"Quando tudo é impossível até não ser, os cortes na despesa quando vêm são radicais. Por vezes, resultam de uma intervenção externa e violenta, como tivemos com a troika em Portugal. Por vezes, vêm com a eleição de um político autoritário. Nos EUA, Trump tem deixado Elon Musk usar a abordagem do "vai ou racha" , em que o Estado deixa de pagar indiscriminadamente, e depois quando deixa de funcionar algo importante, então manda-se o cheque e recupera-se o programa....Em conclusão: temos de gastar, mas não conseguimos cobrar mais, não há quem nos empreste, e não achamos nenhum corte de despesa aceitável. Tudo indica que acabaremos não fazendo o que tem de ser feito, com mais taxas e taxinhas sobre o consumo, alguma repressão financeira sobre quem poupa e, de vez a vez, violentos cortes a eito nos serviços públicos. É este o fado das contas públicas nas nossas democracias europeias."
Trechos retirados de "O fado das contas públicas", um texto de Ricardo Reis no caderno de Economia do semanário Expresso do passado dia 28 de Março.
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