Por volta das 17h do passado Domingo, fiz uma caminhada até à FNAC do Gaiashopping. Ao chegar à zona de entrada do parque de estacionamento do hipermercado, estranhei ver uma camioneta de passageiros no local onde as camionetas costumam parar de manhã para recolher benfiquistas em dias de jogo grande em Lisboa.
Ao aproximar-me, reparei que era uma camioneta para turistas e que alguns já faziam fila para entrar nela. Eram asiáticos.
No centro comercial, voltei a ver pequenos grupos de asiáticos a passear entre as lojas.
Confesso que achei estranho e pensei: só mesmo asiáticos para incluir um centro comercial numa visita turística.
Hoje, no JdN encontrei o artigo "O turismo de supermercados é a nova grande tendência". Um destaque do artigo é:
"Prevejo para breve a chegada de autocarros de excursão às portas do Pingo Doce e do Continente, com filas de turistas a seguir um guia com um guarda-chuva levantado."
Não é preciso prever, já está a acontecer e eu vi.
Sublinhei:
"Não é ficção, prometo, está atestada como uma das maiores tendências do turismo para 2026, tanto no relatório "Hilton's 2026 Trends Report", que indica que 77 por cento dos viajantes adoram visitar supermercados no estrangeiro, como também na lista da Condé Nast Traveller, ambos profusamente citados numa reportagem da BBC que considerou o fenómeno digno da sua atenção.
...
o que mais os atrai é passear num lugar onde nada lhes é diretamente destinado, porque estão fartos até à ponta dos cabelos de lojas para turistas [Moi ici: Como eu os entendo!], cheias de sardinhas pintadas, andorinhas e galos de Barcelos, os mesmissimos recuerdos, porta sim, porta sim."
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