não se desloca para actividades de maior valor, a concorrência deixa de seleccionar os modelos superiores e a inovação torna-se incremental, defensiva ou meramente retórica. 

Sem destruição criativa, não há subida na escala de valor, porque os recursos permanecem presos ao quadrante 1 da comoditização; apenas sobrevivência assistida; e instala-se a zombificação no sentido económico rigoroso: actividade sem futuro a consumir o presente.

Uma tristeza. 

Socialismo de direita numa geringonça com "os nossos comunistas".


Recuemos a 2007 e a:

"... faltou sempre o dinheiro que o "Portugal profundo" preferiu gastar na "ajuda" a "empresas em situação económica difícil"...


 

 

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